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Genome analysis of environmental and clinical

P. aeruginosa isolates from Sequence Type ST-1146

2.2. Materials and Methods

2.3.8. Phage related genes

Como objeto desta pesquisa, foram acompanhadas as edições X e XI do Curso de Férias “Forma, função e estilo de vida dos animais”, realizadas na cidade de Castanhal (PA), no período de 31 de janeiro a 4 de fevereiro e de 7 a 11 de fevereiro de 2011.

Localizada a 68 quilômetros da capital Belém e figurando como uma espécie de metrópole da região nordeste do Pará, Castanhal tem a quinta maior população do Estado, com mais de 173 mil habitantes, e a oitava maior economia paraense61. Trata-se de uma cidade polo, centralizadora de serviços de saúde e educacionais, que em função disso atrai moradores de diversos outros municípios.

Nestas duas edições, o Laboratório de Neurodegeneração e Infecção do Hospital Barros Barreto da Universidade Federal do Pará – UFPA, promotor do curso, contou com a parceria da Faculdade de Pedagogia da UFPA/Castanhal, através do Grupo de Estudo, Pesquisa e Extensão “Formação de Professores de Ciências”, coordenado pelo prof. João Malheiro.

As atividades foram realizadas no então Centro de Diagnóstico Veterinário da UFPA/Castanhal, com quatro horas pela manhã e quatro horas à tarde, somando um total de 40 horas-aula por semana de curso.

Cada uma das turmas teve cerca de 35 cursistas, sendo 25 alunos e 10 professores de instituições de ensino públicas, de Castanhal e municípios próximos. Entre os alunos, havia estudantes do último ano do ensino fundamental, do ensino médio e de cursos de graduação do campus da UFPA/Castanhal. Entre os docentes,

professores de ciências do ensino fundamental e professores de biologia, química, física e matemática do ensino médio.

Os cursistas foram divididos em grupos de 4 a 6 participantes. Nas duas semanas de evento, constituíram-se um total de 12 conjuntos, sendo quatro de professores (que identifiquei como G1 a G4) e oito de alunos (G5 a G12). O critério de separar professores de alunos se justifica em função da abordagem diferenciada com cada um desses públicos. Outros critérios usados foram faixa etária, série cursada ou disciplina ministrada.

Os dados empíricos da pesquisa foram constituídos por meio das videogravações62 que realizei. Estas foram planejadas para permitir observações controladas e sistemáticas, de modo a torná-las válidas e fidedignas, como convém a uma investigação científica (CARVALHO, 2006).

Diante da limitação de recursos para acompanhar todos os grupos separadamente, as socializações foram definidas como o momento oportuno e prioritário para constituir os dados que me permitissem avaliar o discurso dos participantes e identificar se/como eles desenvolvem o padrão de raciocínio que, segundo Lawson, acompanha os passos da pesquisa científica.

Como em cada semana de curso foram realizadas duas socializações, acompanhei quatro socializações, com cerca de 02 horas de gravação cada. Gravei também as atividades de abertura do evento, desenvolvidas com a turma completa.

Ao longo das duas edições, acompanhei, na íntegra, as atividades de dois grupos de participantes: um de alunos na primeira semana; e um de professores na semana seguinte, representando os dois públicos do curso. A seleção ocorreu de forma aleatória no momento da formação dos grupos, uma vez que a intenção era ter uma amostra inespecífica dos participantes, considerando a proposição de que o padrão de raciocínio hipotético-dedutivo é universal, está presente em todas as pessoas a partir da adolescência. Além de gravar todas as atividades desses dois grupos, acompanhei-os como observador participante.

62 Antes de iniciar as gravações, fui apresentado às turmas pelo professor-coordenador do curso.

Após explicar aos participantes quais eram os objetivos da pesquisa, pedi a estes que lessem e assinassem o formulário de autorização, caso concordassem, para uso de suas imagens/falas na análise dos dados, bem como para a possível utilização de trechos das filmagens em eventos científicos. Os alunos menores de idade tiveram o documento assinado pelos pais.

De acordo com Bogdan e Biklen (1994), observador participante é o pesquisador que, para recolher os dados, se aproxima e convive com seu objeto de estudo, seja um grupo, comunidade, programa ou atividade. Já observar, segundo Queiroz et al. (2007), significa aplicar atentamente os sentidos a um objeto para dele adquirir um conhecimento claro e preciso.

A observação torna-se uma técnica científica a partir do momento em que passa por sistematização, planejamento e controle da objetividade. O pesquisador não está simplesmente olhando o que está acontecendo, mas observando com um olhar aguçado em busca de certos acontecimentos específicos. Queiroz et al. (2007) acrescentam que a principal vantagem da observação está relacionada com a possibilidade de se obter a informação na ocorrência espontânea do fato.

A decisão de acompanhar e gravar as atividades desses dois grupos visou garantir material auxiliar para o caso de ser necessário dirimir dúvidas e esclarecer pontos não claramente relatados pelos cursistas durantes as socializações. Além de poder servir de parâmetro para conferir a adequação dos relatos, porque, como destacam Queiroz et al. (idem), nem sempre os sujeitos falam de conformidade com seus comportamentos.

Ao fazer pessoalmente a transcrição do material videogravado, tive a oportunidade de rever várias vezes os relatos e observar detalhes que passariam despercebidos, caso fosse apenas ler a transcrição feita por terceiros, principalmente em relação ao tom de voz e linguagem gestual, essenciais para a compreensão dos contextos em que as falas foram produzidas (CARVALHO, 2006).

Seguindo parâmetros propostos por Bogdan e Biklen (1994), esta pesquisa caracteriza-se como qualitativa, uma vez que os dados constituídos são essencialmente descritivos. Entre as características da pesquisa qualitativa destacadas pelos autores estão: a fonte é o ambiente natural onde o fenômeno ocorre, com as ações acompanhadas e registradas na hora em que acontecem; o pesquisador é elemento fundamental na constituição dos dados; os métodos e instrumentos de coleta incluem videogravações, observação participante, entrevistas, análise de documentos e outras.