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Ord og følelser etableres gjensidig

3. DET PEDAGOGISKE GRUNNSYNET

4.7 Dialog, selvbevissthet og svensk rettspleie

4.7.3 Ord og følelser etableres gjensidig

Os provetes em suporte de tijolo foram ensaiados, não destrutivamente, aos 28 e aos 90 dias (sendo os ensaios em ambas as idades semelhantes). Como já mencionado as dimensões dos tijolos utilizados para a realização destes provetes a ensaiar são de 20x30x7 (cm) e a espessura de arga- massa colocada é cerca de 2 cm (Figura 5.34).

Figura 5.33 – Pormenor de um provete (25% de terra) imerso na solução

Figura 5.32 – Caixa onde é realizado o ensaio (a), preparação da solução (b), provetes colocados na caixa em imersão na solução (c)

Procedimentos de Ensaios de Caracterização

5.4.2.1 Dureza Superficial – Durómetro

A determinação da dureza superficial de uma argamassa colocada sobre um tijolo pode ser determinada através de um durómetro Shore A (Figura 5.35 a) e teve por base a norma ASTM D2240 (2000). Este equipamento mede a resistência à penetração de um pino pressionado contra o material em estudo. A simplicidade deste ensaio permite a realização de diversas medições sobre a argamassa, que neste caso foram 10. O resultado final é obtido através da média de todos os 10 valores obtidos para cada tijolo. O durómetro fornece valores que se encontram entre 1 e 100 e a unidade destes mesmos valores é graus Shore-A. Este ensaio foi realizado aos 28 dias, e um pouco mais tarde dos 90, nomeadamente aos 131 dias de idade, devido à indisponibilidade do equipamento.

Antes do início da realização do ensaio com o durómetro, todos os tijolos foram limpos na sua superfície com uma pequena vassoura, de forma a eliminar vestígios de material solto e que poderiam influenciar os resultados. O ensaio consistiu apenas em encostar o durómetro à superfície da arga- massa e retirar o valor mencionado no mostrador do equipamento (Figura 5.35 b).

5.4.2.2 Velocidade de Propagação de Ultra-sons

O presente ensaio seguiu a ficha de ensaio LNEC FE Pa 43 (2010) e tem por objetivo determi- nar a compacidade das argamassas. Esta propriedade é medida através da velocidade de propagações das ondas ultrassónicas através do material em estudo. Este ensaio foi realizado aos provetes em suporte de tijolo aos 28 e 90 dias.

O material necessário para este ensaio foi apenas a máquina apropriada emissora de ultra- sons e um gel (Figura 5.36 b). A colocação do gel permitiu melhorar o contacto entre os emissores e o provete. Para a realização do ensaio foram escolhidos seis pontos no material a ensaiar, todos eles

Figura 5.35 – Durómetro, DSD (a), realização do ensaio (b)

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com distâncias semelhantes entre eles por forma a homogeneizar os resultados obtidos para os diver- sos provetes. Os pontos foram designados de “A” a “F” (Figura 5.36 a), e as medições foram realizadas da seguinte forma:

 Colocou-se um dos transdutores no ponto A, e o outro no ponto B (Figura 5.36 c). Mantendo os transdutores na mesma posição, efetuou-se a medição. Repetiu-se este processo três ve- zes;

 Mantendo o ponto A fixo, colocou-se o transdutor antes colocado no ponto B, agora no ponto C, repetindo-se as medições;

 Este processo repetiu-se até ficar fixo o ponto A e o ponto F e, após esta última medição, fixou- se o ponto F, colocando o outro transdutor no ponto B;

 Realizaram-se medições até aos pontos F e E.

Os resultados retirados da máquina dos ultra-sons saíram em tempo e, conhecendo a distância entre o emissor e o recetor, posteriormente são convertidos em velocidades de atravessamento [m/s].

Tendo em conta que com este ensaio é possível obter o módulo de elasticidade dinâmico, este foi também realizado aos provetes prismáticos (aos 90 dias).

𝐸𝑑 =𝑉2× 𝜌 × (1 + 𝜐) × (1 − 2𝜐)(1 − 𝜐) [𝑀𝑃𝑎]

(Equação 5.13) Em que:

V – Velocidade de propagação de ultra-sons [km/s]; ρ – Massa volúmica do provete em questão [kg/m3]; ν – Coeficiente de Poisson [-].

Para a determinação da massa volúmica dividiu-se a massa do provete pelo seu volume (a x b x L). O coeficiente de Poisson utilizado foi de 0,2.

5.4.2.3 Condutibilidade Térmica

O ensaio foi efetuado aos provetes em suporte de tijolo tanto aos 28 como aos 90 dias. Reali- zaram-se 6 medições por tijolo, e o resultado final é a média desses mesmos 6 valores, em W/m.K. O procedimento utilizado foi semelhante ao do ponto 5.4.1.6 (para os provetes prismáticos). Com a dife- rença nos pontos de determinação.

Procedimentos de Ensaios de Caracterização

5.4.2.4 Absorção de Água sob Baixa Pressão - Tubos de Karsten

Uma outra característica muito importante numa argamassa no estado endurecido é a sua ca- pacidade de absorver água. Por forma a avaliar esta característica realizou-se o ensaio de absorção de água sob baixa pressão através da utilização de tubos de Karsten. De igual forma ao ensaio anterior, e tendo em conta que esta propriedade é muito importante na caracterização do comportamento das argamassas em estudo, este ensaio não destrutivo foi realizado aos 28 e aos 90 dias nos provetes de argamassas sobre tijolo.

Os documentos que foram base deste ensaio são a ficha de ensaio Fe Pa 39 do LNEC e o Test nºII4 da RILEM (1980a). O equipamento necessário para a realização deste ensaio foi: um cronómetro, plasticina, esguicho e os tubos de Karsten (Figura 5.38 a).

Colocou-se o tijolo a ensaiar sobre o pano. Com a plasticina fizeram-se pequenos círculos com aproximadamente o mesmo tamanho da abertura do tubo de Karsten. Colocou-se a plasticina em redor da abertura do tubo. Encostando o tubo com a plasticina ao tijolo com muito cuidado, pressionou-se para assegurar a colagem, tentando sempre que fosse para o interior da abertura do tubo a menor quantidade possível de plasticina, pois assim alterava a área de absorção. Encheu-se o primeiro tubo com água, até aos 0 ml, e deu-se início à contagem do tempo. Passado 1 minuto encheu-se o segundo tubo, e passados 2 minutos encheu-se o terceiro tubo. Assim, o segundo tubo ficou com uma discre- pância do primeiro de 1 minuto e o terceiro com 2 minutos do primeiro. Sempre que a quantidade de água no tubo atingia os 4 ml absorvidos voltava-se a encher o mesmo com o esguicho. As medições das quantidades de água realizaram-se aos 5,10, 15, 30 e 60 minutos.

Os resultados obtidos com este ensaio permitem avaliar a capacidade de absorção de uma argamassa através de duas formas: através da quantidade de água absorvida em determinado período de tempo, e o tempo necessário para argamassa absorver 4 ml de água. É também possível determinar o coeficiente de absorção de água, que traduz a quantidade de água absorvida numa determinada área durante determinado período de tempo.

C absorção

=

𝑋 × 10

−3

𝑑

2

× (𝜋4×10

−6√

𝑡)

(Equação 5.14) Figura 5.37 – Conjunto de tijolo e equipamento (a), realização do ensaio (b)

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Em que:

C absorção: coeficiente de absorção de água sob baixa pressão numa superfície [kg/(m2.t0,5)];

X: quantidade de água absorvida [ml];

d: diâmetro do respetivo tubo em contacto com o suporte [mm]; t: duração da leitura [minutos].

Este coeficiente foi determinado para duas propriedades: coeficiente de absorção total durante 1 hora de ensaio (Cabs.T), em que X corresponde à quantidade de água absorvida em 1 hora (t = 60 minutos); e o coeficiente de absorção do tempo necessário para absorver 4 ml de água (Cabs.4ml), em que o t corresponde ao tempo necessário para absorver 4 ml de água (X = 4 ml).

Mesmo sem observar os resultados, aquando do ensaio foi possível observar que os rebocos que possuíam maior quantidade de terra absorviam água com maior velocidade. A velocidade de ab- sorção de água das argamassas com 25% de terra foi bastante superior às restantes. Nestes casos visualizou-se que o tijolo ficava molhado na parte de trás.

Um outro aspeto a ter em conta é a sensibilidade deste ensaio face à qualidade da plasticina utilizada, pois a aderência dos tubos ao suporte depende desta propriedade.

5.4.2.5 Porosimetria de Mercúrio

A determinação da porosimetria nos provetes em suporte de tijolo foi realizada do mesmo modo que aos provetes prismáticos 5.4.1.8. As amostras a ensaiar foram retiradas do reboco aplicado no tijolo com auxílio de uma rebarbadora (Figura 5.40) à idade de 90 dias.

Figura 5.39 - Reboco após a queda de dois dos tubos (a), reboco com baixo teor de terra (b), reboco com alto teor de terra (c)

Figura 5.38 - Tubo de Karsten (a), tijolo com os tubos colocados e esguicho (b), aspeto geral do ensaio realizado em dois tijolos simultaneamente (c)

Procedimentos de Ensaios de Caracterização