7.6 Mulige påvirkningsfaktorer på forståelse og geografisk lokalisering av de utvalgte
7.6.1 Ordforråd og ordgjenkjennelse
De acordo com Aretio (2001), há uma série de sinônimos e definições para “educação a distância”. Conforme o autor, diversos teóricos a tratam como uma modalidade, forma, sistema didático, estratégia educativa, método, metodologia, organização ou processo educativo, e aprendizagem a distância. Embora autores como Chaves (1999), considerem o uso da expressão educação a distância incorreto, uma vez que assim como a aprendizagem, a educação trata-se de um processo que ocorre dentro do indivíduo, sendo assim impossível de realizar a distância, a terminologia „educação a distância‟ continua sendo utilizada com predominância, sob o argumento que a expressão é muito mais abrangente e mais focada no ensino do que no professor.
Landim (1997) faz uma observação sobre a diferença existente entre educação a distância e ensino a distância. Conforme o autor, educação a distância é uma prática educativa, cujo processo de ensino-aprendizagem consiste na construção do conhecimento por parte do aluno, ou seja, o aprendiz participa ativamente do seu próprio crescimento. Por outro lado, a ensino a distância está associado a treinamentos, no qual o aluno possui liberdade para escolher as informações necessárias ao percurso escolhido.
Fleury e Vasconcellos (2009), seguindo o Decreto Nº 2494, de 10 de fevereiro de 1998, que regulamenta o Art. 80 da LDB, descrevem a educação a distância como um método de ensino que permite a autoaprendizagem, por meio de recursos didáticos organizados de maneira sistemática, em diferentes suportes de informação utilizados isoladamente ou combinados e veiculados pelos diversos meios de comunicação.
Inseridos nesse contexto de educação a distância existem os treinamento ofertados nessa modalidade por meio de equipamentos eletrônicos, denominados de e-learning. Conforme Fleury e Vasconcellos (2009, p. 4) “e-learning se refere a uma modalidade de educação a distância que utiliza as tecnologias da internet para disponibilizar o ambiente de aprendizagem ao aluno”.
De acordo com Alves, Zambalde e Figueiredo (2004), a educação a distância é uma atividade de ensino e aprendizado que acontece sem a proximidade entre professor e alunos, cuja comunicação entre os vários sujeitos do processo acontece por meio de recursos tecnológicos. Em outras palavras, a EaD pode ser definida como uma estratégia educativa que se baseia na utilização da tecnologia no processo de aprendizagem, sendo assim, uma excelente alternativa para a minimização de limitações de lugar, tempo, ocupação ou idade, muitas vezes existentes no contexto da educação presencial, permitindo, assim, a democratização de acesso e a universalização da educação. Assim, a Educação a Distância pode ser visualizada como uma estratégia para oferecer educação aos indivíduos que, por razões diversas, têm dificuldade de acesso a serviços educativos regulares.
Nesse sentido, a educação a distância pode ser considerada um método de educação em que se utiliza com ênfase as inovações tecnológicas da sociedade da informação, respondendo, assim, em tempo hábil as exigências da sociedade (LARUCCIA, ALMEIDA, RUIZ, 2010). Por outro lado, é importante destacar que o uso da tecnologia em âmbito educacional demanda novos papéis, habilidades e atitudes, e enfoques metodológicos tanto aos alunos quanto aos professores (SANCHES; SILVA, 2011; ALVES; ZAMBALDE; FIGUEIREDO, 2004).
Macedo, Chagas e Souza (2000) destacam dentre as principais características da educação a distância o seu potencial de acessibilidade, permitindo que a população estudantil dispersa geograficamente tenha acesso ao ensino; a utilização de múltiplos mecanismos de comunicação, enriquecendo os recursos de aprendizagem; a possibilidade de personalização do processo de aprendizagem, garantindo uma sequência acadêmica que atenda ao ritmo do rendimento do aluno; promove o desenvolvimento de habilidades voltadas ao trabalho independente e de atitudes de autoresponsabilidade; e possibilita níveis de custos decrescentes, considerando que depois do alto investimento inicial, há uma cobertura de ampla margem de expansão.
A educação a distância proporciona inúmeras vantagens e, diante do seu leque de benefícios, vem sendo bastante difundida. Em contrapartida, é preciso atentar para o fato de que a mesma também possui algumas limitações. De acordo com Sartori (2002) nem todos os cursos ofertados na modalidade a distância têm a qualidade necessária para promover a aprendizagem. Para Demo (2009, p. 7), “o modo de organizar e fazer é que decide a qualidade da aprendizagem, mais do que tecnologias simplesmente”. Assim, é de extrema importância compreender que, assim como o método tradicional, o ensino a distância precisa ser planejado para que a aprendizagem efetivamente aconteça.
Fleury e Vasconcellos (2009, p. 5), destacam que as vantagens e limitações do e- learning estão associadas aos recursos financeiros, gestão do curso, dinâmica do grupo e até mesmo ao perfil do aluno. Fazendo uma análise em nível individual, percebe-se que o e- learning pode auxiliar no desenvolvimento da autoaprendizagem, considerando que é o aprendiz que assume uma postura ativa nesse método de ensino.
Em contrapartida, essa metodologia requer do aluno facilidade de atuar em ambientes virtuais e conhecimentos de informática, que se caracterizam como limitações dessa ferramenta. Os cursos a distância demandam ainda dos seus alunos capacidade de pensar e agir independentemente, realização de escolhas bem sucedidas entre vários planos de estudos de um curso, reflexão sobre sua aprendizagem e controle de suas próprias atividades de aprendizagem (ABBAD; CORRÊA; MENESSES, 2010).
É importante destacar que as características dos aprendizes, como experiência prévia com AVAs, assim como, características sociodemográficas, psicossociais, motivacionais e cognitivo-comportamentais, afetam a efetividade das ações de educação a distância (ABBAD; CORRÊA; MENESSES, 2010). Os alunos “não presenciais”, conforme Demo (2009, p. 6), “possuem melhor desempenho, não porque sejam propriamente não presenciais, mas porque, sendo em geral mais maduros, se envolvem mais com o estudo”.
Considerando-se que a EaD é uma modalidade que exige capacidade de autogerenciamento, as características cognitivo-comportamentais acabam assumindo maior destaque (MENESES; ZERBINI; ABBAD, 2006).
Voltando-se a análise para o grupo, observa-se que o e-learning proporciona a formação de comunidades virtuais, algo cada vez mais valorizado, já que essas comunidades desempenham um papel importante na troca de conhecimentos. Por outro lado, essa característica demonstra a mudança no aspecto social do aprendizado, onde a interação acontece apenas no ambiente virtual, gerando um sentimento de isolamento entre os envolvidos.
Quanto aos ganhos referentes à ausência de deslocamento e maior abrangência no número de alunos, Demo (2009) ressalta que embora exista um maior alcance de alunos, os índices de abandonos, desistências ou fracassos também são significativos, incluindo o "abandono real" e abandono antes mesmo de iniciar o curso. No que se refere ao aspecto diminuição de custo, existem controvérsias entre os autores. Enquanto muitos defendem a redução de gastos, Demo (2009, p. 7), ressalta que: “a aprendizagem virtual exige maior intensidade de trabalho e mais recursos” e afirma que “a perspectiva de baratear a oferta não parece vingar”.
Conforme o exposto, observa-se que a educação a distância é uma modalidade que tem muito a contribuir com o desenvolvimento educacional, possibilitando uma sociedade melhor preparada para enfrentar as mudanças que vêm ocorrendo no mundo com o advento da informatização. Em contrapartida, possui também limitações que não podem deixar de ser consideradas.