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Political Limitations

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4 The Limitations of the UN as a Military Enforcer

4.2 Political Limitations

A moda não se limita apenas a utilização de peças de vestuário, pode citar aspectos emocionais, sociais, psicológicos, motivacionais, políticos e vários outros fatores que influenciam diretamente nossa decisão de compra por um determinado produto. Nesse contexto, LEHNERT (2000, p. 6) afirma:

Os fatores sociais, políticos e econômicos podem contribuir para explicar a existência da moda e as evoluções por que tem passado, mas não são suficientes para descrever a moda como fenômeno. Não se pode, porém, subestimar o papel que nela desempenha o gosto pelo belo, pelas cores, pelas linhas e pelas formas. A moda segue as suas próprias leis formais, igualando-se à arte nesse ponto. Ela tem interpretado o mundo vivido pelos homens de uma maneira muito própria. Portanto, a moda é mais do que um mero produto entre muitos outros, ela representa um empreendimento que pode trazer retorno financeiro vantajoso. O seu significado não se resume a ser algo de consumível, movimenta-se na linha que separa o consumo da

arte. Dessa forma, a moda começa no momento em que o gosto pelo enfeite e pelo adorno, a vontade de experimentar o novo, se tornam mais fortes do que as considerações funcionais. Possibilita a realização de algo paradoxal: ser único e inconfundível, e ao mesmo tempo demonstrar a pertença a um grupo, seja ele qual for.

De acordo com Pollini (2007), apesar de descobertas arqueológicas de materiais primitivos utilizados para costura cerca de 40000 a.C., ou até mesmo que o processo manual de tear tenha sido inventado por volta de 9000 a.C., moda propriamente dita só pode ser dita instaurada um pouco mais recente.

Ela se desenvolve em decorrência de processos históricos que se instauram no final da Idade Média (século XIV) e continuam a se desenvolver até chegar ao século XIX. E é a partir do século XIX que podemos falar de moda como a conhecemos hoje (POLLINI, 2007, p. 18).

Laver (1989) vem defender que os fatores climáticos, como em eras glaciais, submetidos a população primitiva terrestre foram acontecimentos extremamente relevantes para o uso de vestimentas, com o intuito de se proteger do frio. Em determinados momentos, por detalhes que diferenciavam as roupas, pode-se levantar questionamentos quanto a implicações sociais mediante a utilização de cada tipo de roupa. Porém, Laver (1989, p. 8) afirma que “o motivo principal para se cobrir o corpo era afastar o frio. E o homem primitivo percebeu que podia abater os animais não só pela carne, mas também por suas peles.”

Esse processo permitiu que as peles fossem cortadas e moldadas. Houve um dos maiores avanços tecnológicos da história do homem, comparável em importância à invenção da roda e à descoberta do fogo: a invenção da agulha de mão, muitas das quais, feitas de marfim de mamute, de ossos de rena e de presas de leão-marinho, encontradas em cavernas paleolíticas, onde foram depositadas há 40 mil anos. Com isso, foi possível costurar pedaços de peles e moldá- los ao corpo. (LAVER, 1989, p. 10).

Com isso Laver (1989) vem assumir seu posicionamento diante da necessidade básica de criaturas primitivas com o intuito básico de se proteger de geadas enormes, temporais, nevasca e todas as formas climáticas de interceder e até poder a sua vida. Porém, Pollini (2007, p. 19) vem reafirmar que todo esse processo sofre mudança no final da Idade Média e começo da Renascença quando afirma que: “A moda está muito mais relacionada a um conjunto de fatores, a um sistema de funcionamento social, do que

especificamente às roupas que são apenas a ponta desse iceberg”; e faz referência a citação de Hans Ulrich Gumbrecht quando afirma: “A moda, em seu sentido historicamente específico, implica, para começar, a expectativa fundamentada de que as formas de vestuário dominantes irão mudar em intervalos explicitamente marcado”.

Simmel (1985) vem defender a origem da moda como mais um traço de aspectos sociais de uma determinada comunidade, onde através da distinção de roupas utilizadas se determinava as pessoas com maior poder de compra, maior riqueza acumuladas. Logo que a sociedade marginalizada conseguia imitar, ou mesmo se igualar ao vestuário da classe superior, esta produzia e inovava mais vestimentas de diferentes modelos para nunca se comparar àquela sociedade mais inferior. Ainda afirma que “as modas são sempre modas de classe, que as modas de classe mais alta distinguem-se das classes mais baixas e são abandonadas no momento em que esta última começa a apropriar-se delas” (SIMMEL, 1985, p. 16).

Concomitantemente Veblen (1987) reforça a teoria de Simmel fazendo referência a necessidade do comprador de vestuário como sendo priorizada pela adequação ao meio social onde se encaixa. Como diz Veblen (1974, p. 25): “Um traje barato, torna um homem barato.” Contudo, a compra de roupas caras e elegantes tinha como finalidade maior despertar o quanto o comprador possuía de riquezas e o quanto ele se distinguia da sociedade pelo seu status social.

O sociólogo Herbert Blumer foi pioneiro no estudo da teoria que explica a diferenciação das classe sociais como sendo fator determinante para o desenvolvimento da moda: “Os esforços de uma classe de elite para se diferenciar na aparência não são a causa do movimento da moda, mas ocorrem dentro dele” (SVENDSEN, 2010, p. 61)

Afirma Lipovetsky (2004, p. 31-32) que a moda se reconstrói incessantemente a cada instante, porém nem tudo nela modifica. Afirma o Autor: “A mudança de moda atinge antes de tudo os elementos mais superficiais”, complementa dizendo que “ela certamente homogeneizou os gostos e os modos de vida pulverizando os últimos resíduos dos costumes locais, difundiu os padrões universais do bem-estar, do lazer, do sexo” e

encerra afirmando que apesar disso “desencadeou um processo sem igual de fragmentação dos estilos de vida”.

Para Mussak (2005) os dois impulsos básicos para o ser humano são suprir as suas necessidades básicas de sobrevivência e realizar seus desejos de satisfação e prazer. Podemos citar como um exemplo a nossa necessidade de se alimentar, porém não comemos apenas por esse motivo, mas também por gostar de um determinado alimento e sentir em seu paladar. Por conseguinte podemos nos estender ao caso estudado, onde as pessoas necessitam de seu vestuário para se compor adequadamente a cada ocasião imposta em sua vida, mas por outro lado também sente-se um enorme prazer em se vestir bem, usar peças mais ousadas ou até mesmo utilizar-se de um traje para satisfazer uma necessidade de bem-estar.

Goldenberg (2006) afirma que a moda, hoje, é um tema muito recorrente e deslumbrante por conta de podermos analisar inúmeros fatores impostos de uma determinada cultura. Não reduzimos a discussão apenas a questões mercadológicas, financeiras e/ou comerciais, ela passou a ser referência como um importante fenômeno social de aceitação e interação entre os grupos. A moda não é mais considerada apenas como uma bobagem de mulheres que, futilmente, trocavam peças e consumiam para mostrar riqueza. É uma importante forma de conhecimento para os estudiosos da área, como um mecanismo de auto conhecimento de seus próprios consumidores, a fim de se satisfazerem mais como pessoas.

Conforme apresentado por Dias (2013, p. 9) a compra de vestuário pela Internet é um dos segmentos mais procurados pelos consumidores online, afirma: “Existem diversos players trabalhando nesse ramo, que possuem tecnologia similares, e portanto competem acirradamente para conquistar seus clientes”.

Dias (2013) afirma também que o comportamento dos consumidores online precisa ser estudado e compreendido para que as empresas possam suprir as necessidades e atender os critérios de avaliação existentes nesse mercado. Conclui dizendo que os investimentos mercadológicos desenvolvidos na empresa serão melhor aproveitados, podendo avaliar mais detalhadamente os sentimentos do consumidor em realizar tal prática virtual, promovendo então uma maior satisfação dos clientes.

Sua pesquisa foi desenvolvida a partir do levantamento bibliográfico de autores que tem o conhecimento necessário e aprofundado mediante três perspectivas. Primeiramente foi analisado o comportamento do consumidor e todos os fatores e motivações que abrangem a decisão de compra pela internet. Logo após é faz-se uma análise do que seja o comércio eletrônico, e- businnes e e-commerce. Por fim, conclui essa parte do trabalho fazendo um estudo dos atributos, suas características e, especificamente, os atributos voltados ao comércio eletrônico.

Através de uma pesquisa qualitativa, a mesma utilizada nesse presente trabalho, Dias (2013) aplica um questionário com 408 participantes utilizando-se de uma técnica de amostragem não-probabilística por se tratar de um meio onde se tornaria inviável a escolha de um determinado público para efetivação dessa pesquisa.

Para análise dos dados coletados, Dias (2013) agrupou todas as respostas de cada item do roteiro, e a partir disso expor e comentar os resultados obtidos, a fim de avaliar os mais relevantes para o estudo – como diferença de preço entre lojas, segurança do site, promoções estabelecidas aos clientes – permitindo maior entendimento sobre o tema abordado.

3. METODOLOGIA

3.1 Tipo de pesquisa

A pesquisa descritiva é pré-planejada e estruturada e, normalmente, baseia-se em amostras grandes e representativas (MALHOTRA, 2012, p. 61).

Ainda de acordo com Malhotra (2012) a pesquisa descritiva é realizada para descrever características de grupos relevantes, como o exemplo de consumidores, vendedores, organizações ou áreas de mercado. Complementa ainda dizendo que serve também para estimar um índice em uma determinada população que exibe um comportamento específico.

Nesse caso, então, pode-se afirmar que essa pesquisa é de caráter descritivo e se baseia em uma pesquisa de campo quantitativa para apuração dos dados relevantes que virão a exemplificar o estudo.

3.2 Classificação da pesquisa

A pesquisa qualitativa proporciona melhor visão e compreensão do contexto do problema, enquanto a pesquisa quantitativa procura quantificar os dados e, normalmente, aplica alguma forma da análise estatística (MALHOTRA, 2012, p. 110).

Neste caso específico esta pesquisa tem natureza quantitativa, por se tratar da percepção dos consumidores dessas lojas virtuais mediante os aspectos analisados referente a seus comportamentos de compra.

3.3 Método utilizado

O trabalho consiste na aplicação da pesquisa que se deu baseado em um questionário desenvolvido por Dias (2013), onde o autor analisou alguns aspectos que levavam a um maior conforto e a efetivação da compra no meio virtual. Esse questionário está anexado ao final do trabalho a título de conhecimento maior.

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