3 Områdedata - Goahteluoppal
3.4 Overvåkingsdata og status ved starten for overvåkingen
Segundo Bardin (2000), corresponde a um período de intuições, porém tem como objetivo tornar operacionais e sistematizar as idéias iniciais de maneira a conduzir a um esquema preciso do desenvolvimento das operações sucessivas, em um plano de análise. Essa primeira fase pode possuir três missões: a escolha dos documentos a serem submetidos à análise, a formulação das hipóteses e dos objetivos e a elaboração de indicadores que fundamentem a interpretação final.
a) A escolha dos documentos delimita o universo de material de análise que deve ser determinado antecipadamente.
b) A formulação das hipóteses e dos objetivos: uma hipótese é uma afirmação provisória a que nos propomos verificar, recorrendo aos procedimentos de análise. Trata-se de uma suposição cuja origem é a intuição e que permanece em suspenso até que seja aprovada pelos dados obtidos e analisados. O objetivo é a finalidade geral do estudo e é utilizado o referencial teórico para defini-lo.
podem ser a menção explícita do princípio de que o tema possui importância para o locutor, quanto mais freqüentemente é repetido. O indicador correspondente será a freqüência deste tema de maneira relativa ou absoluta, relativamente a outros (BARDIN, 2000). Uma vez escolhidos os índices, devem-se escolher os indicadores. Desde a pré-análise, devem ser determinadas as operações de recorte do texto em unidades comparáveis de categorização para a análise temática e da modalidade de codificação para o registro dos dados.
Estes três fatores não seguem uma ordem cronológica, embora se mantenham estreitamente ligados uns aos outros. A escolha dos documentos depende dos objetivos, ou inversamente, o objetivo só é possível em razão dos documentos disponíveis. Os indicadores serão construídos a partir das hipóteses. A pré-análise tem por objetivo a organização sistemática dos documentos a serem explorados (BARDIN, 2000).
4.5.2 A exploração do material
Caso todas as operações da pré-análise tenham sido convenientemente concluídas, passa-se para a fase de análise e exploração do material, que é a administração sistemática das decisões tomadas. Essa fase tende a ser longa e fastidiosa, consiste em operações de codificação, desconto ou enumeração, em razão de regras previamente formuladas (BARDIN, 2000).
4.5.2.1 A codificação
Torna-se necessário saber a razão por que é que se analisa, e explicitá- lo de modo a que se possa saber como analisar. Daqui, a necessidade de se precisarem hipóteses e de se enquadrar a técnica dentro de um quadro teórico (BARDIN, 2000, p. 103).
A codificação corresponde a uma transformação efetuada segundo regras precisas das informações do texto. Tais transformações, seja por recorte, agregação e enumeração, permitem atingir uma representação do conteúdo, ou da sua expressão, o que permite ao pesquisador esclarecer as características do texto. A organização da codificação, segundo Bardin (2000), compreende três escolhas:
a) O recorte: escolha das unidades;
b) A enumeração: escolha das regras de contagem; c) A classificação e a agregação: escolha das categorias.
4.5.2.2 Unidades de registro
A unidade de registro é a unidade de significação e corresponde ao segmento de conteúdo a considerar como unidade base, visando à categorização (BARDIN, 2000). As unidades de registro mais utilizadas são:
a) A palavra – todas as palavras do texto podem ser levadas em consideração ou podem-se reter unicamente as palavras-chaves ou as palavras-tema.
b) O tema – a noção de tema, largamente utilizada em análise temática, é característica da análise de conteúdo. O tema é a unidade de significação que se liberta naturalmente de um texto analisado segundo certos critérios relativos à teoria que serve de guia à leitura (BARDIN, 2000, p. 105). O tema é geralmente utilizado como unidade de registro para
estudar motivações de opiniões, de atitudes, de valores, de tendências etc. As respostas a questões abertas e às entrevistas são freqüentemente analisadas tendo o tema por base (BARDIN, 2000, p. 106).
c) O objeto – trata-se de um tema-eixo, em redor dos quais o discurso se organiza.
d) O personagem – o ator ou atuante pode ser escolhido como unidade de registro, ou seja, o codificador indica os “personagens” (ser humano, animal etc.).
e) O acontecimento – utilizado no caso de relatos e de narrações, é possível que a unidade de registro pertinente seja o acontecimento.
f) O documento – ou unidade do gênero (um filme, um artigo, um livro, um relato) pode ser utilizado como unidade de registro, desde que possa ser caracterizado globalmente e no caso de análise rápida.
g) A unidade de contexto – serve de compreensão para codificar a unidade de registro e corresponde ao segmento da mensagem, cujas dimensões, superiores às da unidade de registro, são ótimas para que se possa atingir o significado.
4.5.2.3 Regras de enumeração
Existe uma diferença entre a unidade de registro, o que se conta, e a regra de enumeração, o modo de contagem. É possível utilizar diversos tipos de enumeração (BARDIN, 2000):
a) A presença ou ausência de elementos pré-estabelecidos: funcionam como indicadores; b) A freqüência: é a medida mais utilizada, pois a importância de uma unidade de registro aumenta com a freqüência de cada elemento;
importância do que outro, podemos recorrer a um sistema de ponderação;
d) A intensidade com que cada elemento aparece é indispensável na análise de valores (ideológicos, tendências) e de atitudes. Para auxiliar a avaliação do grau de intensidade a codificar, pode-se apoiar em critérios precisos: intensidade (semântica) do verbo, tempo do verbo (condicional, futuro, imperativo), advérbio de modo, adjetivos e atributos qualificativos;
e) A direção: a ponderação da freqüência traduz um caráter quantitativo (intensidade) ou qualitativo (a direção). A direção pode ser favorável, desfavorável ou neutra. Os pólos direcionais podem ser de natureza diversa: bonito/feio, grande/pequeno etc.;
f) A ordem: a ordem de aparição das unidades de registro pode ser o índice pertinente;
g) A co-ocorrência: é a presença simultânea de duas ou mais unidades de registro, numa unidade de contexto. A medida da co-ocorrência (análise de contingência) dá conta da distribuição dos elementos que podem constituir um ponto significativo de conhecimento.
Qualquer escolha de uma ou mais regras de enumeração reside em uma hipótese de correspondência entre todos os tipos acima descritos. Uma variável de inferência pode manifestar-se de diversas maneiras, sendo possível atingi-la por meio de índices diferentes ou complementares (BARDIN, 2000).
4.5.2.4 A categorização
Segundo Bardin (2000, p. 117), a categorização é uma operação de classificação de elementos constituídos de um conjunto, por diferenciação e, seguidamente, por reagrupamento, segundo o gênero (analogia), com os critérios previamente definidos. As categorias são classes, as quais reúnem um grupo de elementos (unidades de registro) sob um
título genérico, agrupamento esse efetuado em razão dos caracteres comuns dos elementos. Os critérios de categorização podem ser: semântico (categorias temáticas), sintático (verbos, advérbios), léxico (classificação das palavras) e expressivo (perturbações da linguagem).
A categorização permite reunir maior número de informações à custa de uma esquematização e assim correlacionar classes de acontecimentos para ordená-los. Enfim, a categorização nos dá acesso a um mundo mais simples, mais previsível e possível de ser explicado. Na atividade de agrupar elementos comuns, estabelecendo categorias, seguem-se duas etapas: inventário – isolando os elementos comuns e classificação – repartindo os elementos e impondo certa organização à mensagem (BARDIN, 2000; RICHARDSON, 1999). Para a criação das categorias, devem-se observar alguns princípios, tais como:
a) Exclusão mútua – cada elemento não pode existir em mais de uma divisão. As categorias devem ser construídas de tal forma que um elemento não possa ter dois ou mais aspectos classificados em mais de uma categoria;
b) Homogeneidade – o princípio de exclusão mútua depende da homogeneidade das categorias. Um único princípio de classificação deve orientar a sua organização;
c) Pertinência – a categoria deve se adaptar ao material de análise escolhido e ao quadro teórico definido;
d) Objetividade e fidelidade – as diferentes partes de um mesmo material, ao qual se aplica uma determinada categoria, devem ser codificadas da mesma maneira, mesmo quando submetidas a várias análises;
e) Produtividade: um conjunto de categorias é produtivo quando fornece resultados ricos em índices de inferência, em hipóteses novas e em dados exatos.
Face aos conceitos descritos, foram criadas categorias para a investigação dos objetivos de pesquisa baseados nos conceitos propostos no referencial teórico. No quadro 23, são apresentadas as categorias e subcategorias utilizadas no estudo.
Quadro 23: Categorização para investigação dos objetivos de pesquisa
Objetivos específicos Categoria de análise Subcategoria de análise
Inovação em produto/serviços Inovação em processo Inovação organizacional Subcategoria 1:
Categorização das estratégias de inovação - Padrão Schumpeteriano de inovação
Inovação de mercado
Inovação no conceito de serviços – Dimensão 1 Inovação na interface com o cliente – Dimensão 2 Inovação em prestação do serviço – Dimensão 3 (a) Identificar as estratégias de
inovação no setor de telecomunicações brasileiro em razão do padrão de inovação adotado (tipologia e atividades inovadoras).
Subcategoria 2:
Modelo de inovação em serviço
Opção tecnológica (aplicação / aquisição de novas tecnologias) – atividades inovativas – Dimensão 4:
Atividades inovativas em produto Atividades inovativas em processo Atividades inovativas organizacionais Atividades inovativas mercadológicas Estratégia apropriada de inovação Mecanismos efetivos de implementação Suporte organizacional à inovação Subcategoria 1:
O gerenciamento da inovação dentro das organizações
Conexões externas:
Interação com fabricantes de equipamento Interação com prestadores de serviço Interação com o cliente
Interação com o governo
Interação com instituições de pesquisa (b)Investigar os agentes participantes
da inovação no setor de telecomunicações brasileiro
(fornecedores, operadoras de telefonia, prestadoras de serviços e instituto de pesquisa).
Subcategoria 2:
Qual agente promove a inovação?
Responsabilidade da inovação de produto Responsabilidade da inovação de processo Responsabilidade da inovação organizacional Responsabilidade da inovação de mercado Mecanismos de interação
Ambiente institucional Ambiente tecnológico (c) Investigar quais são os mecanismos
de interação entre os agentes e os incentivos (ou a falta de) dos ambientes institucionais, tecnológicos e de mercado no processo de inovação.
Subcategoria 1:
Sistema setorial de inovação
Ambiente de mercado