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Oppsummering

2003

2007

2008

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Classes ABC - O que aconteceu depois da Crise de Setembro de 2008?

Julho de 2009, nove meses após a chegada da crise aqui, já há uma visão clara dos seus efeitos na renda dos trabalhadores brasileiros nas seis maiores metrópoles do país. Uma síntese pode ser encontrada na soma das classes ABC, que subiu 1,81% no período de crise e 25,7% na auspiciosa fase anterior a chegada da crise no Brasil, embora a crise já estivesse presente nos países desenvolvidos desde meados de 2007. Um aspecto inovador da presente pesquisa foi abrir as periferias (isto é os municípios das metrópoles que não são a capital), onde observamos aumentos das classes ABC de 2,8% nos últimos 12 meses e 31,15% no período anterior, em níveis, portanto bastante superiores aos das metrópoles. Ou seja, da mesma forma que esta é uma crise no centro do capitalismo mundial, leia-se países desenvolvidos, e não da chamada periferia, dentro das metrópoles o mesmo vale, as capitais mais conectadas com o exterior pelas vias das exportações industriais e do crédito, sofreram mais que as periferias. Como exemplo deste processo veja que o desempenho do município de São Paulo, o centro dinâmico do capitalismo brasileiro teve queda de –0,68% de julho 2008 a julho 2009 e mesmo a periferia da Grande São Paulo que abriga o rico ABC paulista a classe ABC teve resultado próximo do zero a zero com crescimento de 0,67%.

Variação da Classe ABC (Pós-Crise) – Julho 2008 a Julho 2009

Fonte: CPS/FGV a partir dos microdados da PME

Antes de comemorar devemos ressaltar que temos ainda muitas incertezas e desafios no futuro próximo. Ao abrirmos a pesquisa mensal em bases semanais para melhor traçar a cronologia semanal da crise, indo, portanto até a última semana de julho de 2009. Ao compararmos esta última semana da série com o total do mês percebemos que a classe ABC

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assumiria um viés de baixa (67,44%, ou seja, 1,06%. abaixo da média do mês de julho de 2009 como um todo, mas ainda 1,1% maior que julho de 2008). Como se isto não bastasse vai ser difícil nos próximos dois meses manter o ritmo de crescimento deste período julho- setembro no ano passado quando as classes ABC como se diz na gíria, estava bombando crescendo 2,4% no período. Ou seja, um empate de fato em setembro, um ano D.C. deve ser visto como um resultado ainda mais auspicioso que o observado até agora.

Consumidores, Produtores e a Nova Classe Média: Principais Resultados

Mais uma vez realizada em tempo recorde, a equipe do CPS que já atua há 15 anos divulgando em primeira mão os dados da miséria no país, processou este ano as informações em apenas 33 minutos após a liberação física dos microdados pelo IBGE, incluindo o deslocamento do taxi. Duas horas depois a estatística de pobreza do CPS foi ao ar ao vivo no jornal de meio dia da GloboNews - assista aqui. A pesquisa também recebeu honrosa menção do escritor Luis Fernando Veríssimo clique aqui.

A primeira etapa da pesquisa completa intitulada "Consumidores, Produtores e a Nova Classe Média" cujos principais autores são Marcelo Neri e Luísa Carvalhaes, foi lançada oficialmente na segunda-feira em português e inglês. Além dos indicadores tradicionais, o CPS optou por explorar a evolução do estoques de diferentes ativos das famílias, embasando uma visão mais ampla dos padrões de vida conquistados. Traduzindo a riqueza de dados sobre estoques de ativos, agrupados sob duas perspectivas, a do consumidor e a do produtor, nos termos da fábula de La Fontaine a pesquisa permitiu separar os brasileiros em cigarras e formigas. Segundo Marcelo Neri, “mostramos que na foto os brasileiros são mais como cigarras do que formigas, porém o filme dos últimos 5 anos mostra metamorfose gradual em direção às formigas. O avanço na capacidade de geração de renda do brasileiro subiu segundo o nosso novo índice de 28,32% nesse período enquanto o potencial de consumo aumentou 14,98%.”

Complementarmente, a pesquisa destrincha a importância de diferentes fontes de renda no avanço dos indicadores sociais do país. Os resultados apontam que embora tenha havido aumento forte da renda derivada de programas sociais e aposentadorias ligadas ao mínimo, a parcela devida ao trabalho fica próxima ao expressivo crescimento de renda desta fase de boom. O incremento médio de 5,13% ao ano da renda trabalhista, que corresponde a 76% da renda média percebida pelo brasileiro, confere uma base de sustentabilidade das condições de vida para além das transferências de renda oficiais.

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A pesquisa analisa também a partir do processamento de microdados de 128 países as particularidades do brasileiro em relação ao futuro, seu e do país: entre os 128 países temos o 9º mais alto grau dissonância entre as expectativas futuras de felicidade individual (somos o 1º) e do país (somos 43º). Assim como as cigarras, o brasileiro espera um futuro melhor mais do que qualquer país. E, ao contrário das formigas, temos baixas expectativas da vida em coletividade. A boa notícia é que os problemas de estão sendo vencidos um a um a cada década; a de 1980 foi a da redemocratização, a de 1990 foi a da estabilização e a atual parece que será a da redução da desigualdade de renda. Embora ainda haja muito que avançar parece que estamos no rumo certo.

Mapas da Evolução Social

A PNAD com o seu grande tamanho amostral permite a abertura e análise da informação por categorias espaciais, ainda com mais propriedade desde 2004 quando a área rural da região Norte juntou-se à amostra da pesquisa completando a cobertura por todo território brasileiro. Detalhamos aqui esta abertura da análise para os níveis das macro- regiões, estados, regiões metropolitanas e na separação no âmbito das mesmas entre capitais (ou núcleos metropolitanas) e a periferia (ou conjunto de municípios de uma dada metrópole, excluindo-se a capital. Além, disso apresentamos a informação por tipo de cidades, leia-se capitais, periferias, áreas urbanas não metropolitanas, e áreas rurais. A parte de maior interesse talvez seja a análise do conjunto de informações das capitais das metrópoles. Apresentamos a seguir sob a forma de rankings as informações destes distintos níveis geográficos para os indicadores sociais baseados em renda vistos.

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