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6.1 T HE MARITIME CLUSTER COMPETITIVENESS IN M ØRE

6.1.5 Ownership Attractiveness

Considerada uma linguagem universal, um guia que perpassa os labirintos da consciência e preenchimento espiritual, a música abrange um mecanismo terapêutico e de cura desde a pré-história, principalmente por meio de mantras, cantos e encantamentos. Seu poder terapêutico advém de culturas primitivas que a destacam como uma lei divina emanada por ecos ou ressonância cósmica. Hieróglifos egípcios, védico-sânscritos da velha Índia, documentos da Grécia antiga e idade média, mencionavam que a vida e a saúde dependiam da harmonia entre sons e música (DEWHURST-MADDOCK, 1999).

Intrínseca historicamente nos vários contextos de vida da humanidade, em especial em diversas culturas ou momentos e rituais do homem em sociedade (casamentos, festas, aniversários, rituais religiosos e etc.), captando elementos de comunicação, expressão, cognição, dentre outros, a música sempre exerceu um papel relevante, principalmente por sua ação e efeito terapêutico, proporcionado um equilíbrio de energias do mundo moderno (TABARRO, 2010).

Na renascença, foi utilizada como um mecanismo terapêutico em composições líricas e vocais contra depressão e processos infecciosos, descritos em curas a reis e pessoas influentes daquela época. Sendo assim, quando aplicado de modo correto poderia provocar a cura do corpo e da alma. Caso fosse aplicada erroneamente, poderia causar dor, sofrimento, irritação, desorientação e até a morte (DEWHURST-MADDOCK, 1999).

Composta de ritmo e melodia, a música se organiza de sons e de movimentos captados em nossos ouvidos por meio da escuta. Essa escuta na criança aparece como um mecanismo de aprendizado e integração com sua mãe e o meio externo. Alguns estudos comprovam que a criança tem prazer em produzir e ouvir sons, sendo uma das experiências mais precoces da criança já percebidas no útero, ao ouvir as primeiras experiências auditivas percebidas na voz materna, batimentos cardíacos de sua mãe e informações sensoriais do mundo externo, ficando gravadas em seu subconsciente (POCINHO, 2011).

Pocinho (2011) descreve que as informações sensoriais do mundo externo percebidas ainda no útero pelo feto são capazes de influenciar no comportamento neonatal.

Esse estímulo intraútero prosseguido no momento após o nascimento influencia na cognição do bebê, estimulando sua percepção e identificação de objetos, animais, lugares e pessoas, favorecendo significativamente seu desenvolvimento neuropsíquico.

Percebendo a importância da genitora na vida de seu filho, Alvares (2013) descreve a relevância dos musicoterapeutas refletirem seus papéis como especialistas ao trabalharem com crianças pequenas, considerando a relação simbiótica na díade mãe-bebê para desenvolverem e instituírem planos terapêuticos. A partir dessa reflexão, algumas pesquisas surgem no limiar terapêutico proporcionado pela música, com sua capacidade em auxiliar mães a superar dor e traumas da maternidade, principalmente aquelas que se depararam com o diagnóstico de um filho concebido com síndromes.

Alvares (2013) também destaca o processo criativo da musicoterapia de forma a ajudar e reforçar a ligação da díade mãe-bebê, trazendo motivações e atitudes de resiliência para superação de entraves e mudanças importantes na vida das famílias, evitando, assim, sentimentos de exclusão e rejeição.

Dewhusrst-Maddock (1999) destaca a relevância de pesquisas do século XIX que avaliavam os efeitos psicológicos da música, influenciando no relaxamento, respiração, batimentos cardíacos, circulação e pressão sanguínea. Os resultados dessas pesquisas implementaram gradativamente o uso da música no contexto da saúde mental, principalmente na área de terapia ocupacional e em algumas abordagens terapêuticas de saúde mental.

Tabarro et al. (2010) descrevem que os embasamentos científicos mais consistentes sobre a terapia com a música começaram a se organizar em meados do século XX. Atualmente, traz consigo inúmeros benefícios nos diversos contextos de vida, sendo cada vez mais pesquisada e difundida no meio acadêmico.

Os mesmos autores descrevem que algumas ciências como a física, acústica e matemática contribuíram para explicar a produção de sons, bem como fomentaram novas tecnologias que impulsionaram a criação e produção de aparelhos modernos como a Ressonância Magnética. Através de pesquisas científicas com esse exame, comprovou-se a importância da música para o equilíbrio harmônico da saúde mental. Apesar desses benefícios, muitas pesquisas ainda são necessárias para desvendar seus efeitos produzidos nos seres humanos.

Em revisão integrativa de sete artigos publicados entre janeiro de 2006 a dezembro de 2011, abordando o contexto da música como intervenção e cuidados de enfermagem, observaram-se benefícios significativos que a mesma proporciona no ambiente em que se insere, influenciando no tratamento de pacientes, no contexto de ansiedade de seus

familiares e na própria necessidade de cuidado da equipe de saúde. Esses resultados demonstraram a música como uma alternativa eficaz de cuidado de enfermagem com possibilidades terapêuticas eficazes no sentido de não exercer uma ação farmacológica específica, ser de baixo custo e promover a melhora da doença (CRUZ et al., 2015).

No artigo internacional de neurociência proposto por Trost et al. (2012), utilizou- se a neuroimagem funcional para avaliar as emoções sentidas durante a audição da música, mapeando as emoções musicais percebidas pelo cérebro, dentre emoções complexas de teor agradável, desagradável, alegres, tristes ou dicotômicas. Essa pesquisa, dentre outras, comprovou de forma significativa os efeitos da música no contexto da mente humana.

Como proposta de acrescentar benefícios a esta pesquisa, confirmando a relevância da música para alguns objetivos propostos, optou-se em acrescentá-la no quarto encontro deste estudo, como uma proposta significativa de tecnologia leve que fomente o vínculo entre mãe, bebê e o ambiente onde estão inseridos.