Del III. Avslutning
28. Oppsummering og konklusjon
fibrosos
Os diferentes genótipos influenciaram o peso total de ossos nas meias carcaças (tabela 25). Os animais pertencentes ao genótipo ½ Somalis x ½ Santa Inês apresentaram ossatura total mais leve, na meia carcaça. Dentre as raças paternas utilizadas, a Somalis é aquela com menor tamanho corporal; podendo assim ter influenciado no tamanho e peso dos ossos.
Não foram observados efeitos das diferentes dietas. De um modo geral, as médias aqui apresentadas estão inferiores à encontrada (1800 g) por Bueno et al. (2000), que trabalhou com ovinos da raça Suffolk, alimentados com silagem de milho e concentrado, abatidos com pesos variados (20,2 a 40,9 kg). Vale ressaltar que estes autores trabalharam com animas
especializados, com alimentação a vontade, respeitado 3,5% de seu peso vivo, sendo confinados por até 110 dias nesse manejo alimentar.
Tabela 25 - Peso dos ossos que compõe a meia carcaça de cordeiros de diferentes genótipos alimentados com diferentes dietas
Genótipos¹ Dietas²
DSI TSI SSI SI BC FA CS PC
1665,9a 1672,7a 1452,0b 1810,4a 1685,70 1572,5 1704,20 1638,7 ¹ = DSI = ½ Dorper x ½ Santa Inês; TSI = ½ Texel x ½ Santa Inês; SSI = ½ Somalis x ½ Santa Inês; SI = Santa Inês. ² = BC = Bagaço de cana; FA = feno de alfafa; CS = casca de soja; PC = polpa cítrica. Médias seguidas de letras distintas diferem entre si, pelo teste SNK (P<0,05). C.V. = 11,79%.
Observou-se interação dos fatores avaliados (genótipos e dietas) sobre o rendimento de ossos em função do peso vivo (tabela 26). Os animais ½ Texel x ½ Santa Inês apresentaram maior rendimento ósseo ao serem comparados aos animais ½ Somalis x ½ Santa Inês; sendo todos alimentados com a dieta baseada em feno de alfafa como fonte fibrosa. Esse resultado sugere que os mestiços Somalis, abatidos aos 35 kg apresentam maturidade fisiológica mais precoce e consequente queda de rendimento ósseo.
Tabela 26 - Rendimento de ossos em função do peso vivo (PV) de cordeiros de diferentes genótipos alimentados com dietas com distintas fontes de fibra
Genótipos ¹
Dietas ² DSI TSI SSI SI
BC 4,41Aa 4,84Aa 3,84Ab 4,80Aab
FA 4,32Aba 4,72Aa 3,63Bb 4,39ABb
CS 4,39Ba 4,71Ba 4,07Bb 5,54Aa
PC 4,65Aa 4,23Aa 5,10Aa 4,81Aab
¹ = DSI = ½ Dorper x ½ Santa Inês; TSI = ½ Texel x ½ Santa Inês; SSI = ½ Somalis x ½ Santa Inês; SI = Santa Inês. ² = BC = Bagaço de cana; FA = feno de alfafa; CS = casca de soja; PC = polpa cítrica. Médias seguidas de letras distintas diferem entre si, maiúsculas na horizontal e minúsculas na vertical, pelo teste SNK (P<0,05). C.V.(%) = 9,43.
Efeito contrário observou-se nos animais do genótipo Santa Inês alimentados com casca de soja, cuja média de rendimento ósseo superou os demais genótipos. Esse resultado sugere que o genótipo Santa Inês, alimentado com casca de soja como fonte fibrosa, apresenta atraso no crescimento de tecidos moles comestíveis.
Em conseqüência da ossatura mais leve e do crescimento dos demais tecidos, o genótipo ½ Somalis x ½ Santa Inês teve o menor rendimento ósseo em função do peso de corpo vazio comparado aos demais genótipos (tabela 27). Tal análise se faz interessante uma vez que o componente visceral do animal, em algumas regiões, representa também fonte proteica na alimentação humana.
Tabela 27 - Rendimento de ossos em função do peso de corpo vazio (PCVZ) de cordeiros de diferentes genótipos alimentados com dietas com diferentes fontes de fibra
Cruzamentos¹ Dietas²
DSI TSI SSI SI BC FA CS PC
5,15a 5,40a 4,75b 5,54a 5,16 4,91 5,28 5,48
¹ = DSI = ½ Dorper x ½ Santa Inês; TSI = ½ Texel x ½ Santa Inês; SSI = ½ Somalis x ½ Santa Inês; SI = Santa Inês. ² = BC = Bagaço de cana; FA = feno de alfafa; CS = casca de soja; PC = polpa cítrica. Para o mesmo fator estudado, médias seguidas de letras distintas diferem entre si, pelo teste SNK (P<0,05). CV = 8,63%
Houve interação entre genótipos e dietas sobre o rendimento de ossos em função do peso de carcaça fria (tabela 28). Os animais ½ Somalis x ½ Santa Inês alimentados com a dieta que continha polpa cítrica como fonte fibrosa, apresentaram rendimento ósseo superior àqueles de mesmo genótipo, mas ingerindo dietas diferentes, contendo outras fontes fibrosas; sugerindo então, que a dieta baseada em polpa cítrica retarda o crescimento muscular e adiposo, resultado no maior percentual de ossos dentro do peso de carcaça fria. Efeito similar foi observado com os animais pertencentes ao genótipo Santa Inês, quando alimentados com casca de soja, em comparação ao feno de alfafa. Uma vez que propôs-se trabalhar com rações isonitrogenadas, isoenergéticas e isofibrosas (FDA), a ração contendo polpa cítrica teve maior inclusão da fonte fibrosa testada que as demais, o que pode estar refletindo nessa resposta. Porém, com as respostas obtidas com a presença da casca de soja nas rações, é possível que tal comportamento seja atribuído ao tipo de fibra que esses alimentos, não forrageiros, estão disponibilizando para o metabolismo da microflora e conseqüentemente para os ruminantes em questão. Segundo o programa SRNS de avaliação de rações para pequenos ruminantes (Cannas et al, 2004), as fontes fibrosas não forrageiras aqui utilizadas tem a porção de carboidratos (fibras) com semelhantes taxas fracionais de degradação, segundo o modelo empregado pelo programa para simular e/ou avaliar dietas para pequenos ruminantes; de mesmo modo, aponta o feno de alfafa, mesmo moído finamente, como aqui usado, como possuindo taxas fracionais de degradação distintamente menores que esses outros alimentos citados. Mesmo não trazendo referência quanto ao bagaço de cana, fica claro que as fontes fibrosas não forrageiras possuem melhor degradação ruminal, visto que, para as todas as fontes de fibra que se utilizou nesse ensaio, teriam digestão intestinal dos carboidratos com intensidades muito próximas. Disso, é possível depreender que o arranjo bem como a composição fibrosa dos alimentos testes empregados nas rações tiveram efeito nas respostas acima, devendo-se considerar também, que exceto para a polpa cítrica, que teve a inclusão de 34,95% na MS das rações, os demais alimentos oscilaram entre 10 e 18%.
Tabela 28 - Rendimento de ossos em função do peso de carcaça fria (PCF) de cordeiros de diferentes genótipos alimentados com dietas com distintas fontes de fibra
Genótipos¹
Dietas² DSI TSI SSI SI
BC 9,22Aba 10,13ABa 8,84Bb 10,88Aab
FA 9,19Aba 10,70Aa 7,80Bb 9,57ABb
CS 9,64Aba 9,72Ba 8,76Bb 11,53Aa
PC 10,03Aa 9,42Aa 10,54Aa 10,36Aab
¹ = DSI = ½ Dorper x ½ Santa Inês; TSI = ½ Texel x ½ Santa Inês; SSI = ½ Somalis x ½ Santa Inês; SI = Santa Inês. ² = BC = Bagaço de cana; FA = feno de alfafa; CS = casca de soja; PC = polpa cítrica. Médias seguidas de letras distintas diferem entre si, maiúsculas na horizontal e minúsculas na vertical, pelo teste SNK (P<0,05). C.V.(%) = 7,82.
O rendimento de ossos em função do peso da meia carcaça (tabela 29), também apresentou efeito de interação dos tratamentos (genótipos e dietas); sendo que os animais pertencentes ao genótipo ½ Somalis x ½ Santa Inês que se alimentaram da dieta polpa cítrica (PC), obtiveram maiores rendimentos de ossos na meia carcaça àqueles alimentados com as demais dietas, sugerindo um retardo no crescimento dos demais tecidos.
Tabela 29 - Rendimento de ossos em função do peso de meia carcaça (CAR) de cordeiros de diferentes genótipos alimentados com dietas com distintas fontes de fibra
Genótipos¹
Dietas² DSI TSI SSI SI
BC 17,73Bb 19,57ABa 17,41Bb 20,85Aa
FA 17,98Bab 20,79Aa 15,60Cb 18,47Ba
CS 18,64Aab 18,93Aa 16,36Bb 20,84Aa
PC 19,90Aa 17,89Aa 19,75Aa 19,53Aa
¹ = DSI = ½ Dorper x ½ Santa Inês; TSI = ½ Texel x ½ Santa Inês; SSI = ½ Somalis x ½ Santa Inês; SI = Santa Inês. ² = BC = Bagaço de cana; FA = feno de alfafa; CS = casca de soja; PC = polpa cítrica. Médias seguidas de letras distintas diferem entre si, maiúsculas na horizontal e minúsculas na vertical, pelo teste SNK (P<0,05). C.V.(%) = 6,06
Isso pode ter acontecido devido à menor inclusão de milho nessa dieta, quando comparada às demais. O amido proveniente do milho é fermentado no rúmen em proprionato, sendo este absorvido e metabolizado em glicose no fígado (Rodrigues et al., 2008). Portanto, essa dieta (PC) pode ter disponibilizado menor aporte de glicose para a deposição muscular, elevando assim o rendimento ósseo. Os animais pertencentes ao genótipo Santa Inês, alimentados com bagaço de cana como fonte fibrosa obtiveram média superior de rendimento ósseo em função da meia carcaça, quando comparados aos genótipos ½ Dorper x ½ Santa Inês e ½ Somalis x ½ Santa Inês. Sugere-se então que os animais Santa Inês possuem a tendência de menor formação de músculos e gorduras na carcaça ao serem alimentados com essa dieta.
É válido ressaltar que a ossatura cresce em proporções distintas nas diferentes regiões do corpo do animal (Pinheiro, et al. 2007); e para avaliar este efeitos, um estudo mais detalhado será discutido no decorrer desta.
4.2.2. Presença de gordura nas meias carcaças dos cordeiros de vários genótipos