4.3 Funn fra foreldre:
4.3.2 Planlegging og gjennomføring
Da análise sociográfica dos reclusos entrevistados (25) ressaltam os seguintes elementos, de acordo com as informações compiladas
no Anexo H. A população entrevistada, toda masculina, por o estudo ser desenvolvido num EP masculino, tem maioritariamente (28%) idades compreendidas entre os 35 e os 39 anos, sucedido pelo grupo entre os 30 e os 34 anos (24%). De seguida, em igual percentagem, encontram-se os grupos etários entre os 20 e os 24 anos e entre os 40 e os 44 anos, ambos com 20%. O grupo etário entre os 25 e os
29 anos é o que apresenta menor percentagem de entrevistados (8%). A idade média dos reclusos do EPSintra é de 29 anos, não se afastando assim muito da idade média do grupo entrevistado, que é de 33,6.
Em termos de habilitações literárias, mais de um terço da população, 36%, possui o 2.º ciclo do ensino básico, seguida do 3.º ciclo do ensino básico, com 32%. Indivíduos que possuam o 1.º ciclo do ensino básico e indivíduos que possuam o ensino secundário, estão em igual percentagem, 16%. Nenhum dos
entrevistados tem ensino superior.
Relativamente às penas totais dos entrevistados, 60% situam-se no intervalo dos 4 aos 6 anos, intervalo em que se situa a média de penas do Estabelecimento Prisional. 16% têm penas entre os 3 e os 4 anos. Com penas de 8 a 10 anos e com penas de mais de 10 anos, a percentagem é igual e situa-se nos 8%, tendo assim 16% dos entrevistados, penas superiores a 8 anos. Os entrevistados com penas inferiores a 3 anos e com penas entre os 6 e os 8 anos apresentam-se em igual percentagem, que é de 4%.
20% 8% 24% 28% 20% 20-24 anos 25-29 anos 30-34 anos 35-39 anos 40-44 anos 16% 36% 32%
16% 1º Ciclo do Ensino Básico
2º Ciclo do Ensino Básico 3º Ciclo do Ensino Básico Secundário 9% 35% 13% 9% 17% 17% Até 3 anos De 3 a 4 anos De 4 a 6 anos De 6 a 8 anos De 8 a 10 anos Mais de 10 anos
Gráfico 1- Idades dos reclusos entrevistados
Gráfico 3- Habilitações literárias dos reclusos entrevistados
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Foi também analisada a reincidência criminal entre os entrevistados, constatando-se que 28%, ou seja, 7 dos entrevistados eram reincidentes numa ou mais vezes.
Gráfico 4 - Reincidência criminal dos reclusos entrevistados
Para uma melhor caraterização do grupo de entrevistados, e tendo em conta a natureza do estudo, foi considerada importante a análise da situação face ao trabalho e à formação profissional, antes e depois de estarem presos. Assim, a quase totalidade dos reclusos, 92%, trabalhou antes de estarem presos e depois de estarem presos trabalharam quase metade dos entrevistados, 48%. Relativamente à formação profissional, antes de serem reclusos, frequentaram 44% dos entrevistados e enquanto reclusos, para além da formação em Empreendedorismo nas Artes e Ofícios do Património – Estuques e Empreendedorismo nas Artes e Ofícios do Património – Cantaria, apenas 20% já tinham frequentado outras ações desde que estão presos.
Gráfico 5- Situação face ao trabalho e à formação profissional antes e depois de estarem presos
*Para além da formação Empreendedorismo nas Artes e Ofícios do Património – Estuques e Empreendedorismo nas Artes e Ofícios do Património – Cantaria
Sim 28% Não 72% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% % Sim % Não
Trabalhou antes de estar preso Trabalhou desde que está preso Frequentou formação prof. em liberdade Frequentou formação prof. em reclusão*
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Em síntese, o perfil tipo dos entrevistados reclusos é o seguinte: homem, com idade compreendida entre os 35 e os 38 anos, com o 2.º ciclo do ensino básico, com uma pena de prisão entre os 4 e os 6 anos, reincidente criminal, que trabalhou antes de estar preso mas não enquanto recluso e que não frequentou formação profissional em liberdade nem desde que está preso, com exceção do curso de Empreendedorismo nas Artes e Ofícios do Património – Estuques ou Empreendedorismo nas Artes e Ofícios do Património – Cantaria.
O percurso profissional dos reclusos entrevistados, antes de estarem presos, em geral caracteriza-se pelo desempenho de trabalhos pouco qualificados e pelo desempenho de várias atividades ao longo da vida, um pouco de acordo com o rumo que as suas vidas foram levando, como Fernando: “(…) h á C v , á . Já h é v óv (…)”; Tiago: “(…) , de tosco, depois como o h h z h (…) já comerciante ambulante, já fui motorista, taxista, em Cabo Verde, já fui , já â (…)” e Luís: “(…) h , pladour, durante meio ano. Também fui pasteleiro e por ú v h A é (…)”.
Também é notório o fato de, principalmente os emigrantes provenientes da Guiné, terem profissões diferentes no seu país mas quando vieram para Portugal todos foram invariavelmente para a construção civil, como Kevin: “(…) , z . D z comércio... fiz alguns meses de serventeria, servente de armação de ferro, carpintaria, de cofragens, é .”
A construção civil assume-se como o setor em que mais homens trabalharam. Dos 25 entrevistados, 16 trabalharam na construção civil, em alguma fase das suas vidas, trabalhando como pedreiros, serventes, eletricistas ou carpinteiros como Joaquim: “(…) z serventeria, mas pouco tempo que trabalhei na serventeria, comecei logo a trabalhar no ferro, como profissional, como armador de ferro (…)” e Nelo: “(…) h v á çã v de ter feito também outras coisas. Houve uma altura em que fiz móveis por medida móveis de cozinha, roupeiros, coisas assim”.
Dois dos entrevistados trabalharam na área do ambiente, Ulisses: “(…) v ç urbano, UMA, (…)”, e Vasco: “(…) h , í (…)” h , “(…) h h (…)” z C Yann: “T h v , , q á q z . T h .”
Foi também mencionado o fato de começarem a sua vida laboral cedo como Alexandre: “(…) h 16 (…)”, e Bruno: “(…) h h 15 . Comecei para ajudar a minha mãe. Deixei a escola e comecei a trabalhar para ajudar a minha mãe (…)”.
Em relação ao trabalho desde que estão presos, 13 dos entrevistados nunca trabalharam e dos 12 que já trabalharam, 10 trabalharam como faxina. Um deles disse, que para além de faxina, trabalhou na cozinha. Dos outros dois que trabalharam, um trabalhou como pedreiro e outro disse
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que trabalhou na tipografia – “(…) h já h h 2001 (…)”, disse Luís, que já tinha estado preso anteriormente.
Relativamente à formação profissional, a maior parte dos entrevistados (14) não frequentou qualquer formação antes de ser recluso e 19 deles não frequentou nenhuma formação desde que está preso, com exceção da que frequentava aquando da realização da entrevista (Empreendedorismo nas Artes e Ofícios do Património – Estuques e Empreendedorismo nas Artes e Ofícios do Património – Cantaria).
As ações de formação frequentadas em liberdade foram em áreas tão variadas como informática, reparação de carroçarias, mecânica, serralharia, bar e mesa, calcetaria e higiene e segurança.
Em reclusão as áreas de formação foram: “ v h A ”, q ; “ , ”, N ; “ le ”, O ; “ ”, “ (…) de vida p “ V .