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Organisering av den administrative toppledelsen

In document Kommunal organisering 2016 (sider 84-95)

A sustentabilidade de um edifício tem uma componente principal de conforto ambiental, que é a forma como os espaços interiores obtêm luz natural.

As claraboias são um ótimo sistema de iluminação natural de compartimentos interiores, porque permite ter iluminação durante o dia em espaços que não é possível colocar janelas verticais e proporcionam também alguma iluminação noturna proveniente do ambiente exterior. Além de iluminar os espaços sem consumir qualquer tipo de energia elétrica, estes elementos ainda podem ter a opção de possuir sistema de abertura, o que permite a ventilação do espaço onde estão colocados. Na figura 31 pode-se ver um exemplo de iluminação zenital por claraboias.

Enquanto no caso anterior os espaços interiores encontram-se em contacto com a cobertura, existem casos onde tal não acontece, pelo que pode ser utilizada outra técnica de obtenção de luz natural: a iluminação por condutas refletoras.

Figura 31: Iluminação por Claraboias

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O sistema de iluminação por condutas permite que em espaços com áreas pequenas consigamos ter iluminação natural, pelo que, tal como nas claraboias, não é necessário utilizar energia elétrica durante o dia para termos iluminação. Esta é constituída por uma campânula que é fixada na cobertura, a partir da qual é colocada uma manga vertical onde a luz é refletida devido à existência de pequenos espelhos nas paredes do mesmo. É, por último, colocado um vidro fosco no teto do compartimento, dando a perceção de uma lâmpada. Este sistema é possível ser visualizado na figura 32, que se apresenta a seguir.

Mesmo existindo bom aproveitamento da luz solar numa habitação, é sempre necessário utilizar luz artificial elétrica. No interior de uma habitação, as instalações elétricas de iluminação devem ser projetadas de modo que seja consumida a menor quantidade possível de energia, utilizando lâmpadas eficientes se possível, com sistemas de controlo que as ligam apenas quando são necessárias, como por exemplo, detetores de movimento ou de presença. [Coimbra, 2017]

Tal justifica-se pelo facto de a iluminação interior não poder ser apenas apoiada numa estratégia de gestão da luz solar, pois esta é demasiado variável, chegando mesmo a desaparecer quase totalmente, devido a nebulosidade elevada ou nevoeiro intenso, em certas alturas do dia. Nesses momentos, é necessário utilizar luz artificial e, para além dos espaços com janelas, existem muitos espaços interiores que dependem em exclusivo da luz artificial – caves, compartimentos interiores.

Figura 32: Iluminação por Conduta Zenitais, (Espaço interior sem conduta zenital e com conduta zenital)

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A vantagem da luz artificial (luz elétrica) reside sobretudo em estar disponível quando é precisa e na quantidade necessária. A desvantagem é que consome eletricidade e esta é a mais cara e poluente forma de energia.

Por esse motivo a gestão da iluminação é essencial. As lâmpadas utilizadas na iluminação artificial podem ser muito eficientes, mas se estiverem ligadas quando não são necessárias, a energia gasta é totalmente desperdiçada. A regra geral é de que a iluminação apenas deve estar ligada quando necessário e ao nível necessário. Isto significa que o projeto deve prever que a iluminação artificial possa ser automaticamente ligada ou desligada, nos compartimentos ou locais onde tal se justifique. Deve prever, também, nos compartimentos ou locais necessários, que quando existir alguma luz solar, mas não a suficiente, a intensidade luminosa artificial deve ser regulada para complementar a luz solar até atingir a iluminância necessária. [Coimbra, 2017]

Há um certo número de métodos de controlo para atingir estes requisitos, e que são:  Controlo manual de intensidade da iluminação (reóstato);

 Temporizador de iluminação;

 Deteção de ocupação ou de passagem;

Uma forma de poupança de energia elétrica na iluminação é a instalação de sensores de movimento, ou seja, a luz acende automaticamente devido a um aparelho, como o que está representado na figura 33, que deteta o movimento de qualquer corpo que passe dentro do alcance do mesmo; assim a luz mantém-se acesa durante o tempo programado e depois apaga-se novamente.

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Para completar o estudo sobre a eficiência da iluminação artificial, importa estudar e otimizar a utilização dos tipos de lâmpadas existentes no mercado. Cada lâmpada produz luz por excitação dos átomos utilizando eletricidade, mas produz também calor, que é, normalmente, desperdiçado. A eficiência de uma lâmpada é medida pela sua eficácia luminosa, muitas vezes designada por “rendimento luminoso”. Caracteriza-se pela razão entre o fluxo luminoso produzido, em lúmen, e o consumo pela lâmpada de energia em Watt e representa-se por lm/W (lúmen/Watt). A eficácia inclui ainda o consumo da lâmpada associado ao do sistema de arranque.

Nas tabelas seguintes é possível comparar a eficiência de vários tipos de lâmpada, incluindo o sistema de arranque. Quanto maior a eficiência, melhor é a lâmpada a converter eletricidade em luz. Dois fatores fizeram evoluir muito favoravelmente a eficácia das lâmpadas fluorescentes, o qual interessa ter em conta para aplicação nos empreendimentos habitacionais:

 A indústria das lâmpadas fluorescentes melhorou a eficiência do tubo de 32 lm/W em 1945 para 105 lm/W em 2002;

 A utilização do balastro eletrónico, que faz um arranque da lâmpada sem faísca, aquecendo lentamente o tubo numa fração de segundo antes de acender. O arranque eletrónico reduz a descoloração das extremidades dos tubos, prolonga a sua vida útil, reduz a depreciação da luminosidade no tempo e o consumo energético no arranque em cerca de 25%.

TIPO DE LÂMPADA EFICIÊNCIA (LM/W)

FILAMENTO DE TUNGSTÉNIO, LÂMPADA COMUM 13

TUNGSTÉNIO HALOGÉNEO 17

T12–38MM TUBO FLUORESCENTE 55

T8–25MM TUBO FLUORESCENTE 65

T5–15MM TUBO FLUORESCENTE 75

LED 100 [1]

Tabela 8: Eficiência Luminosa de Vários tipos de Lâmpadas

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