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Hvorfor er erfarings læring spesielt relevant for beredskapsfeltet?

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04 Behov for erfaringslæring

4.3 Hvorfor er erfarings læring spesielt relevant for beredskapsfeltet?

No que diz respeito à avaliação, esta prendeu-se através de registos e observações, acompanhados da fotografia, em relação às diversas atividades, abrangendo ideias/classificações atribuídas a cada um dos momentos das diferentes atividades. Assim, através da aprendizagem ativa, foram realizados registos de ações, classificações, pensamentos e ideias das crianças ao longo deste Projeto, permitindo refletir sobre a prática desenvolvida.

Através destes registos, foi possível recolher informação por parte de cada criança, alcançando a resposta sobre a aprendizagem das mesmas, tornando possível obter o conhecimento do que foi apreendido em cada uma das intervenções. Deste modo, foi possível refletir e melhorar em cada uma das atividades seguintes, assim como ao longo de todo o PI, indo de encontro às necessidades do grupo, proporcionado uma aprendizagem significativa e contínua. No início do Projeto de Intervenção, em ambas as valências, foi realizado o mesmo método de registo de Avaliação, através de dúvidas e questões colocadas pelo grupo, que foram registadas em cartazes, acerca do tema apresentado inicialmente, os Cinco Sentidos. Estes foram de seguida, colocados na sala, no painel de atividades do grupo, oferecendo a possibilidade, de sempre que necessário, consultar os mesmos para relembrar ao grupo as suas questões iniciais relativas ao tema de PI.

De seguida, apresento alguns dos momentos de registo de avaliação durante a implementação do Projeto desenvolvido.

Avaliação registada em cartazes, em contexto de Jardim-de-Infância:

Primeiramente foi colocada a questão ao grupo, “O que já sabemos?”. Ordenadamente, cada criança teve a possibilidade de relatar o que já sabia acerca da temática, sendo que obtive os seguintes registos:

D: “temos os ouvidos”.

Figura 12 - Observar e comentar o que foi encontrado no exterior Figura 11 - Ida ao exterior para

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B: “o nariz”.

A: “temos os olhos também”. B: “os olhos são para ver”. L: “os ouvidos para ouvir”.

G: “a boca e os dentes para comer”. L: “a língua é para sentir o sabor”. D: “o rebuçado é doce.”

D: “a mão serve para agarrar”.

B: “se não respirarmos pelo nariz podemos morrer”. L: “e as pernas servem para correr”.

Assim que o grupo terminou de apresentar os seus conhecimentos acerca da temática, coloquei uma nova questão, “O que queremos saber?”, acerca desta registei as seguintes respostas:

D: “Porque não podemos pôr as mãos nos olhos?”. D: “Porque temos de lavar as mãos?”.

J: “Porque temos de lavar os dentes?”. B: “Porque bebemos água?”.

D: “Para que servem as pernas e os pés?”. L: “Para que serve o coração?”.

L: “E para que serve o nariz?”.

Figura 11 - Cartaz com a questão “O que já sabemos?”

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Através deste registo acabei por fazer alterações no tema do projeto, sendo que já não iria abordar apenas os cinco sentidos, passando a responder à necessidade do grupo e a aglomerar o corpo humano e os cinco sentidos, como tema do meu Projeto de Intervenção. A adaptação do meu projeto às respostas das crianças com que trabalhei, ocorreu sempre devido aos registos e ao facto de ouvir as questões e dúvidas do grupo.

Para dar seguimento a este registo, foi colocada uma nova questão “Como vamos descobrir?”, dando oportunidade ao grupo de escolher e perceber como poderíamos encontrar respostas para as suas dúvidas. Obtendo as seguintes respostas por parte do grupo:

L: “Perguntar ao pai e à mãe”. L: “Ver nos livros”.

B: “Descobrir coisas no computador”. C: “Nos jogos”.

D: “Perguntar à “X”, à “Y” e à Rita”. (N.C. – 05-11-2019)

Figura 12 - Cartaz com a questão “O que queremos saber?”

Figura 13 - Cartaz com a questão “Como vamos descobrir?”

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De modo a finalizar o Projeto de Intervenção e este método de registo de avaliação, numa das últimas intervenções realizei ainda o registo no último cartaz, sendo que a questão colocada foi “O que aprendemos?”. A esta questão, foi proposta a resposta às perguntas iniciais do grupo em contexto de JI, acerca do que queriam saber, obtendo as seguintes explicações por parte do grupo:

➢ Não devemos pôr as mãos nos olhos porque: L.L.: “as mãos estão sujas”.

A: “para não magoar os olhos”. J: “porque ficam vermelhos”.

M: “ficam com os micróbios das mãos”. ➢ Temos de lavar as mãos porque: B: “para pôr as mãos nos alimentos”. M: “para ficarem limpinhas”.

➢ Lavamos os dentes porque: M: “para não ficarem podres”. B: “porque depois caem”. L: “ganham cáries”.

B: “se não lavar, ficam os açúcares”. ➢ Para que serve o coração: L.M.: “atira o sangue”.

B: “manda o sangue para o corpo todo”. A: “porque faz tum-tum”.

(N.C. – 29-01-2019)

Após este momento verifiquei que realmente o grupo, maioritariamente, sabia responder às questões iniciais acerca do tema a explorar.

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Este método de registos de avaliação, permitiu-me adaptar o que tinha já pensado para o meu Projeto, de encontro às necessidades e expectativas do grupo, sendo que o meu objetivo era responder às suas dúvidas e carências neste tema e proporcionar momentos de aprendizagem significativa.

Ao longo do Projeto de Intervenção, fui tendo a oportunidade de constatar que o tema estaria a ser uma motivação para o grupo, através do feedback dos pais e da Educadora cooperante. Um outro aspeto que realmente demonstrava o envolvimento por parte dos pais do grupo, era o facto de as crianças levarem consigo para a instituição livros sobre o tema.

Numa dessas situações em particular, uma das crianças trouxe um livro, adquirido pela mãe, acerca do corpo humano e os sentidos. Este livro foi emprestado à sala de trabalho, para uma exploração e partilha com todo o grupo, sendo que eu mesma apresentei a história e expliquei a importância de trabalhar este tema. Através de momentos como este, consegui perceber que o tema abordado no PI, era não só entusiasmante na instituição assim como em casa, pois era notável o esforço e a cooperação da família das crianças, quando estas vinham com novas dúvidas ou respostas acerca do corpo humano e dos cinco sentidos.

Em contexto de creche, recorremos também a registos de avaliação através de tabelas, sendo que foi registada a reação das crianças em relação ao sentido do paladar, assim que provaram vários alimentos e especiarias, este método permitia às crianças observarem a imagem

Figura 14 - Cartaz com a questão “O que aprendemos?”

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do alimento e a sua reação ao provar diferentes sabores, através do desenho de “caras felizes” ou “caras tristes”.

Em ambos os contextos, alguns dos registos de avaliação, foram afixados na sala desde o início da implementação do Projeto de Intervenção, permitindo assim, recorrer à sua leitura ou observação sempre que era necessário relembrar o grupo, acerca do que iriamos trabalhar, baseado nas suas expectativas e interesses.

O painel de trabalhos do grupo, continha registos de avaliação, e também, os trabalhos que os mesmos realizaram ao longo do PI, de modo a que também os pais pudessem ter acesso à exploração do tema abordado durante a minha intervenção, nos momentos de acolhimento e despedida das crianças.

Figura 15 - Registo de reações no cartaz

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