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8   Vedlegg 1: Klimatiske forutsetninger og endring av palsmyrer i tid og rom

8.3   Palsmyrdynamik

Caso todas as operações da pré-análise tenham sido convenientemente concluídas, passa-se para a fase de análise e exploração do material, que é a administração sistemática das decisões tomadas. Essa fase tende a ser longa e fastidiosa, consiste em operações de codificação, desconto ou enumeração, em razão de regras previamente formuladas (BARDIN, 2000).

4.5.2.1 A codificação

Torna-se necessário saber a razão por que é que se analisa, e explicitá- lo de modo a que se possa saber como analisar. Daqui, a necessidade de se precisarem hipóteses e de se enquadrar a técnica dentro de um quadro teórico (BARDIN, 2000, p. 103).

A codificação corresponde a uma transformação efetuada segundo regras precisas das informações do texto. Tais transformações, seja por recorte, agregação e enumeração, permitem atingir uma representação do conteúdo, ou da sua expressão, o que permite ao pesquisador esclarecer as características do texto. A organização da codificação, segundo Bardin (2000), compreende três escolhas:

a) O recorte: escolha das unidades;

b) A enumeração: escolha das regras de contagem; c) A classificação e a agregação: escolha das categorias.

4.5.2.2 Unidades de registro

A unidade de registro é a unidade de significação e corresponde ao segmento de conteúdo a considerar como unidade base, visando à categorização (BARDIN, 2000). As unidades de registro mais utilizadas são:

a) A palavra – todas as palavras do texto podem ser levadas em consideração ou podem-se reter unicamente as palavras-chaves ou as palavras-tema.

b) O tema – a noção de tema, largamente utilizada em análise temática, é característica da análise de conteúdo. O tema é a unidade de significação que se liberta naturalmente de um texto analisado segundo certos critérios relativos à teoria que serve de guia à leitura (BARDIN, 2000, p. 105). O tema é geralmente utilizado como unidade de registro para

estudar motivações de opiniões, de atitudes, de valores, de tendências etc. As respostas a questões abertas e às entrevistas são freqüentemente analisadas tendo o tema por base (BARDIN, 2000, p. 106).

c) O objeto – trata-se de um tema-eixo, em redor dos quais o discurso se organiza.

d) O personagem – o ator ou atuante pode ser escolhido como unidade de registro, ou seja, o codificador indica os “personagens” (ser humano, animal etc.).

e) O acontecimento – utilizado no caso de relatos e de narrações, é possível que a unidade de registro pertinente seja o acontecimento.

f) O documento – ou unidade do gênero (um filme, um artigo, um livro, um relato) pode ser utilizado como unidade de registro, desde que possa ser caracterizado globalmente e no caso de análise rápida.

g) A unidade de contexto – serve de compreensão para codificar a unidade de registro e corresponde ao segmento da mensagem, cujas dimensões, superiores às da unidade de registro, são ótimas para que se possa atingir o significado.

4.5.2.3 Regras de enumeração

Existe uma diferença entre a unidade de registro, o que se conta, e a regra de enumeração, o modo de contagem. É possível utilizar diversos tipos de enumeração (BARDIN, 2000):

a) A presença ou ausência de elementos pré-estabelecidos: funcionam como indicadores; b) A freqüência: é a medida mais utilizada, pois a importância de uma unidade de registro aumenta com a freqüência de cada elemento;

importância do que outro, podemos recorrer a um sistema de ponderação;

d) A intensidade com que cada elemento aparece é indispensável na análise de valores (ideológicos, tendências) e de atitudes. Para auxiliar a avaliação do grau de intensidade a codificar, pode-se apoiar em critérios precisos: intensidade (semântica) do verbo, tempo do verbo (condicional, futuro, imperativo), advérbio de modo, adjetivos e atributos qualificativos;

e) A direção: a ponderação da freqüência traduz um caráter quantitativo (intensidade) ou qualitativo (a direção). A direção pode ser favorável, desfavorável ou neutra. Os pólos direcionais podem ser de natureza diversa: bonito/feio, grande/pequeno etc.;

f) A ordem: a ordem de aparição das unidades de registro pode ser o índice pertinente;

g) A co-ocorrência: é a presença simultânea de duas ou mais unidades de registro, numa unidade de contexto. A medida da co-ocorrência (análise de contingência) dá conta da distribuição dos elementos que podem constituir um ponto significativo de conhecimento.

Qualquer escolha de uma ou mais regras de enumeração reside em uma hipótese de correspondência entre todos os tipos acima descritos. Uma variável de inferência pode manifestar-se de diversas maneiras, sendo possível atingi-la por meio de índices diferentes ou complementares (BARDIN, 2000).

4.5.2.4 A categorização

Segundo Bardin (2000, p. 117), a categorização é uma operação de classificação de elementos constituídos de um conjunto, por diferenciação e, seguidamente, por reagrupamento, segundo o gênero (analogia), com os critérios previamente definidos. As categorias são classes, as quais reúnem um grupo de elementos (unidades de registro) sob um

título genérico, agrupamento esse efetuado em razão dos caracteres comuns dos elementos. Os critérios de categorização podem ser: semântico (categorias temáticas), sintático (verbos, advérbios), léxico (classificação das palavras) e expressivo (perturbações da linguagem).

A categorização permite reunir maior número de informações à custa de uma esquematização e assim correlacionar classes de acontecimentos para ordená-los. Enfim, a categorização nos dá acesso a um mundo mais simples, mais previsível e possível de ser explicado. Na atividade de agrupar elementos comuns, estabelecendo categorias, seguem-se duas etapas: inventário – isolando os elementos comuns e classificação – repartindo os elementos e impondo certa organização à mensagem (BARDIN, 2000; RICHARDSON, 1999). Para a criação das categorias, devem-se observar alguns princípios, tais como:

a) Exclusão mútua – cada elemento não pode existir em mais de uma divisão. As categorias devem ser construídas de tal forma que um elemento não possa ter dois ou mais aspectos classificados em mais de uma categoria;

b) Homogeneidade – o princípio de exclusão mútua depende da homogeneidade das categorias. Um único princípio de classificação deve orientar a sua organização;

c) Pertinência – a categoria deve se adaptar ao material de análise escolhido e ao quadro teórico definido;

d) Objetividade e fidelidade – as diferentes partes de um mesmo material, ao qual se aplica uma determinada categoria, devem ser codificadas da mesma maneira, mesmo quando submetidas a várias análises;

e) Produtividade: um conjunto de categorias é produtivo quando fornece resultados ricos em índices de inferência, em hipóteses novas e em dados exatos.

Face aos conceitos descritos, foram criadas categorias para a investigação dos objetivos de pesquisa baseados nos conceitos propostos no referencial teórico. No quadro 23, são apresentadas as categorias e subcategorias utilizadas no estudo.

Quadro 23: Categorização para investigação dos objetivos de pesquisa

Objetivos específicos Categoria de análise Subcategoria de análise

Inovação em produto/serviços Inovação em processo Inovação organizacional Subcategoria 1:

Categorização das estratégias de inovação - Padrão Schumpeteriano de inovação

Inovação de mercado

Inovação no conceito de serviços – Dimensão 1 Inovação na interface com o cliente – Dimensão 2 Inovação em prestação do serviço – Dimensão 3 (a) Identificar as estratégias de

inovação no setor de telecomunicações brasileiro em razão do padrão de inovação adotado (tipologia e atividades inovadoras).

Subcategoria 2:

Modelo de inovação em serviço

Opção tecnológica (aplicação / aquisição de novas tecnologias) – atividades inovativas – Dimensão 4:

Atividades inovativas em produto Atividades inovativas em processo Atividades inovativas organizacionais Atividades inovativas mercadológicas Estratégia apropriada de inovação Mecanismos efetivos de implementação Suporte organizacional à inovação Subcategoria 1:

O gerenciamento da inovação dentro das organizações

Conexões externas:

Interação com fabricantes de equipamento Interação com prestadores de serviço Interação com o cliente

Interação com o governo

Interação com instituições de pesquisa (b)Investigar os agentes participantes

da inovação no setor de telecomunicações brasileiro

(fornecedores, operadoras de telefonia, prestadoras de serviços e instituto de pesquisa).

Subcategoria 2:

Qual agente promove a inovação?

Responsabilidade da inovação de produto Responsabilidade da inovação de processo Responsabilidade da inovação organizacional Responsabilidade da inovação de mercado Mecanismos de interação

Ambiente institucional Ambiente tecnológico (c) Investigar quais são os mecanismos

de interação entre os agentes e os incentivos (ou a falta de) dos ambientes institucionais, tecnológicos e de mercado no processo de inovação.

Subcategoria 1:

Sistema setorial de inovação

Ambiente de mercado

4.5.3 Tratamento dos resultados obtidos e interpretação

Os resultados coletados devem ser tratados de maneira a serem significativos e válidos. Com os resultados, o pesquisador pode, então, propor inferências e adiantar interpretações a propósito dos objetivos previstos ou que digam respeito a outras descobertas não previstas (BARDIN, 2000; RICHARDSON, 1999).

No tratamento dos resultados (inferência e interpretação), os dados brutos são submetidos a operações de codificação e categorização na fase de exploração do material. O conteúdo codificado deve ser traduzido em informações relevantes que exprimam o significado daquele conteúdo para o objeto de investigação. Após a fase de exploração, seguem as fases de interpretação e inferência sobre os mesmos.

Trata-se de um momento de forte trabalho intelectual, em que o pesquisador propõe suas inferências e realiza interpretações de acordo com o referencial teórico, os objetivos e os pressupostos do estudo, ou identifica novas dimensões teóricas sugeridas pela leitura do material.

4.5.3.1 A inferência

A inferência na análise de conteúdo se orienta por diversos pólos de atenção, que são os pólos de atração da comunicação. Em uma comunicação, há sempre o emissor e o receptor, os pólos de inferência propriamente ditos, além da mensagem e do seu suporte ou canal (BARDIN, 2000).

a) O emissor é o produtor da mensagem. É formado por um indivíduo ou um grupo de indivíduos. A mensagem que ele emite o representa.

b) O receptor pode ser um indivíduo ou grupo de indivíduos. Assim, o estudo da mensagem pode fornecer dados sobre o público a que ela se destina.

c) A mensagem é o ponto de partida de qualquer análise. Na análise da mensagem, é possível estudar o continente ou o conteúdo, ou o conteúdo, os significantes, significados, código ou a significação.

Em síntese, segundo Bardin (2000), a análise de conteúdo é um bom instrumento de indução para se investigarem as causas a partir dos efeitos (variáveis de inferência ou indicadores, referências no texto).

4.5.3.2 A interpretação dos dados

Durante a interpretação dos dados, é preciso voltar atentamente ao referencial teórico, pertinente à investigação, pois eles dão o embasamento e as perspectivas significativas para o estudo. A relação entre os dados obtidos e a fundamentação teórica é que dará sentido à interpretação (BARDIN, 2000; RICHARDSON, 1999).

As interpretações que levam às inferências serão sempre no sentido de buscar o que se esconde sob a aparente realidade, o que significa verdadeiramente o discurso enunciado, o que querem dizer, em profundidade, certas afirmações, aparentemente superficiais. A análise de conteúdo busca chegar além da superfície, da aparência, da simplicidade dos fatos, para alcançar o âmago das coisas, a sua real profundidade (BARDIN, 2000).

5 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DO CORPUS

Conforme apresentado nos procedimentos metodológicos, foi realizada uma pesquisa de caráter exploratório baseada em uma abordagem qualitativa sobre as estratégias e gestão da inovação no setor de telecomunicações brasileiro. Neste capítulo, o objetivo é apresentar os dados coletados na pesquisa de campo e a análise de conteúdo dos mesmos.

5.1 A etapa de pré-análise

A fase de pré-analise envolveu a definição do problema de pesquisa, o objetivo geral e os objetivos específicos do estudo. Após essas definições, foi elaborada a matriz de amarração, que contém a base conceitual do questionário utilizado como roteiro da entrevista dirigida com perguntas pré-estabelecidas.

Para selecionar as empresas, foram contatadas 12 companhias, sendo que as doze aceitaram participar da pesquisa, por meio de entrevista gravada com os gerentes responsáveis ou diretamente ligados às áreas de desenvolvimento de produtos e serviços. Em relação às empresas entrevistadas, foi feita uma segmentação pelo tipo de agente em que ela se enquadra, sendo possível diferenciar quatro: operadoras (quatro empresas), fabricantes de equipamento (quatro empresas), prestadores de serviços (três empresas) e instituto de pesquisa (um). Deve-se registrar a dificuldade para conseguir um executivo responsável e que se propusesse a conceder a entrevista, bem como a dificuldade de agenda dessas pessoas – aparentemente pouco habituadas a serem questionadas sobre sua área de atuação.

Os entrevistados foram informados antecipadamente sobre os principais objetivos da pesquisa e os temas a serem abordados, assim como receberam antecipadamente o roteiro da entrevista. O objetivo era deixá-los conscientes e preparados para as respostas. Cada entrevista durou em média 60 minutos. Todas as entrevistas foram gravadas e convertidas em formato de áudio, para facilitar e agilizar o processo de transcrição realizado por um profissional especializado.

5.2 A exploração do material

Os materiais analisados foram todas as transcrições das doze entrevistas realizadas com os diferentes agentes do setor de telecomunicações.

As informações obtidas foram codificadas e agrupadas em categorias e subcategorias, que permitiram a classificação dos elementos constitutivos de um conjunto conforme descrito no item 4 (procedimentos metodológicos).

Por causa da grande quantidade de informações obtidas na pesquisa de campo e, com o objetivo de estruturar, organizar e analisá-las melhor, foi utilizada uma ferramenta específica, o software XSight da empresa QSR Internacional (QSR, 2007), utilizada em pesquisas exploratórias. Tal ferramenta auxiliou o mapeamento, bem como a análise e a interpretação das informações não estruturadas.

Para ilustrar de uma forma geral como essa ferramenta apresenta e estrutura os dados, a figura 6 apresenta uma das telas do XSight.

Figura 6: Tela do software XSight Fonte: Elaborado pelo autor

No Anexo A, estão apresentadas todas as categorias, subcategorias e recortes obtidos para cada agente entrevistado. Tal material gera um total de 657 unidades de registro analisadas, tendo como ferramenta o software XSight.

Conforme apresentado no subitem 4.5.2.4, as categorias de análise estão relacionadas diretamente a um objetivo específico. São três os objetivos específicos e respectivas categorias e subcategorias de análise:

Primeiro objetivo específico: Utilizando a técnica de mapeamento do software XSight,

Figura 7: Mapeamento da categoria de estratégia de inovação Fonte: Elaborado pelo autor, utilizando o software XSight

Segundo objetivo específico: Utilizando a técnica de mapeamento do software XSight, temos

a ilustração dessa categoria relativa ao segundo objetivo na figura 8.

Figura 8: Mapeamento da categoria de agente no setor de telecomunicações Fonte: Elaborado pelo autor utilizando o software XSight

Terceiro objetivo específico: Utilizando a técnica de mapeamento do software XSight, temos

a ilustração dessa categoria relativa ao terceiro objetivo na figura 9.

Figura 9: Mapeamento da categoria sistema setorial de inovação Fonte: Elaborado pelo autor utilizando o software XSight