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Oppsummering metodeutviklingen

4. Nøkkelresultater og diskusjon

4.1 Metodeutvikling

4.1.6 Oppsummering metodeutviklingen

Morville e Rosenfeld (2006, p. 9, tradução nossa) asseveram que uma das maneiras mais efetivas de se definir alguma coisa é identificando suas “fronteiras”. Assim, podemos começar a entender o conceito de arquitetura da informação pelo que ela não é, ou seja:

• Design gráfico NÃO é arquitetura da informação.

• Desenvolvimento de software NÃO é arquitetura da informação.

• Engenharia de usabilidade NÃO é arquitetura da informação.

6Os sistemas de organização, rotulação, navegação e busca, constituem as quatro categorias que

No entanto estas disciplinas estão na fronteira da arquitetura da informação. À medida que o trabalho de design e construção de websites avança, vamos nos deparar com o que Morville e Rosenfeld (2006) denominam de “área cinzenta” entre essas disciplinas.

Para Ronda León (2008) há três marcos históricos relacionados com a elaboração do conceito de Arquitetura da Informação. O primeiro dá-se quando a empresa Xerox Corporation, no início da década de 1970, incumbiu um grupo de cientistas internacionais especializados em Ciência da Informação e Ciências Naturais de criar uma “arquitetura da informação”. A Xerox estava preocupada em desenvolver uma interface amigável para os usuários dos recém-desenvolvidos computadores pessoais. O segundo marco histórico surge com os trabalhos de Richard Saul Wurman, dentre os quais, Ronda León destaca Beyond Graphics: The Architecture of Information, publicado pelo American Institute of Architecture Journal, em 1975, e a conferência proferida, em 1976, intitulada Arquitetura da Informação. O terceiro marco histórico na apropriação do termo arquitetura da informação está evidenciado na literatura sobre o tema na década de 1980, na qual diversos articulistas, enfatizando seu lado prático, referem-se à Arquitetura da Informação como “[...] uma ferramenta para o desenho e criação de sistemas de informação (information system design)” (LEÓN, 2008, p. 1).

No Brasil, temos uma linha de pesquisa em Arquitetura da Informação no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade de Brasília, precursora do grupo de pesquisa cadastrado no CNPQ, com o nome Arquitetura da Informação, no ano de 2006. Nesta linha de pesquisa Macedo (2005) elaborou um dos trabalhos mais importantes para a compreensão do conceito de Arquitetura da Informação, propondo uma definição abrangente para a disciplina:

‘Arquitetura da Informação’ é uma metodologia de ‘desenho’ que se aplica a qualquer ‘ambiente informacional’, sendo este compreendido como um espaço localizado em um ‘contexto’; constituído por ‘conteúdos’ em fluxo; que serve a uma comunidade de ‘usuários’. A finalidade da Arquitetura da Informação é, portanto, viabilizar o fluxo efetivo de informações por meio do desenho de ‘ambientes informacionais’ (MACEDO, 2005, p. 132).

Esta autora, ao explicar detalhadamente os termos assinalados por aspas na definição acima, sustenta que sua proposta tem fundamento na metodologia de metamodelagem idealizada por Van Gigch e Pipino (1986), visto que tal proposta “[...]

é suficientemente abstrata e genérica, capaz de congregar atributos a quaisquer ambientes informacionais e em quaisquer disciplinas com as quais a área mantém relações multidisciplinares, transdisciplinares ou interdisciplinares” (MACEDO, 2005, p. 137).

Neste ponto já podemos indagar qual é a relação da Arquitetura da Informação com a Ciência da Informação. Para tanto, voltamos a Macedo (2005, p. 145), que, partindo da hipótese de que a primeira é uma disciplina da segunda, conclui:

Arquitetura da Informação, por conseguinte, pode ser considerada uma disciplina da Ciência da Informação, porquanto esta última fornece os fundamentos para a compreensão do ‘fenômeno informacional’, que é seu objeto de estudo, ao passo que aquela fornece os métodos e técnicas para estruturação do fluxo de tal objeto em espaços informacionais, viabilizando seu uso.

Observe-se ainda que a Sociedade Americana para a Ciência da Informação e Tecnologia - American Society for Information Science and Technology (ASIST) - relaciona a Arquitetura da Informação entre suas disciplinas de interesse. Robredo (2003, p. 243) destaca a inovação da ASIST ao criar grupos de interesse especializados, “[...] que reúnem profissionais com interesses similares, para trocar ideias e se manter informados dos desenvolvimentos em seus campos de atividade.” Dentre os grupos ativos na ASIST, encontra-se o de Arquitetura da Informação.

3.2.1 Definições e componentes da Arquitetura da Informação na Web

Segundo Reis (2007), autores, como Shiple (2010), Toub (2000), West (2007) e Belton (2003), elaboraram definições para a Arquitetura da Informação em websites que a modelam como uma área de conhecimento para a organização das informações online. Chiou (2003), Belton (2003), e Morrogh (2003) compararam-na com a Arquitetura tradicional. Dijck (2003) reforça a importância do Design Centrado no Usuário, ao destacar a missão do arquiteto da informação em facilitar a localização das informações em uma página web. O Instituto de Arquitetura da Informação – The Information Architecture Institute (IAI, 2007) - define a Arquitetura da Informação como uma combinação entre ciência e arte. Finalmente, Morville e Rosenfeld (2006, p. 4) reuniram

todos esses conceitos e redefiniram-na nos seguintes termos, segundo tradução de Reis (2007, p. 64):

a) A combinação dos esquemas de organização, rotulação e navegação dentro de um sistema de informação.

b) O design estrutural do espaço informacional para facilitar a completude das tarefas e o acesso intuitivo ao conteúdo.

c) A arte e a ciência de estruturar e classificar websites e intranets para ajudar as pessoas a gerenciarem informações.

d) Uma disciplina emergente e comunitária de prática focada em trazer princípios de design e arquitetura ao espaço digital.

Os componentes da Arquitetura da Informação são classificados em quatro categorias:

a) Sistemas de organização – Este é o modo como nós categorizamos a informação, por exemplo, por assunto ou cronologia.

b) Sistemas de rotulação – Trata-se do modo como nós representamos a informação, por exemplo, terminologia científica ou terminologia popular.

c) Sistemas de navegação - Este componente diz respeito ao modo como nós navegamos ou nos movemos por intermédio da informação, por exemplo, clicando através de uma hierarquia. d) Sistema de busca – Este sistema se refere ao modo como nós

pesquisamos informação, por exemplo, executando uma busca por palavras em um índice (MORVILLE; ROSENFELD, 2006, p.49, tradução nossa).

Estes autores reconhecem a utilidade de se estudar estes sistemas separadamente, mas ressaltam que é importante considerar como eles interagem. Para tanto, se faz necessário estudar os conceitos de metadados, vocabulários controlados e tesauros. Contudo, não abordaremos esses conceitos porque eles não foram contemplados no portal do CCHLA.