4.1 Dekomponering av bransjeforhold (PESTEL)
4.1.1 Politiske forhold
No tratamento convencional de águas para potabilização, também denominado tratamento em ciclo completo, a água bruta é coagulada geralmente com um sal de alumínio ou de ferro. O processo de desestabilização dos colóides pode ocorrer por adsorção e neutralização; varredura e por combinação da adsorção e varredura (VIANNA; VIANNA NETO, 2010). Di Bernardo e Dantas (2005) relatam que a coagulação realizada pelo mecanismo da
varredura é a recomendada, quando se tem tratamento de ciclo completo, com as etapas de
coagulação, floculação e sedimentação antes da filtração, já que os flocos obtidos são facilmente removidos nos decantadores. A faixa de pH correspondente a essa região é bastante ampla, variando entre 5,5 e 9,0 e as dosagens de coagulante (sulfato de alumínio) são elevadas, superiores a 25 mg.L-1, conforme diagramas propostos por Amirtharajah e Mills (1982).
Pesquisa desenvolvida por Thuy et al. (2008) avaliou a remoção de quatro agrotóxicos (aldrin, dieldrin, atrazine, bentazone) em água, por meio dos processos de coagulação e floculação, com diferentes dosagens de sulfato de alumínio (0-300 mg.L-1 de Al2(SO4)3.18H2O e de
contaminante (0,1-100 g.L-1), em água destilada e água do rio Dijle, na Bélgica. Os
resultados desse estudo indicaram remoções inferiores a 50%, para todos os compostos e em todas as condições avaliadas, e demonstraram que o aumento nas concentrações do coagulante apresentou efeito baixo ou insignificante na eficiência das remoções dos contaminantes. Ademais, os estudos apresentaram uma eficiência pior para os experimentos conduzidos com água destilada, indicando que a remoção dos micropoluentes, nesses tratamentos, ocorre mais devido ao processo de sorção à matéria orgânica, do que devido à desestabilização dos colóides, propiciada pela adição do coagulante. Os estudos indicaram ainda que compostos mais hidrofóbicos apresentaram maior remoção no tratamento com coagulação-floculação, indicando que a hidrofobicidade dos compostos constitui um fator importante a ser considerado na remoção dos agrotóxicos das águas.
Ormad et al. (2008) estudaram a eficiência de tratamentos de água para potabilização, comumente utilizados na Espanha. O estudo avaliou a remoção de 44 agrotóxicos, comumente detectados na bacia do rio Ebro. Avaliou-se a aplicação das seguintes técnicas, isoladamente e combinadas: pré-oxidação com cloro ou ozônio, coagulação com sulfato de alumínio e adsorção em carvão ativado. A pré-oxidação com cloro degradou eficientemente alguns agrotóxicos, sendo que a combinação com os processos de coagulação, floculação e decantação melhora a remoção da maioria dos compostos. O estudo indicou remoção para 60% dos compostos estudados. No entanto, esse tratamento apresenta a desvantagem da geração de trihalometanos. Já a pré-oxidação com ozônio removeu 70% dos agrotóxicos estudados e os autores mencionaram que a combinação dessa pré oxidação com a coagulação, floculação e decantação não melhorou a eficiência do tratamento. De acordo com a pesquisa, a técnica de tratamento por adsorção em carvão ativado foi eficiente para a maioria dos compostos estudados, principalmente se combinada com pré-oxidação por ozônio. Os autores mencionam que a coagulação consistiu no tratamento menos eficiente, dentre os processos avaliados, sendo praticamente indiferente a dosagem de coagulante utilizada no tratamento. A presença de agrotóxicos em águas potabilizáveis, submetidas ao tratamento convencional, também é apontada nas pesquisas de (Kruawal et al., 2005) e (Stackelberg et al., 2007), sendo que, nesta última, a remoção desses produtos é avaliada após cada etapa do tratamento, composto de coagulação com cloreto férrico, desinfecção com hipoclorito de sódio, filtração com areia e carvão ativado granulado e uma segunda desinfecção com hipoclorito de sódio, mantendo cloro residual em torno de 1,2 mg.L-1. Os resultados mostraram que a remoção
média de orgânicos foi da ordem de 15% na clarificação, 32% na desinfecção e 53% na filtração em carvão ativado. Estudo publicado pela USEPA (2001), sobre a eficiência de remoção de agrotóxicos em estações de tratamento de água para potabilização, já indicava baixa eficiência obtida nos processos de coagulação com sulfato de alumínio, de abrandamento seguido de clarificação, de oxidação química com cloro, dióxido de cloro, permanganato de potássio ou peróxido de hidrogênio.
A Tabela 6.4 apresenta resultados de pesquisas, realizadas no Brasil, para investigação da ocorrência de agrotóxicos em mananciais e águas de abastecimento.
Tabela 6.4 - Pesquisas realizadas no Brasil sobre a detecção de agrotóxicos em mananciais e águas de abastecimento.
Substâncias detectadas analítico Método Manancial
Concentrações obtidas na água de abastecimento
(g.L-1)* Região de estudo Período de
estudo Publicação Fonte/
Bruta Tratada
Herbicida tebuthiuron CLAE/UV Subterrâneo 0,03 a 0,09 (tebuthiuron) -
Microbacia do córrego Espraiado, Ribeirão Preto (SP) 1995 a 1999 Gomes et al. (2001) Endosulfan (, , sulfate); 2,4 D; glyphosate, tetradifon, triclorfon
- Superficial e subterrâneo x - brasileiro Nordeste Referenciado Não Brito et al. (2001)
Organoclorados - Superficial 0,03 (BHC) a 0,81 (endosulfan) < 0,05 Bauru/SP 10/2002 a 06/2003 Rissato et al. (2004)
Aldicarbe; carbofuran; carbaril; simazine; atrazine; trifluralin
CLAE/
EM-EM Superficial e subterrâneo 2,87 (carbaril); atrazine; trifluralin 0,08 a 16,90 (carbofuran); 0,13 a
0,27 a 8,38 (carbofuran); 0,67 a 2,33 (carbaril); 1,31 a 3,64 (simazine); atrazine; trifluralin Municípios pertencentes à bacia hidrográfica do Ribeira de Iguape (SP) 03/2002 a 02/2003 Marques (2005) Organoclorados; organofosforados e
piretróides n.i. Superficial x
0,22 (MG), < 0,1 (SC, MS) (methamidophos) Principais bacias hidrográficas de MG, PR, SC, RS, MS, MT e RJ 01/2005 a 02/2005 Sarcinelli et al. (2005) Captan, chlorothalonil; chlorpyrifos, dicofol; endosulfan, lambda- cyhalothrin; methamidophos, parathion- methyl; trifluraline
CG/DCE Superficial e subterrâneo
Detecção somente em água superficial: 0,7 a 1,29 (captan); 0,22 a 0,63 (4,4 dichlorbenzophenone), 0,2 (endosulfan-sulfate); 0,2 (endosulfan ); 0,2 a 5,66 (lambda-cyhalothrin); 0,27 (chlorothalonil)
- Guaíra (SP) Referenciado Não Filizola et al. (2005)
Imidacloprid; atrazine;
Substâncias detectadas analítico Método Manancial
Concentrações obtidas na água de abastecimento
(g.L-1)* Região de estudo Período de
estudo Publicação Fonte/
Bruta Tratada
BHC (, , ); heptachlor; aldrin; heptachlor epóxido, endosulfan (, , sulfato); 4,4 DDT; 4,4, DDD; 4,4, DDE; dieldrin; endrin aldeído e metais (Cu, Fe, Cd, Zn, Mn, Cr e Ni) CG/DCE (organoclorados) Espectrometria de absorção atômica (metais) Superficial** Organoclorados e metais (cromo, níquel, cobre e
zinco) 1,75 a 93,8 (BHC) 6,57 a 24,9 (heptachlor) 1,16 a 31,7 (endrin) 8,51 a 57,7 (endrin aldeído) 7,14 a 1787 (aldrin) 0,41 a 31,9 (heptachlor époxido) 3,39 a 27,4 (endosulfan ) 1,92 a 74,8 (endosulfan ) 6,06 a 144,1 (endosulfan sulfate) 0,97 a 110 (4,4 DDT) 22,9 (4,4 DDE) 0,53 a 7,05 (4,4 DDD)
- Região central do Estado de SP 03/2003 a 06/2003 Corbi et al. (2006)
Organofosforados e
carbamatos - Superficial e subterrâneo
x
Determinação pelo método de
inibição da acetilcolinesterase (%) -
Paty do Alferes
(RJ) 03/2004 a 09/2004 Veiga et al. (2006) Clomazone, propanil e
quinclorac CLAE/UV Superficial
0,62 a 8,85 (clomazone) 0,58 a 12,9 (propanil) 0,48 a 6,60 (quinclorac) - RS 2000 a 2003 Marchesan et al. (2007) Notas:
*a exceção dos resultados apresentados por Marques (2005) que estão expressos em ng.L-1.
**O meio de investigação desta pesquisa (matriz analisada) foi o sedimento e água de mananciais. “x” indica que a água foi estudada, mas a concentração encontrada não foi indicada.
“-” não há referência no trabalho.