6. Presentasjon og drøfting av resultater
6.2 Ulike landskapskvaliteter i naturopplevelsen for informantene
6.2.11 Oppsummering landskapskvaliteter
Se aos empiristas a experiência sensorial é a única fonte de conhecimento e aos racionalistas todo o conhecimento provém da razão humana, o materialismo dialético busca, na superação e na síntese desta contradição, as condições para a produção do conhecimento humano defendendo a unidade entre sensorial e racional e dando novos sentidos ao empírico e ao teórico, ao concreto e ao abstrato.
Ao propor a unidade entre o sensorial e o racional, não significa dizer que estes dois são diferentes estágios do conhecimento simplesmente justapostos, nem tampouco que ocorrem temporalmente separados, primeiro o sensorial depois o racional; mas que se interpenetram em todas as etapas do processo de desenvolvimento do conhecimento. Não se pode falar, no gênero humano, de um conhecimento puramente sensorial, pois:
Seja ual fo o onhecimento humano, ele é mediado pela prática antecedente, pelos resultados do pensamento das gerações anteriores, fixados nas palavras. [...] A prática19 do homem e seu pensamento introduziram mudança substancial, transformaram a experiência sensorial do homem, daí o conhecimento, independentemente da fase em que se encontre, implicar sempre, nessa ou naquela medida, momentos de processamento racional dos dados dos se tidos, az o po ue ele se p e pe sa e to. (KOPNIN, 1978, p. 151).
Uma possível separação entre sensorial e racional somente é possível no plano filogenético, quando ainda não se podia falar de conhecimento humano práxico; quando a relação animal-mundo nunca se elevava acima do conhecimento sensorial
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imediato. Historicamente o pensamento sensorial foi associado ao empírico e o pensamento racional ao teórico; porém esta não é uma associação correta uma vez que
Ta to o e pí i o o o o te i o s o níveis do movimento do pensamento. Diferem um do outro pela maneira e pelo aspecto em que neles é dado o objeto, pelo modo como é conseguido o
o teúdo si o do o he i e to ... ibidem, 1978, p.153)
O pensamento empírico apreende o objeto nas suas relações e manifestações exteriores, acessíveis por meio da contemplação viva; não deixa de ser racional no sentido apresentado anteriormente – de que no gênero humano não existe um pensamento puramente sensorial. Por outro lado, no pensamento teórico, o objeto é representado pelas relações internas, pela busca de abstrações que explicam o objeto. Isto é conseguido por meio da elaboração racional dos dados obtidos empiricamente. Enquanto o pensamento empírico tem um campo de validade bastante restrito, o pensamento teórico caminha para a universalidade de suas proposições, pois é capaz de transcender aquilo que é dado pela experiência imediata procurando produzir a verdade em toda a sua concreticidade e objetividade.
Devemos apontar ainda que:
O e pí i o e o te i o s o í eis elati a e te i depe de tes, a fronteira entre eles é até certo ponto condicional: o empírico se transforma em teórico e o contrário, o que em certa etapa da ciência se considera teórico, torna-se empiricamente acessível em outra etapa mais elevada. No entanto a separação de dois níveis diferentes tornou-se possível somente no período do pensamento científico maduro; até para a ciência antiga a divisão do conhecimento em e pí i o e te i o pe de o se tido . ibidem, 1978, p.153)
Destacar que a fronteira é até certo ponto condicional - não rígida, tem o papel de apontar que teórico e empírico não são diferentes degraus do conhecimento, como muitas vezes se apresenta, mas processos que se interpenetram em todas as etapas da produção do conhecimento, assim como o sensorial e o racional. Tomemos como exemplo a evolução dos modelos que versam acerca dos constituintes da matéria, no campo da Física de Partículas. Partículas como os elétrons, próton e nêutrons passam a ser empiricamente acessíveis20 em estágios posteriores do desenvolvimento científico. Estas pa tí ulas o s o atu al e te dete tadas , e out as pala as, o a esso empírico aos elétrons, prótons e nêutrons se dá por meio da utilização de complexos dispositivos de detecção especificamente construídos para esta finalidade, e sua construção está indubitavelmente atrelada ao conhecimento teórico, alcançado em uma etapa anterior, que versa sobre tais partículas. Abrantes e Martins (2007) desta a ue o o he i e to te i o p e he de o teúdos e pí i os, u a ez que o verdadeiro conhecimento não nos é dado pela contemplação viva ou pelo
o tato i ediato ABRANTES & MARTINS, , p.
No materialismo dialético a produção do conhecimento se dá pelo contínuo movimento de redução do concreto sensório (inicial, primitivo) ao abstrato e a posterior (não em sentido causal, nem temporal, mas dialético) ascensão ao concreto real, no qual toda a complexidade e todas as contradições se fazem presentes. O movimento de abstração não pode ser senão uma redução, pois isola elementos do concreto sensório e os transforma por meio da atividade a io al. As a st aç es o substituem a contemplação viva mas é como se as continuasse, são um novo degrau
ualitati a e te di e so o o i e to do o he i e to KOPNIN, , p. .
É neste sentido que o conhecimento não emana nem do concreto nem do abstrato, mas do movimento entre estes dois polos, da superação destas contradições pela síntese dialética. É somente assim que a realidade pode ser apreendida em suas múltiplas determinações ampliando nosso conhecimento dentro dos limites históricos de cada etapa da produção científica:
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Deste odo, o pe sa e to hu a o , pela sua atu eza, apaz de nos dar, e dá, a verdade absoluta, que se compõe da soma das verdades relativas. Cada degrau no desenvolvimento da ciência acrescenta novos grãos a esta soma da verdade absoluta, mas os limites da verdade de cada tese científica são relativos, sendo ora ala gados o a est i gidos edida ue es e o o he i e to (LÊNIN, 1982, p. 101)
A distinção entre verdade absoluta e verdades relativas somente é possível uma vez que a realidade não nos é dada diretamente, pela simples contemplação do real, mas por meio da atividade produtiva humana que está condicionada os limites históricos de cada etapa do processo de construção do conhecimento científica – os limites são, ao mesmo tempo, relativos e absolutos dadas as condições históricas de produção. O materialismo dialético não nega a existência de uma realidade objetiva porém, entende que a realidade não nos é dada diretamente – a realidade é também produzida dialeticamente pelo gênero humano. É neste sentido que entendemos a Física como uma atividade humana.