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Positive correlations between poverty and inequality During the Equity and Sustainability Field Hearings, people living

In document POVERTY AND THE MILLENNIUM (sider 66-70)

3 | THE VIEW FROM DEPRIVATION:

Prediction 1: Positive correlations between poverty and inequality During the Equity and Sustainability Field Hearings, people living

Apesar de o conceito de Web 2.0 necessitar de melhor compreensão na área da Ciência da Informação, a aplicação do pensamento e das tecnologias Web 2.0 aos serviços das bibliotecas, é conhecida como “Biblioteca 2.0”.

Esta expressão foi primeiramente cunhada por Michael Casey, em seu blog LibraryCrunch132, em setembro de 2005, e assim a exploração desta foi seguida por muitos blogueiros. Segundo Maness (2007, p. 44), Biblioteca 2.0 é a aplicação de interação, colaboração e tecnologias multimídia baseadas em Web para serviços e coleções de bibliotecas baseados em Web. Essa nova concepção de Biblioteca 2.0 implica uma presença multimídia que vai permitir a participação conjugada de usuários e bibliotecários, numa interação que facilitará a experimentação de novos serviços eletrônicos nas bibliotecas.

Para Kwanya, Stilwell e Underwood (2012), muitos estudiosos concordam com a noção de que a Biblioteca 2.0 representa uma mudança na conceitualização e entrega de serviços da biblioteca. Uma corrente de estudo percebe a Biblioteca 2.0 como progressão dos modelos tradicionais de biblioteca (STEPHENS, 2005; ROTHMAN, 2006), outra observa que a Biblioteca 2.0 é melhor do que todos os modelos anteriores a ela (MILLER, 2006; SOLOMON, 2006), e outra corrente sustenta que a Biblioteca 2.0 é uma instância na continuidade do desenvolvimento das bibliotecas (CASEY; SAVASTINUK, 2007). Há, entretanto, um consenso de que, apesar de haver uma mudança representada pela Biblioteca 2.0, ela se encaixa muito bem com a história das bibliotecas e a sua missão, embora o seu significado traga consigo uma mudança paradigmática dos modelos convencionais de serviços de biblioteca (MANESS, 2007).

A teoria da Biblioteca 2.0, de acordo com Maness (2007), sugere algumas características essenciais ao seu funcionamento, quais sejam: é centrada no usuário; oferece uma experiência multimídia, sendo socialmente rica e comunitariamente inovadora conforme a Figura 18:

Um modelo de serviço de biblioteca, segundo Kwanya, Stilwell e Underwood (2012) pode ser assim percebido como tipo de serviços de biblioteca diferenciados por meio de características singulares como o tipo de coleção que possui, usuário-alvo, tipo de biblioteca (universitária, centro de pesquisa, escolar ou pública) nas quais são oferecidos serviços especiais baseados na filosofia e organização de uma biblioteca. O quadro 10 faz uma comparação entre os diversos tipos de bibliotecas.

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Apesar da expressão ter sido cunhada por Michael Casey, em setembro de 2005, ele só tomou ciência da sua importância em maio de 2006, quando pôde relacionar o assunto ao uso das ferramentas da Web 2.0 e tornou a dicção de público domínio. Library Crunch, 2006. Disponível em:<http://www.librarycrunch.com/2006/05/>. Acesso em: 07 ago. 2013.

Quadro 10 – Comparação dos modelos de serviço de bibliotecas.

Modelo Coleção Serviço Recursos Mediação Local Ano de

Origem

Tipo de Biblioteca Tradicional propriedade da Foco na

coleção geral Tradicional “aquisição e empréstimo” Física Completa mediação de bibliotecários Espaço Físico “sagrado” 3600 A.C. Pública, Escolar, Nacional Posto Avançado (Outpost) Foco menor na coleção; somente o que precisa Menos Tradicional; Usuários passam muito pouco tempo na biblioteca Menos física e mais digital Menor mediação de bibliotecários Uso liberal de espaço 1731 Pública, Escolar Biblioteca Móvel Foco menor na coleção; somente o que precisa Tradicional “aquisição e empréstimo” Física Completa mediação de bibliotecários

Sem espaço 1858 Pública, Escolar Livraria (Bookstore) Foco no proprietário da nova coleção Menos Tradicional; Incluindo espaços compartilhados Física Menor mediação de bibliotecários; mais autosserviço Uso liberal de espaço 1898 Pública Comunitária Foco no proprietário da coleção onde está localizada Tradicional “aquisição e empréstimo” Física Completa mediação de bibliotecários Espaço Físico “sagrado” 1960s Pública, Escolar, Nacional Incorporada (Embedded) Foco na coleção especializada; Menos proprietária e mais acesso Menos Tradicional; Serviços feitos sobmedida para as necessidades do pesquisador Mistura de Física e Digital Menor mediação do bibliotecário; mais autosserviço Uso liberal de espaço 1970s Universitária, C. Pesquisa Digital Foco no Acesso, no conhecimento e não nos recursos informacionais Serviços não- convencionais que são adicionados por usuários e bibliotecários Mais Digital Que Física Completo autosserviço; Mediação mínima Geralmente virtual 1990s Universitária, C. Pesquisa, Pública Information Commons Foco na coleção especializada; Menos proprietária e mais acesso Serviços não- convencionais que são adicionados por usuários e bibliotecários Mistura de Física e Digital Menor mediação do bibliotecário; mais autosserviço Uso liberal e inovador de espaço 2000s Universitária, C. Pesquisa Biblioteca 2.0 Foco no acesso e Sem proprietário relacionado ao conteúdo Serviços não- convencionais que são adicionados por usuários e bibliotecários Mistura de Física e Digital Completo autosserviço; Mediação mínima Uso extremamente liberal do espaço físico e virtual 2005 Universitária, C. Pesquisa, Pública

Fonte: Kwanya, Stilwell e Underwood (2012).

Segundo Maness (2007), os detalhes da doutrina que cercam o conceito de Biblioteca 2.0 ainda indicam como as aplicações comuns à Web 2.0 continuarão a evoluir, e como bibliotecas poderiam utilizá-las e levá-las para os seus usuários, eles resultam em um processo sobre inovação.

A Biblioteca 2.0 é muito mais do que um conjunto de ferramentas sociais. Seu pensamento está voltado para uma filosofia de participação, assim como indicam Stephens e Collins (2007). Este pensamento envolve ainda alguns aspectos que devem ser observados quando a biblioteca irá interagir com o usuário, que são os seguintes:

Conversação: uma discussão aberta leva a transparência e honestidade, e que torna a

biblioteca mais humana, real e pessoal, desde o momento em que o bibliotecário interage diretamente com os usuários.

Comunidade e participação: os usuários, por consequência desta abertura motivada pela

conversação, estão envolvidos no planejamento de serviços da biblioteca, avaliando os serviços e sugerindo melhorias. Em uma conversação aberta, todas as opiniões que contribuem para a melhoria dos serviços são bem-vindas e abraçadas.

Experiência: a experiência oferecida pela biblioteca é gratificante. Ele traz à tona emoções

para os usuários. Ela satisfaz o utilizador. A Biblioteca 2.0 estimula as pessoas, por meio da aprendizagem, descoberta e do entretenimento.

Compartilhamento: a Biblioteca 2.0 proporciona meios para que os usuários compartilhem

informações via comunidades online, por meio de perfis de usuário incorporados ao catálogo ou

blogs hospedados em servidores da biblioteca. Os usuários podem optar por compartilhar por meio

do empréstimo de materiais oferecidos pela biblioteca – por meio dos comentários feitos após a devolução, uma lista de favoritos, interesses por títulos específicos, etc. – com os outros usuários existentes na comunidade online da biblioteca. Isto leva a conexões entre os usuários e a novas descobertas.

Assim, as bibliotecas, por meio do uso de coleções e fontes disponíveis, conforme indica Cohen (2008), foram transformadas em centros de criatividade, coleção, comentários e pensamento crítico, por meio da utilização de etiquetamento, compartilhamento, bookmarking, podcasting e outras ferramentas tecnológicas.

Na perspectiva de Rodríguez (2009), as ferramentas tecnológicas da Web 2.0, mais úteis para aplicar em uma biblioteca, são os blogs, wikis, redes sociais e microblogs, marcadores sociais, os buscadores sociais e a tecnologia de RSS. Ainda de acordo com Rodríguez (2009), as ferramentas da Web 2.0 podem ser classificadas de acordo com o tipo de biblioteca, a ferramenta utilizada e o usuário, porém ela ressalta que nenhuma delas é exclusiva de um tipo específico ou setor que compõe uma biblioteca.

É possível ainda destacar a adoção da “busca social” para encontrar informação por meio do buscador destas disponibilizado por estas ferramentas na internet quando certos tópicos são difíceis de encontrar em buscadores mais conhecidos. De acordo com McDonnnell e Shiri (2011) a expressão “busca social” se refere ao uso das redes sociais para ajudar a encontrar informação na Internet. Richman (2007) observa que a busca social começou há algum tempo, quando os bibliotecários ajudavam a encontrar informação antes do aparecimento da web. Com o aparecimento da web, dos marcadores sociais, das discussões em blogs, redes sociais e o compartilhamento de informações nestas plataformas, a busca social se tornou uma ferramenta a mais para “garimpar” informação na Internet. A figura 18 mostra um exemplo de campo para buscar informações no microblog Twitter.

Figura 18 – Campo de busca social no microblog Twitter

Fonte: Elaborado, pelo autor, baseado no Twitter.

Nas bibliotecas públicas, Rodríguez (2009) sugere como ferramentas 2.0 que podem ser utilizadas blogs ou outra plataforma que integre serviços de “sindicação” de conteúdo RSS, serviço de marcação social que possibilite ao bibliotecário informar links relevantes para a pesquisa do usuário, a possibilidade de o usuário comentar posts feitos pelos bibliotecários nos blogs, a inclusão de entradas multimídias, vídeos, imagens, sons ou podcasts, e, ainda, a criação de perfis da biblioteca para serem disponibilizados em microblogs ou redes sociais.

Nas bibliotecas escolares de acordo com Rodríguez (2009), é possível fazer o uso das ferramentas 2.0 citadas na biblioteca pública, porém aqui neste tipo de biblioteca, poderá ser incluída a ferramenta Wiki para a criação de enciclopédias e dicionários online sobre determinado tema e também adotar plataformas que possibilitem o acesso de usuários adolescentes.

Nas bibliotecas universitárias ou especializadas, para Rodríguez (2009) as ferramentas são as mesmas das bibliotecas públicas, podendo, neste caso, serem acrescentados os mundos virtuais, como, por exemplo, o Second Life.

Assim, é possível observar a utilização destas ferramentas em bibliotecas públicas, escolares e universitárias ou especializadas, conforme pode ser observado no quadro 11.

Quadro 11– Classificação das ferramentas 2.0 por tipo de biblioteca

Biblioteca Ferramenta 2.0

Pública Blog ou plataforma que integre os serviços de:

“Sindicação” (se incluem os leitores e agregadores de feeds) Marcação social

Possibilidade de comentar

Possibilidade de realizar entradas multimídias “Busca social”

Microblogging e Redes sociais

Escolar Blog ou plataforma que integre os serviços de:

“Sindicação” (se incluem os leitores e agregadores de feeds) Marcação social (especial para os docentes)

Possibilidade de comentar

Possibilidade de realizar entradas multimídias “Busca social”

Repositórios colaborativos Wikis

Rede social e microblogging (se são usuários adolescentes) Universitária e Especializada Blog ou plataforma que integre os serviços de:

“Sindicação” (se incluem os leitores e agregadores de feeds) Marcação social (especial para os docentes)

Possibilidade de comentar

Possibilidade de realizar entradas multimídias Repositórios colaborativos

Mundos Virtuais

Rede social e microblogging

Fonte: (RODRÍGUEZ, 2009, p. 15).

No quadro seguinte (Quadro 12), Rodríguez (2009, p. 16) destaca uma classificação das ferramentas da Web 2.0 de acordo com o setor em que é utilizada na biblioteca. Foram contemplados: o setor de referência, a área de promoção de serviços e extensão que podemos considerar como a área de marketing da biblioteca, a área de formação e apoio aos usuários da biblioteca, a área de promoção à leitura que também pode envolver o espaço infantil, o setor de processamento técnico voltado para a catalogação do acervo, e por último, a área de gestão e planejamento da biblioteca.

Quadro 12 – Classificação das ferramentas pelo setor da biblioteca

Setor da Biblioteca Ferramenta 2.0

Referência

Promoção dos serviços Extensão

Sugere-se uma plataforma web que atue como um portal de entrada da biblioteca integrando aplicações e serviços.

As ferramentas mais apropriadas são os blogs ou as redes sociais, que contemplariam as aplicações nomeadas nos quadros 12 e 13.

Os microblogs seriam apropriados para promover serviços, eventos e leituras. Também, resulta apropriado implantar um leitor de feeds que atue de forma interativa e integradora.

Embora o chat não seja um serviço estritamente 2.0, é recomendável sua inclusão no portal da biblioteca. Ele agiliza a comunicação e o intercâmbio entre o bibliotecário e os usuários, como também a dos usuários entre si.

Formação de usuários Blogs, wikis

Animação e promoção à leitura Blogs, Marcador social, microblogging Processamento técnico Marcadores sociais

Gestão e planejamento. Setor contábil administrativo

Mundos virtuais

Cabe ainda destacar que as ferramentas que são mais utilizadas nestes setores de forma independente são os blogs, microblogs e as redes sociais, mas existem casos de blogs e redes sociais onde num mesmo espaço é possível ter vários colaboradores publicando notícias e novidades sobre a biblioteca.

O quadro 13 destaca que tipo de usuário de biblioteca pode fazer uso das ferramentas da Web 2.0. Os tipos de bibliotecas citados anteriormente por Rodríguez (2009), - pública, escolar, universitárias ou especializada -, oferecem como possíveis usuários os docentes, pesquisadores, discentes, jornalistas e gestores de informações, além de empresários, comerciantes e profissionais em geral.

Quadro 13 – Classificação das ferramentas 2.0 pelo tipo de usuários de biblioteca

Ferramenta 2.0 Usuário

“Sindicação” de conteúdo

(se incluem os leitores e agregadores de feeds)

Docentes, Pesquisadores, Discentes

Jornalistas e gestores de inf., Empresários e Industriais, Comerciantes e Profissionais em geral, Empresas.

Marcadores sociais

Docentes, Pesquisadores, Bibliotecários, Discentes, Jornalistas e gestores de inf.,

Empresários e Industriais, Profissionais em geral, Adolescentes e Público em geral.

Etiquetamento social e nuvem de etiquetas Todos.

Buscadores sociais Todos.

Redes sociais Pesquisadores, Profissionais em geral, Adolescentes. Comunidades virtuais e fóruns Pesquisadores e Profissionais em geral.

Mundos virtuais (Second Life) Pesquisadores, participantes de projetos colaborativos, Docentes e Discentes, Profissionais em geral, Empresas. Blogs e microblogs Público em geral, Comunicadores sociais, Docentes e

Agentes culturais.

Wikis Docentes, Pesquisadores, participantes de projetos colaborativos.

Repositórios colaborativos Público em geral, Adolescentes, Docentes, Jornalistas e gestores de inf.

Fonte: Rodríguez (2009).

O arsenal de ferramentas Web 2.0, contudo, e a determinação de um perfil do profissional que conhecemos como Bibliotecário 2.0, isolados, não são suficientes. Para assegurar o sucesso, a Biblioteca Pública 2.0 requer pessoas para uma atuação conjunta: associações, cidadãos residentes no município, vários entusiastas e especialistas em vários campos, para compilar a informação compartilhada pelas pessoas (JURVANEN, 2008). Somente por um programa de marketing efetivo nas escolas, associações locais e com usuários de biblioteca, isso pode levar usuários de biblioteca a produzir conteúdo e manterem-se.

Neste sentido, Anttiroiko e Savolainen (2011) observam que o desafio das bibliotecas públicas pode ser traduzido em uma regra organizacional simples: no sentido de passar de uma transformação organizacional evolucionária para uma revolucionária, uma biblioteca necessita integrar a utilização da Tecnologia da Informação com a transformação de seu negócio principal e aquelas relacionadas ao contexto. Para reforçar isto, Venkatraman (1994) apud Anttiroiko e

Savolainen (2011), identificou cinco níveis de tecnologias capazes de transformar o negócio, que podem ser aplicadas a bibliotecas públicas.

Anttiroiko e Savolainen (2011) destacam ainda que o conceito de Biblioteca 2.0 promete renovar os serviços das bibliotecas públicas, mostrando que no início elas se utilizavam das tecnologias da Web 2.0 para propósitos de comunicação, compartilhamento de conteúdo, redes sociais e crowdsourcing133. Assim, seguindo esta abordagem para o redesenho de processos de TI propostos por Venkatraman (1994) apud Anttiroiko e Savolainen (2011), observam que para alcançar a mensagem básica, o maior desafio para as bibliotecas públicas é o de encontrar maneiras de redesenhar os seus processos principais com a ajuda de aplicações Web 2.0 e tendências emergentes na área das redes sociais, conforme observado na figura 19.

Figura 19 – Abordagens para o redesenho de processos baseados em TI nas bibliotecas

Fonte: (ANTTIROIKO; SAVOLAINEN, 2011, p. 96).

Na adoção das funcionalidades da Biblioteca 2.0, dois tipos de ferramentas se destacam: as que oferecem possibilidade para divulgação e aquelas que proporcionam o compartilhamento de conhecimento. No primeiro tipo de interatividade, representado pelas ferramentas voltadas para funcionalidades da divulgação, existe o segundo grupo de ferramentas mais voltadas para o compartilhamento do conhecimento, como é o caso das OPACs Web 2.0, com catalogação compartilhada, como o LibraryThing, a folksonomia, a indexação colaborativa e os bookmarks (YONG-MI; ABBAS, 2010).

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O crowdsourcing é um modelo de produção que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários espalhados pela internet para resolver problemas, criar conteúdo e soluções ou desenvolver novas tecnologias. (CROWDSOURCING, 2012).

Segundo Yong-Mi e Abbas (2010), as ferramentas do segundo tipo constituem-se em modelo relacionado à iniciativa do usuário, enquanto wikis, blogs e microblogs constituem em modelo intermediário de participação repartida entre usuário e biblioteca, e os RSS e podcast dependem mais da iniciativa das bibliotecas. O quadro 14 destaca esses dois níveis de uso.

Quadro 14 – Níveis de uso das ferramentas da Web 2.0 em bibliotecas Níveis de Adoção das Ferramentas da Web 2.0 para Bibliotecas

Divulgação de Informações Compartilhamento de conhecimento Blogs

Redes sociais RSS

Streaming (áudio, vídeo)

Blogs Redes sociais OPAC 2.0

Folksonomia/Indexação colaborativa Wiki

Fonte: Adaptado de Yong-MI e Abbas (2010).

Assim sendo, o bibliotecário universitário deve reunir esforços com vistas a incorporar estas tecnologias junto às bibliotecas e atuar como facilitador dessas habilidades aos seus usuários como instrutores e agentes no ambiente acadêmico, oferecendo-lhes oportunidades no sentido de compartilhar, aprender e comunicar.

Uma dessas aplicações, utilizadas para a recuperação da informação nos catálogos online no padrão da Web 2.0, é a nuvem de etiquetas (tag cloud em inglês) que, de acordo com Guedes e Souza (2008), se originou das necessidades da Web para aumentar a interatividade do usuário com o conteúdo das páginas web, para fins de organização e, ao mesmo tempo, criarem um ambiente de navegação por conceitos onde a popularidade seria o principal critério de apresentação.

Blyberg (2006a) destaca 11 razões por que a Biblioteca 2.0 (B2) existe e é importante.  B2 requer uma reorganização interna dos processos chave da biblioteca, e uma série

de modificações drásticas na sua cultura interna. Será prioritário o investimento nos serviços de maior impacto para os usuários e o setor de informática deverá integrar-se em todas as seções da biblioteca para dar suporte aos novos serviços.

 B2 exige uma mudança fundamental na missão da biblioteca, que terá que redefinir- se mesmo sabendo que a organização pode ser muito restrita. O nosso planejamento deve estar centrado no usuário, em suas percepções da biblioteca e na melhora contínua e imediata do serviço.

 B2 requer uma mudança importante no mercado como tratamos o princípio de

“autoridade”, B2 adota a filosofia implantada pelo Google, e que tanto incomoda aos

defensores do controle de autoridade. Como vamos incorporar a nossos produtos conteúdos não controlados, que provenientes de nossos usuários? Chegou o momento de incorporar esses conteúdos e oferecê-los aos nossos usuários.

 B2 requer agilidade tecnológica. Não significa que a B2 seja somente tecnologia, tem muitos componentes não tecnológicos, mas isto requer uma tecnologia ágil já que este é o seu maior diferencial. A questão do custo de integração do software torna-se inócua, pois ele é gratuito e só necessita de energia, entusiasmo e iniciativa para ser implementado. É o espírito do beta perpétuo.

 B2 exige uma mudança radical no modo como os fornecedores dos Sistemas de

Gestão e Automação de Bibliotecas (SGAB) trabalham. A mudança afeta, em grande

parte os sistemas de gestão de bibliotecas e aos seus fornecedores, já que devem ser sistemas mais flexíveis que permitam a aplicação destes princípios e a participação mais ativa dos bibliotecários no desenvolvimento dos produtos.

 B2 permite e requer que as bibliotecas trabalhem juntas. Dessa forma coletiva teremos recursos e visibilidade que nos permitam oferecer serviços vitais a nossas comunidades. É a oportunidade de trazer algo de impacto.

 B2 está acontecendo. Tem muitas bibliotecas envolvidas que utilizam chats para referência virtual, instalam cafés em suas dependências, redigem novas políticas e criam novos serviços que refletem estas mudanças.

 B2 é revolucionária. Não é simplesmente uma adaptação para atender a uma demanda. Compara-se a introdução de um SGAB que envolve mudanças conceituais, programação, culturais e físicas que trazem como resultado a Biblioteca 2.0.

 B2 é essencial para a sobrevivência e a relevância da biblioteca. B2 não é uma opção, e se não está de acordo com seu significado pode correr o risco de desaparecer. Pensando nestas mudanças, Kelly et al. (2009) indicam que, com a chegada da Biblioteca 2.0, o fato propiciou desafios consideráveis no ambiente político preparado para a Web 1.0. Assim, Kelly et al. (2009, p. 312) procuram estabelecer um framework para dar a certeza de que as instituições consideram os riscos associados com a utilização das tecnologias e serviços da Web 2.0 nas bibliotecas.

Neste sentido, Kelly et al. (2009) destacam vários contextos onde se exploram o uso da Web 2.0 nas bibliotecas, pois, seja numa perspectiva de uma biblioteca nacional, seja numa biblioteca universitária, ou numa biblioteca de um centro de pesquisa, é preciso identificar os riscos associados à adoção destas redes sociais.

De todo modo, os riscos a que Kelly et al. (2009) gravitam à órbita da “sustentabilidade dos serviços” oferecidos pela Web 2.0, que podem aparecer e desaparecer sem explicação do fornecedor. Também são relacionados os riscos da “preservação digital de conteúdo”, ofertado/armazenado por terceiros, dos riscos relacionados a “fatores humanos”, presentes na adoção de um blog ou de uma wiki, resultando na sequência na baixa atualização ou, quem sabe, na

inexistência de atualização realizada pelo autor destas ferramentas, valendo mencionar também os riscos oriundos da “acessibilidade dos usuários” ao sítio web e, por fim, os riscos legais e éticos relacionados à proteção de “jovens usuários”, que utilizam estas redes sociais de conteúdos inapropriados oferecidos pela Web.

De acordo com Rudman (2010), um dos principais riscos, que surgem quando se acessa a

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