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Oppvekstforhold/familie og sosiale relasjoner

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4.3 Oppvekstforhold/familie og sosiale relasjoner

Nota histórica: Também designada Ordem de S. Bruno e os seus membros Brunos ou

Cartuxos, foi fundada em 1084 por Bruno de Hartenfaust, em França, tendo sido aprovada em 1176. Trata-se de uma Ordem semi-eremítica e as suas primeiras fundações consistiam em comunidades de pequenas casas ou cabanas, distantes umas das outras mas ligadas por um pequeno templo. A expressão francesa pela qual é conhecida esta Ordem – Chartreuse – significa, precisamente, cabana ou pequena casa Inspira-se na Regra de S. Bento com influências de S. Jerónimo, no que diz respeito ao eremitismo temperado de cenobítico.

A fundação da Cartuxa portuguesa data de época muito mais tardia se bem que, em Espanha, existissem já comunidades de cartuxos. A introdução da Ordem em Portugal deve-se a D. Teotónio de Bragança (1530-1602) arcebispo de Évora, o qual em 1587 trouxe para Portugal os primeiros monges, vindos da Cartuxa de Scala Dei em Tarragona. Em 1598 é inaugurado o convento de Santa Maria Scala Coeli, em Évora e instituído o de Laveiras (Caxias) sob a invocação de Santa Maria Vallis Misericordiae ou Vale da Misericórdia, como também é conhecida. Foram as únicas instituições criadas em Portugal, qualquer deles com pequenas comunidades. A Ordem foi extinta em 1834.

Instituições em Lisboa:

Convento de Santa Maria Vallis Misericordiae (1597-1833), Hospício de S. Bruno (c. 1611-1834).

Bibliografia de referência:

- GOMES, Jesué Pinharanda – Cartuxos. In: FRANCO, José Eduardo, dir. –

Dicionário histórico das Ordens, institutos religiosos e outras formas de vida consagrada católica em Portugal. Lisboa: Gradiva, 2010, p. 105-109.

- GOMES, Jesué Pinharanda – A Ordem da Cartuxa em Portugal: ensaio de

monografia histórica. Salzburg: Institut für Anglistik und Amerikanistik – Universität Salzburg, 2004.

- LOPÉZ, Antão – Cartuxos. In: AZEVEDO, Carlos Moreira, dir. – Dicionário de

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CONVENTO DE SANTA MARIA VALLIS MISERICORDIAE (LAVEIRAS, CAXIAS)

Figura 20 – Monumentos sacros de Lisboa…, 1927, Parte 1.ª, n.º 14

Localização: Em Laveiras, próximo de Caxias, no concelho de Oeiras. A igreja está

afecta ao culto e a eventos de natureza cultural. O espaço conventual e envolvente está recuperado, nele tendo funcionado um Reformatório.

História: Foi criado por bula papal em 1597 e mandado erigir em 1598, numa quinta

pertencente à Misericórdia de Lisboa, em local ermo, no vale da ribeira de Barcarena. O convento foi dedicado a Santa Maria Vallis Misericordiae ou Vale da Misericórdia mas é muitas vezes designado por convento de S. Bruno ou Cartuxa de Lisboa. A propriedade da quinta pertencera a D. Simoa Godinho que, em testamento, a destinara à construção de um instituto religioso. A obra foi demorada, tendo os religiosos da primitiva comunidade vindo da Cartuxa de Scala Dei, em Tarragona. Em 1736, a comunidade muda-se para novo edifício dentro da mesma quinta, em zona mais erma e mais salubre onde se manteve até à extinção.

O terramoto de 1755 afectou sobretudo a igreja que teve de ser reconstruída. Também a invasão francesa de Junot ocasionou destruição na Cartuxa de Laveiras, de há muito já com uma comunidade reduzida. O convento foi abandonado em Julho de 1833, perante

36 as ameaças da guerra civil, tendo os escassos frades remanescentes fugido para a Cartuxa de Évora, levando o espólio possível.

Biblioteca: O convento possuía biblioteca. O primeiro núcleo da biblioteca teria tido

origem na doação do bispo de Viseu D. Jorge de Ataíde (1530-1578), porém, tal proveniência não consta das obras que se encontraram com marca de posse deste convento. Não foi encontrado catálogo da biblioteca, existindo um inventário feito em 4 de Novembro de 1833, após o encerramento do estabelecimento, onde se estimam cerca de 3000 volumes26. Os livros desta proveniência têm marca manuscrita, normalmente em latim, indicando o nome do convento. Pormenor interessante a assinalar: algumas das obras que encontrámos têm marca de Scala Dei o que vem demonstrar que o espólio da livraria, tal como os primeiros membros da comunidade, também veio de Tarragona.

Figura 21 – H.G. 10486 P. Bibliografia:

- GOMES, Jesué Pinharanda – A Livraria da Cartuxa de Laveiras (Oeiras). Lisboa: [s.n.], 2002. Sep. “Boletim da Academia Internacional da Cultura Portuguesa”, 29. - PEREIRA, Luís Gonzaga – Monumentos sacros de Lisboa em 1833. Lisboa: Oficinas

Gráficas da Biblioteca Nacional, 1927, p. 57-59.

HOSPÍCIO DE SÃO BRUNO (LISBOA)

Localização: Na Rua do Salitre. Sofreu importantes modificações nada subsistindo do

antigo edifício.

História: Antes da sua morte, em 1611, D. Jorge de Ataíde que foi bispo de Viseu e

capelão-mor do cardeal D. Henrique, doou uma propriedade aos religiosos cartuxos para aí construírem um hospício. A propriedade designava-se Horta das Palmeiras e, efectivamente, a rua do Salitre teve a designação de rua da Palmeira e rua dos Cartuxos, já então ligada à existência do hospício. É designado por Hospício de S. Bruno mas também por Hospício do Monte Olivete. Foi extinto em 183427. No ano seguinte já era

26 Estudado em GOMES, Jesué Pinharanda – ob. cit. supra.

27 Luís Gonzaga Pereira, ob. cit. infra, p. 59 sugere que já estava extinto anteriormente. Norberto de

37 sede da Escola Veterinária, passando para a posse privada e vindo a ser totalmente transformado em palacete particular.

Biblioteca: O hospício possuía, provavelmente, biblioteca. Não foram encontrados

catálogos, inventários ou livros desta proveniência.

Bibliografia:

- ARAÚJO, Norberto – Peregrinações em Lisboa. Livro 14. Lisboa: Parceria António Maria Pereira, [1939], p. 32.

- CASTRO, João Baptista de – Mappa de Portugal antigo e moderno. Lisboa: na Officina Patriarcal de Francisco Luiz Ameno, 1762-1763, vol. III, p. 286.

- PEREIRA, Luís Gonzaga – Monumentos sacros de Lisboa em 1833. Lisboa: Oficinas Gráficas da Biblioteca Nacional, 1927, p. 59.

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