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5 | Applications of Frequency Anal- Anal-ysis of Light Transport

5.3 Participating media

Neste trabalho a migra¸c˜ao Kirchhoff p´os-empilhamento no tempo foi feita usando o mo- delo de velocidade m´edia quadr´atica vRM S(t) mostrado na Figura 5.8 obtido durante a an´alise

de velocidade no mapa semblance, onde foram marcados os eventos de reflex˜ao de maior coerˆencia. Analisando esta se¸c˜ao (ver Figura 5.13) se percebe que as estruturas de sub- superf´ıcie pouco se deslocaram em compara¸c˜ao `a se¸c˜ao empilhada mostrada na Figura 5.11. Uma das vantagens da an´alise desta se¸c˜ao migrada ´e que se pode identificar estruturas pouco percebidas na se¸c˜ao empilhada e na se¸c˜ao afastamento-m´ınimo, e com isto se pode observar melhor continuidade nas interfaces refletoras.

O modelo de velocidade em profundidade ´e obtido a partir da convers˜ao do modelo de velocidade RMS para intervalar usando o programa velconv. O modelo de velocidade em profundidade obtido neste trabalho est´a mostrado na Figura 5.12

Figura 5.12: Mapa de distribui¸c˜ao de velocidades em profundidade da linha L5519 do Camamu obtido a partir da Figura 5.8 pela convers˜ao das velocidades vRMS(t) para vINT(z).

A se¸c˜ao empilhada em profundidade ´e obtida a partir da reamostragem da se¸c˜ao em- pilhada em tempo para profundidade usando a fun¸c˜ao suttoz no SU. Esta fun¸c˜ao requer o uso do modelo modelo de velocidade reamostrado em profundidade exibido na Figura 5.12. A se¸c˜ao empilhada em profundidade ´e apresentada na Figura 5.14. A se¸c˜ao migrada em profundidade obtida neste trabalho est´a mostrada na Figura 5.15.

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5.11, utilizando o modelo de velocidade RMS da Figura 5.8, onde se observa o colapso parcial das difra¸c˜oes e a recupera¸c˜ao de v´arios eventos refletores em grandes profundidades. Contudo, se observam arcos sobre os pontos difratores nas regi˜oes mais profundas da se¸c˜ao.

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Figura 5.14: Se¸c˜ao empilhada NMO (Figura 5.11) da linha L5519 do Camamu remapeada para profundidade utilizando o modelo de velocidade da Figura 5.12, atrav´es de uma interpola¸c˜ao linear e de uma extrapola¸c˜ao constante nos pontos marcados no mapa semblance para determinar as velocidades vINT(z) em intervalos temporais n˜ao especificados. Observar que a se¸c˜ao foi remapeada somente at´e a

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o modelo de velocidade da Figura 5.12, onde se observa a recupera¸c˜ao da subhorizontaliza¸c˜ao das estruturas, desenhada pela melhor continuidade dos eventos refletores, o colapso das difra¸c˜oes, a corre¸c˜ao das falhas geol´ogicas, a recupera¸c˜ao de v´arios eventos refletores em grandes profundidades e a ausˆencia de arcos sobre os pontos difratores (‘sorrisos’), existentes na migra¸c˜ao da Figura 5.13. Devido a falta de informa¸c˜ao na se¸c˜ao geol´ogica a profundidade considerada foi de 3.380 m. O parˆametro de abertura lateral da migra¸c˜ao usado foi de 300 m.

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CONCLUS ˜OES

O operador WH para deconvolu¸c˜ao de m´ultiplas no dom´ınio do tempo ´e teoricamente desenhado para ser aplicado em se¸c˜oes s´ısmicas onde se pode conhecer a priori a posi¸c˜ao temporal da prim´aria e sua m´ultipla(s). H´a, portanto, necessidade de informa¸c˜ao de peri- odicidade do evento. Neste sentido, foi desenhado um operador que serviu para predizer a prim´aria do contato ´agua/subsolo (fundo do mar) e suas m´ultiplas correspondentes. A partir desta informa¸c˜ao obteve-se os parˆametros do filtro de deconvolu¸c˜ao cujos resultados podem ser vistos com ˆexito nas Figuras 5.9 e 5.10.

Para que a aplica¸c˜ao do filtro WH seja satisfat´oria se torna necess´ario melhorar a rela¸c˜ao sinal/ru´ıdo, e isto ´e feito realizando opera¸c˜oes de filtragens no dado. As filtragens banda- passante trapezoidal f (Figura 5.3) e f -k (Figura 5.4) foram aplicadas acentuando os eventos de reflex˜ao no dado.

Ap´os as filtragens f e f -k foi aplicada uma forma de corre¸c˜ao de divergˆencia esf´erica com parˆametro de velocidade constante para analisar o ganho de amplitude, uma vez que etapas posteriores do processamento necessitam desta corre¸c˜ao. O resultado mostrou o tra¸co equilibrado, como pode ser visto na Figura 5.5. Os parˆametros utilizados nesta corre¸c˜ao foram vRMS = 1.500 m/s e tRMS= 4, 5s.

A an´alise de velocidade NMO foi realizada no mapa semblance para marcar os eventos de reflex˜ao em 92 CDPs de um total de 4628 CDPs. O modelo de velocidade obtido ´e apresentado na Figura 5.8 onde se observa a estrutura do talude continental.

A atenua¸c˜ao das m´ultiplas presentes no dado foi realizada ap´os a corre¸c˜ao NMO, uma vez que os eventos de reflex˜ao est˜ao horizontalizados. Os parˆametros usados neste processo foram obtidos do experimento de marca¸c˜ao de m´ultiplas descrito no cap´ıtulo 4.

O resultado da deconvolu¸c˜ao preditiva pode ser observado nas Figuras 5.9 e 5.10, onde ocorre a atenua¸c˜ao das m´ultiplas nas se¸c˜oes CMP 400, 450, 500 e 550, respectivamente, contudo se observa que o filtro tem boa funcionalidade para pequenos afastamentos, n˜ao apresentando bons resultados `a medida que se aumenta o afastamento.

Ap´os a deconvolu¸c˜ao preditiva foi feito o empilhamento no dom´ınio do tempo. No re- sultado da Figura 5.11 se observa um significativo aumento da rela¸c˜ao sinal/ru´ıdo, onde

se destaca os eventos rasos e a atenua¸c˜ao da m´ultipla de superf´ıcie livre na janela de 4s. Compare com a Figura 5.2.

A migra¸c˜ao Kirchhoff p´os-empilhamento no tempo mostrada na Figura 5.13 foi realizada sobre a se¸c˜ao empilhada NMO da Figura 5.11, utilizando o modelo de velocidade da Figura 5.8. Se observa o colapso parcial de algumas difra¸c˜oes e a recupera¸c˜ao de eventos refletores em profundidade. Contudo, se observam arcos indesej´aveis sobre os pontos difratores nas regi˜oes mais profundas da se¸c˜ao.

Foi realizada a convers˜ao do modelo de velocidade RMS em tempo da Figura 5.8 para a profundidade (velocidade intervalar) da Figura 5.12 e tamb´em a mudan¸ca de escala da se¸c˜ao empilhada NMO em tempo da Figura 5.11 para profundidade. Para isto foi utilizado o modelo de velocidade intervalar da Figura 5.12, atrav´es de uma interpola¸c˜ao linear e de uma extrapola¸c˜ao constante nos pontos marcados no mapa semblance para determinar as veloci- dades vINT(z) em intervalos temporais n˜ao especificados. Neste caso, a se¸c˜ao foi remapeada

at´e a profundidade de 4612 m.

A migra¸c˜ao Kirchhoff p´os-empilhamento na profundidade (Figura 5.15) foi realizada sobre a se¸c˜ao empilhada NMO da Figura 5.11 utilizando o modelo de velocidade intervalar em pro- fundidade da Figura 5.12. Nesta migra¸c˜ao se observa a recupera¸c˜ao da sub-horizontaliza¸c˜ao das estruturas, indicada pela melhor continuidade dos eventos refletores, o colapso das di- fra¸c˜oes, a corre¸c˜ao das falhas geol´ogicas, a recupera¸c˜ao de v´arios eventos refletores em pro- fundidades e a ausˆencia de arcos-artefatos sobre os pontos difratores, existentes na migra¸c˜ao Kirchhoff em tempo da Figura 5.13. Sem outra informa¸c˜ao complementar para a se¸c˜ao geol´ogica, a profundidade considerada foi de 3300 m. Foram utilizadas v´arias aberturas: 200, 300, 400, 500 m, onde se observou que com o aumento da abertura, a quantidade de artefatos aumenta rapidamente e a abertura que mostrou melhor resultado foi de 300 m.

Como sugest˜oes para trabalhos futuros, se prop˜oe a aplica¸c˜ao de outras t´ecnicas de de- convolu¸c˜ao de m´ultiplas e de migra¸c˜ao pr´e e p´os-empilhamento no tempo e na profundidade baseadas na equa¸c˜ao da onda ac´ustica, como as metodologias PSPI (phase-shift plus inter- polation), SS (split-step), RTM (reverse time migration) e FFD (Fourier finite difference), para efeito de compara¸c˜ao com a migra¸c˜ao Kirchhoff e aplica¸c˜ao das t´ecnicas CRS e nipto- mogr´afica, voltado `a obten¸c˜ao de melhores imagens ´uteis para a interpreta¸c˜ao geol´ogica.

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APˆENDICE A -- MIGRAC¸ ˜AO KIRCHHOFF

Neste apˆendice s˜ao descritas partes da teoria do raio com a finalidade de complementar o entendimento dos processos de modelagem e imageamento por migra¸c˜ao, ambos baseados na teoria do raio s´ısmico, onde uma das obras principais para ser seguida ´e ( ˇCERVEN ´Y, 2000).

Migra¸c˜ao Kirchhoff no Tempo

A migra¸c˜ao ´e descrita a partir da solu¸c˜ao da equa¸c˜ao de onda escalar sem varia¸c˜ao de densidade e dada por:

∇2u(~r, t) − 1 c2

∂2u(~r, t)

∂t2 = −4πq(~r, t), (A.1)

onde u(~r, t) ´e a amplitude do campo, c a velocidade no meio, q(~r, t) a fonte, e ~r = (x, y, z) o ponto de observa¸c˜ao.

A solu¸c˜ao para a Eq. (A.1) sem presen¸ca de fonte, considerando um volume V0 delimitado

por uma superf´ıcie S0, ´e expressa pelo teorema de Green (SCHNEIDER, 1978), e dada por:

u(~r, t) = 1 4π Z t0 dt0 Z S0 dS0  G ∂ ∂nu(~r0, t0) − u(~r0, t0) ∂ ∂nG  ; (A.2)

onde ~n = nˆn ´e um vetor normal `a superf´ıcie S0, que inclui a superf´ıcie de aquisi¸c˜ao A0, e

a superf´ıcie de forma semi-esf´erica A′

que ´e extrapolada para o infinito de forma que sua contribui¸c˜ao seja desprez´ıvel (ver Figura A.1). Sendo assim, a fronteira fica expressa pela integral na superf´ıcie de aquisi¸c˜ao, e a solu¸c˜ao ´e baseada na fun¸c˜ao de Green que consiste da resposta de uma fonte pontual em ~r0 e sua imagem em ~r′0, dada por:

G(~r, t|~r0, t0) = δ t − t 0− Rc  R − δ t − t0− R ′ c  R′ , (A.3) onde R = [(x − x0)2 + (y − y0)2+ (z − z0)2] 1 2, (A.4) R′ = [(x − x0)2+ (y − y0)2+ (z + z0)2] 1 2. (A.5)

68 Figura A.1: Meio escalar (3D) com volume V0 delimitado pela fronteira S0 = A0 + A′, com um

ponto fonte em ~r0, sua imagem em ~r′0 e um ponto de observa¸c˜ao em ~r.

x z y

͚

V0 r0 A0 R’ R r r’0 A’ Fonte: (SCHNEIDER, 1978).

Na pr´atica, o campo u(~r0, t0) ´e medido na fronteira S0 = A0 + A′, onde a fun¸c˜ao de

Green se anula (G = 0), e a componente ∂u(~r0,t0)

∂n ´e anulada. Com isto, a equa¸c˜ao (A.2) ´e

simplificada `a forma: u(~r, t) = 1 2π Z t0 dt0 Z A0 dA0 ( u(~r0, t0) ∂ ∂z0 " δ t − t0− Rc  R #) . (A.6)

Trocando ∂z0 por ∂z∂ e resolvendo a parte temporal da equa¸c˜ao (A.6), se obt´em:

u(~r, t) = −1π∂z∂ Z A0 dA0 u ~r0, t −Rc  R . (A.7)

Esta representa¸c˜ao indica que a Eq. (A.2) ´e solu¸c˜ao da equa¸c˜ao da onda em virtude da forma

f (t−R c)

R no integrando.

Uma forma de descrever fisicamente uma se¸c˜ao empilhada ´e atrav´es de um experimento hipot´etico denominado refletor em explos˜ao, onde os receptores s˜ao localizados numa su- perf´ıcie de aquisi¸c˜ao e as fontes ao longo das interfaces refletoras onde s˜ao acionadas simulta- neamente. O campo produzido se propaga at´e a superf´ıcie de aquisi¸c˜ao segundo o Princ´ıpio de Huygens (ver Figura A.2). Com este modelo, as velocidades ou tempo relacionados a esta se¸c˜ao devem ser modificadas pela multiplica¸c˜ao do fator 1/2 (ver Figura A.3).

Para uma se¸c˜ao empilhada, o campo registrado u(x, y, z = 0, t) pode ser continuado para profundidades maiores segundo a forma:

u(x, y, z, t) = − 1 2π ∂ ∂z Z A0 dA0 u x, y, z = 0, t + Rc R . (A.8)

Figura A.2: Representa¸c˜ao do modelo (2D) refletor-em-explos˜ao. As fontes est˜ao localizadas nas interfaces refletoras e s˜ao acionadas simultaneamente. O campo produzido se propaga de acordo com o Princ´ıpio de Huygens at´e a superf´ıcie de aquisi¸c˜ao z = 0.

z

x

t=0 t

Fonte: (SCHNEIDER, 1978).

Figura A.3: Modelo afastamento-nulo (esquerda) e modelo do refletor-em-explos˜ao (direita). Na esquerda, o campo de onda parte da superf´ıcie no instante t = 0, reflete em D e retorna a superf´ıcie onde ´e registrado no tempo t. Na direita, se tem outra forma de representar o afastamento-nulo, onde o campo de onda parte de um ponto da subsuperf´ıcie no tempo t = 0 e ´e registrado na superf´ıcie no tempo 2t. A velocidade do campo de onda no modelo afastamento-nulo (esquerda) ´e a metade da velocidade no modelo refletor-em-explos˜ao (direita).

x z y G(x,y,z=0,2t) x z y G(x,y,z=0,t) D Fonte: (SCHNEIDER, 1978).

O campo continuado em profundidade at´e o refletor tem, de princ´ıpio, as amplitudes proporcionais `a refletividade da interface. Para a Eq. (A.8), considerando o modelo refletor- em-explos˜ao para os pontos em subsuperf´ıcie no tempo t = 0 de acionamento das fontes, a integral para a ´area de interesse (x, y, z), tem a forma:

u(x, y, z, t = 0) = − 1 2π ∂ ∂z Z x0 Z y0 dx0dy0 u x, y, z = 0,Rc R . (A.9)

A Eq. (A.9) descreve a se¸c˜ao migrada, e ´e denominada de condi¸c˜ao de imagem, e que mapea o campo no dom´ınio (x, y, z, t) para o dom´ınio (x, y, z).

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A Figura A.4 mostra a rela¸c˜ao entre o dado de entrada e de sa´ıda no mapeamento. A entrada ´e um tra¸co empilhado registrado no plano z = 0, e a sa´ıda ´e um tra¸co na posi¸c˜ao (x, y) apresentado em fun¸c˜ao de z e do tempo t = z/c. Como os refletores est˜ao em sucessivas posi¸c˜oes, mapea-se um ponto em cada uma destas etapas, e calcula-se para este ponto a integral para o tempo t = 0. Por exemplo, o receptor r1 em z1 mapea-se um valor nulo para

t = 0 devido ao receptor n˜ao estar no ponto de reflex˜ao; da mesma forma o valor se anula tamb´em para o receptor r2 em z2. O valor desta integral n˜ao ´e nulo quando o receptor estiver

muito pr´oximo ou em cima do refletor, como ocorre em z3.

Figura A.4: Rela¸c˜ao entre o dado de entrada u(x, y, z = 0, t) e o de sa´ıda u(x, y, z, t = 0) no mapeamento do campo de onda em (x, y, z, t) para x, y, z, t = zc.

x z t z1 z2 z3 z4 r2 r4 r1 z /c3 y r0 z0 Entrada: u(x,y,z=0,t) saída: u(x,y,z,t=0) r3 Fonte: (SCHNEIDER, 1978).

Segundo o modelo refletor-em-explos˜ao, a Eq. (A.9) ´e entendida como o processo que permite conhecer o valor do campo no tempo t = 0 a partir de seus valores registrados pelos receptores no tempo t. Ou ainda, um processo de continua¸c˜ao do campo u(~r0, t0), conhecido

na fronteira A0, para u(~r, t = 0) em um ponto em subsuperf´ıcie.

Migra¸c˜ao Kirchhoff na Profundidade

Esta migra¸c˜ao ´e baseada nas equa¸c˜oes iconal e de transporte, e no sistema de tra¸camento do raio para o c´alculo do tempo, e do termo para divergˆencia esf´erica e de amplitude do campo de onda. A teoria paraxial do raio ´e um conceito central para se obter o fator de espalhamento geom´etrico do campo de onda.

Equa¸c˜ao iconal

A equa¸c˜ao iconal para um meio isotr´opico tem a forma: (∇τ)2 = 1

v2, (A.10)

onde τ = τ (~x) ´e o tempo de trˆansito fonte-receptor, denominado termo iconal, e v = v(~x) ´e a velocidade da onda. A solu¸c˜ao desta equa¸c˜ao diferencial parcial n˜ao-linear ´e obtida por meio de seis equa¸c˜oes diferenciais ordin´arias que formam o sistema de tra¸camento de raio, e em coordenadas cartesianas tem a forma:

dxi dτ = v 2p i, (i = 1, 2, 3, ) (A.11) dpi dτ = − 1 v dv dxi , (i = 1, 2, 3, ) (A.12)

onde pi s˜ao os componentes do vetor vagarosidade ~p = ∇τ (ˇCERVEN ´Y, 2000).

Equa¸c˜ao do transporte

A equa¸c˜ao do transporte ´e dada por:

2∇τ · ∇A + ∆τA = 0, (A.13)

onde A = A(τ, x, y, z) ´e o termo de amplitude do campo de onda. A Eq. (A.13) pode ser reescrita como uma equa¸c˜ao diferencial ordin´aria de coordenadas do raio na forma:

2 v2 dA dτ + A vJ d dτ  J v  = 0, (A.14)

onde J ´e o Jacobiano do raio que representa a densidade do campo, e escrito na forma de um determinante funcional: J(x, y, z; τ, γ1, γ2) = 1 v d(x, y, z) d(τ, γ1, γ2) , (A.15)

onde τ, γ1, γ2 s˜ao as coordenadas do raio, τ o iconal, e γ1 e γ2 os parˆametros de partida do

raio (ver Figura A.5).

A Eq. (A.14) pode ser resolvida pelo m´etodo de separa¸c˜ao de vari´aveis, de onde se obt´em o termo principal para a amplitude do campo dado por:

A = P(γq1, γ2)

J v

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onde P ´e a constante de integra¸c˜ao dependente dos parˆametros de partida do raio.

Figura A.5: Sistema de coordenadas do raio. Para uma fonte pontual S em 3D, as coordenadas do raio s˜ao dadas pelos ˆangulos γ1 e γ2, e o argumento eiconal τ = τ (x) que especifica uma posi¸c˜ao

de um ponto sobre o raio. Se usa tamb´em o comprimento do arco S em vez do eiconal τ = τ (x) atrav´es do termo de velocidade.

+x -x τ raio central raio unitário tangente em S S γ1 planohorizontal γ2 Fonte: (HERTWECK, 2000).

Teoria paraxial e tra¸camento dinˆamico do raio

O sistema de tra¸camento dinˆamico do raio ´e descrito em coordenadas (q1, q2, q3) centradas no

raio, que ´e um sistema de coordenadas curvil´ıneas ortogonais, onde o raio representa o terceiro eixo do sistema. Os outros dois eixos s˜ao ortogonais e situados em um plano perpendicular ao raio (Figura A.6).

Figura A.6: Sistema de coordenadas centradas no raio, o vetor e3 ´e o raio unit´ario tangente em

S, os vetores e1 e e2 est˜ao localizados em um plano perpendicular ao raio em S. As coordenadas

atuais s˜ao dadas por (q1, q2 e q3).

e3 e2 e1 S Raio central Plano perpendicular ao raio central Fonte: (HERTWECK, 2000).

Usando o sistema de coordenadas centradas no raio, a rela¸c˜ao para o Jacobiano do raio tem a forma simplificada para:

J γ1=γ10,γ2=γ20 = d(x, y, z) d(τ, γ1, γ2) γ1=γ10,γ2=γ20 = v0 d(q1, q2) d(γ1, γ2) γ1=γ10,γ2=γ20 , (A.17)

onde o ´ındice adicional 0 indica os parˆametros do raio central. A Eq. (A.16) para a amplitude do campo passa `a forma:

A = rP(γ1, γ2) 1 v d(q1,q2) d(γ1,γ2) γ1=γ10,γ2=γ20 . (A.18)

A partir da Eq. (A.18), o fator de espalhamento geom´etrico normalizado |Ln|, que descreve

a divergˆencia esf´erica de uma fonte pontual S, ´e dado por: |Ln| = √cos α Scos αR √v SvR r det B , (A.19)

onde vS e vR s˜ao as velocidades de propaga¸c˜ao da onda na fonte pontual S para o ponto

receptor R, respectivamente (POPOV, 1996); B ´e uma matriz que se relaciona ao fator de