Del II Utviklingstrekk – nasjonalt og regionalt
7.3 Psykisk helsevern for barn og unge
7.3.3 Personellinnsats og plasser ved døgn- og dagavdelinger
A partir do fim dos anos 30 as tendências anteriores acentuam-se.
O aumento de pressão sobre o território materializa-se na enorme expansão da área agrícola em todo o país, com diferentes consequências na paisagem em função dos diferentes modelos de produção.
Esta expansão da área agrícola não se faz reduzindo usos com maior componente florestal, que quase não existem no princípio do século XX, mas sim à custa das pastagens pobres, dos matos, ou dos “ incultos” , como se lhes queira chamar, e em paralelo com o aumento da área florestada do país.
Este padrão só parece ser mitigado no Nordeste e na Beira Raiana. A combinação de pastagens relativamente mais ricas - que tinham impedido a charneca de se instalar - e a existência de mais água e mais solo arável permitem uma maior densidade populacional e um uso mais intenso do solo. Nessas circunstâncias a expansão da área de produção de trigo faz-se pela substituição de pastagens para ovelhas e vacas, sem que do processo resulte uma expansão das manchas florestais. Deve admitir-se que a quebra da área de castanheiro, em consequência da doença da tinta, possa ter impedido um crescimento de soutos, que estão funcionalmente próximos dos montados e que poderiam ter tido um desenvolvimento similar.
A expansão do milho abre espaço ao pinhal, e pode citar-se aqui a certeira observação de M ariano Feio, identificando a expansão do montado como um subproduto da arroteia para a cultura do trigo: “ Ao arrotear as charnecas, mesmo para culturas lavradas, basta um pequeno suplemento de atenção para poupar as árvores, que naquele tempo eram valiosas, em especial o azinho, e que não prejudicavam os trabalhos das culturas […] O aumento dos montados é
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assim, em grande parte, um subproduto das arroteias para o trigo […] varia na razão inversa da charneca […]” .
Importa reter que as paisagens deste período, apesar do aumento de área florestal, encontram- se no limiar da ruptura.
A agricultura é levada ao seu limite possível e, apesar da diminuição muito acentuada de cabras, a pressão sobre as pastagens pobres que restam é imensa. M esmo as áreas florestais que começam a expandir-se têm o seu subbosque intensamente explorado, sendo todo o mato roçado para a cama do gado e posterior estrumação das terras.
A emigração continua fechada, o comércio internacional retrai-se ainda mais, em especial o abastecimento alimentar a que se aplica o racionamento durante a guerra, e a situação de neutralidade de Portugal evita a perda de homens que afectava os países envolvidos no conflito. Desta forma, o crescimento da população em cada concelho mantém-se, embora menos acentuado, sem que a incipiente industrialização e urbanização, ou mesmo as colónias, representem uma alternativa suficientemente compensadora ao trabalho nos campos.
O padrão descrito revela o crescimento da pressão sobre o território, tal como no período de tempo anterior, embora com alterações. Aparentemente, assiste-se aos primeiros sinais de alguma reorientação económica, longe de ser uniforme no país, reduzindo o peso da agricultura em favor da criação de gado bovino, o que será uma tendência marcada na segunda metade do século XX.
Com a válvula da emigração fechada, a população cresce, expandindo-se a área de produção de milho até ao limite do possível, isto é, até onde seja possível regar. O trabalho aumenta e, com ele, a necessidade de ter mais vacas. A disponibilidade de terrenos não afectos à exploração do milho diminui, ao mesmo tempo que a disponibilidade de pasto para as vacas aumenta com a expansão do milho, explorado na rotação dominante de milho/ azevém.
Com maior disponibilidade de mão-de-obra e um período de trabalho desproporcionadamente intenso entre as sementeiras de M aio e as colheitas de Setembro e inícios de Outubro, a gestão do gado miúdo torna-se menos interessante por ret irar braços no período de sementeiras, sachas, regas e colheitas a que o milho (e o vinho) obriga.
O estrume, essencial para a produção do milho, pode ser obtido à custa do trabalho braçal da roça do mato, desde meio de Outubro até fins de Abril, transportando-o em carros de bois e usando-o na cama das vacas, num processo clássico de aumento do factor trabalho e de diminuição do capital.
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Este modelo de exploração liberta espaço para a exploração do pinhal, um capital que compensa a perda do gado miúdo e que vai crescendo sem pôr em causa a produção de mato.
A produção de leguminosas permite algumas notas que ajudam a compreender os processos de alteração de uso e, consequentemente, de alteração da paisagem então em curso.
A fava e o grão-de-bico, embora com diferenças entre si, parecem diminuir nas áreas de trigo mais orientadas para o mercado e mais modernizadas, no Alentejo, Ribatejo e Oeste, provavelmente traduzindo uma simplificação de rotações e a substituição do uso das leguminosas pelos adubos azotados, então em franco crescimento.
Nas regiões em que a agricultura comercial tem maior peso, e em que existe também maior acumulação de capital, a mecanização e motorização progressiva vêm diminuir a necessidade de produzir alimentos para o gado de trabalho ou transporte, o que reduz o interesse de produções como a fava e, provavelmente, os cereais secundários, como a cevada e a aveia. Pelo contrário, nas zonas trigueiras do interior Centro e Nordeste, nomeadamente na Terra Quente transmontana, a produção de fava cresce, acompanhando a provável intensificação do uso, ainda com recurso marginal aos adubos industriais, e a necessidade de alimentar mais gente e mais gado.
O feijão parece acompanhar, no essencial, o aumento da produção de milho, procurando garantir mais alimento para mais gente, numa altura em que a simplificação da produção ainda não tinha condenado a consociação milho/ feijão/ abóbora, que implica gerir três culturas sobrepostas no mesmo espaço. Nessa altura era ainda mais importante maximizar a produção da terra que garantir rendimento ao trabalho.