5. Tema – personalkostnader
5.2 Personalkostnader i kommunale barnehager
As características dos novos designers definem uma faixa de proletariado criativo, ou aproveitando um neologismo em voga,43 creative cognitariat (proletariado cognitivo da criatividade44). Na obrigação de satisfazer uma alargada necessidade de novas estéticas, o creative cognitariat é levado a reinventar constantemente o seu papel, gerando novos produtos e serviços, assim como novos mercados e modelos de consumo – só assim é capaz de competir no palco internacional utilizando o acesso a recursos humanos e à
inteligência colectiva presentes nas infra-estruturas de network.
E se o trabalho tende a tornar-se hegemonicamente cognitivo, e o consumo valoriza o significado e os serviços relacionados com os bens materiais, mais do que o produto por si próprio, é necessário considerar os factores em mutação. A economia real tornou-se uma economia em que o conhecimento se tornou a força produtiva e o trabalho desenvolve formas e outputs abstractos. O desenvolvimento económico, na era do conhecimento, está directamente relacionado com o capital humano:
The quality and quantity of the learning processes; the chances of access to the knowledge spread in the nets of specialized experts and strategic partners; the capability of spreading knowledge while obtaining the highest value. The overall productive system becomes a cognitive system investing on immaterial goods as intellectual, social cultural and relational capital. Also companies become cognitive systems while being light structures putting to work the knowledge of a network shaped with a flexible geometry.45
A complexidade dos produtos actuais de produção industrializada reclama a confluência de diversas esferas de conhecimento e actuação e, portanto, da gestão de diversas
43 “Cognitariat”, proletariado cognitivo, é um conceito apresentado por Alvin TOFFLER em 1983 no
livro Previews and Premises, New York, William Morrow.
44 IMBESI, Lorenzo, Networks of design... op. cit., p. 221.
45 IMBESI, Lorenzo, Design power: design cognitariat at work in the organization of the knowledge
capital, International DMI Educational Conference, 14-15 April, France, 2008 [acedido em PDF], p. 9.
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“A qualidade e quantidade dos processos de aprendizagem; as oportunidades de acesso ao conhecimento difundido nas redes de peritos especialistas e parceiros estratégicos; a capacidade de difundir conhecimento enquanto se obtém a maior valia. O conjunto do sistema produtivo transforma-se em sistema cognitivo, investindo em bens imaterias como o capital intelectual, sócio-cultural e relacional. Também as companhias se tornam sistemas cognitivos enquanto estruturas leves, pondo a trabalhar o conhecimento de uma rede configurada com uma geometria flexível.” (tradução nossa)
criatividades – de estéticas a científicas e tecnológicas. A produção de bens de consumo, na economia do conhecimento, provém de actividades concernentes à imaterialidade. Ao design deveria competir a capacidade de acompanhar e contribuir na gestão do processo na sua globalidade, da fase de conceptualização à sua manufactura incluindo a sua comunicação e compreendendo os diversos factores envolvidos como os sociais, culturais, tecnológicos, e de marketing. Aliando o seu conhecimento tácito da materialidade, porventura proveniente das suas origens históricas, o design representa um factor que considera as necessárias relações com as ferramentas científicas e tecnológicas, mas através de uma visão generalista, filosófica e estética para poder ainda justificar a sua intervenção nos actuais processos.
Segundo uma visão de continuidade para a disciplina, Donald Norman afirma:
Design is a field of doers and makers. In the practical world, successful products and services require generalists who can cut horizontally across many of the deep, vertical specialties. Generalists cannot succeed without close collaboration with specialists, while the knowledge of a specialty is too limited to create an effective service or product for people without the aid of design generalists.46
Mas os designers, de formação específica, integram-se agora numa sociedade em que “everybody designs”47 e deverão porventura aceitar que perderam a exclusividade na prossecução do projecto industrial. Cabe-lhes a incumbência acrescida de procurar o seu papel específico neste agora complexo processo, porventura não coincidente com a referida visão de Norman.
Nos tempos da criatividade difusa, o design tem de redefinir activamente e positivamente o seu contexto de participação nos processos de inovação, e em Março de 2014 Donald Norman considera que o design enfrenta um futuro incerto:
46 NORMAN, Donald e Scott KLEMMER, State of design: how design education must change in
http://www.linkedin.com/today/post/article/20140325102438-12181762-state-of-design-how-design- education-must-change?trk=eml-ced-b-art-M0&midToken=AQHtGm5SRDj_Xg&ut=02PgxNWYxr_S81 [acedido a 4 de Maio de 2014].
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“O Design é um campo de fazedores e produtores. No plano prático, os produtos e serviços de sucesso requerem generalistas que consigam actuar transversalmente através de diversas especialidades. Disciplinas generalistas não conseguem suceder sem uma colaboração próxima com especialistas, enquanto o conhecimento de uma especialidade é demasiado limitado para conceber serviços ou produtos eficientes para o publico sem a ajuda de designers generalistas.” (tradução nossa)
The traditional design fields create artefacts. But new societal challenges, cultural values, and technological opportunities require new skills. Design today is more human-centered and more social, more rooted in technology and science than ever before. Moreover, there is need for services and processes that do not require the great craft skills that are the primary outcome of a design education.48
Ainda segundo o autor, mesmo que o Design tenha a capacidade de porventura fornecer uma visão analítica e criativa aos novos problemas, essa aptidão tem mais características de arte do que de ciência e é apenas protagonizada por muito poucos indivíduos, ou firmas de design, de talento reconhecido. Assim, defende que para o Design se expandir necessita agora de melhores ferramentas e métodos, mais teoria, mais técnicas analíticas e uma maior compreensão de como a arte e a ciência, a tecnologia e os utilizadores, a teoria e a prática se podem misturar efectivamente e proficientemente. Advoga, optimisticamente, que o Design ainda tem a capacidade de liderar sendo transversal a todas as disciplinas envolvidas, e transformativo graças às suas quatro maiores características:
• Design Thinking: ensuring that the correct problem is being solved. • Systems Thinking: cutting across and encompassing all disciplines. • Integrative: blending of practice and theory.
• Human-centered: assuring that people and technology work harmoniously as collaborative players.49
48 NORMAN, Donald e Scott KLEMMER , State of design… op.cit.
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“As áreas tradicionais do Design criam artefactos. Mas os novos desafios da sociedade, valores culturais e oportunidades tecnológicas requerem novos saberes. O Design hoje é mais centrado nas questões humanas e mais social, mais enraizado na tecnologia e na ciência do que alguma vez antes. Além disso, há uma crescente necessidade de serviços e processos que não requerem grandes habilidades produtivas, que são o primeiro pressuposto da formação em Design.” (tradução nossa)
49
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• Design Thinking: garantir que o problema certo está a ser resolvido • Systems Thinking: atravessar e compartilhar todas as disciplinas • Integrative: fundir a prática e a teoria
• Human-centered: assegurar que as pessoas e a tecnologia trabalham harmoniosamente enquanto actores colaborantes.
Considerando que a compreensão geral da disciplina do Design se mantém no contexto de uma actividade autónoma, professa concludentemente uma mudança adaptativa ao novo status quo quanto ao ensino do Design:
If design is to live up to its promise it must create new, enduring curricula for design education that merge science and technology, art and business, and indeed, all the knowledge of the university. Design is an all-encompassing field that integrates together business and engineering, the social sciences and the arts. We see a tremendous opportunity for students that learn design in this integrated way.
(...)
In earlier years, designers were trained in form, function, materials, and aesthetics. Today, culture and emotion are central, plus knowledge of societal issues, techniques for subtle persuasion, and the intricacies of complex, interdependent systems. Design education must change. 50
Observa ainda o autor que hoje a maioria das teorias do Design provêm de outras disciplinas. Os princípios aplicados no design de produto procedem da engenharia mecânica; os fundamentos teoréticos do design de interfaces, User Experience e interacção homem/computador advêm principalmente das ciências sociais e comportamentais, e.g. psicologia, ciência cognitiva, antropologia e sociologia.
Se estes campos do conhecimento fornecem sólidas teorias e princípios, têm no entanto pouca compreensão pela estética e pelos princípios tradicionais de sintetização que caracterizam o Design. São principalmente princípios analíticos conquanto o Design se insere no campo da sintetização, inerente à construção e ao fazer.
Segundo Donald Norman urge encontrar para o Design novas teorias e princípios que combinem os âmbitos analíticos com os sintéticos, o conhecimento da ciência e da engenharia com a prática do Design:
50 Ibid.
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“Se o Design pretende honrar os seus compromissos tem de criar novos e consistentes conteúdos curriculares para a formação em design que reúnam a ciência e tecnologia, arte e negócio, e de facto, todo o conhecimento universitário. O Design é uma área abrangente que integra o negócio e a engenharia, as ciências sociais e as artes. Prevemos uma oportunidade única para os estudantes que aprendem o design desta forma integrada
Craft skills and carefully honed intuition may have sufficed in the past, when designers primarily contributed form to industrial products, but it no longer suffices with today’s complex systems of people, machines, and services. A more systematic approach is required. If designers do not provide the appropriate theory, others will do it for them, and it is not apt to be to their liking.51