5.3 Likheter og forskjeller mellom de to kursene
5.3.4 Påvirkning på motivasjon for framtidig kompetanseutvikling
A ênfase dada ao apoio dos amigos é muito semelhante à análise efetuada no apoio da família; embora existam algumas diferenças, todos os inquiridos têm amigos. Porém, subsistem obstáculos que influem na avaliação dos respondentes. O facto da incapacidade física se apresentar como principal obstáculo influência no afastamento dos respetivos amigos e na falta de convivência e apoio que lhes seria imperioso. Assim, a frustração, a culpa, o afastamento, a incompreensão e a solidão são incessantes.
«… É triste. Por exemplo, evito algumas situações que impliquem esforço físico, como caminhadas longas, passeios com os amigos, isto, porque, passado pouco tempo, estou com dores na lombar e fico a pensar que raio de amiga sou eu para eles. Mais uma vez, culpa! Claro que ficava feliz se fosse, mas acabo por não ir. Só de pensar que posso ficar com dores depois, acabo por evitar. Nem ao cinema vou por causa do tempo que tenho que estar imóvel. Não faço 90% do que gostaria de fazer. É frustrante para mim e certamente pensam que não me apetece estar com eles.» (e.g., participante 1, p. 6).
«… Convenhamos, estou sempre com dores e a dizer-lhes que me dói….acabo por ser afastada e me afastar deles e depois nem sempre tenho apoio deles ou de quem quer que seja. Sinto-me incompreendida como já lhe tinha dito antes. A minha sorte é não ser depressiva como muitas colegas!» (e.g., participante 1, p. 6).
«… Estou sozinha e não vejo quem me possa ajudar para nada, só mesmo os bombeiros quando vêm aqui para me levar para alguma consulta. De vez em quando lá aparece alguma amiga antiga, mas por pouco tempo. A solidão corroí todo o corpo e a alma. Eu só quero sair daqui para fora. Sabe quem deveria de se preocupar comigo nunca se preocupou, certo?» (e.g., participante 2, p. 15).
«… As pessoas dizem “coitada perdeu o filho”, mas é que eu perdi o filho e perdi a filha (M). Eu não posso falar disto a ninguém, ninguém entende… ninguém entende que eu tenha perdido uma filha que mora aqui ao pé de mim e que se vai embora.» (e.g., participante 3, p. 20).
«… Quando eu perdi o meu filho, muitos amigos diziam-me “deixa lá, tens que ter muita força…” e eu, a determinada altura, tive esta expressão “estou farta de ter força pelos outros!” » (e.g., participante 3, p. 23).
«… Os meus amigos, se é que tenho amigos depois do acidente, já não me ligam, porque não posso jogar à bola com eles ou sairmos de mota, os colegas de trabalho estão no que estão comigo, porque todos pensam que eu não quero trabalhar e nem ajudam e nem apoiam a minha posição como colega...» (e.g., participante 4, p. 35).
A ligação com o acompanhamento médico por parte dos entrevistados tornou-se incompreensível. Pelo facto de serem pacientes recorrentes assumem que careciam de um acompanhamento idóneo e de algum cuidado extra. De facto, na maioria dos casos, manifestaram sentir alguma desconsideração, incompreensão e arrogância, razão pela qual expressam queixas e desprezo.
«… o que me custa mais quando vou às consultas médicas é que eles nem percebem o quanto com isto se sofre. “Mas continua a doer assim tanto? Mesmo com os comprimidos?” e eu digo-lhes “Claro que sim, porque, senão, não vinha cá novamente, Sr. Doutor!”. Parece ou estão mesmo a duvidar de nós doentes! Será que algum deles já teve alguma coisa parecida? Certamente têm mais recursos do que nós para se tratarem, caso estejam mal, mas não entenderem o sofrimento dos outros, caramba! Foi preciso vir o psicoterapeuta para me dizer que a cabeça faz mal às costas. São médicos, certo?» (e.g., participante 1, p. 7).
«… Está a fazer três anos que veio cá a casa um médico clinico geral para uma consulta, pois já fazia tanto tempo que ele me deveria ter dado os resultados das análises que eu tinha feito e eu aproveitei para uma consulta domiciliaria. Eu já sabia que ele se fazia de “mula”, pagamos e depois nada, então fi-lo cá vir a casa. Paguei mais uma consulta e nem me trouxe o recibo para a ADSE, já era costume ele fazer isso. Antes ele era bom médico mas as pessoas já se começam a queixar dele. E eu tambem! Já nem me querem consultar, devem pensar que sou um caso perdido.» (e.g., participante 2, p. 9).
«… uma amiga disse-me para eu consultar um terapeuta que fazia milagres com as mãos. Então, ele fez- me aquelas manipulações que os osteopatas fazem com conhecimento científico e que eles fazem com conhecimento empírico. Eu tinha uma hérnia. Desde essa altura que me mantenho com terapias não convencionais para me ajudarem nas maleitas, sempre que seja necessário.» (e.g., participante 3, p. 19).
«… fui a uma consulta de junta médica. Queriam-se livrar de mim. Já tinham o papel passado e assinado
para me dar alta. Só faltava eu assinar. A conversa do médico: “então, você está melhor, certo, já está bom, correto?” Eu disse-lhe “eu estou melhor, está a brincar com a minha cara, só pode ser?” Mal conseguia mexer-me. Tenho dormência na mão, tenho dormência na ponta da planta do pé e o médico a afirmar que eu estava melhor!…Já nem da lombar estava capaz de me mexer nem para apertar os atacadores dos ténis.» (e.g.,
participante 4, p. 29).
«… Parece que não entendem que uma pessoa está mesmo aflita, não compreendem ou fazem-se de parvos para os fins deles. Custa-me acreditar que não sejamos acompanhados correta e com o mínimo de simpatia. Sempre com arrogância, desprezo, em vez de ajudarem… nada, até parece que lhes estamos a tirar alguma coisa.»
(e.g., participante 4, p. 31).
De uma forma diferente, os sujeitos que tiveram algum acompanhamento psicológico referem ter tido um tratamento diferente ao anterior, pois trata-se certamente de uma abordagem diferente e construtiva. Os manifestos são positivos e a visão objetiva.
«… Presentemente, acho que já ultrapassei esses traumas. Fiz psicoterapia durante anos já em adulta para me livrar e limpar a minha cabeça desses pensamentos.» (e.g., participante 1, p. 3).
«… O psicoterapeuta já me tinha dito que grande parte das dores advém de quando eu estou mais vulnerável aos pensamentos anteriores. E eu também acho que a dor emocional me traz mais coisas do que eu pensava antes.» (e.g., participante 1, p. 4).
«… mas depois optei por ir até uma clínica em Cuba onde fiquei dois meses e meio. Trataram-me do corpo e da cabeça. Tinham lá bons terapeutas e psicólogos.» (e.g., participante 2, p. 12).
«Só fui uma vez ao psicólogo em França por causa dos problemas que tinha tido com a minha mãe. Eu sentia uma chamada, uma grande chamada e muito forte para a vida religiosa e quando a minha mãe descobriu ficou completamente transtornada… fui dar com a minha mãe na cama completamente branca com os lábios roxos, como se tivesse acabado o mundo. “Não digas nada ao pai, porque…”. Passei por coisas… ainda hoje tenho pesadelos, pois tenho… pois tenho!» (e.g., participante 3, p. 10).