A. Introduksjon, hovedfunn og sammenfattende drøfting
2. Hovedfunn og sammenfattende drøfting
2.4 Oppsummering
Os sofistas eram professores viajantes que por determinado preço vendiam ensinamentos práticos do conhecimento. Levando em consideração os interesses dos alunos, davam aulas de eloquência e sagacidade mental. Ensinavam conhecimentos úteis para o sucesso dos negócios públicos e privados.
Os sofistas se preocuparam com o homem e com o seu modo de viver no mundo. Intentavam entender um ser que sente, deseja e pensa, e cuja existência oferta questões de inteligência e de moralidade e, por essa razão, estudaram a subjetividade. E, se, como a maioria dos historiadores da filosofia pensa, filosofaram para justificar sua arte oratória – os sofistas possibilitaram, ainda, o desenvolvimento a toda filosofia platônica em seu intento de fundamentar o saber para desalojar a relativização sofística. A transição do estudo do cosmo e do homem em seu interior para o homem como objeto de estudo significa a contribuição mais efetiva desses filósofos de transição.46
44Idem, ibidem, p. 69.
45Idem, ibidem, p. 68: “Ele (Pitágoras) teria dito que aos jogos olímpicos comparecem três tipos de
homens: os que vão para comerciar e ganhar a expensas de outros; os atletas, que vão para competir e exibir suas qualidades ao público; e os que vão para contemplar os torneios e avaliá-los. Assim também existem três tipos de almas: as cúpidas, presas às paixões; as mundanas, presas às vaidades da fama e da glória; e as sábias, voltadas para a contemplação”.
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PUGLIESI, Marcio. Filosofia geral e do direito – Uma abordagem contemporânea. Tese de Doutoramento em Filosofia pela PUCSP, 2009, p. 37.
As lições sofísticas tinham por objetivo o desenvolvimento do poder de argumentação retórica, e do conhecimento de outras doutrinas. Eles transmitiam um conjunto de raciocínios e concepções, que seriam utilizados na arte de convencer as pessoas.
Segundo essas concepções, não haveria uma verdade absoluta. Tudo seria relativo ao homem, ao momento e a um conjunto de fatores e circunstâncias. Os sofistas não tinham como objetivo a verdade, pois estas, segundo eles, podem ser instáveis e relativas. Daí se justifica a visão sofista de que a justiça não poderia ser plena, pois ao sustentarem que o ser humano não estava apto a alcançar a verdade, fizeram inferir que as instituições político-jurídicas da pólis grega também não o poderiam fazer, o que reflete a impossibilidade de se praticar plenamente a justiça. Essa relativização da justiça ocasionaria certo desprezo às leis.
A ideia de podermos relativizar as verdades poderia abalar a filosofia de Sócrates e de Platão, e por conta disso, eles consideravam os sofistas como seus inimigos, alcunhando-os de “demagogos que usavam falsos argumentos”. Em contrapartida os sofistas muito estudavam e buscavam acumular o máximo de conhecimento, em especial sobre a linguagem.47
Com isso, devemos observar que os sofistas podem ser estudados sob uma ótica positiva. Podem ser classificados em duas gerações.
A primeira geração de sofistas é formada por aqueles conhecidos como negativos no que tange ao conhecimento e à crença nos deuses, mas são positivos no que se refere à moral e ao Estado. Destacamos Protágoras e Górgias como os sofistas dessa geração; e, também, Hípias como pensador da transição dessa geração.
Protágoras de Abdera (480-410 a.C.), filho de Neandrios, o qual afirmava como tese principal que o “homem é a medida de todas as coisas”,48 ou seja, defendia a ideia de que as coisas são relativas para cada um, volvendo, assim, os olhares do cosmo para o homem. Para Protágoras, não podemos nos prender a
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CHAUÍ, Marilena. Op. cit., p. 161: “Embora não tivesse o sentido pejorativo que veio a adquirir posteriormente, a palavra sofista tinha um sentido ambíguo, conotando aquela pessoa cuja habilidade extrema provocava uma mescla de admiração, temor e desconfiança. Exatamente por isso os inimigos, aproveitando-se dessa ambiguidade, chamarão os sofistas de charlatães e mentirosos”.
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Ideia contraposta pelo ateniense nas Leis em 716c-d ao afirmar que a divindade é a medida de todas as coisas.
verdades absolutas, pois elas não existem. Além disso, escreveu sobre o uso adequado das palavras e fez progredir a gramática; atribuiu à arte de falar o poder de tornar vitoriosas as causas.49
Já Górgias de Leontini (485-375 a.C.) foi um grande estudioso e teórico, por assim dizer, da linguagem e da retórica. Ensinou a arte da retórica na Sicilia e em Atenas. É possível encontrar Górgias no diálogo socrático que leva sua alcunha; nesta obra ao discutir sobre o que é ou não é natureza extrai as seguintes conclusões: i) nada existe; ii) se existisse, não seria conhecido; iii) se fosse conhecido, não poderia ser comunicado.
Hípias de Élide (527 e 510 a.C) era filho de Diopites e pode ser considerado um sofista de transição da primeira para a segunda geração. Coloca a questão da distinção do direito natural das leis positivas, tal questão é bem debatida na Antígona de Sófocles.
A segunda geração dos sofistas destaca-se pelas mudanças circunstanciais na Grécia, sendo que a moral, o direito e o Estado emanam do jogo dos egoísmos individuais, da mesma maneira que a ordem do cosmo se deduz do jogo dos átomos na escola atomista. Eurípedes é o poeta que representa essa época. Direito Natural, política e retórica também são pontos de toque desta geração. Destacamos Cálicles, Trasímaco e Crítias.
Cálicles é um personagem encontrado na obra Górgias que tem até sua existência questionada. Defende o direito natural do homem de se libertar das leis escritas e de se impor como senhor, segundo o direito da natureza. Trasímaco da Calcedônia é encontrado no Livro I da República Platônica.50 Apresenta para Sócrates um sistema ético-político que será apresentado no desenvolvimento sobre o que é justo. Crítias foi um dos trinta tiranos e tio de Platão; dá explicação para a crença nos deuses como invenção de um político sagaz.
Com isso não podemos descartar ou banalizar o pensamento sofista, uma vez que há nele uma grande importância para a própria construção do pensamento filosófico, na medida em que são os sofistas que contribuem para que os diálogos de
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Desenvolveremos no capítulo IV o diálogo entre Sócrates e Protágoras escrito por Platão.
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Sócrates, escritos por Platão, prosperem, além do que a democracia ateniense é desenhada por muitos argumentos trazidos pelos sofistas.