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2 Teoretisk utgangspunkt

2.3 Oppsummering av teori

PESSOAS NO TRABALHO

Neste capítulo procuraremos sintetizar os resultados obtidos através das

pesquisas de campo e documental realizadas no período de outubro de

1996

a junho de

1997,

em cinco empresas sediadas na cidade do Rio de Janeiro, com o intuito, dentre outras

coisas, de:

- verificar se os indivíduos, nas suas formas de interação no ambiente de acabam por potencializar ou minimizar a cooperação ou a competição;trabalho,

- verificar se as políticas, diretrizes e normas, vinculadas

à

administração das

pessoas contribuem para estimular ou desestimular a competição ou a cooperação, entre os indivíduos, nessas organizações; e,

- conhecer as opiniões dos gerentes e demais empregados com respeito

à

cooperação e

à

competição, entre os indivíduos, e seus efeitos sobre a

produtividade empresarial.

Antes de iniciarmos a apresentação dos resultados da pesquisa de campo, consideramos oportuno tecer algumas considerações iniciais relativas ao universo e amostra selecionada, aos sujeitos participantes e as metodologias adotadas.

Compuseram a nossa amostra as seguintes empresas:

.Companhia Vale do Rio Doce e Vale do Rio Doce Alumínio S. A;

.Multiplan Planejamento Participações e Administração Ltda e Rede Nacional de

Shopping Centers Ltda;

. Caemi Mineração e Metalurgia S. A. ;

.Petróleo Brasileiro S.A. ; e,

.Petróleo Ipiranga S.A ..

Com relação aos sujeitos da pesquisa, esta contou com a participação de 185

pessoas, dentre as quais 50 gerentes, 8 supervisores e 1 27 executantes, todos lotados nas

sedes

das

empresas anteriormente referidas. Já no que se refere às metodologias adotadas na

pesquisa de campo, vale mencionar que as mesmas contemplaram a realização de entrevistas

semi-e$truturadas com 23 gerentes e a aplicação de questionários aos demais sujeitos, tendo

sido respondidos um total de 162.

Neste ponto, cabe ressaltar que, na determinação do número de sujeitos que

foram entrevistados, não nos baseamos em critérios probabilísticos. Em função das nossas

limitações de tempo e de custos, optamos por uma amostra não probabilística por tipicidade,

conforme a classificação de Gil ( 1994), assumindo, portanto, que as pessoas incluídas

intencionalmente representarão de forma adequada a categoria gerencial.

Quanto à determinação do número de sujeitos a serem submetidos aos

questionários, nos baseamos em Gil (1 987), assumindo uma amplitude da população

superior a 20 mil, uma margem de erro em torno de 1 0% e uma amostra com amplitude

superior a 1 00. Nestas condições, obtivemos uma amostra probabilística aleatória simples,

com um nível de confiança de 95,5%.

Para efeito neste trabalho, convencionaremos que os sujeitos submetidos

às

entrevistas serão, doravante, referidos como entrevistados e, aqueles submetidos aos

questionários serão doravante referidos como respondentes.

No que conceme aos resultados da pesquisa, estabeleceremos que serão

apresentados no texto principal somente aqueles que, segundo o nosso entendimento, devam

receber um maior destaque neste trabalho, ao passo que, os demais serão contemplados em

notas de rodapé.

Uma vez feitas essas considerações iruciais, passemos à exposição dos resultados

obtidos a partir da pesquisa de campo.

Com respeito ao tempo de vinculação às suas atuais empresas, a grande maioria

dos entrevistados, totalizando 19 pessoas, nelas trabalham a mais de 5 anos, encontrando-se

em situação similar 69% dos respondentes63 . Quanto ao grau de instrução, no grupo de

respondentes cerca de 76% possuem grau universitário e 22% o segundo grau64 . Já no que

conceme a faixa etária, cerca de 75% dos respondentes têm mais de 30 anos e 14% deste

grupo têm mais de 2 1 e menos de 30 anos65 .

63 Com relação ao tempo de vinculação às empresas, 1 entrevistado têm menos de 1 ano; 3 têm entre 1 e 5

anos; 6 entre 5 e 10 anos e 1 3 mais de 10 anos. Já com relação aos respondentes: 12,4% têm menos de 1

ano; 18,5% entre 1 e 5 anos; 17,9% entre 5 e 10 anos e 5 1 ,2% mais de 10 anos.

64 Nesta questão, 1% têm grau de instrução primária e 1% abstiveram-se.

65 Nesta questão, 1 1, 1% têm até 2 1 anos; 14,2 %, mais de 2 1 e menos de 30 anos; 38,3% ,de 30 a 40 anos e

A

grande maioria dos entrevistados, totalizando

2 1 ,

percebem a competição como uma coisa natural66 . Este grupo sustenta a sua posição baseado em pelo menos uma das seguintes premissas:

- a competição vem do instinto animal;

-o ser humano tem a necessidade de competir, conquistar novos horizontes, superar obstáculos;

-para viver você tem que competir;

-as pessoas se aprimoram e evoluem através da competição;

-o espírito da competição incorpora-se

à

pessoa já na inf'ancia;

-competir é saudável, é natural;

-através da luta pela vitória as pessoas acabam evoluindo; -a competição ajuda a identificar os mais evoluidos; - a ascensão profissional é pura competição;

-a competição existe desde os homens das cavernas; - competir é próprio do ser humano e dos animais;

-a competição decorre da vontade do homem ser o melhor; e, -a competição promove a quebra de barreiras, a evolução.

A

maioria dos entrevistados, num total de

14,

admite a existência de alguma

relação entre as atitudes de cooperação e de competição das pessoas e as crenças e valores, gerados a partir dos processos culturais desenvolvidos na sociedade ocidental61 .

66 Dois entrevistados informaram que não acreditam que a competição seja natural, porém não apresentaram

quaisquer argumentos para justificar essa sua posição.

67 Três entrevistados não identificaram nenhuma relação entre as atitudes de cooperação e as crenças e

valores presentes na sociedade ocidental; 2 relacionaram as atitudes de competição à influência da cultura

com relação aos respondentes, quando solicitados a indicar as alternativas que

mais se aproximam da sua forma de pensar com respeito a cooperação e a competição,

5 1 %

assinalaram que o senso de competição/cooperação das pessoas é resultante do meio

cultural no qual elas se inserem;

24%,

que a competição foi intensificada na nossa sociedade

ocidental;

13%,

que através da competição as pessoas se aprimoram e evoluem;

40%,

que

através da cooperação as pessoas se aprimoram e evoluem e,

1 5%,

que o senso de

competição/cooperação é inerente às pessoas e, em vista disto, independe das crenças e valores produzidos pelas diferentes culturas68 .

Fora do seu ambiente de trabalho,

14

entrevistados e

86%

dos respondentes

informaram que agem como pessoas cooperativas, enquanto

6

dos entrevistados e,

7%

dos

respondentes revelaram que comportam-se competitivamente69 .

Segundo as suas observações do cotidiano, no grupo dos entrevistados,

9

constataram que o senso da competição é estimulado tanto nas famílias, quanto nas

escolas;

7

vêem a cooperação ser estimulada nestes mesmos ambientes; e,

2

percebem que a

cooperação é estimulada nas famílias, enquanto a competição é estimulada nas escolas 70 .

Com relação a essa mesma questão,

60%

dos respondentes sustentam que as

famílias estimulam principalmente a cooperação,

12%

informam que não a vêem estimular a

competição, ao passo que

21%

deste mesmo grupo a vêem estimulando a competição71 .

com referência às escolas, aproximadamente

72%

dos respondentes afirmaram que as

68 Nesta questão 2% dos respondentes assinalaram que a cooperação foi intensificada na nossa sociedade; e,

houve abstenção por parte de 6% deste grupo.

69 Dois entrevistados informaram que adotam ambas as posturas e I deles não respondeu a questão. Já com

relação aos respondentes, 5% do grupo informou que age de forma indiferente, nem cooperativa nem competitiva, e 2% não respondeu a questão.

70 Cinco entrevistados não responderam esta questão.

7\ Nesta questão, I % dos respondentes não vêem a cooperação ser estimulada na família e, houve 6% de

mesmas estimulam, principalmente, a competição e 1 7% que elas estimulam, principalmente,

a cooperação

72 .

Nove dos entrevistados e 43% dos respondentes acreditam que sempre, ou quase sempre, numa competição possam ser reunidas pessoas que realmente disponham das mesmas condições para alcançar a vitória. Já 47% dos respondentes acreditam que nunca, ou quase nunca, ocorra tal possibilidade, posição esta também defendida por 1 1 dos

entrevistados, que a sustentam com base em pelo menos um dos seguintes argumentos

73 :

-haverá sempre um diferencial entre uma pessoa e outra, nem que seja na parte emocional, pois ninguém é igual;

-na vida sempre há um que se destaca mais;

-há sempre uma tendência devido a fatores tais como: empatia, qualificação, para que uma das pessoas tenha uma chance maior;

-as características pessoais e o carisma jamais serão iguais;

-geralmente as pessoas que competem tiveram preparos diferentes; e,

-o preparo e as oportunidades que cada pessoa adquiriu na vida, jamais poderão ser equiparados.

A

maioria dos entrevistados, correspondendo a um total de 12, e 42% dos

respondentes percebem que, no seu ambiente de trabalho, as pessoas assumem uma forma de comportamento que pode ser caracterizada como sendo competitiva, enquanto que 7 dos

72 No que tange a esta questão, 4% dos respondentes não percebem a competição ser estimulada nas escolas;

2% desse grupo também não a vê estimular a cooperação; e, houve 5% de abstenções.

entrevistados e

46%

dos respondentes percebem que as mesmas se comportam de forma cooperativa 74 .

No momento em que foram questionados sobre o seu próprio comportamento no

trabalho,

1 5

entrevistados e

89%

dos respondentes, informaram que adotam uma postura

predominantemente cooperativa no exercício das suas atividades profissionais, ao passo que

cerca de

5

dos entrevistados e

8%

dos respondentes assumiram que adotam uma postura

predominantemente competitiva 75 .

Solicitados a apontar as alternativas que melhor caracterizam a sua idéia sobre a

cooperação,

69%

a associam à troca de informações e experiências entre as pessoas no

trabalho;

32%

à atitude de não tirar vantagens e nem aproveitar-se das pessoas para atingir

objetivos próprios;

30%

a ajuda

às

demais pessoas em suas tarefas no trabalho;

28%

ao

trabalho coletivo; e,

1 8%

ao trabalho harmônico em conjunto, em oposição à

concorrência 76 .

com relação à competição, os respondentes caracterizam-na através das

seguintes alternativas:

48%,

empenho para ser o melhor;

45%

concorrência, tendo no

adversário um estímulo para o aprimoramento individual;

44%

superação de limites;

1 7%

74 Quatro entrevistados informaram que as pessoas com as quais convivem, no ambiente de trabalho,

assumem, no dia-a-dia, ambas as formas de comportamento a competitiva e a cooperativa. Já no grupo de

respondentes, 10% percebe as pessoas no ambiente de trabalho agindo de forma indiferente, nem predominantemente competitiva, nem predominantemente cooperativa e, houve 2% de abstenções.

75 Dois entrevistados informaram que comportam-se, no trabalho, tanto de forma competitiva quanto

cooperativa e I deles não respondeu a questão. No que concerne aos respondentes, 2% desse grupo sustenta

que, no exercício das suas atividades profissionais, não se coloca de forma nem predominantemente

cooperativa, nem predominantemente competitiva mais sim de forma indiferente; e, 1% se absteve.

76 Nesta questão 8% dos respondentes associaram a cooperação ao trabalho individual ou em conjunto

ação simultânea de duas pessoas que buscam um mesmo objetivo; 1 3% teste das capacidades individuais 77 .

Com relação aos fatores que motivam as pessoas a adotarem atitudes competitivas com relação aos seus colegas de trabalho 19 dos entrevistados apontaram pelo menos uma das seguintes razões 78 :

- o instinto de sobrevivência;

- um ambiente de trabalho competitivo; - o receio de perder o espaço conquistado; - as condições do mercado de trabalho; - o sentimento de insegurança;

- a globalização da economia;

- a necessidade de crescer profissionalmente; - a vontade de crescer, de vencer;

- o desejo de realização profissional; - a vontade de progredir;

- os prêmios e as recompensas; - a busca do sucesso profissional; - a auto-afirmação;

- a gerência cobrando resultados individuais e não resultados do grupo; - a política das empresas que valoriza a carreira e a ascensão profissional;

77 Nesta questão, 4% dos respondentes caracterizam a competição como a postura de querer subir na vida

a qualquer preço; 3% como a inexistência de escrúpulos; 4% como rivalidade ou oposição entre indivíduos

que desejam atingir os mesmos objetivos; 7% a associam a outras idéias, dentre as quais: contribuir para o

êxito da empresa, plano de cargos e salários e busca de estímulo com a ajuda dos colegas para se auto­

superar; e,ocorreu 1 % de abstenções.

- O

tipo de educação recebido pelas pessoas;

- a cultura da empresa;

- a miopia, falta de visão do todo.

Ainda com relação aos fatores que podem motivar a competição entre as pessoas

no trabalho, os respondentes indicaram os seguintes:

73%,

a necessidade de aparecer e de

ser reconhecido pelos outros;

60%

a necessidade de demonstrar habilidades;

49%

a

necessidade de progredir profissionalmente;

4 1 %

o perfeccionismo com relação ao produto

do seu trabalho;

3 0%

a falta de compreensão quanto às reais finalidades do trabalho; e,

27%

a falta de interesse pelo trabalho

79 .

Já no que se refere aos fatores qúe motivam as pessoas a adotarem atitudes

cooperativas, 8 dos entrevistados indicaram, pelo menos, um dos seguintes80 :

- o amadurecimento profissional;

- o caráter;

- a formação da pessoa;

- a consciência de que ninguém faz nada sozinho;

- a capacidade de enxergar que em primeiro lugar deve estar a empresa;

- o tipo de educação recebido pelas pessoas;

- os sentimentos de lealdade e confiança desenvolvidos dentro do ambiente de

trabalho; e,

- o ambiente de trabalho cooperativo.

79 Ainda com repeito aos fatores que podem motivar a competição entre as pessoas, 20% do grupo de

respondentes apontou a adequação ao tipo de trabalho que executa; 10%, a capacidade de comunicação;

5% a outros fatores, os quais não foram explicitados pelos mesmos; e, 6% não responderam a questão.

Ainda com respeito aos fatores que podem motivar a cooperação entre as pessoas

no trabalho os respondentes indicaram os seguintes:

54%

a capacidade de comunicação�

4 1 %

a adequação ao tipo de trabalho�

34%

a necessidade de aparecer e de ser reconhecido

pelos outros�

3 1 %

a necessidade de progredir profissionalmente�

28%

a necessidade de

demonstrar habilidades�

26%

ao perfeccionismo com relação ao produto do seu trabalho�

1 5%

a falta de interesse pelo trabalho�

1 7%

a falta de compreensão sobre as reais finalidades

do seu trabalho 81 .

Solicitados a opinar sobre o impacto da era do conhecimento e da informação

nas

concepções sobre a administração e a gestão de recursos humanos, lO dos entrevistados

teceram os seguintes comentários82 :

- aqueles que não se adaptarem irão sofrer�

- há necessidade dos funcionários antigos adaptarem-se às novas tecnologias�

- com o encolhimento do mercado de trabalho a competição será cada vez mais

acirrada�

- há necessidade de alteração do perfil profissional�

- o número de empregos tende a ser reduzido, face

à

redução da necessidade de

mão-de-obra�

- os atuais profissionais serão substituídos por outros, com um outro perfil�

- com a informática, os próprios clientes passam a executar trabalhos que eram

feitos por ex-empregados�

- essa mudança gera medo e ansiedade nas pessoas�

81 Com relação aos fatores que podem motivar as pessoas à cooperação, 4% dos respondentes indicaram a

alternativa outros, porém não os especificaram. Nesta questão houve 6% de abstenções.

- a informática vem causando um certo distanciamento das pessoas.

Com respeito à adequação das empresas à era do conhecimento e da informação, 8 dos entrevistados e 8 1 % dos respondentes defendem a idéia de que elas devam estimular

os seus empregados a assumirem um comportamento cooperativo, enquanto 5 dos

entrevistados e 1 7% dos respondentes sustentam que as mesmas deverão estimular um

comportamento competitivo

83 .

Solicitados a apontar os fatores institucionais que sob a sua percepção contribuem para o estabelecimento da competição entre as pessoas no trabalho, os

respondentes indicaram os seguintes: 61%, o sistema de avaliação de desempenho� 57%, o

plano de carreira/sistema de promoção; 53%� o processo decisório na empresa; 52%, o

trabalho sob pressão� 5 1 % a política de remuneração� 47% a estrutura organizacional; 46%

o estilo da gerência; 43% o modelo de gestão; 37%, adequação do tipo de trabalho às

características das pessoas que o executam; 3 3%, a distribuição do volume de trabalho entre

as pessoas; 32%, as normas procedimentos e políticas de recursos humanos da empresa;

25%, a qualidade da comunicação entre as pessoas no trabalho; e, 2 1 %, a organização do

trabalho

84 .

Já com relação aos fatores institucionais que podem motivar as pessoas para a

cooperação, os respondentes apontaram os seguintes: 70%, a organização do trabalho; 69%

o estilo da gerência; 65%, a qualidade da comunicação entre as pessoas no trabalho; 57%,

83 Nove entrevistados acreditam, que para adequar-se à nova era, as empresas devam estimular entre os seus

empregados ambos os tipos de comportamento, isto é, o cooperativo e o competitivo e 1 dos entrevistados

não respondeu a questão. No que se refere aos respondentes, 1 % desse grupo sustenta que as empresas

devam posicionar-se de modo indiferente com relação ao comportamento dos seus empregados; e, 1 % se

abstiveram.

84 Ainda com repeito aos fatores institucionais que podem motivar a competição no trabalho, 14% dos

respondentes indicaram a alternativa: outros fatores, tendo sido apontado somente a escala hierárquica.

sistema de informação da empresa�

57%,

as normas, procedimentos e políticas de recursos

humanos da empresa�

5 1 %,

a distribuição do volume de trabalho entre as pessoas�

47%,

a

estrutura organizacional�

47%,

o modelo de gestão�

47%,

a adequação do tipo de trabalho

às características das pessoas que o executam�

42%,

a política de remuneração�

39%

ao

plano de carreira

/

sistema de promoção�

38%,

o processo decisório na empresa�

36%

o

sistema de avaliação de desempenho� e,

32%,

o trabalho sobre pressã085 .

Consultados com relação à postura pessoal que mais contribui para a ascensão

profissional nas suas empresas,

46%

dos respondentes e

14

dos entrevistados indicaram a

competitiva, enquanto

42%

dos respondentes e somente

1

dos entrevistados indicaram a

cooperativa 86 .

Segundo a maioria dos respondentes, aproximadamente

57%,

a competição

é

estimulada de forma implícita nas suas organizações, enquanto cerca de

38%

vê-la ser

estimulada de forma explícita.

com relação a cooperação, de acordo com

49%

dos

respondentes, esta

é

estimulada de forma explícita, ao passo que

46%

vê-la ser estimulada

de forma implícita87 .

A partir de uma avaliação das políticas de recursos humanos, das normas e

procedimentos e da postura predominante no quadro gerencial, das suas empresas,

61 %

dos

85 Com respeito aos fatores institucionais que podem motivar a cooperação no trabalho, 8% dos

respondentes apontaram a alternativa: outros fatores, porém não os especificaram e, 7% não se

pronunciaram a respeito.

86 Cinco entrevistados indicaram que as duas posturas tanto a cooperativa quanto a competitiva contribuem

para a ascensão profissional e 3 não responderam a questão. Quanto aos respondentes, 7% desse grupo

declarou que, para fazer carreira nas suas empresas, a postura pessoal que mais contribui é ser indiferente e, 5% abstiveram-se.

respondentes concluem que as instituições vigentes induzem as pessoas à competição, ao

passo que

32%

deste mesmo grupo concluem que elas induzem as mesmas à cooperação88 .

Já de acordo com as percepções dos entrevistados, com relação às supracitadas

instituições,

1 2

concluem que as mesmas estimulam a competição, tanto de forma explícita

como implícita, enquanto que

5

entendem que elas estimulam a cooperação, tanto de forma

explícita como implícita89 .

Solicitados a indicar ações gerenciais que induzam as pessoas a assumirem

posturas cooperativas e/ou competitivas, cada um dos integrantes do grupo de entrevistados

sugeriu, pelo menos, uma das seguintes:

I ) Ações que induzem as pessoas à coooperação:

a) transparência nas relações;

b) comunicação dos objetivos e metas empresariais;

c) postura do gerente;

d) estabelecer metas para grupos e não para indivíduos;

e) realizar reuniões;

f) delegar poder;

g) fazer com que as pessoas se sintam seguras;

h) mostrar como cada um pode contribuir para os resultados empresariais;

i) programas de participação nos resultados obtidos por outras áreas; dar

feedback às pessoas;

j) reconhecimento e recompensa.

88 Nesta questão houve 7% de abstenções, por parte dos respondentes.

89 Seis dos entrevistados não responderam esta questão.

B!BlIOTEC.� MARIO HENmaUE

SIMONSEN

11

)Ações que induzem as pessoas à competição:

a) dar o mesmo tipo de trabalho para dois grupos distintos;

b) comparar o desempenho das pessoas abertamente;

c) reconhecimento e recompensa.

Dentre os entrevistados, 12 acreditam que as pessoas não conseguem manter o

seu equilíbrio emocional quando imersas permanentemente em um ambiente competitivo.

Uma parcela expressiva deste grupo, totalizando

1 1

pessoas, no entanto, admite a

possibilidade das pessoas conservarem-se equilibradas nesse tipo de ambiente e, vinculam

esta capacidade, principalmente:

-ao contexto cultural onde as mesmás foram criadas;

-à natureza da competição estabelecida; e,

-à estrutura emocional de cada um.

Já com relação aos respondentes,

3 1%

dos mesmos, crêem que as pessoas,

quando submetidas à pressão que instaura-se nos ambientes de trabalho competitivos,

podem, em casos extremos, vir a perder o seu equilíbrio emocional; enquanto de acordo

com

62%

deste grupo, um ambiente cooperativo é o adequado à manutenção do equilíbrio

emocional das pessoas90 .

Sete entrevistados e

78%

dos respondentes acreditam que um ambiente de

trabalho competitivo possa gerar, ou desencadear, doenças psicológicas, psicossomáticas e

psiquiátricas, ao passo que 1 5 dos entrevistados crêem que um ambiente contemplando

tanto a cooperação quanto a competição também possa gerá-las ou desencadeá-las. Já com

90 Nesta questão, 37% dos respondentes acreditam que a pressão da competição toma as pessoas mais

relação ao ambiente cooperativo, os entrevistados, por unanimidade, não associaram tal

possibilidade, o que não ocorreu com relação ao grupo de respondentes, no qual

4%

nela

acreditam91 .

Dentre os respondentes, cerca de

53%

admitiram que tiveram problemas de

saúde, os quais atribuíram à presença da competição ou da pressão, no seu ambiente de