05 Behov for formalisering og forankring av over ordnet ansvar for sam virke
5.3 Oppsummering av kapittel 2 til 5 – frem tidig behov for samvirke
Em relação ao acolhimento na Instituição, considero que fui muito bem acolhida durante estes dois momentos do meu Projeto de Intervenção, pelos adultos que nela estão inseridos. A minha permanência na Instituição durante este longo período, ajudou a conhecer maior parte da equipa constituinte da instituição, resultando na cooperação do meu processo de formação.
No que diz respeito à sala onde realizei o meu Projeto de Intervenção, tanto por parte da Educadora como por parte da Auxiliar de Ação Educativa, senti que fui muito bem recebida e integrada, estas mostraram-se sempre disponíveis para esclarecer as minhas dúvidas e ofereceram-se para me ajudar em tudo o que necessitasse durante esta jornada. Estes adultos cooperantes, acabaram por ser um modelo positivo e de referência, sendo que a sua prática mostrou ser muito eficaz e assertiva, digo isto pois era notável nas relações entre crianças e adultos, o carinho, a segurança e o respeito.
Em relação ao grupo com que realizei o Projeto de intervenção, o facto de acompanhar a sua transição da creche para o jardim-de-infância, possibilitou uma melhor visão da sua evolução e crescimento, ajudando também a criar laços muitos fortes com estas crianças. O facto de entrarem novos elementos para este grupo em contexto de JI, tornou o desafio ainda mais motivante e enriquecedor, uma vez que estes tiveram de se adaptar não só a novas rotinas como também foi lhes apresentado este Projeto com que o grupo inicial estava já familiarizado.
Era questionada várias vezes acerca do que fazia para além desta intervenção, o grupo achava muito interessante o facto de os estudos ainda fazerem parte do meu percurso, pois para eles já era uma professora que lhes proporcionava muitos momentos de aprendizagem. Senti ainda um grande conforto e empatia com os pais das crianças, pois estes reconheciam o meu empenho e dedicação a este projeto e felicitavam pelo mesmo. Foi gratificante a partilha de momentos com a família do grupo, da sua evolução em relação ao tema trabalhado, pois esta acabou por ser também um fator complementar neste processo.
As atividades pedagógicas realizadas, foram de encontro às necessidades do grupo, sendo que com a ajuda da Educadora cooperante e o Professor Orientador, foi mais fácil perceber como trabalhar este tema de forma a ser significativo para este grupo e como adaptar o mesmo na sua transição.
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O facto de trabalhar os movimentos fundamentais e as habilidades motoras tornou o projeto muito mais rico, pois são habilidades que devem ser exploradas nestas primeiras idades, onde as crianças demonstram muito gosto pela educação motora e muitas das vezes sentem receio na realização de novos movimentos.
No início do Projeto, deparei-me com vários comentários por parte das crianças, como, “Rita eu não consigo fazer isso”, e foi aí que percebi realmente a importância de desenvolver estas competências motoras nestas idades. De forma a contornar estas dificuldades e inseguranças do grupo, comecei pela motivação e demonstração que todos somos capazes, que o importante não é fazer com perfeição, mas tentar, e ao longo do tempo e conforme a nossa experiência podemos sempre melhorar e aperfeiçoar.
Em cada atividade do Projeto de Intervenção, pensei num momento em que o grupo pudesse executar movimentos e ações, permitindo assim desenvolver as suas habilidades de forma expressiva e em grupo, o que acaba por ser mais motivante e menos inibidor para estas crianças que se sentem expostas quando lhes é pedido que façam algo sozinhos, o facto de estes jogos e danças serem realizadas em grupo, acabam por dar autoconfiança a cada um deles.
Senti uma enorme evolução por parte do grupo ao longo da minha intervenção, a nível cognitivo, a nível emocional e a nível motor, sendo que estes eram os que mais estavam ligados ao meu projeto de intervenção.
Para finalizar, considero que o tema do meu Projeto foi muito bem escolhido, trouxe momentos de aprendizagem ativa e significativa para este grupo, permitiu que estas crianças adquirissem conhecimentos e curiosidades a cada passo, permitindo uma evolução constante.
QUARTA PARTE – CONCLUSÕES, LIMITAÇÕES E RECOMENDAÇÕES
Após esta análise, descrição e reflexão acerco do meu percurso, Intervenção Pedagógica, retirei diversas aprendizagens sobre a importância de ser educador, enquanto agente ativo na primeira etapa da vida das crianças.
A minha experiência na Instituição, com o grupo de crianças dos 3 anos, com a Educadora e a Auxiliar de Ação Educativa, proporcionou-me diversas oportunidades e experiências, permitindo adquirir aprendizagens muito relevantes para o meu futuro profissional.
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Ao longo do meu percurso académico, com o acompanhamento de todos os professores nas unidades curriculares, fui obtendo conhecimentos e informações também para a minha formação contínua, o que mais tarde irá ajudar e suportar a minha prática na área do ensino.
Foi crucial entender que ao planear atividades pedagógicas devemos ter em conta a intencionalidade educativa das mesmas, e, consequentemente, as aprendizagens que queremos que as crianças adquiram com a realização dessas intervenções. É importante tomar uma posição colaborativa com toda a comunidade docente, partilhando e recebendo toda a informação que possa ser relevante para o desenvolvimento integral da criança.
Neste sentido, o Ministério de Educação, no projeto “Qualidade e Projeto na Educação Pré-Escolar” (1998), diz-nos que “Uma das influências indiretas potenciais sobre a qualidade de um programa é a natureza das relações entre os educadores e a instituição perante a qual são responsáveis.” (p.29).
No decorrer da implementação das atividades do meu projeto tentei sempre preparar estes momentos de acordo com o interesse das crianças, para que estas se divertissem e mostrassem vontade para realizar o que era planeado.
Baseando-me no projeto de cada criança, presente em “Qualidade e Projeto na Educação Pré- Escolar” (1998), em que nos diz que “Cada criança, como sujeito do processo educativo, vai implicitamente desenvolvendo um projeto que tem como referência o seu desejo de crescer e aprender. Este projeto é influenciado pelo meio em que vive, cabendo à escola partir dos interesses e saberes de cada criança para os ampliar e diversificar, despertando novos interesses e fomentando a curiosidade e desejo de aprender.” (p.102).
Um educador deve assumir um perfil ativo, atento, de forma a que consiga corresponder às necessidades, interesses e capacidades do grupo de crianças com que trabalha, este deve conhecer as particularidades de cada criança respeitando as suas individualidades, para que assim todos os objetivos sejam alcançados e que os mesmos contribuam para que a criança consiga obter aprendizagens significativas.
O Ministério da Educação, neste projeto referido anteriormente, também afirma que “cada educador tem um projeto profissional próprio que se baseia nos seus valores e conceções educativas e se traduz nas estratégias e práticas que utiliza. Este projeto vai evoluindo com a experiência adquirida ao longo do percurso profissional do educador e concretiza-se, em cada ano, no plano de ação que se propõe desenvolver com um determinado grupo de crianças.” (p.102).
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A reflexão constante ao longo deste processo de implementação do projeto, mostrou-se decisiva, uma vez que proporciona uma grande ponderação e consideração na realização de todas as atividades pedagógicas, levando estes momentos a serem mais ricos e proveitosos.
Considero que na realização das diferentes atividades ocorreram aspetos positivos e aspetos negativos, relativamente à organização e planeamento dos vários momentos e execução da atividade em si.
O grupo colaborou para o sucesso das intervenções, pois mostrou-se sempre atento e participativo, mostrando grande interesse nas atividades e materiais escolhidos.
Um aspeto negativo que encontrei durante a implementação do PI, está diretamente relacionado com a gestão do tempo, uma vez que me deparei em algumas atividades que o tempo determinado na planificação não era suficiente para a conclusão dos momentos propostos, assim, nestes casos, optei por dividir as atividades e realizar em diferentes dias semanais, proporcionando ao grupo mais tempo para que a realização destas.
Mesmo nestes momentos de adaptação de diferentes fases da atividade a diferentes dias semanais, senti que os objetivos que seriam esperados de alcançar, foram conquistados, pois a organização e sequência dos vários momentos não foi quebrada e tudo o que havia estipulado e planeado foi cumprido.
Considero que esta experiência me irá ajudar a desenvolver as melhores qualidades e competências no papel de Educadora, tentando oferecer da melhor forma resposta às solicitações da profissão. Não menos importante, de focar que a minha presença e intervenção neste grupo, contribuiu para o desenvolvimento destas crianças, não só através da implementação do projeto, mas também em todos os momentos que solicitaram a minha ajuda, num simples gesto de carinho, ou até mesmo de ajuda no processo de socialização com os colegas.
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