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Påvirker internasjonale kvoteanbefalinger eksportprisene?

4. Resultater

4.4. Påvirker internasjonale kvoteanbefalinger eksportprisene?

Para Berger e Luckmann (1985), a institucionalização é alcançada quando uma determinada realidade é compartilhada, caracterizada como um processo central na criação e perpetuação de grupos sociais duradouros. Assim, uma instituição, o resultado ou estágio final de um processo de institucionalização é definido como “uma tipificação de ações tornadas habituais por tipos específicos de atores”.

As ações habituais referem-se a comportamentos que se desenvolveram empiricamente e foram adotados para solução de problemas recorrentes, exigindo esforço mínimo quando da tomada de decisão. Tipificações envolvem o desenvolvimento recíproco de definições compartilhadas ou significados que estão ligados a esses comportamentos tornados habituais, acarretando classificações ou categorizações cujos significados se tornaram generalizados, ou seja, a ação é desempenhada independentemente de um indivíduo específico (TOLBERT; ZUCKER, 2006). Essa ação, portanto, passou pelo processo de institucionalização.

O hábito é um mecanismo que ajuda a conservar os comportamentos úteis, visto que passam a constituir assunto de rotina da organização (SIMON, 1965, p. 96).

Para Guerreiro et al. (2004), as ideias de hábitos e instituições estão conectadas através do conceito de rotina, conforme Figura 2. Os autores explicam que a rotina é constituída de hábitos formalizados e institucionalizados e incorpora comportamentos orientados por regras. A rotina é fortalecida pelo processo de repetição de ações; embora os hábitos estejam na esfera pessoal, as rotinas podem envolver um grupo de pessoas e, assim, se tornar os principais componentes da organização.

Para os referidos autores,

[...] o sistema de contabilidade gerencial pode ser visto como uma importante rotina no âmbito das organizações ou, ainda, a contabilidade gerencial pode ser enfocada como um conjunto fortemente estruturado de rotinas. Os orçamentos são elaborados, a performance monitorada e relatórios produzidos de um modo regular e rotineiro através de regras e procedimentos claramente especificado (GUERREIRO et al., 2004, p. 4).

Figura 2 – Rotinas: conexão entre hábitos e instituições.

Fonte: PEREIRA; GUERREIRO, 2005.

Sob a abordagem sociológica, a teoria institucional tem sido aplicada na área contábil para explicar o paradoxo estabelecido (PEREIRA; GUERREIRO, 2005). Ao refutar as premissas da teoria neoclássica que têm orientado a abordagem normativa da contabilidade gerencial, considera a contabilidade gerencial como uma instituição, ou seja, uma rotina formada por hábitos que dá sentido a determinado grupo de pessoas, sendo ela amplamente aceita de forma inquestionável.

Burns e Scapens (2000 apud GUERREIRO et al., 2008) utilizam os conceitos de hábitos, rotinas e instituições para sugerir que as práticas contábeis podem se tornar rotinizadas e, através do tempo, passar a fazer parte do conjunto das pressuposições e crenças inquestionáveis da organização (taken for granted), ou seja, pressuposições e crenças profundamente instaladas na cultura do grupo social e aceitas de maneira automática, de forma que as pessoas nem cogitam indagar sobre elas. A contabilidade gerencial como uma instituição corresponde a um conjunto de rotinas institucionalizadas e aceitas na organização; ela tanto impacta outras instituições no âmbito da organização, quanto é moldada por elas.

De acordo com Meyer e Rowan (1977), os arranjos institucionais, como políticas formais de contratação, técnicas contábeis, orçamento e cargos ou funções associadas à equidade no emprego, adquiriram grande significado social nas organizações, sinalizando então para o comprometimento com padrões eficientes e racionais. No entanto, a adoção dos arranjos institucionais não garante legitimação; é necessário que seja percebida pelos stakeholders como instrumentos capazes de proporcionar uma gestão responsável.

Os arranjos institucionais, então, podem se enquadrar no contexto dos Sistemas de Controle Gerencial (SCG), que, conforme Anthony e Govindarajan (2002), se referem ao processo de guiar organizações em direção a padrões viáveis de atividade em um ambiente caracterizado por mudanças e possibilitar que gestores influenciem o comportamento de outros membros organizacionais na direção de estratégias adotadas.

Para Daft (2008, p. 283), os “sistemas de controle gerencial são amplamente definidos como as rotinas, relatórios e procedimentos formais que usam informações para manter ou alterar padrões nas atividades organizacionais”. Esses sistemas incluem atividades com base em informações formalizadas de planejar, criar orçamentos, avaliar desempenho, alocar recursos e recompensar funcionários, a partir de metas e objetivos estratégicos estabelecidos para a organização.

O orçamento é uma tradicional técnica de controle e pode, de acordo com Soutes (2006), ser considerado um artefato da Contabilidade Gerencial, pois se enquadra no conjunto de atividades, ferramentas, filosofias de gestão, instrumentos, métodos de custeio, modelos de gestão, métodos de avaliação ou sistemas de custeio utilizados pelos profissionais.

De acordo com Frezatti et al. (2009, p.14), “a palavra artefato foi adotada por um motivo racional, com o objetivo de trazer uma certa organização aos elementos do controle gerencial”. Por ser um termo criado na sociologia, está relacionado a criações humanas para ajudar no desempenho de várias tarefas; é entendido como socialmente construído, sendo afetados por fatores situacionais e processos interpretativos. É transmissor de valores institucionais.

Numa revisão teórica das pesquisas em contabilidade gerencial que abordam o orçamento, Covaleski et al. (2003) apresentam três perspectivas: econômica, psicológica e sociológica. Na perspectiva econômica, subtende-se uma racionalidade econômica perfeita da utilização do orçamento em relação ao custo-benefício. Já na perspectiva psicológica, o foco é sobre os efeitos do orçamento nos estados mentais individuais, comportamentos e desempenhos dos indivíduos na organização. Na perspectiva sociológica, trata o orçamento sob o foco da organização e suas unidades, relacionando a teoria contingencial ou institucional no seu desenvolvimento. Nesse caso, o mais importante é a influência do orçamento no processo de tomada de decisão diante de outros fatores que influenciam o planejamento e controle organizacional. Usa-se o orçamento para controle gerencial.

Vale ressaltar que a Contabilidade Gerencial, conforme Frezatti et al. (2007), tem seu foco na busca da identificação, preparo e interpretação de informações

destinadas aos gestores responsáveis pelo processo decisório, com vistas ao processo de planejar, avaliar e controlar o alcance dos objetivos organizacionais. Assim, difere da Contabilidade Financeira, cujo objetivo é emitir resultados das operações e demonstrativos financeiros úteis para pessoas ou instituições “de fora” ou externas à organização (WARREN et al., 2008).

Assim, a utilização de um modelo de alocação de recursos orçamentários para as universidades federais pode caracterizar o esforço da administração pública em institucionalizar uma ferramenta que possa promover maior controle e eficiência na gestão de recursos públicos e na gestão universitária sob a forma de um arranjo institucional.