5. Tema – personalkostnader
5.3 Personalkostnader i private barnehager
Para uma visão mais corporativista, o design deverá tentar recuperar o contexto de reconhecimento da sua intervenção específica e autónoma na sociedade.
É constatável que desde que tenham uma posição adjacente, muitas outras disciplinas socialmente mais instituídas invadem a prática profissional do design. O marketing e a publicidade avançam na elaboração do objecto ou do logótipo em conjunto com a consultoria de branding; para além do processo de engenharia os engenheiros também conformam o objecto no âmbito do engineering design; os arquitectos são também responsáveis pelos interiores e equipamento dos seus projectos. Stephan Ott52 justifica o fenómeno:
Thus basically – and this would be a first interim conclusion – it is nothing more than a case of gentrification well known within urban sociology: members of higher status disciplines incorporate the lower status design, whereby higher status does not necessarily equate with higher prestige or image, but with greater stringency with regard to competence and qualification. Design has rarely been lacking in general reputation, rather it has lacked the clear definition and communication of its core capability. Also the frequent lack of a sufficient economic base supporting its protagonists could possibly explain the phenomenon, because without definition of competence, the definition of appropriate fee is also difficult.53
“Em tempos anteriores, os designers eram treinados na forma, função, materiais e estética. Hoje, a cultura e a emoção são centrais, acrescentando-se o conhecimento de questões da sociedade, técnicas de persuasão subtil, e o intricado de sistemas complexos e interdependentes. A formação em design tem de mudar.” (tradução nossa)
51 Ibid.
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“O domínio do craft e uma apurada intuição terão bastado no passado, quando os designers contribuíam principalmente com a forma nos produtos industriais, mas já não são suficientes perante os actuais sistemas complexos de pessoas, máquinas e serviços. Uma abordagem mais sistemática é necessária. Se os designers não providenciarem a teoria adequada, outros o farão por eles, o que não é apropriado à sua vontade.” (tradução nossa)
52 Director de redacção da revista Form (fundada em 1957), Frankfurt, Alemanha.
Daciano da Costa (1930 – 2005), em 199354, levanta a problemática do Território do Design – um extenso e ambíguo campo de investigação teórica – e do Mercado do Design – lugar social onde o designer opera profissionalmente, em diversos níveis e
especialidades. Segundo o autor, ao se não distinguir o trabalho teórico das técnicas operativas, e não determinando num e noutro campo, o posicionamento pragmático e a atitude poética, confundindo-os a nível dos conceitos “gera-se instabilidade à deriva entre pesquisa e produção, deixando aberta a porta a incursões incontroláveis”:
A Economia (Marketing) chama a si uma parte do Design ultrapassando os seus próprios limites ou justas funções.
A Engenharia apropria-se de fases do projecto, legitimando-se pela sua importância no Processo Produtivo e pela sua mais fácil colocação junto dos centros de decisão das empresas.55
Constata-se que uma e outra disciplina, economia e engenharia, “estão fora da Cultura do Desenho”
E o autor questiona-se:
Se esta partilha desordenada, onde o designer compete com técnicos que disputam o seu estatuto, onde os conteúdos teóricos do design aparecem dispersos noutras disciplinas e onde as práticas profissionais são partilhadas por outras profissões, poderá fazer desaparecer o design como disciplina?
Significa isto que o Design se dispersará, ou se transformará ou mesmo desaparecerá como disciplina?56
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“Assim, basicamente – e esta seria uma primeira conclusão – não é nada mais do que um caso de gentrificação bem conhecida dentro da sociologia urbana: membros das disciplinas com estatuto mais elevado incorporam o Design de mais baixo estatuto, porquanto o alto estatuto não equivale necessariamente ao alto prestígio ou imagem, mas com o maior rigor no que respeita à competência e qualificação. O Design, raramente tem sido falho de reputação, mas tem falhado na clara definição e comunicação das suas capacidades centrais. Também a frequente falta de uma economia de base que suporte os seus protagonistas poderá explicar o fenómeno, porque sem uma definição de competência, a definição de um honorário apropriado também é difícil.” (tradução nossa)
54 COSTA, Daciano da, “Design e mal-estar” in Design em aberto..., op. cit., pp. 101-102. 55 Ibid.
Verifica-se, por outro lado, que nas avançadas sociedades do conhecimento, onde como se referiu a criatividade é dispersa e difusa, outros e renovados contextos alternativos para o Design surgem no contexto da autonomia – do self-branding à auto-produção. Estes operadores criativos, no seu esforço quotidiano para se produzirem a si próprios, gerem com autonomia os fluxos informativos e tornam-se empresários através da exploração reflexiva do seu próprio capital cognitivo, que deve ser continuamente actualizado e reinvestido. Afastado do mundo dos negócios estabelecido, que nas empresas design oriented assenta no processo do star system e em complexos procedimentos de produção e conquista de mercado, e nas grandes corporações que diluem a sua acção em poderosas estruturas de design management, o designer- empresário auto-produtor desenvolve, em reacção, o próprio e inovador know-how alargado e abrangente que viabiliza a sua actividade e recupera autonomia e protagonismo.
Lorenzo Imbesi levanta a hipótese de diluição dos dois tempos agora separados, o
know-how conceptivo e a produção, amenizando o conceito de cognitive capitalism e
eventualmente separando relacionalmente o designer – através da auto-produção – da classe social do novo proletariado cognitivo – o cognitariat – e da sua subalternização por via dos novos complexos sistemas:
For example, the advancement of technologies for rapid prototyping, from syntherization to stereolithography, releases new scenarios for experimenting Design shapes and languages while bringing closer the activities of project and those of production. New technologies and multimedia create emerging chances for enabling experiences of self-production and forms of participation, where Design has a new role as an intelligent actor in complex networks not just giving solutions with a top-down approach, moreover spreading and developing new tools for collaboration. (...). This should be considered as a resource and a chance for Design programs for building, collecting and giving evidence to critical design experiences emerging as an alternative and spontaneous space, often side by side and intertwining with the mainstream official production. Education and research in Design should still be the field for making room to the experiences which may not find direct and easy development within the established commercial and productive realm.57
57 IMBESI, Lorenzo. Design for post-industrial…, op.cit., p. 6
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“Por exemplo, o avanço das tecnologias de prototipagem rápida, desde o processo de sinterização à estereolitografia, abre novos cenários à experimentação de configurações e linguagens no Design, enquanto aproxima as actividades do projecto às da produção. Novas tecnologias e multimédia criam oportunidades emergentes de propiciar experiências de auto-produção e formas de participação, onde o
Desta forma, novas capacidades de auto-organização tornam-se possíveis na descoberta e experimentação da auto-produção e self-branding, ou no campo polémico do
prossumerism, com a democratização das actividades do projecto pessoal e amador.
Assim vão-se revelando atitudes espontâneas e alternativas que se desenvolvem paralelamente à produção oficial e que expandem as competências e consolidam porventura o âmbito do Design autónomo e autoral, como aprofundaremos no capítulo seguinte.
E já em 1981 Nigel Cross previa:
During the crisis period before a new, mature paradigm for post-industrial design is established, we can expect to see many disparate, small-scale experiments which are outside the mainstream of normal design. Such experiments may seem to have little in common except for the fact that they are outside the mainstream, and, taken individually, may seem insignificant.
However, taken together, these little pin-pricks against the bubble of industrial design can be significant as pointers to the new paradigm.58
Design tem um novo papel enquanto interveniente capaz em redes complexas, não só dando soluções com uma abordagem top-down, mas também difundindo e desenvolvendo novas ferramentas de colaboração (...). Isto devia ser considerado como um recurso e uma oportunidade de elaborar programas de Design para produzir, reunir e dar visibilidade a experiências de design crítico, emergindo como um espaço alternativo e espontâneo, muitas vezes paralelamente e em correlação com a produção oficial estabelecida. A educação e investigação em Design deveriam igualmente providenciar espaço para as experiências que possam não encontrar um desenvolvimento fácil e directo no contexto comercial e produtivo estabelecido.” (tradução nossa)
58 CROSS, Nigel, “The coming of post-industrial design”…, op. cit., p. 6.
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“Durante o período de crise que antecede o estabelecimento de um novo, e consistente paradigma para o design pós-industrial, podemos esperar encontrar muitas e dispersas, experiências de pequena escala que se situam fora do mainstream do design estabelecido. Tais experiências poderão parecer ter pouco em comum excepto o facto de estarem fora do mainstream, e, vistas individualmente, poderão parecer insignificantes. No entanto, no seu conjunto, estas pequenas alfinetadas contra a bolha do design industrial podem ser significativas enquanto indicadores para o novo paradigma.” (tradução nossa)
2.3 Da situação do design autoral