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Palestinians Returning Home and their Problems of Adaptation

In document Palestinian Adaptations (sider 81-90)

No entendimento de Mengalli (2004, p. 1),

O conceito de Comunidade de Prática (CoP) foi “cunhado” pelo teórico organizacional Etienne Wenger como comunidades que reuniam pessoas unidas informalmente – com responsabilidades no processo – por interesses comuns no aprendizado e principalmente na aplicação prática do aprendido.[...] Wenger afiança que uma Comunidade de Prática (CoP) não é tão somente um agregado de pessoas definidas por algumas características, são pessoas que aprendem, constroem e “fazem” a gestão do conhecimento (Wenger, 1998).

As comunidades virtuais de prática congregam pessoas com interesses comuns para a troca de experiências, informações, construção do conhecimento no ambiente virtual.

Um dos principais fatores que potencializam a criação de comunidades virtuais é a dispersão geográfica dos membros. O uso das Tecnologias de Informação e Comunicação minimizam as dificuldades relacionadas a tempo e espaço, promovendo o compartilhamento de informações e a criação de conhecimento coletivo.

Entre as comunidades mais conhecidas, pode-se destacar o orkut, que é uma rede social on line, criada com o objetivo de ajudar seus membros a criar novas amizades e manter relacionamentos. (Apêndice D, tutorial disponível em meio digital - CD).

Outro programa bastante utilizado é o Moodle, que é um sistema de administração de curso, mais utilizado por pedagogos na criação de comunidades de aprendizagem on-line, que podem ser utilizados por outros profissionais, principalmente os Assistentes Sociais, para a construção do conhecimento com os usuários ou com outros profissionais. (Anexo B, tutorial disponível em meio digital - CD.).

Sob o ponto de vista de Castells (1999), a expansão da internet resultou em intensas transformações sociais, entre elas a comunicação.

Na década de 90, o debate girou em torno das dimensões sociais causadas pelo advento da internet. A grande questão era:

A internet favorece a criação de novas comunidades, comunidades virtuais, ou, pelo contrário, está induzindo ao isolamento pessoal, cortando os laços das pessoas com a sociedade e, por fim, com o mundo “real”?

Percebe-se que esta dúvida ainda não foi dirimida, pois a grande preocupação dos profissionais da área social é justamente a desumanização do atendimento, ao incorporar-se as novas tecnologias na ação profissional. Cabe ressaltar que esta preocupação é relevante, pois o contato pessoal é fundamental em várias situações. No entanto, a utilização de novas tecnologias também faz-se necessário para facilitar e em algumas situações qualificar o trabalho.

Face a isto, cabe ao profissional fazer a leitura precisa da realidade e discernir onde e em que momentos as novas tecnologias poderão contribuir com a ação profissional.

Castells sustenta que:

As “comunidades virtuais” não precisam opor-se às “comunidades físicas”: são formas diferentes de comunidades, com leis e dinâmicas específicas, que interagem com outras formas de comunidade.[...] As comunidades substituem as redes sociais, com as comunidades locais sendo uma das muitas opções possíveis para a criação e a manutenção de redes sociais, e a Internet oferece mais uma dessas alternativas. (CASTELLS, 1999, p.444)

Essa reflexão do autor supracitado vem ratificar o que pensa a acadêmica, autora deste trabalho: a comunidade virtual não vem para substituir a comunidade real, os contatos pessoais, a cultura e comunidade local, mas sim, torna-se uma outra possibilidade não menos importante de comunicação, interação e relações sociais.

É válido salientar que, as comunidades virtuais podem contribuir com a criação e fortalecimento das redes de apoio, tão importantes no trabalho social.

Na compreensão de Ribeiro:

As redes de apoio social são definidas por Sluzki (apud TEIXEIRA; LEÃO, 2002) como a soma de todas as relações que um indivíduo percebe como significativas ou que define como diferenciadas da massa anônima da sociedade. Essa rede corresponde ao nicho interpessoal da pessoa e contribui substancialmente para seu próprio reconhecimento como indivíduo e para a sua auto-imagem. Nessa rede estão incluídas todas as relações do indivíduo, divididas em família, amizades, relações de trabalho ou escolares e relações comunitárias. (RIBEIRO, 2007, p.5)

A partir do contato dos usuários dentro da comunidade virtual, podem surgir redes de apoio, tendo em vista que a comunidade virtual geralmente se forma pela coesão de interesses entre os usuários.

A diferença básica entre o fórum e a comunidade virtual é que no primeiro, o objetivo principal é a discussão de temas específicos, geralmente propostos por um

usuário ou moderador. Quanto à comunidade, esta é criada por pessoas com objetivos, características e interesses em comum, ou seja, os usuários são atraídos não somente para a discussão de um tema específico, mas para a vivência, troca de experiências, tendo em vista a aplicação do aprendizado na sua ação real. Cabe ressaltar que em toda comunidade tem um fórum, mas o fórum pode ocorrer independente da existência de uma comunidade.

Sugestões de utilização desta ferramenta no trabalho do Assistente Social:

O Assistente Social poderá utilizar a comunidade virtual em diversas situações na sua ação profissional. Entre elas, pode-se destacar:

• A expansão de seus contatos pessoais e profissionais, criando redes de apoio.

• Discussão de temas relevantes para sua área de atuação ou da profissão.

• Possibilita a constante atualização na formação profissional, troca de conhecimentos, materiais, experiências, pesquisas, entre outras. Além da ajuda mútua em diversas situações.

• Como exemplo prático, pode ser criado uma comunidade virtual e possibilitar o fortalecimento das relações na comunidade real, ou seja, pode ser feito um mural on line onde se coloquem as notícias do dia, semana, mês, os aniversários, os avisos pertinentes à comunidade, enfim, as possibilidades são inúmeras, cabe ao profissional ser “criativo e propositivo”.

Vantagens desta ferramenta:

• Acesso ilimitado • Ferramenta Gratuita

• Registros expostos para o público, inibindo colocações desrespeitosas, preconceituosas, entre outras.

• Possibilidade de moderação, ou seja, o moderador decide quem pode ou não participar da comunidade, podendo selecionar os participantes a partir de um perfil.

Limites desta ferramenta:

• No caso do orkut, por ser pública pode inibir a participação.

• Nos dois exemplos de comunidade, orkut e moodle, é impossível criar um ambiente personalizado, ou seja, com cores, fontes de letras, imagens, entre outros elementos à critério do usuário.

• A comunidade deve ser constantemente freqüentada por seus participantes, tendo em vista a atualização das informações e manutenção dos contatos, caso contrário, a comunidade enfraquece e “morre”.

In document Palestinian Adaptations (sider 81-90)