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Mechanisms by which the wealthy perpetuate inequality and poverty

In document POVERTY AND THE MILLENNIUM (sider 72-89)

3 | THE VIEW FROM DEPRIVATION:

Prediction 3: Mechanisms by which the wealthy perpetuate inequality and poverty

Pensando nas práticas de adoção da biblioteca 2.0, a Biblioteca Nacional do País de Gales (BNPG) elaborou um relatório (BNPG, 2009)134 contendo as estratégias que serão adotadas para aumentar sua presença na Internet por meio da integração do seu portfólio de serviços na Web a uma abordagem baseada na Web 2.0. Esta abordagem promoverá um renovado engajamento com a comunidade de usuários por meio de cinco objetivos-chave: 1) criar espaços para a inovação; 2) colaborar com os usuários; 3) compartilhar o conteúdo; 4) entregar serviços eficientes, utilitários e efetivos; e 4) criar com perspectiva no tempo.

Schwamm, Stephens e Cleeve (2009) destacam algumas recomendações para serem adotados por sítios web de bibliotecas nacionais, mas uma que sobressai é que a utilização de maior interatividade e geração de conteúdo pelo usuário (características da Web 2.0) poderia fornecer uma oportunidade de mostrar serviços focados nas necessidades do usuário destas bibliotecas.

Ao realizar uma pesquisa em 105 sítios web de bibliotecas nacionais de vários países em todos os continentes, os espanhóis Buígues-Garcia e Gimenez-Chornet (2012) observaram que

134

Relatório de Estratégias da Biblioteca Nacional do País de Gales: Disponível em: < http://www.llgc.org.uk/fileadmin/documents/pdf/2009_Web_Strategy.pdf/>. Acesso em: 05 nov. 2013.

somente 27 deles poderiam ser considerados como no padrão da Biblioteca 2.0. A tabela 5 expressa o resultado das análises nos sítios web por continente e o percentual de bibliotecas no padrão 2.0 em cada continente.

Tabela 5– Sítios web de bibliotecas nacionais com padrão de Biblioteca 2.0

Continente Nº Bibliotecas Nacionais Nº Biblioteca 2.0 % Bibliotecas 2.0

África América Ásia Europa Oceania 11 20 21 51 2 1 8 1 15 2 9,1% 40,0% 4,761% 29,4% 100,0% Total 105 27 25,7%

Fonte: Buigues-Garcia e Gimenez-Chornet (2012, p. 8).

Pesquisa de Buígues-Garcia e Gimenez-Chornet (2012) destaca, ainda, que as ferramentas mais implementadas nas bibliotecas nacionais são as redes sociais (Facebook e Twitter) e serviços de informação ao usuário (RSS, publicação de boletins, blogs ou bibliotecas virtuais/digitais).

Casos de sucesso da Biblioteca 2.0 podem ser vistos em diversas partes do mundo, merecendo destaque o da Biblioteca Pública de Vancouver (BPV)135, no Canadá. Segundo Cahill (2011), a BPV ingressou no Twitter em 2008. Nesta época, muitos dos casos de Biblioteca 2.0 que apareciam eram sem um objetivo claro ou senso de como eles usariam a sua presença no Twitter para fazer o engajamento com os seus usuários. Algumas destas histórias de sucesso do Twitter da BPV incluem, segundo Cahill (2011); a) marketing da biblioteca - quando os seguidores retuitaram por uma petição para ajudar a arrecadar fundos para a biblioteca; b) serviço ao cliente - para ajudar a biblioteca a arrumar mais cestos de lixo reciclável; c) centro de informação para emergências/desastres - quando houve um problema de energia em que o servidor de internet da biblioteca tirou o site da biblioteca do ar; d) engajamento da comunidade - compartilhando com os usuários sobre a inauguração de uma filial da BPV, oferecendo aos usuários fotos, vídeos e atualizações sobre os serviços desta nova unidade.

Já é possível visualizar um panorama da adoção de uso das ferramentas da Web 2.0 por BU localizadas na Austrália, Canadá, Reino Unido e Estados Unidos, conforme estudo de Tripathi e Kumar (2010). Esse estudo mostra que a tecnologia de Really Simple Syndication (RSS), o serviço de Instant Messaging 136(IM) e blogs eram as ferramentas mais populares em 277 bibliotecas universitárias pesquisadas pelos autores.

135

Sítio Web da Biblioteca Pública de Vancouver: Disponível em: <http://www.vpl.ca/>. Acesso em: 05 nov. 2013.

136

Assim, o resultado da investigação de Tripathi e Kumar (2010, p. 203-204) incluiu algumas boas práticas necessárias para integrar as ferramentas da Web 2.0 aos serviços da biblioteca, como podem ser vistas a seguir.

a) Ferramentas Web 2.0, como os blogs, RSS, as redes sociais e as wikis deveriam ser utilizadas com propósitos bem definidos e normas de padronização. Esta etapa irá melhorar a confiabilidade das ferramentas da Web 2.0, além de melhorar a participação dos usuários nas atividades da biblioteca.

b) As bibliotecas devem usar podcasts e videocasts quando a aprendizagem estiver baseada em áudio ou vídeo. Clipes visuais dos últimos eventos devem ser fornecidos como feeds sobre o formato de podcast. Esta etapa ajuda no marketing da biblioteca e melhora a sua credibilidade com a sociedade.

c) As bibliotecas deveriam criar blogs no sentido de prover as necessidades específicas de determinados grupos de usuários. O número de blogs, contudo, não deve ser tão grande ou senão deve-se tomar cuidado para que os usuários não fiquem dispersos pelos blogs com um número baixo de participantes em cada blog. As bibliotecas podem usar blogs para anunciar novas notícias e eventos. Os blogs devem ser acessíveis por todos, mas os comentários devem ser autorizados somente aos estudantes.

d) As bibliotecas devem publicar diretrizes para o uso das várias ferramentas da Web 2.0. Os estudantes devem responder a respeito dos direitos de propriedade intelectual quando se referirem às fontes de conhecimento que sejam de propriedade de terceiros. As fontes de conhecimento deveriam ser apropriadamente citadas e creditadas. Os estudantes deveriam também evitar postar qualquer informação confidencial.

e) Os clipes visuais podem explicar vários procedimentos e funções da biblioteca, e devem ser fornecidos como videocasts. A distribuição de clipes de áudio ou vídeo requer uma conexão de alta velocidade com a Internet. Os clipes de áudio/vídeo de pequeno porte podem ser facilmente distribuídos por podcast/videocast, com duração de 3 a 5 minutos. f) Discursos ou demonstrações podem ser fornecidos em podcast, e então os estudantes que

perderam um discurso podem observá-lo conforme a sua conveniência. Neste contexto, vale mencionar o exemplo do uso de podcast pela Biblioteca da Universidade de Aberdeen137. As pessoas que não são estudantes da própria universidade podem também se beneficiar desses feeds.

137

Sítio Web da Biblioteca da Universidade de Aberdeen: Disponível em: <http://www.abdn.ac.uk/library/>. Acesso em: 05 ago. 2013.

g) As ferramentas da Web 2.0 despontam como novo conceito. Na fase inicial dos estudos, os estudantes devem ser treinados para o uso das várias ferramentas da Web 2.0. Pequenos módulos de treinamento devem ser utilizados com o ponto de partida.

h) As ferramentas da Web 2.0 são aplicações de aprendizagem baseada na comunidade; portanto, o suporte e a participação dos usuários são elementos críticos para o sucesso das ferramentas da Web 2.0. Os corpos docente e discente da faculdade deveriam ser ensinados a incorporar essas ferramentas com vistas a formar uma comunidade virtual. i) As bibliotecas e centros de informação deveriam criar folhetos e marcadores de página

que contenham rápida informação sobre blogs, RSS e wikis utilizados na biblioteca. Estes folhetos deveriam ser distribuídos durante as aulas de instrução e visitas formais aos vários departamentos da faculdade. A biblioteca deveria fornecer links das ferramentas da Web 2.0 nas páginas web oficiais da universidade e da biblioteca. Uma rápida introdução das atividades oferecidas utilizando as ferramentas da Web 2.0 e as suas atualizações devem ser inseridas no sítio web da biblioteca aos estudantes por meio dos folhetos.

j) As bibliotecas devem criar uma conta wiki, onde os estudantes e professores podem gerar conteúdo, fornecendo aos usuários a oportunidade de contribuir numa comunidade virtual por meio da wiki.

Consequentemente, em razão da onipresença ou ubiquidade do uso das redes sociais, as BU podem potencializar essas ferramentas de comunicação para interagir com membros da faculdade, funcionários e estudantes de forma inovadora. (BURKHARDT, 2010).

Assim, há que se ter em mente duas perguntas que ajudam a potencializar estas ferramentas, como destaca Burkhardt (2010, p. 11): “O que a biblioteca deve postar?”, “Como deve ser esse profissional da informação?”. Para responder à primeira questão, Burkhardt (2010, p. 11) menciona algumas sugestões: a) notícias e eventos da biblioteca; b) novas aquisições para a coleção da biblioteca; c) links para artigos e vídeos; d) informações comunitárias; e) solicitar realimentação (em inglês, feedback); f) responder aos usuários; g) fotos da biblioteca; o mais importante é o profissional usar a criatividade para lidar com as redes sociais completando a segunda pergunta. Embora neste trabalho o autor não tenha citado exemplos que possam despertar essa criatividade usando as ferramentas 2.0.

O quadro 15 resume as ferramentas da BU 2.0, sua possível aplicação neste contexto e algumas exemplificações. Cabe ressaltar que os exemplos destacados por Dora e Maharana (2008) são todos de bibliotecas dos Estados Unidos.

Quadro 15 – Web 2.0 – Biblioteca 2.0 aplicação das ferramentas e um caso/exemplo Web 2.0

Ferramenta

Biblioteca 2.0

aplicação Exemplos (Casos) (continua)

RSS

Anuncia a chegada de novos livros, Periódicos e bases de dados Promove eventos organizados pela biblioteca.

New York University Library138 usa o feed para fornecer informações específicas sobre a biblioteca como, por exemplo: aulas de instrução sobre o uso da biblioteca, orientações da biblioteca, busca e gestão da base de dados, Notícias sobre a biblioteca: horário da biblioteca e novos eventos;

Liblink: fornecedor de dicas sobre o melhor uso da biblioteca.

Wikis

Serve como Ferramenta de Treinamento, Guia de Assuntos no Website da biblioteca, Sugestões para a biblioteca.

Ohio University Library Biz Wiki139 fornece uma fonte de informação de negócio, o site contém ainda referência de livros, guias de pesquisa e artigos sobre negócios.

Blogs

Dá suporte à instrução da biblioteca, comunicação dos colaboradores, atua como fontes de

referência, Material para cursos, Notícias.

Hunter College Library Blog140: o blog fornece informação aos estudantes pertinente as suas necessidades. Fornecem também notícias sobre os horários, acontecimentos, bases de dados da biblioteca. Compartilhamento de Fotos (Flickr) Ocorrências mais comuns: Tour de apresentação, transações de referência, uso de computadores, cenas de treinamentos, Poster da Biblioteca;

Flickr da Arizona State University Library (ASU Library)141 Possui dois tipos de coleções de fotos de eventos da ASU: fotos de eventos organizados pela biblioteca da ASU e fotos sobre a biblioteca da ASU.

Flickr da American Library Association (ALA)142

Mensagem Instantânea (Chat)

Ajuda no Serviço de referência virtual ou como Assistente a uma pesquisa.

American University Library143 que usa o chat AskAULibrary para referência virtual voltado para estudantes e docentes que fazem uso da biblioteca.

Redes Sociais

Pode funcionar como portal da web; Ajuda na promoção da biblioteca;

Pode funcionar como acesso ao catálogo.

A Syracuse University Library possui um perfil no Facebook144 que foi projetado para conectar as pessoas que utilizam a biblioteca no modo Biblioteca 2.0. A biblioteca fornece link para o catálogo OPAC da biblioteca, bases de dados, referência via chat e mudanças de horário da biblioteca.

Fonte: Dora e Maharana (2008, p. 474).

No Reino Unido, Shoniwa e Hall (2007) analisaram o conteúdo de 152 sítios web de BU, tendo encontrado naquela época entre os mais usados: RSS (18%), blogs (11%) e podcasts (5%). Os autores concluíram que os impactos mais significativos no contexto da mudança para adotar essas ferramentas 2.0 estavam sendo sentidos em vários aspectos relacionados à forma como os bibliotecários percebiam as relações entre BU e seus usuários, observando ainda o atendimento às necessidades de variadas gerações de usuários.

138

Disponível em:<https://library.nyu.edu/feeds/news.xml>. Acesso em: 5 nov. 2013.

139

Disponível em:<http://wikiindex.org/Biz_Wiki>. Acesso em: 5 nov. 2013.

140

Disponível em:<http://library.hunter.cuny.edu/blog/>. Acesso em: 5 nov. 2013.

141

Disponível em:<http://www.flickr.com/people/asulibraries/>. Acesso em: 5 nov. 2013.

142

Disponível em:<http://www.flickr.com/photos/ala_members/>. Acesso em: 5 nov. 2013.

143

Disponível em:<http://www.american.edu/library/ask/index.cfm>. Acesso em: 5 nov. 2013.

144

Disponível em:<https://www.facebook.com/pages/Syracuse-University-Library-Learning-Commons/63185059278>. Acesso em: 5 nov. 2013.

Liu (2008) pesquisou em 111 sítios web de BU nos EUA para observar características presentes nestes espaços que permitissem o engajamento dos usuários com os serviços online disponibilizados pela biblioteca. A pesquisa encontrou as seguintes ferramentas 2.0 sendo usadas em BU: RSS, blogs, wikis, podcasts e social tagging. A pesquisa destacava que características inovadoras os futuros sítios web de BU americanas deveriam contemplar: a) o foco no usuário; b) a personalização dos serviços oferecidos aos usuários; c) o engajamento dos usuários por meio das ferramentas 2.0; d) o uso de comunidades online para o compartilhamento de publicações dos usuários; e) a “remixabilidade” permitindo agregar TIC que propiciasse aos usuários trabalhar com recursos de informação oferecidos pela BU.

Linh (2008) pesquisou, por meio da análise de conteúdo, nos sítios web de BU, a aplicação de Web 2.0 em BU da Australásia (Austrália, Nova Zelândia e Nova Guiné) e concluiu que pelo menos dois terços delas haviam implantado uma ou mais tecnologias da Web 2.0, mas a média desses índices ainda era baixa. A autora observou em 47 BU dessa região que, na época, somente quatro ferramentas 2.0 eram as mais utilizadas (63,8% usavam RSS, 36,2% blogs, 21,3% podcasts e 10,6% usavam serviço de mensagem instantânea). Segundo, ainda, a autora, a popularidade da tecnologia RSS nestas BU da Australásia decorria da sua funcionalidade, simplicidade e facilidade para implantar, e assim ela conclui que a adoção das ferramentas 2.0 nestas BU era consequência de sua simplicidade, facilidade de uso e investimento mínimo de recursos técnicos e humanos.

García-Rivadulla (2010) realizou um levantamento em 15 BU públicas e particulares no Uruguai. A pesquisa observou na época que 46% das bibliotecas ainda não utilizavam ferramentas da Web 2.0. Apesar de saber da possibilidade que estas ferramentas 2.0 ofereciam para melhorar a comunicação com os usuários, seis de sete das bibliotecas que ainda não utilizavam também não tinham planos de implantar estas ferramentas. Segundo a autora, as razões para isso acontecer era que ainda não havia pessoal capacitado e também que havia políticas de uso da web nestas universidades que não permitiam o acesso a ferramentas 2.0. A autora concluiu que existia uma atitude favorável ao uso destas ferramentas nas BU uruguaias, sobretudo no âmbito teórico.

García-Rivadulla (2013) realizou outra pesquisa com BU do Uruguai para poder comparar com os resultados do estudo anterior de 2010 e saber qual a percepção que os usuários tinham sobre os serviços oferecidos por estas bibliotecas que utilizavam ferramentas 2.0. Os resultados mostraram que houve um aumento do uso destas ferramentas de 53% para 86% nestas BU. O estudo aplicou questionário junto a 151 pessoas que eram usuárias de BU, sendo 66 estudantes, 20 docentes e 65 pesquisadores oriundos de 16 faculdades da Universidad de la República do Uruguay e três universidades particulares. A pesquisa concluiu que, apesar do aumento do uso para 86%, este segue sendo muito conservador, ou seja, os serviços são uma extensão daqueles oferecidos por outros canais de comunicação: disseminação da informação, referência etc. A pesquisa também

destaca que as BU uruguaias continuam vendo o usuário como um mero receptor de informação e não como um colaborador que seja capaz de criar conhecimento e trazer experiência junto às atividades da biblioteca. Por fim, a autora destaca o fato de que, apesar de 70% dos usuários entrevistados crerem que a biblioteca deveria estar presente na web social, somente 32% usam estes serviços porque as pessoas utilizam assiduamente as redes sociais, sendo mais para fim pessoais, 93% ante 79% que usam para fins profissionais.

Han e Liu (2010) realizaram uma pesquisa junto a 38 das principais BU chinesas e observaram que mais de dois terços delas utilizavam um ou mais ferramentas 2.0 em seus sítios web. Entre os seis tipos de ferramentas 2.0 observadas, o Catálogo OPAC 2.0 e a tecnologia RSS eram as mais comuns, enquanto que os serviços de mensagem instantânea, blog, redes sociais e wiki eram os menos utilizados. Os autores concluem que a maioria das aplicações de Web 2.0 nessas 38 BU chinesas pesquisadas ainda estavam na sua fase de desenvolvimento básico, e a maioria das bibliotecas usava apenas uma ou duas aplicações em seus serviços. Suas aplicações não eram integradas com a plataforma do sítio web da instituição. Apesar disso, os autores ressaltam que algumas instituições na época da pesquisa estavam em decurso de implantação de uma interface para o catálogo OPAC, que integrava as ferramentas da Web 2.0 e, assim, um novo estudo qualitativo deveria ser realizado para observar por meio de benchmarking com outras universidades estrangeiras a real situação destas ferramentas 2.0 nas bibliotecas universitárias chinesas.

Já Chua e Goh (2010) pesquisaram, por meio da análise de conteúdo, em um total de 120 sítios web, de bibliotecas públicas, nacionais e universitárias, de forma igualitária (60/60), nas regiões da Europa, América do Norte e Ásia, a adoção das ferramentas 2.0. Os resultados indicaram que em ordem de popularidade as ferramentas mais usadas eram: blogs (B), RSS (R), serviço de mensagem instantânea (SMI), redes sociais (RS), wikis (W), aplicações de classificação colaborativa (em inglês, Social Tagging-ST). O resultado da pesquisa revelou quatro categorias diferentes de ferramentas 2.0 que ajudam no suporte à informação: aquisição de informação, disseminação de informação, organização de informação e compartilhamento de informação. As tabelas 6 e 7 representam os resultados da pesquisa divididos pelas quatro categorias mencionadas há pouco.

Tabela 6 – Adoção das ferramentas 2.0 de acordo com a região pesquisada

Região/Ferramenta Blog (B) Wiki (W) RSS (R) Social Tagging (ST) SMI RS

América do Norte 29 10 28 12 35 17

Europa 18 4 17 3 11 4

Ásia 21 6 15 5 10 3

Total=120 68 20 60 20 56 24

Aquisição da Informação Disseminação da Informação Organização da Informação Compartilhamento da Informação

Nota: B- Blog; W-Wiki; R-RSS; ST-Social Tagging; SMI-Serviço de Mensagem Instantânea; RS-Redes Sociais.

Tabela 7 – Adoção das ferramentas 2.0 de acordo com o tipo de biblioteca pesquisada

Região/Ferramenta Blog (B) Wiki (W) RSS (R) Social Tagging (ST) SMI RS

Pública 32 10 25 7 26 11

Universitária 36 10 35 13 30 13

Total=120 68 20 60 20 56 24

Aquisição da Informação Disseminação da Informação Organização da Informação Compartilhamento da Informação

Fonte: Chua e Goh (2010) adaptado pelo autor.

Nota: B- Blog; W-Wiki; R-RSS; ST-Social Tagging; SMI-Serviço de Mensagem Instantânea; RS-Redes Sociais.

Segundo Chua e Goh (2010), a diferença da implantação das ferramentas 2.0 entre as bibliotecas públicas e as universitárias pesquisadas não é estatisticamente significante. Assim, os autores concluem que a presença de aplicações Web 2.0 correlacionou-se com a qualidade dos sítios web das bibliotecas pesquisadas. Dos três aspectos de qualidade observados nos sítios web de bibliotecas (qualidade do sistema, qualidade da informação, qualidade do serviço), a força de correlação é mais forte com a qualidade do serviço, seguido pela qualidade do sistema e pela qualidade da informação. Isto sugere que as bibliotecas podem aproveitar melhor as aplicações Web 2.0 para facilitar a comunicação e a disseminação de informação entre bibliotecários e seus usuários.

Ainda no contexto das BU, Chan (2010) destaca em sua pesquisa um programa de aperfeiçoamento de pessoal que trabalhava na BU da Murdoch University, na Austrália. O programa consistia de quatro módulos de ensino que ajudavam os bibliotecários desta instituição a incorporar as ferramentas 2.0 na sua rotina profissional diária. Os resultados mostraram que algumas destas ferramentas eram mais adotadas pelos profissionais da BU. Com isso, o programa de aperfeiçoamento poderia ser reduzido para poder permitir que o profissional selecionasse as ferramentas 2.0 que fossem mais relevantes para a sua atividade profissional.

Mahmood e Richardson (2011) realizaram um levantamento em sítios web de 100 BU membros da Associação de Bibliotecas de Pesquisa dos EUA (em inglês, Association of Research Libraries) e constataram que as BU pesquisadas usam alguma forma de tecnologia da Web 2.0. Os autores observaram que as ferramentas 2.0 (blogs, microblogs, RSS, serviço de mensagem instantânea, redes sociais, mashups, podcasts e vodcasts) foram largamente adotadas, enquanto as

wikis, ferramentas de compartilhamento de fotos, ferramentas de compartilhamento de

apresentações, mundos virtuais, páginas web customizáveis e sítios web de busca foram pouco adotadas.

Grande-González, Pilar; De-La-Fuente-Redondo (2012) realizaram um levantamento junto a bibliotecários de 21 universidades espanholas, onde obtiveram a resposta de 29 BU que faziam parte dessas universidades. Os resultados indicaram que, na época somente duas BU não utilizavam as ferramentas 2.0. Das outras 27 restantes, destacaram que o uso destas tecnologias melhora a comunicação com seus usuários ao mesmo tempo em que aumenta a visibilidade da biblioteca e projeta exteriormente o trabalho realizado pela BU. Das 27 BU observadas, 24 utilizavam menos de quatro ferramentas 2.0. Os blogs e as redes sociais eram os mais utilizados (88,9%), seguidos de ferramentas de compartilhamento de fotos e vídeos multimídia (85,2%), a RSS (81,5%) e os mundos virtuais (por exemplo, Second Life) eram os menos utilizados (3,7%). Os bibliotecários entrevistados pelos autores indicaram que em grande parte das BU espanholas pesquisadas, se estava fazendo um esforço para desenvolver uma política de uso da Web Social e elaborar um planejamento estratégico que incorpore algo a este respeito. Por último, nas BU estudadas, foi

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