2.3 Hoover – Dempsey & Sandler Theoretical Model
2.3.2 Parental Self-efficacy
A Tabela 5 demonstra as melhorias feitas ao processo de selecção de COTS na última década e meia. Uma das primeiras propostas foi feita por Kontio [1995] que propôs a abordagem OTSO (Off-The-Shelf Option) para a selecção de COTS em 1995. OTSO é considerado como um marco importante na evolução das práticas de selecção de COTS pois serviu de base para outras abordagens. O OTSO definiu a estrutura básica para o processo de selecção de COTS que é muito similar com o MGSC descrito no capítulo 2.3.4.1.
Tabela 5 – Evolução das práticas de selecção de COTS
Ano Marco histórico
1995 OTSO: a estrutura básica do Processo de Selecção de COTS (PSC)
1996 Aprofundamento do OTSO
1997
Formalização do PSC
Arquitectura de componentes genéricos Selecção múltipla de COTS
1998 Processo de engenharia de requisitos do PSC 1999 Introdução do factor de confiança
Estudo do efeito dos factores sociais 2000 Flexibilização do processo de selecção
2001 Aprofundamento do refinamento do processo de engenharia de requisitos 2002 Uso de capturas de ecrã e casos de uso para os requisitos
Selecção múltipla de COTS 2003 Avaliação de risco
Uso da teoria difusa e técnicas de optimização 2004 Uso de modelos de qualidade durante a avaliação
2005/2006/2007 Tratamento sistemático das inadequações entre os atributos e requisitos do COTS 2011 Tratamento de incertezas relacionadas com a informação de COTS e fornecedores
Em 1996, Kontio publicou vários trabalhos para a elaboração do OTSO [Kontio 1995, Kontio & Tesoriero 1995, Kontio 1996, Kontio et al. 1996], nos quais o processo de definir os critérios de avaliação é descrito em detalhe.
Em 1997 foram propostas várias abordagens:
A abordagem IusWare (IUStitia softWARis) [Morisio & Tsoukis 1997] tentou formalizar o processo de selecção e endereçar requisitos de qualidade durante o processo de avaliação;
A abordagem PRISM (Portable, Reusable, Integrated, Software Modules) [Lichota et al. 1997] propôs uma arquitectura de componentes genéricos que pode ser utilizada durante o processo de avaliação;
A abordagem CISD (COTS-based Integrated Systems Development) [Tran & Liu 1997] propôs um modelo que pode ser utilizado para seleccionar múltiplos produtos COTS homogéneos.
Em 1998 é atingido outro marco importante com a abordagem PORE (Procurement-Oriented Requirements Engineering) [Maiden & Ncube 1998, Ncube & Maiden 1999a, Ncube & Maiden 1999b]. A relevância do PORE é a de que propõe um processo de engenharia de requisitos para o desenvolvimento baseado em COTS. O PORE sugere que os requisitos sejam elencados e analisados ao mesmo tempo que decorre a avaliação dos COTS.
Em 1999, foram propostas as seguintes abordagens:
A abordagem CEP (Comparative Evaluation Process) [Phillips & Polen 2002] introduziu a utilização do factor de confiança (FC). Quanto mais fiável a fonte de dados, mais alto o FC atribuído à fonte. Qualquer estimativa deve ser ajustada com base no valor do FC da fonte.
A abordagem STACE (Social-Technical Approach to COTS Evaluation) [Kunda & Brooks 1999, Kunda & Brooks 2000, Kunda 2001] destaca a importância de problemas não técnicos (e.g. características sociais, humanas e organizacionais) durante o processo de avaliação.
A abordagem CRE (COTS-based Requirements Engineering) [Alves & Castro 2001] realçou a importância de requisitos não funcionais (RNF) como critérios decisivos quando comparando alternativas COTS. Para modelar os requisitos não funcionais o CRE utiliza a framework de RNF [Chung et al. 1999].
Em 2000, Ochs et al. [2000] propôs um processo de aquisição de COTS (CAP) o qual destaca que o processo de avaliação (incluindo os próprios critérios de avaliação) deve ser desenhado com base no esforço disponível para o projecto. Esta abordagem baseia-se no conhecimento de especialistas para desenhar o processo.
Em 2001, Chung et al. [Chung & Cooper 2001, Chung & Cooper 2002, Chung & Cooper 2004a, Chung & Cooper 2004b] iniciaram um projecto para construir a abordagem CARE (COTS-Aware Requirements Engineering). Esta abordagem utiliza um conjunto flexível de requisitos com base em diferentes pontos de vista de stakeholders. Para isto, a CARE propõe um método para definir stakeholders relevantes e também requisitos do sistema.
Em 2002, foi proposto outro conjunto de abordagens:
A abordagem PECA (Plan, Establish, Collect, and Analyze) [Comella-Dorda et al. 2002, Comella-Dorda et al. 2004] descreve um processo de selecção de COTS detalhado e propõe linhas orientadoras que os especialistas técnicos podem utilizar para desenhar o processo.
A abordagem BAREMO (Balanced Reuse Model) [Lozano-Tello & Gomez-Pérez 2002] explica em detalhe como é que uma decisão pode ser tomada com base no método de TDMC AHP.
A abordagem Storyboard [Gregor et al. 2002] sugere a incorporação de casos de uso e capturas de ecrã durante a fase de engenheira de requisitos para ajudar os clientes a perceber os seus requisitos e assim adquirir produtos COTS mais adequados às suas necessidades.
A abordagem CS (Combined-Selection) [Burgues et al. 2002] tenta seleccionar múltiplos COTS que são avaliados, primeiro numa escala local para avaliar cada um de forma isolada, e depois numa escala global para seleccionar a melhor combinação de COTS.
Em 2003 mais duas abordagens foram propostas:
O modelo em espiral WinWin [Boehm et al. 2003a, Boehm et al. 2003b] que é uma abordagem direccionada ao risco, sugerindo a identificação, análise e resolução de riscos num processo de avaliação iterativo.
A abordagem proposta por Erol & Ferrel-Jr. [2003] sugere a utilização de uma teoria vaga para quantificar dados qualitativos e de técnicas de optimização para determinar soluções óptimas ou quase óptimas.
Em 2004, o sistema DesCOTS (Description, Evaluation and Selection of COTS components) foi apresentado com base no trabalho feito por Grau et al. [2004]. Este sistema integra várias ferramentas para a definição dos critérios de avaliação através de modelos de qualidade tais como a ISO/IEC 9126-1 [2001].
Em 2005 começou a ser desenhada a MiHOS (Mismatch-Handling aware COTS Selection), proposta por Mohamed et al. [2007b]. A abordagem MiHOS utiliza o MGSC na sua componente de selecção e introduz um processo para tratar inadequações entre os produtos e os requisitos dos COTS. Utiliza ainda técnicas como a programação linear para identificar soluções quase óptimas.
Em 2011 foi proposta a abordagem UnHOS (Uncertainty Handling in COTS Selection) [Ibrahim et al. 2011] que tem o propósito avaliar candidatos COTS e seleccionar o que melhor se adeqúe às necessidades dos stakeholders representando explicitamente as incertezas relacionadas com a informação sobre os COTS candidatos. A abordagem utiliza a técnica de TDMC AHP para classificar os COTS e Redes Bayesianas para representa a incerteza.