4. EMPIRICS AND ANALYSIS
4.2 D ATA ANALYSIS
4.2.6 Ownership structure of the analyzed companies
INTRODUÇÃO
A avaliação dos alimentos para o arraçoamento animal tem evoluído consideravelmente, contudo, informações relativas a nutrição de cabritos ainda são escassas.
Na nutrição, a quantidade de alimento ingerido tem importância fundamental, visto ser um dos fatores determinantes da maior ou menor disponibilidade de nutrientes para os processos fisiológicos e desempenho do animal. O outro fator é a qualidade do alimento ingerido, que é determinada pelas suas características físicas e pela concentração de fatores nutritivos (energia e proteína).
Para a obtenção do potencial máximo dos animais, é importante conhecer o valor nutritivo dos alimentos, que está relacionado com a composição química, digestibilidade e ingestão; assim, a análise bromatológica é fundamental do ponto de vista da avaliação de alimentos.
Os efeitos da peletização em alimentos volumosos são: aumento da aceitabilidade pelo animal promovendo aumento de consumo e diminuição na digestibilidade (Minson, 1962 citado por GREENHALGH e REID, 1973).
O processo de extrusão é um dos mais eficientes em conservar a composição bromatológica e aumentar a digestibilidade da proteína e gordura da soja (HERKELMAN e CROMWELL, 1990). Nas extrusoras, utilizou-se altas temperaturas (130 a 140°C), curto tempo de permanência dentro do equipamento (10 a 30 seg.), alta pressão (30 a 60 atm.) e em alguns casos, umidade de 19 até 25% (BATAGLIA, 1970; MUSTAKAS, 1970; NETO, 1992). Segundo GOMES e AGUILERA, (1984) e GROSSMAMM (1984), ocorreram aumento na digestibilidade dos constituintes do alimento, através da gelatinização do amido e desnaturação parcial das proteínas.
Diante do exposto, o estudo de alternativas alimentares na dieta de caprinos e seus efeitos sobre a digestibilidade são importantes, assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do processamento de rações completas na sua digestibilidade em cabritos Saanen.
MATERIAL E MÉTODOS
O trabalho foi realizado na Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias - UNESP/Jaboticabal, SP.
Foram utilizados quinze cabritos inteiros da raça Saanen, com peso médio inicial de 9,00 kg após desaleitamento, os quais foram distribuídos nos seguintes tratamentos: ração completa farelada (RCF); ração completa peletizada (RCP) e ração completa extrusada (RCE).
Os animais permaneceram alojados em gaiolas para estudo de metabolismo, com comedouros e bebedouros individuais.
A partir do 15° dia de vida os animais tinham à disposição uma ração composta de feno da parte aérea do milho (40,00%); milho grão moído (29,26%); farelo de soja (21,82%); melaço (4,84%); óleo de soja (0,91%); calcário calcítico (0,90%); e núcleo mineral (2,27%); apresentando composição bromatológica de acordo com a Tabela 03. A ração completa foi balanceada de acordo com AFRC (1998) para suprir as exigências da categoria em estudo e para um ganho de 150 gramas/dia.
Tabela 03. Composição bromatológica (% MS) das rações completas farelada (RCF), peletizada (RCP) e extrusada (RCE). Tratamentos Parâmetros % RCF RCP RCE PB 16,58 16,93 16,47 EE 4,09 3,56 2,12 EE * 8,92 9,13 8,57 FDN 34,54 27,78 32,03 FDA 19,89 20,33 18,39 Cinzas 7,03 7,27 7,24 EE* = determinação realizada mediante hidrólise ácida
O feno da parte aérea do milho foi obtido com o corte da planta no ponto de ensilagem com máquina segadora e picadora, sendo espalhado em local isento de umidade e seco ao sol durante três dias (cobrindo o mesmo com lona plástica durante à noite); em seguida, então foi moído (3 mm), ensacado e armazenado até a sua utilização (quando homogeneizado em misturador horizontal aos outros ingredientes da ração).
A ração completa controle (farelada) foi apenas moída e misturada, sendo oferecida aos animais na forma farelada. A mesma ração completa foi extrusada em extrusora (marca EXTRUCENTER) com rosca simples, com injeção de vapor e capacidade de processamento de 250 kg/hora. Quanto à peletização, esta foi realizada em equipamento marca CALIBRÁS com capacidade de processamento de 300 kg/hora.
A alimentação à vontade foi oferecida diariamente, às 8 horas da manhã e as sobras foram de 10% do oferecido.
Para avaliar as rações foram efetuadas análises de matéria seca (MS), proteína bruta (PB), extrato etéreo (EE), fibra detergente neutro (FDN) e fibra detergente ácido (FDA) de acordo com SILVA (1998). Uma vez que a literatura cita a necessidade de efetuar análise de lipídeos por meio da utilização de hidrólise ácida em produtos extrusados, foi realizada tal análise para os três tratamentos, segundo COMPÊNDIO Brasileiro de Alimentação Animal (1998). A energia bruta (EB) foi determinada em bomba calorimétrica adiabática (modelo PARR 1281).
Foram adotados cinco dias de adaptação (pois os animais já estavam ingerindo as rações experimentais) e cinco dias de colheita total.
Durante o experimento foram analisados: total de matéria seca ingerida e total de fezes excretadas em intervalos de 24 horas. Para isso, a ração, as sobras e as fezes foram quantificadas diariamente no mesmo horário.
As fezes foram pré-secadas em estufa com ventilação forçada a 55°C. Em seguida, foram trituradas e acondicionadas em recipientes para análises
posteriores. Nas fezes, foram analisadas MS, PB, FDN, FDA, EE, EB e cinzas. A energia digestível (ED) foi determinada pelas diferença entre a energia bruta ingerida e a energia bruta excretada nas fezes.
Os coeficientes de digestibilidade foram calculados mediante a diferença entre a quantidade de nutrientes ingerida e a quantidade de nutrientes excretada nas fezes.
O delineamento utilizado foi inteiramente casualizado, com três tratamentos e cinco repetições. As médias foram comparadas pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A peletização aumentou o consumo de MS em média 25% em relação a RCF, mas não afetou os coeficientes de digestibilidade da MS e energia (Tabela 04).
Tabela 04. Digestibilidade aparente da MS, PB, EE, FDN, FDA e energia de dietas com diferentes processamentos. Tratamentos Coeficientes de digestibilidade (%) RCF RCP RCE CV (%) MS 73,12 a 69,43 a 69,33 a 5,56 PB 67,12 a 71,89 a 69,05 a 11,31 EE 58,24 a 62,11 a 64,22 a 7,18 FDN 57,20 a 49,20 ab 47,60 b 9,77 FDA 48,10 a 35,70 b 42,70 ab 12,68 Energia 73,44 a 69,25 a 68,73 a 5,56 RCF = ração completa farelada, RCP = ração completa peletizada, RCE = ração completa extrusada
a,b Médias com letras diferentes, na mesma linha, diferem significativamente pelo teste de Tukey (P<0,05).
Os tratamentos não afetaram significativamente os coeficientes de digestibilidade da MS e PB (P<0,05), dados estes que diferiram de GREENHALGH e REID (1973), que verificaram que a digestibilidade da MS foi reduzida com a
peletização em 8,6% para ovinos e aos dados obtidos por SHABI et al. (1999), onde o fornecimento de dietas extrusadas para vacas Holstein, provocou aumento da digestibilidade da PB.
A extrusão e a peletização da ração completa, para cabritos, reduziram os valores de FDN em 16,8% e FDA em 25,8%, respectivamente, em relação a RCF. O processamento de dietas reduziu a digestibilidade da fibra, provavelmente, devido a formação de complexos amido-lignina que podem ocorrer tanto no processo de extrusão como no processo de peletização como descrito por RIAZ (2000).
Assim, os resultados referentes à digestibilidade da fibra, tanto da RCP como da RCE, foram similares aos encontrados por GREENHALGH e REID (1973), onde se constatou uma redução acentuada nos coeficientes de digestibilidade dessa fração e aos de HADJIPANAYIOTOU (1990), que verificou coeficientes de digestibilidade aparente da FDA e FDN, reduzidos em 4% para dietas submetidas a peletização de todos os ingredientes.
Quanto às demais frações analisadas, não houve diferenças (P<0,05), demonstrando que o processamento não afetou a digestibilidade dos nutrientes.
Conclusão
Para ração completa, onde os ingredientes são volumosos e concentrados, a peletização e a extrusão não afetaram significativamente os coeficientes de digestibilidade aparente das frações MS, PB, EE e energia, entretanto, os processamentos afetaram os coeficientes de digestibilidade das frações FDN e FDA dos alimentos.
Referências bibliográficas
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COMPÊNDIO brasileiro de alimentação animal: manual de procedimentos analíticos para animais.. Brasília: ANFAR, 1998. 332p.
BATAGLIA, A. M. A extrusão no preparo de alimentos para animais. In: SIMPÓSIO DO COLÉGIO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO ANIMAL, 3., 1990, Campinas.
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GOMES, M. H.; AGUILERA, J. M. A. physicochemical model for extrusion of corn starch. J. Food. Sci, Chicago, v.49, p.40-63, 1984.
GREENHALGH, J. F. D.; REID, G. W. The effects of pelleting various diets on intake and digestibility in sheep and cattle. Anim. Prod., v.16, p.223-33,1973.
GROSSMANN, M. V. E.; EL-DASH, A. A.; CARVALHO, J. F. Extrusion cooking effects on hydratation properties of manaioc starch. Arq. Biol. Technol., v.31, p.329-35, 1984.
HADJIPANAYIOTOU, M. Effect of grain processing on the performance of early- weaned lambs and kids. Anim. Prod.,v.51, p.565-72,1990.
HERKELMAN, K. L.; CROMWELL, G. L. Utilization of full-fat soybeans by swine reviewed. Feedstuffs, v.62, n.17, p.15-22, 1990.
MUSTAKAS, G. C. Extrudder process to improve nutritional quality, flavor and keeping quality of full-fat soy flour. Food Technol., v.24, p.1290-8, 1970.
RIAZ, M. N. Extruders in food applications, Lancaster : Technomic publishing company, 2000. 223 p.
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SILVA, D.J. Análise de alimentos: métodos químicos e biológicos. Viçosa: Ed. Universidade Federal de Viçosa, 1998. 166p.
CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DAS CÂMARAS GÁSTRICAS DE