2. ANNEN FORSKNING
2.4 Oslo, den delte byen. Ungdoms ulike levekår i en og samme by
A idéia da Escola Família Agrícola surgiu em meados do ano de 1996 para o ano de 1997 a partir das contribuições da Comissão Pastoral da Terra (CPT). De acordo com Fonseca (2004), primeiramente foi apresentada à Central de Associações dos Pequenos Produtores de Orizona (CEAPPRO), no entanto, a prática da proposta só foi levada adiante quando apresentada ao Centro Social Rural de Orizona (CSRO). Isto porque esta entidade já tinha o objetivo de desenvolver um trabalho na agricultura familiar, uma vez que era composta por trabalhadores rurais.
Sob a coordenação do Centro Social foi criada uma Comissão de implantação da EFA, formada por um grupo de representantes das organizações sociais do município: Centro Social rural de Orizona (CSRO), Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), Sindicato Rural de Orizona (SRO), Central de Associações dos Pequenos Produtores Rurais de Orizona (CEAPPRO), Prefeitura Municipal de Orizona (PMO), Cooperativa Agropecuária dos
Produtores Rurais de Orizona (COAPRO), Câmara Municipal de Vereadores, Comunidades Rurais, Igrejas, Escolas Municipais e Estaduais e Banco do Brasil (EFAORI-livro de atas do
Centro Social Rural de Orizona – 1998).
Esta Comissão ficou responsável por definir os rumos para o funcionamento de uma escola que atendesse às necessidades dos agricultores visando o desenvolvimento local, especialmente das comunidades e propriedades rurais. Tinha-se então, um grupo de organizações que se preocupava com a educação da juventude, visto ser o município caracteristicamente rural, uma vez que contava com mais de 50% da população no campo, sendo estes majoritariamente Agricultores Familiares, os quais viam seus filhos se deslocarem diariamente para as escolas urbanas, sobretudo para cursar o Ensino Médio, pois só havia um Colégio na zona rural.
No ano de 1999, com uma equipe de três monitores e 23 jovens matriculados, mediante parceria com diversas entidades e segmentos organizados, com um acordo de comodato com a Prefeitura Municipal e um Convênio firmado por três anos com uma Organização Não Governamental (ONG) belga, na Fazenda Rio do Peixe, 29 quilômetros da cidade em um prédio cedido pela Prefeitura, iniciaram-se os cursos Ensino Médio e Técnico em Agropecuária em alternância, contando com uma turma de 22 (vinte e dois) alunos matriculados, sendo 03 (três) mulheres e 19 (dezenove) homens. Neste mesmo ano, no segundo semestre, a entidade mantenedora assinou convênio com a Secretaria de Estado da Educação, conseguindo liberação de professores e funcionários.
Em janeiro de 2000, o CSRO com o apoio da Prefeitura Municipal e da ONG Belga, adquiriu uma sede a dois quilômetros da cidade de Orizona (GO), com algumas instalações já existentes, foram feitas as adaptações e reformas necessárias para o funcionamento da escola. Localizada em local mais próximo do centro urbano, facilitou o acesso dos alunos,
funcionários e colaboradores. Desta forma, a escola foi aumentando gradativamente o número de alunos e funcionários.
A sede própria fica a dois quilômetros da cidade, às margens da Rodovia Orizona/Cachoeira, Fazenda Santa Bárbara, com Registro no Conselho Escolar e CNPJ n° 05571.077/0001-35, tendo como mantenedora o Centro Social Rural de Orizona (CSRO) que é uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, com registro no CNPJ n° 01.181.023/0001- 02, devidamente legalizada, fundada em 23 de junho de 1960 (EFAORI – Estatuto, 2000).
Já no seu oitavo ano de funcionamento, em 200624 a EFAORI contava com seis turmas de jovens formados no Ensino Médio e Técnico em Agropecuária, sendo 128 (cento e vinte e oito) egressos prestando assistência técnica aos agricultores do município, desenvolvendo suas propriedades e alguns prosseguindo seus estudos em cursos de nível superior. Uma mostra significativa da contribuição da EFA para o desenvolvimento sustentável do município e região.
A Escola pesquisada é uma associação local que tem como mantenedora o Centro Social Rural de Orizona e pertence a uma rede regional denominada Associação das Escolas Famílias Agrícolas do Centro Oeste e Tocantins (AEFACOT). Esta regional por sua vez é afiliada à União Nacional das Escolas Famílias Agrícolas do Brasil.
Segundo Queiroz (2006) em maio de 1999 foi criada a AEFACOT num processo que compreendeu as seguintes fases:
A primeira fase foi caracterizada pela existência de três EFA nos municípios de Campo Grande-MS, Goiás-GO e Porto Nacional-TO, sendo que os processos de implantação dessas três escolas se deram de maneira isolada, compreendendo os anos de 1994 a 1997.
A segunda fase, de 1997 a 1999, iniciou-se com um encontro em Mineiros-GO, onde representantes das três EFA se encontraram com o objetivo de pensar a possibilidade de uma articulação regional. Nesse período surgiu a EFA de Orizona-GO, em 1999.
A terceira fase, de 1999 a 2001, foi denominada a fase de construção da AEFACOT, sendo criada em maio de 1999. No ano 2000, iniciou-se as atividades da EFA de Colinas-TO e no ano de 2001, a EFA de Querência-MT.
A quarta fase compreende os anos de 2002 a 2005 foi denominada como fase da institucionalização e consolidação da AEFACOT, pois em 2002 ocorreu a Assembléia de Fundação. Em 2003 surgiu a Associação da EFA do município de Padre Bernardo-GO e em 2004 surgiram as EFA de Itaquiraí-MS e Uirapuru-GO.
No ano de 2006 foram implantadas as EFA de Sidrolândia-MS e Campos Lindos-TO. Desde a sua criação a AEFACOT realiza vários trabalhos e atividades para o desenvolvimento das EFA que compõem a regional.
TABELA 4 - As EFA na Região Centro Oeste e Estado do Tocantins
ESTADO MUNICÍPIO EFA INÍCIO
GO Orizona Goiás Padre Bernardo Uirapuru EFAGO EFAORI EFA Pe Bernardo EFAU 1994 1999 2003 2004 MS Campo Grande Itaquiraí
Sidrolândia EFA COAAMS EFAITAQUI EFASIDRO 1996 2004 2006 MT Querência EMFAQ 2001
TO Porto Nacional Colinas Campos Lindos
EFAPN EFA Zé de Deus EFA São Francisco
1994 2000 2006 Fonte: Queiroz (2006) atualização pesquisa de campo (2008)
Ressalte-se que a prática da Pedagogia da Alternância na Região Centro Oeste foi premiada em um concurso da CAIXA, desencadeando a realização de um estudo de caso enfocando o município e a EFA de Orizona-GO25.
25 Anexo IV: Uma contextualização da organização da Associação das Escolas Famílias Agrícolas do Centro
Depois de apresentar todo esse cenário da Pedagogia da Alternância como projeto de educação libertadora, educação da práxis, comprova-se que os CEFFA nasceram das necessidades dos agricultores de uma educação libertadora, instrumento de luta e de organização para a conquista e permanência na terra.
As Escolas Família Agrícola são escolas vivas construídas baseadas em associações de agricultores, Sindicatos de Trabalhadores Rurais, Comunidades Cristãs, Cooperativas, Assentamentos de Reforma Agrária e/ou outras organizações e movimentos sociais conforme afirma Queiroz (2006). E por fim, a Escola Família Agrícola de Orizona assim como outros Centros Familiares de Formação por Alternância fazem parte da longa caminhada de construção da Educação do Campo e da construção de um futuro melhor na perspectiva do desenvolvimento sustentável.