Depois das precedentes visões parciais, seguidas por nós, para nos aproximarmos mais do problema máximo, enfrentamos, agora, a visão do mistério central: Deus e o Universo
Para chegar a uma definição de Deus é necessário partir de alguns conceitos que, pela sua evidência e comum aceitação, se podem tomar como axiomas. Aceitamos, então, como demonstrado que o homem é um ser inteligente, capaz de compreender alguns conceitos; que o universo é um funcionamento orgânico dirigido por um "quid" inteligente; que tudo se desenvolve segundo o principio de causalidade, pelo qual o efeito é proporcional e da mesma natureza da causa que nele se manifesta; que em correspondência ao principio de causa e efeito, existe um dualismo universal, pelo qual se pode contrapor relativo e absoluto, finito e infinito, e semelhantes.
Querer chegar a uma definição de Deus significa reconhecer, no universo, que o homem percebe e concebe um princípio causal único que tudo rege harmonicamente. Não podendo remontar à causa invisível senão pelos efeitos perceptíveis, devemos, primeiro, verificar que o efeito exprime, não um estado caótico, mas uma ordem, pela qual tudo depende de um centro, pelo que o evidente vir-a-ser de todas as coisas tem um significado e uma meta lógica.
Assim dizendo, chegar a uma compreensão de conceito de Deus, significa atingir, do pólo relativo ou finito onde está o homem, o polo infinito ou absoluto onde está Deus O homem, com o universo que o
circunda, é efeito. Ora, para poder reconstruir a causa partindo do efeito, precisar-se-ia poder observá-lo todo, isto é, no infinito do espaço e do tempo. O homem não possui, entretanto, os meios para poder conceber a natureza da causa, usando com o método indutivo, partindo da observação dos efeitos. O homem não pode, portanto, definir Deus. Não o pode, porque o próprio conceito de definição pertence ao seu mundo finito, que não é o infinito, daí querer definir Deus, isto é, o infinito, se torna uma contradição e um absurdo. O infinito não se pode limitar a atributos particulares, sem mutilar-se. Qual quer definição de Deus não pode ser senão uma mutilação. E que pode saber de Deus um ser como o homem, cujas concepções, ainda as mais abstratas, foram alcançadas através de generalizações de conhecimentos adquiridos por necessidades materiais e não são mais do que um produto destilado de percepções, um resultado sensório, um derivado mais ou menos próximo do modo de conceber que resulta dos meios de observação, e de juízo, dados pela natureza e pelo organismo humano?
Que representam então as tantas definições de Deus, dadas pelo homem? Elas não exprimem o inexprimível Deus o indefinível infinito, mas exprimem o conceito relativo de Deus que o homem faz segundo ele próprio, nos revelando a sua natureza, o seu tipo biológico, a maturação espiritual alcançada, a sua potência de concepção. Nas suas definições o homem não define Deus, mas a si mesmo, em relação a um infinito, do qual nos mostra as várias aproximações realizadas no seu concebível. Daí segue que toda definição de Deus é relativa a cada um e é mutável e progressiva com o devir de cada um. Na terra encontramos infinitas definições de Deus e nenhuma satisfatória e definitiva, evolvendo todas no relativo, sem fim. A estrutura do relativo é tal que ele não pode existir senão no movimento. A vida em forma imóvel poderá de certo estar no polo oposto do dualismo, no absoluto. Mas, em nosso finito de criaturas, a parada, ainda que conceptual, é morte. E morte não significa senão fatal destruição da imobilidade para reentrar no movimento da vida.
Quando, pois, um homem se põe a definir Deus, ele não define Deus, mas estabelece e exprime a sua posição em face do ponto de referência, Deus. Logo, o seu conceito será relativo, e mais ou menos avançado, conforme é a sua evolução. Com isto cada um se coloca diante de todos os outros conceitos relativos ou definições de Deus, dadas por outros homens, e pode haver com eles consenso ou dissensão, segundo a posição psicológica de cada um. Coincidirão somente as perspectivas tomadas da mesma posição. É evidente que, como de um infinito se podem tomar visões de infinitos pontos de vista, assim, as definições de Deus podem ser infinitas. As disputas sobre esse argumento não dizem, pois, respeito a Deus, mas somente aos homens segundo o conceito que de Deus cada um consegue formar. Essas definições se fazem com atributos humanos ao superlativo, o que exprime antes uma ingênua tentativa por parte do homem de criar uma idéia de Deus, uma representação segundo o próprio concebível, feita à própria imagem e semelhança. E que mais se pode pedir ao homem, além dos elementos de julgamento que ele possui no seu concebível? O que é lógico e justo. O erro está somente no querer dar um valor absoluto a essas definições. Isto é verdadeiro para os indivíduos, para as religiões, para os povos, porque tudo caminha fatalmente.
Chegar ao conceito de Deus significa haver resolvido o problema do conhecimento, dominar a visão do universo. como o conhecimento é incompleto, progressivo e inatingível, assim é progressivo e inatingível o conceito de Deus. Nesse sentido, a concordância, em muitos casos, entre os homens, é antes intuitiva e, portanto, axiomática, do que racional e demonstrável. É por uma universal tendência intuitiva que sentimos a necessidade de pensar em Deus como perfeição, como poder, harmonia, justiça e bondade. Temos uma intuitiva necessidade de encontrar em Deus a causa última que tudo explica, um imóvel em que possa encontrar razão e repouso a incessante instabilidade de todas as coisas, encontrar o elemento complementar do nosso relativo, que lhe complete a deficiência que sentimos. Deus é sentido assim, mais como aspiração e tendência para uma meta infinitamente distante, em cuja estrada se está sempre a caminho, do que como uma racional precisão em termos qualitativos.
Aplicando os conceitos acima expostos à minha presente tentativa de dar uma definição de Deus, deverei tê-la como relativa a mim, expressão do grau de evolução espiritual por mim alcançado hoje, progredindo no amanhã para sempre melhores aproximações. Toda expressão humana é manifestação da
própria alma, em relação ao grau de conhecimento conquistado. Assim podem coexistir muitas definições de Deus e, reconduzida àqueles limites, creio que a minha não poderá ofender as dos outros que não pretendo impugnar, reconhecendo-as relativamente verdadeiras, em relação a cada um, como expressão da sua alma. Com isto não posso impedir, porém, que os espíritos evolutivamente situados no meu plano de evolução deixem de corresponder por sintonia ao meu pensamento e logo lhe adiram.
Entro agora no assunto, expondo os vários aspectos em que me apareceu a divindade. Mais que diante de uma definição, sinto que me encontro diante de uma visão. Acerco-me, pois, de Deus, não como de um ignoto a ser conhecido e que minha razão queira conquistar, mas como de uma visão que me aparece, se me entrega e me conquista, que eu recebo por intuição e que me alcança vindo do alto. Tenho a sensação de uma gradual e progressiva revelação, como de um desvendar de mistério. Não concebo mais conforme os conhecidos sistemas racionais de definição de Deus e suas conseqüências. Percebo essa visão somente com os sentidos da alma, agarro a sua estrutura enquanto lhe sinto a logicidade; aí repousa o instinto satisfeito e a alma saciada por alcançar essa sua verdade, além da qual hoje não vê, que é a última de hoje, à espera de avançar mais no amanhã. A potência dessas sensações para mim é prova que a minha visão, ao menos do meu ponto de vista, relativamente à minha forma mental e grau evolutivo no momento atual, é verdadeira.
Para chegar à minha aproximação do conceito de Deus, parto de alguns dados de fato e me sirvo, como de uma escada para subir, do principio analógico que observei ser sempre verdadeiro em todo campo. (Aquele que a Cristo permitia exprimir-se por parábolas). Esse princípio me diz que o universo é um organismo de estrutura harmônica constituído conforme um esquema unitário, pelo que o modelo fundamental, que o individualiza no seu conjunto, é repetido em todo particular, que assim é individualizado à semelhança do todo. Quando houvermos compreendido a estrutura de uma individualização qualquer, particular, nela veremos refletido o universal e encontraremos a chave para resolvê-lo. Agora aplicaremos, por várias vezes, esse método.
Verifiquei, assim, que tudo é bipolar no universo. Essa lei de bipolaridade é afirmada em A Grande Síntese e desenvolvida no fim do volume: A Nova Civilização do Terceiro Milênio. Pude verificar que esta é uma lei universal, ao menos até aonde a minha observação pôde chegar, sem encontrar desmentido. Cada individualização particular nos diz que ela existe enquanto é formada por duas metades inversas e complementares, antagônicas, que se regem enquanto equilibradas no seu recíproco contraste, formando, assim, e fechando um circuito de duas forças de sinal e valor oposto. Pelos princípios da unidade dos esquemas repetidos por semelhança e derivados de um único central e pela lei de analogia, pode-se bem guardar quanto acima ficou exposto, além de que, nos casos menores observados, se repete ainda no caso máximo do universo.
Isto me guia para uma primeira aproximação do conceito de Deus. Ele me aparece, pois, como o pólo que é centro, potência, conceito diretivo, causa motriz, substância, absoluto, pólo que está nos antípodas do outro que é, ao contrário, periferia, extremo não irradiante, mas dinamicamente irradiado e conceptualmente guiado, desse modo plasmado na forma, o pólo em que o todo é feito organismo que funciona e evolui para fins precisos, o pólo dos efeitos e de relativo, no qual nós vivemos. Ora, o esquema da estrutura de cada individualização do ser, observado em casos infinitos, não me autoriza a separar esses dois momentos opostos. Ao contrário, mostra-me que o antagonismo não é senão complemento que, que o contraste é equilíbrio, que não divide, mas une, as duas partes em um mesmo ciclo. Se assim são todos os menores casos observáveis, por analogia e harmonia, que são leis do universo, assim também deve ser este O princípio do dualismo me conduz, pois, a essa concepção de equilíbrio, inevitavelmente, porque ele está em todas as coisas, e pelo qual transcendência e imanência não se podem elidir até ao absurdo de um universo cindindo contra si mesmo, mas devem, ao contrário, completar-se automaticamente equilibrando-se. A observação dos fatos me diz claramente que os dois extremos não podem ser senão opostos e com- plementares para formar, em estreito monismo, uma mesma unidade.
estreitamente unitário, se bem que no seu intimo, de estrutura dualista. Desse modo, o monismo abraça, a um tempo, o aspecto de Deus transcendente, Eu distinto da sua criação ou manifestação, e o aspecto do Deus imanente, pulverizado em infinitos Eus menores e fundidos na sua manifestação em que está sempre presente. Vejamos, agora, as relações entre causa e efeito, entre Deus e Universo. Segundo o primeiro aspecto, a criação é instantânea, operada fora de si, e fica separada da sua causa, que é de natureza completamente diversa. Segundo o outro aspecto, a criação é íntima, progressiva, é evolução, é uma manifestação de Deus, na qual a causa permanece sempre presente e operante no seu efeito, com a qual ela permanece fundida, com igual natureza, como a alma humana com o seu corpo. Desse fato decorrem duas concepções opostas, que parecem elidir-se e, ao contrário, se completam.
Procuremos compreender as relações entre Deus e o Universo, tomando para exame, pelo método mencionado do princípio de analogia, o caso semelhante do homem que já foi reconhecido como feito à imagem e semelhança de Deus. Exemplo que cada um encontra em si mesmo. Como o nosso Universo, o homem é formado de três elementos: matéria, energia e espírito. Como no Universo, reencontramos aqui uma trindade que é dualismo nos seus dois extremos, matéria e espírito que são os dois termos inversos complementares em luta no composto humano. A analogia, que é universal, nos diz que as relações entre Deus e universo devem ser semelhantes àquelas que correm entre alma e corpo, entre espírito e matéria. A alma é independente do corpo e pode assumir diversos corpos segundo o seu grau evolutivo. Aqui temos o aspecto transcendência em que o princípio é uma individualização separável da sua manifestação relativa. Mas, a alma é, ainda assim, estreitamente fundida e conatural no corpo, que, sem ela, se torna um cadáver, no corpo do qual ela dirige a formação, a troca, a evolução (a evolução orgânica não é senão a expressão externa da evolução do espírito). Aqui temos o aspecto imanência em que a causa está sempre presente e ativa no seu efeito.
Transferimos o esquema unitário dualístico que rege a vida do homem para a dimensão máxima do semelhante esquema que rege a vida do universo. Deus é distinto do seu atual universo e se pode separar dessa sua manifestação para assumir inumeráveis outras. Deus é, ainda, alma que rege o atual universo, fundida nele, sempre aí presente e ativa com uma criação contínua que chamamos evolução. O princípio da imanência nos diz que se do universo tirarmos Deus, resta um cadáver. Mas, o princípio da transcendência nos diz que, se Deus se desliga do seu universo, isto é, da sua atual forma de manifestação, Ele pode, todavia, se expressar em infinitos outros universos. O universo atual não é senão uma das infinitas formas que o absoluto quis dar a si mesmo no relativo; Ele se pode libertar sempre dessa sua expressão no espaço e no tempo; o infinito é sempre senhor de romper os limites do finito em que ele se quis fechar. No entanto, ele se impôs esses limites; o relativo do universo atual é a sua causa e expressão; nesta, Deus é necessariamente imanente, e como tal, neste seu aspecto, Ele vive, isto é, luta, sofre, goza, evolui conosco e com todos os seres Ele é motor universal, impulso que faz pressão para levar o universo à plena expressão d'Ele, à gradual, mas completa, conquista da Sua perfeição.
Se, na concepção de Deus, nos limitarmos a um só dos seus aspectos, seja o da imanência, seja o da transcendência, d'Ele teremos um conceito mutilado, incompleto. Devemos, por certo, venerar Deus transcendente, o absoluto para nós inconcebível, que exorbita de todos os possíveis limites do nosso universo; o Deus na Sua verdadeira essência, muito distante, o incognoscível, o inacessível. Mas devemos, também, sentir com amor o Deus imanente, que se deu ao ser, fundindo-se no relativo, o Deus vizinho, compreensível, que se encerrou no limite da Criatura; o Deus que sabe humanizar a vertigem do seu infinito para o tornar acessível a quem não tem a potência de alcançá-lo, o Deus Pai e amigo que assiste e socorre as suas criaturas. Digam o que disserem a revelação e a teologia, sem esse segundo aspecto, o universo se disseca, separado da sua fonte divina, a vida, não mais alimentada em cada instante pelo Deus presente, morre. Nenhuma filosofia pode mudar essas leis, que são as da vida.
Era necessário, para obter uma primeira aproximação do conceito de Deus, começar no sensível do nosso universo para remontar depois à sua causa que está além do sensível. Para dar a escalada ao inacessível, era necessário começar do acessível, estabelecendo as relações entre Universo e Deus, entre o
efeito e a desconhecida causa que está além dele. Se bem que hoje se duvide de tudo, também do princípio de causalidade, todavia é evidente que as características do efeito refletem a natureza da causa. E então, dado que o Universo dos efeitos é assim incomensuravelmente vasto e complexo, assim maravilhosamente ordenado e perfeito, é lógico haja de se deduzir que semelhantes qualidades superlativas se devem reencontrar também na causa que é Deus. É assim que se formou a maior parte das definições de Deus, com um processo de multiplicação dos melhores atributos concebíveis pelo homem. Não repetiremos essas definições. Deixemos que Ele permaneça definido pela descrição das suas atividades, na qual está implícita a dos seus atributos.
Algumas referências antes de ir além. Quanto estamos desenvolvendo neste capítulo está de acordo com quanto já foi sumariamente dito em A Grande Síntese e que aqui é desenvolvido para esclarecimento do pensamento lá contido. Isto, para expor o seu verdadeiro significado, uma vez que uma inexata interpretação dele e da terminologia usada em sentido especial, provocou a condenação sob a acusação de erros teológicos, quais o panteísmo, a afirmação de uma exclusiva imanência de Deus e afins.
O referido volume, no cap. VI diz: "Podereis denominar isto de Monismo; todavia deveis cuidar mais dos conceitos do que das palavras" "Monismo, isto é, conceito de umDeus que "é" a criação". "Lede mais uma vez antes de julgardes". No cap. VIII se lê: "A lei é Deus" - "O princípio e as suas manifestações". Isto quer dizer que o conceito de Deus não se pode isolar em nenhum dos seus aspectos, seja o transcendente de princípio, seja o imanente de manifestação. Monismo significa justamente o seu equilíbrio e fusão em unidade. Separá-los significa mutilar o conceito de Deus em um dos seus fundamentais aspectos.
A Grande Síntese, no cap. LXIII, "Conceito de criação", diz: "Podeis denominar criação um
período de vir-a-ser e, sóentão, falar de princípio e de fim". "Tudo deve se reintegrar na Divindade, pois, se tal não sucedesse, esta seria "parte" e, portanto incompleta se existem forças antagônicas, estas não podem
estar senão no seu seio, no âmbito de sua vontade, como parte do mecanismo do seu querer, do esquema do Todo" (....), "uma cisão, uma duplicidade absoluta entre Divindade e criado. Isto não pode ter cabimento neste meu monismo”.
E ainda: "Não tenhais receio de diminuir-lhe a grandeza dizendo que Deus é também universo físico, pois este nada mais é do que um átimo do seu eterno vir-a-ser — do seu tornar-se — em que Ele se manifesta" (....), "a minha mente tende a manter compacto o todo, numa visão unitária, e a fazer com que os profundos vínculos que unem principio e forma ressaltem". (....) "Deus é o princípio e a sua manifestação, fundidos numa unidade indissolúvel é o absoluto, o infinito, o eterno que vedes pulverizado no relativo, no finito, no progressivo. Deus é conceito e matéria, princípio e forma, causa e efeito, conjugados inseparáveis, como dois momentos e como dois extremos entre os quais o universo se agita".
Este é o monismo que agora aqui explicamos. Deus é causa que se funde no seu efeito. Mas este é sempre um relativo, que tem, assim, princípio e fim, ao oposto do absoluto-causa que, como extremo oposto, tem características opostas, isto é, é imóvel, eterno, além de todo limite e medida. É assim que o atual
universo tem principio e fim. Porém as criações do mesmo Deus infinito podem ser infinitas no finito, propondo-se cada uma alcançar algum fim seu, criações progressivas que se ultimam somente na sua conclusão (v. A Grande Síntese, cap. XXII fig. 2, criação a, b, c, d, etc.).
A esses conceitos é que se refere o desenvolvimento deste capítulo. Para o compreender é necessária toda a orientação geral de A Grande Síntese, e haver antes estabelecido a solução do problema da dor e do amor, ali desenvolvida nos cap. LXXX a LXXXII, a compreensão da função do bem e do mal e da solução final do seu contraste (cfr. o volume: A Nova Civilização do Terceiro Milênio, cap. XIII, "Problemas Últi- mos"), ter enfim compreendido os capítulos: "Evasão", "Inferno e Paraíso", "O Princípio de Unidade", "O erro de Satanás e as causas da dor" e "Porque Amor é alegria" que se desenvolvem nos volumes Problemas do Futuroe Ascensões Humanas. Não se poderia chegar ao atual grau de profundidade no conhecimento do argumento, senão por graus e preparando todos os elementos das conclusões atuais com a solução de vários
problemas concomitantes. Retomemos agora o nosso argumento.
Estabelecidas, pois, as relações entre Deus e o Universo, perguntamo-nos por que Deus quis exprimir-se nessa sua manifestação e os seus significados e finalidades (admitido o universal princípio de