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Overweight, weight gain, smoking and risk of psoriasis

5. Discussion

5.2 Discussion of main results

5.2.2 Overweight, weight gain, smoking and risk of psoriasis

Ao entender o procedimento metodológico como ferramenta que auxilia o pesquisador a tomar as decisões para traçar o melhor caminho para a descoberta, como aponta Marcone e Lakatos (2006), faz-se então necessário que esta ferramenta esteja em consonância com o objetivo do presente trabalho. De tal maneira, a identificação dos mecanismos de estabilidade e mudança acionados pelo grupo indígena Suruí, da Terra Indígena Sete de Setembro, diante da atual noção de desenvolvimento em Rondônia passa a ser uma tarefa a ser feita à luz de teorias e conceitos provenientes de um arcabouço teórico evitando, como salientam Muniz & Muniz (s/d), o hiato entre a linguagem teórica e a observacional.

A estratégia adotada na presente pesquisa foi o estudo de caso, por possibilitar, segundo Yin (1989) a compreensão de uma realidade complexa a partir da articulação de uma série de métodos de coleta de dados e fontes, como entrevistas, observação participante e variados documentos. A vantagem da utilização do estudo de caso, como

aponta Yin (1989) é a possibilidade de “generalização analítica” de um único caso, de

modo que a construção teórica contribua não somente no desenho da pesquisa. Assim, a função da teoria se assemelha a um gabarito, no qual se pode comparar os resultados dos dados empíricos do caso estudado com o que está evidenciado na teoria. Tornando- se então indispensável a esta proposta de estudo explorar os diversos períodos da história amazônica; como se deram os primeiros contatos de não índios com índios; os vários ciclos econômicos; expansão das fronteiras e noções de desenvolvimento, de modo que as proposições teóricas sejam comparadas com os dados empíricos.

Já a realização de entrevistas, de acordo com Haguette (1992), se constitui em um processo de interação social entre entrevistador e entrevistado, procurar-se-á, atingir o objetivo central da pesquisa fazendo-se uso de um “roteiro” que contenha os tópicos a ser abordados.

A coleta de dados realizou-se em dois momentos. A primeira (julho – agosto de 2011) que diz respeito à intensificação da aproximação com a Associação do Povo Indígena Suruí Metareilá (distrito de Riozinho) e a definição do roteiro de entrevistas através de uma pesquisa exploratória que possibilitou mapear objetivamente o campo.

Com o apoio da associação Metareilá se tornou possível a participação da pesquisadora

no Curso denominado “Atividades Econômicas em Terras Indígenas” promovido pelo

IEB (Instituto internacional de Educação do Brasil) no município de Cacoal. Ministrado a 18 representantes de associações indígenas dos estados do Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Acre, o curso teve como premissa o reconhecimento desses grupos como agentes econômicos inseridos em processos diversos.

Além da possibilidade de observar as discussões e atividades previstas, entender sobre as demandas do movimento indígena e os termos frequentemente utilizados, a participação no curso tornou possível a realização de entrevistas com membros de seis etnias diferentes, quais sejam Tenharim e Jiahui do Amazonas, Yawanauá do Acre, Cinta Larga, Tupari e Suruí de Rondônia.Tais entrevistas propiciaram uma espécie de mapeamento da questão indígena na Amazônia e a interface com o atual processo de desenvolvimento, principalmente no que tange aos processos econômicos vivenciados, que por sua vez, possuem desdobramentos sociais e culturais. Foram também realizadas entrevistas com o coordenador e instrutores do curso que estava sendo desenvolvido.

No período de estreitamento de relações com a Metareilá foi possível a participação em uma reunião do Parlamento Suruí, uma espécie de órgão máximo deliberativo dos Suruí. Porém essa participação não foi tão produtiva dado que os Suruí sempre que se encontram conversam em sua língua materna, não dominada pela pesquisadora.

Vale salientar que por questões éticas, os nomes dos indígenas serão alterados, de modo que os nomes fictícios serão acompanhados do sobrenome que corresponde à etnia da qual o indígena faz parte. O mesmo não ocorrerá com os não indígenas que participaram da pesquisa, cujos nomes serão mantidos em sigilos, mas os cargos, profissão ou posição que ocupam serão evidenciados, dado a necessidade de se entender a visão relativa a desenvolvimento de determinados atores, intimamente relacionada às funções que desempenham ou à instituição pertencente.

Já uma parte do 2° momento da pesquisa de campo consistiu na realização de entrevistas nas aldeias Joaquim (Linha 11), Amaral (Linha 11), La Petaña (linha 11), Paiter (Linha 09), aldeia pertencentes ao município de Cacoal em Rondônia e na aldeia Apoena Meireles localizada no município de Rondolândia no Mato Grosso. Numa das visitas a linha 11, foi possível a observação da feira cultural e realização de entrevistas com Suruí de outras aldeias. Embora a pesquisadora não tenha visitado as aldeias próximas às linhas 10, 15 e 12, foi possível entrevistar membros de tais localidades

tanto no curso de “Atividades Econômicas em Terras Indígenas” quanto na associação Metareilá.

Ainda no segundo momento da pesquisa foram realizadas entrevistas com representantes do poder público de Rondônia, como governador, deputado estadual, secretária de desenvolvimento social e representantes da EMATER/RO (Empresa Brasileira de Extensão Rural) e IDARON (Agência de Defesa Santitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia). Também se realizou uma entrevista com a Coordenadora CIMI (Conselho Missionário Indigenista), órgão pertencente à Igreja Católica e que atua em diversas comunidades indígenas em Rondônia há trinta anos. Finalmente foi possível entender o atual processo de desenvolvimento em Rondônia pela perspectiva acadêmica através da entrevista com dois professores da UNIR (Universidade Federal de Rondônia).

Ao todo foram entrevistados 34 indígenas Suruí, 4 indígenas de demais etnias que vivem na região amazônica, sendo eles Yawanauá, Tenharim, Jiahui e Tupari. Foram entrevistadas 2 não indígenas casadas com Suruí e que vivem nas aldeias, totalizando 40 pessoas. Entre os não índios, foram entrevistados representantes do poder público e instituições direta ou diretamente ligadas as questões indígenas em Rondônia como EMATER e IDARON, representantes do braço missionário da Igreja Católica , ONG’s e professores da Universidade Federal de Rondônia, foram realizadas 11 entrevistas.

4. O processo de desenvolvimento em Rondônia: Uma análise a partir da