3 Aerosols and climate
3.4 Measurements of particle number and size
3.4.3 Physical aerosol properties measured in situ at the Trollhaugen Observatory98
Considerando-se a ausência mencionada de bibliografia e de dados sobre o ecofeminismo em Portugal, assim como de estudos que apliquem a sistémica ao problema ambiental em Portugal, surgiram, desde logo, duas questões basilares que foram perguntadas aos entrevistados: “conhece o ecofeminismo? E conhece o pensamento sistémico, aplicado ao problema ambiental?” Estas constituíram as duas
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primeiras questões apresentadas aos entrevistados e, da mesma forma, fundamentais para a estruturação das questões subsequentes que integraram o guião das entrevistas semiestruturadas. Estas duas perguntas foram categorizadas, para efeitos de sistematização deste trabalho, enquanto o primeiro grupo de questões (Grupo I).
Considerando-se a mencionada ausência de estudos sobre estes dois enquadramentos em Portugal, adivinhou-se o desconhecimento geral, por parte dos entrevistados, destas temáticas. Por este facto, procurou identificar-se a existência ou não de sensibilidade em relação aos fundamentos dos movimentos ecofeministas, assim como identificar-se a existência ou não de sensibilidade, também por parte dos entrevistados, em relação a uma possível abordagem do problema ambiental através da sistémica.
De forma a identificar-se a existência ou não desta sensibilidade, em particular no que respeita aos fundamentos dos movimentos ecofeministas, formularam-se as seguintes questões, que constaram do guião das entrevistas, e que se reportam aos elementos estruturais destes movimentos sociais, identificados supra no 1.4. da revisão de literatura:
1. Considera que existe uma lógica de hierarquia entre mulheres e homens, em Portugal?
2. Considera que as mulheres em Portugal são vítimas de estereótipos de género? / Considera que a sociedade portuguesa é sensível no que respeita a questões de género?
3. Considera que existe um patriarcado em Portugal?
4. Considera que faz sentido a continuação dos movimentos feministas, em Portugal?
5. Considera que, em Portugal, o problema ambiental é considerado um problema grave? Considera que se encontra a ser tratado de forma adequada pelas autoridades? E, por outro lado, considera que se encontra a ser tratado de forma adequada pela sociedade civil?
6. Faz-lhe sentido falar-se em biocentrismo, em Portugal?
7. Faz-lhe sentido falar-se numa ligação especial da mulher à natureza?
Estas perguntas foram categorizadas, para efeitos de sistematização deste trabalho, enquanto o segundo grupo de questões (Grupo II).
As respostas a estas perguntas indiciariam se os entrevistados poderiam, ou não, aceitar o ecofeminismo enquanto um movimento social idóneo para Portugal.
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Por fim, coube perguntar-se aos entrevistados se consideravam que a sociedade portuguesa é passível de integrar três dos princípios comuns aos dois enquadramentos, “sensibilidade às questões de género”, “valorização das vozes das minorias” e “centralização na natureza (biocentrismo)” (Stephens, Jacobson e King 2009 e 2010; e Stephens 2012 e 2015), na realização de projetos, planos de ação, diretrizes políticas e desenvolvimento da sociedade civil. Considerou-se, no entanto, que a resposta a este grupo de perguntas poderia ser inferida das respostas às questões do Grupo II.
Estas perguntas foram categorizadas, para efeitos de sistematização deste trabalho, enquanto o terceiro grupo de questões (Grupo III).
Tabela 1: Guião das entrevistas semiestruturadas
Grupos Questões colocadas
I
1.ª Conhece o ecofeminismo?
2.ª Conhece o pensamento sistémico, aplicado ao problema ambiental?
II
1.ª Considera que existe uma lógica de hierarquia entre mulheres e homens, em Portugal? 2.ª Considera que as mulheres em Portugal são vítimas de estereótipos de género? / Considera que a sociedade portuguesa é sensível no que respeita a questões de género?
3.ª Considera que existe um patriarcado em Portugal?
4.ª Considera que faz sentido a continuação dos movimentos feministas, em Portugal? 5.ª Considera que, em Portugal, o problema ambiental é considerado um problema grave? Considera que se encontra a ser tratado de forma adequada pelas autoridades? E, por outro lado, considera que se encontra a ser tratado de forma adequada pela sociedade civil?
6.ª Faz-lhe sentido falar-se em biocentrismo, em Portugal?
7.ª Faz-lhe sentido falar-se numa ligação especial da mulher à natureza?
III
Aceitação da integração dos 3 princípios que se seguem na realização de projetos, planos de ação, diretrizes políticas e desenvolvimento da sociedade civil
1.º Sensibilidade em relação às questões de género? 2.º Valorização das vozes das minorias?
3.º Centralização na natureza (biocentrismo)?
Equacionou-se a possibilidade dos entrevistados serem sensíveis à integração dos três princípios, “sensibilidade às questões de género”, “valorização das vozes das minorias” e “centralização na natureza” na realização de projetos, planos de ação, diretrizes políticas e desenvolvimento da sociedade civil. Porém, considerando-se a
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hipótese de Portugal acolher, em geral, as perspetivas mais correntes ao problema ambiental, identificadas supra no 1.3. enquanto soluções “eco-eficientes” por serem as dominantes (Lorente, Antolín e Doblas 2009), considerou-se provável que os entrevistados não fossem sensíveis à integração do princípio “centralização na natureza” (biocentrismo).
Considerando-se que os três princípios são apresentados enquanto estando interligados aos dois enquadramentos, ao ecofeminismo e ao pensamento sistémico, havia que identificar-se a existência ou não, por parte dos entrevistados, de sensibilidade em relação a estes dois enquadramentos. Os entrevistados poderiam ser sensíveis a apenas um deles ou, então, a nenhum deles.
Considerando-se que Stephens (2012 e 2015) defende o ecofeminismo cultural, colocaram-se ainda duas últimas hipóteses, dos entrevistados também não concordarem com a existência de uma ligação essencial entre a mulher e a natureza ou, ao invés, considerarem existir essa relação privilegiada.
Há que sublinhar que o presente estudo pretendeu tout court a realização de uma reflexão sobre o tema apresentado, pelo que as hipóteses de trabalho apenas se referiram a possíveis respostas não consolidadas às perguntas específicas que delimitam o objeto do estudo, que poderão, no entanto, ser abordadas com mais profundidade em estudos ulteriores ou num doutoramento que se venha a realizar sobre este tema.
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