2 MATERIALE OG METODER
3.5 Oppsummering, resipientvurdering
A Figura 6.19 apresenta fotomicrografias (imagens de elétrons retroespalhados) de uma partícula da faixa granulométrica -2,36mm +1,67mm da amostra de minério de ferro goethítico que foram obtidas por MEV.
A partícula ilustrada na Figura 6.19a é subeuédrica porosa marcada pela presença de goethita nas morfologias terrosa (em grande parte da extensão), botrioidal e massiva. Na Figura 6.19b é detalhada uma pequena região dessa partícula (região R1),
em que se destacam texturas heterogêneas para a goethita terrosa, e pequenas degradações de cor para a goethita botrioidal.
Na Tabela 6.4 são apresentados os teores dos principais óxidos presentes em algumas morfologias de goethita vistas na Figura 6.19b (pontos de 1 até 4). Vê-se que o teor de Fe2O3 é alto (95%, em média, aproximadamente). Nota-se que tanto o P2O5
quanto o Al2O3 estão com teores médios de 1,67%. A ocorrência de SiO2 (teor médio de
3,3%) mostra uma possível contaminação pela caulinita. A morfologia terrosa de goethita exibiu o maior teor de Al2O3. Já nas formas massiva e botrioidal de goethita
foram observados os mais altos teores de SiO2.
A Figura 6.20 mostra outra partícula da faixa granulométrica entre 2,36mm e 1,167mm da amostra de minério de ferro goethítico, em que se destaca a forte rugosidade da superfície externa: reflexo da porosidade interna alta conferida pela associação mineral da martita com a goethita massiva. Dados de microanálises dessas fases (ponto 1 e ponto 2) são apresentados na Tabela 6.5, em que se destacam: (i) teores altos de Fe2O3 (99% para martita, e 96% para a goethita massiva); (ii) teor de Al2O3 de
0,28% apenas na martita; (iii) teores de SiO2 e de P2O5 (4,3% e 1,2%, respectivamente)
concentrados apenas na goethita massiva.
(a)
(b)
Figura 6.19 – Fotomicrografias de partícula da faixa granulométrica -2,36mm +1,67mm da amostra de minério de ferro goethítico: (a) Visão geral; (b) Detalhe da região R1 com
as morfologias de goethita, em que 1, 2, 3 e 4 são pontos de análise via EDS. Legenda: Gob– goethita botrioidal; Gom– goethita massiva; Got– goethita terrosa; Pr - poro.
Tabela 6.4 – Análise de compostos químicos presentes nos tipos de goethita indicados pelos pontos 1, 2, 3 e 4 da Figura 6.19b.
TEOR (% peso) PONTOS Al2O3 SiO2 P2O5 Fe2O3 1 Gob 1,19 4,19 1,77 94,6 2 Got 2,17 2,89 1,84 94,7 3 Gom 1,18 3,64 1,69 95,1 4 Got 2,15 2,27 1,37 95,5
Figura 6.20 – Fotomicrografia de partícula da faixa granulométrica -2,36mm +1,67mm da amostra de minério de ferro goethítico, marcada pela associação mineral goethita-martita, em que 1 e 2 são pontos de análise via EDS. Legenda: Gom – goethita
massiva; Gob– goethita botrioidal; Mt – martita.
Tabela 6.5 – Análise de compostos químicos presentes nas fases minerais indicadas pelos pontos 1 e 2 da Figura 6.20.
TEOR (% peso)
PONTOS Al2O3 SiO2 P2O5 Fe2O3
1 Gom 0,00 4,25 1,22 96,0
Uma partícula da faixa granulométrica -2,36mm +1,167mm da amostra de minério de ferro goethítico constituída apenas por martita é ilustrada na Figura 6.21, em que se destaca, ao centro dessa partícula, a estrutura em treliça típica. Os resultados de microanálises feitas em alguns pontos (pontos 1, 2 e 3) dessa partícula são mostrados na Tabela 6.6. Nota-se que o teor médio de Fe2O3 é igual a 98,6% e que a presença de SiO2
(teor médio de 3%) na martita, provavelmente, associa-se com a presença de caulinita.
Figura 6.21 – Fotomicrografia de partícula da faixa granulométrica -2,36mm +1,67mm da amostra de minério de ferro goethítico com a presença exclusiva de martita, em que
1, 2 e 3 são pontos de análise via EDS.
Tabela 6.6 – Análise de compostos químicos presentes na martita indicada pelos pontos 1, 2 e 3 da Figura 6.21. TEOR (% peso) PONTOS Al2O3 SiO2 P2O5 Fe2O3 1 Mt 0,00 1,03 0,00 99,3 2 0,00 5,11 0,00 96,6 3 0,18 0,00 0,00 99,9
A predominância da goethita na composição mineralógica também pode ser vista numa partícula da faixa granulométrica -1,182mm +0,836mm da amostra de minério de ferro goethítico (Figura 6.22). Pode ser observado que as morfologias presentes são: terrosa, botrioidal e massiva, em que as duas últimas exibem-se em
camadas alternadas. Na Tabela 6.7 são mostrados os dados de microanálises realizadas em alguns pontos dessa partícula, onde predominam as morfologias: botrioidal, massiva e terrosa da goethita (pontos 1, 2 e 3). Em média, nota-se que a goethita tem 94,6% de Fe2O3, e que as impurezas tem a seguinte distribuição: 2,5% de Al2O3, 2,2% de SiO2 e
2,4% de P2O5. Comparativamente à composição química da goethita presente na
partícula da Figura 6.19, constataram-se a elevação nos teores de Al2O3 e de P2O5 e a
redução no teor de SiO2.
Figura 6.22 – Fotomicrografia de partícula da faixa granulométrica -1,182mm +0,836mm da amostra de minério de ferro goethítico com a alternância entre
as morfologias goethita, em que 1, 2 e 3 são pontos de análise via EDS.
Legenda: Gob– goethita botrioidal; Gom– goethita massiva; Got– goethita terrosa.
Tabela 6.7 – Análise de compostos químicos presentes nos tipos de goethita indicados pelos pontos 1, 2 e 3 da Figura 6.22.
TEOR (% peso)
PONTOS Al2O3 SiO2 P2O5 Fe2O3
1 Gob 2,91 2,44 2,79 93,8
2 Gom 2,85 1,60 2,22 94,9
A associação entre goethita terrosa e goethita massiva numa partícula da amostra de minério de ferro goethítico é apresentada na Figura 6.23. Uma visão geral dessa partícula (Figura 6.23a) realça a característica da rugosidade alta na sua superfície externa. Agregados de cristais de goethita massiva aparecem formando sítios na matriz à base de goethita terrosa (Figura 6.23b). Dados de microanálises numa região R1 da
fotomicrografia da Figura 6.23a mostraram que o teor de Fe2O3 foi de 94%, o teor de
Al2O3 igual a 2,5%, o de SiO2 igual a 3,5% e o de P2O5 igual a 1,9%.
(a)
(b)
Figura 6.23 – Fotomicrografias de partícula da faixa granulométrica -1,182mm +0,836mm da amostra de minério de ferro goethítico: (a) Visão geral; (b)
Detalhe da região R1 com os sítios de goethita massiva na matriz de goethita terrosa.
Pelo exposto, conclui-se que Al2O3 e P2O5 estão associados com a goethita
presente nas partículas da amostra de minério de ferro goethítico, sendo que a concentração de Al2O3 foi maior na goethita terrosa, enquanto que a de P2O5 na goethita
botrioidal. Entretanto, essa constatação carece de uma exploração mais detalhada em trabalhos futuros de caracterização desse minério de ferro. Análises via MEV/EDS confirmaram a ocorrência alta de P2O5 na amostra de minério de ferro, além mostrarem
a contaminação da martita por caulinita, devido à presença de SiO2 (Tabela 6.6).
6.2. Caracterização das amostras naturais de sinter feed