4.4 Resultat og diskusjon AP 4
4.4.6 Oppsummering av hovedresultater AP 4
Para que pudéssemos verificar a possível presença das características de apresentação da informação no desenho do sistema da contabilidade gerencial usado pelas empresas e conseguíssemos atingir o objetivo secundário desse trabalho solicitamos aos respondentes que avaliassem a percepção da extensão da presença de cada característica.
Cada respondente avaliou as características em uma escala de 1 a 5, sendo 1 a opção de ‘completamente não presente’ e 5 a de ‘muito presente’. Os resultados das pontuações podem ser observados no Apêndice D.
Para avaliar os resultados das respostas é necessário, portanto, que exista uma tendência nas respostas, de forma que as concentrações não sejam devidas ao acaso. Com o objetivo de avaliar se os padrões de respostas seguiam uma tendência, foi realizado um teste de qui-quadrado de aderência para cada variável perguntada e relacionada com as características da informação presentes no desenho do sistema de contabilidade gerencial. Esse teste de qui-quadrado permite verificar se a distribuição das respostas é diferente de uma distribuição esperada (no caso deste trabalho, distribuição homogênea entre as possibilidades de respostas, ou seja, que a proporção seja a mesma), ou se há alguma tendência observada (CASTELLAN; SIEGEL, 2006).
Como o total de respondentes válidos para os objetivos desta pesquisa é igual a 22, a distribuição ao acaso, esperada como padrão de resposta é de aproximadamente 4 apontamentos para cada uma das possibilidades de resposta (de 1 a 5).
De acordo com Castellan e Siegel (2006), o teste de qui-quadrado para medir a aderência de uma amostra não deve ser usado se mais de 20% das frequências esperadas são menores que 5, ou se qualquer frequência esperada é inferior a 1, o que é o caso dos dados deste trabalho como já visto (frequência esperada < 5). No entanto, segundo os autores, eventualmente, podem ser aumentadas as frequências esperadas, combinando categorias adjacentes e que, do mesmo modo, se possa fazer combinações significativas.
Devido a esse problema, para avaliar uma possível tendência nas respostas sobre as características da informação, foram combinados os resultados utilizando-se os seguintes critérios:
a) Resposta 1: consideradas como não presente.
b) Respostas 2, 3, 4 e 5: consideradas como presentes em alguma extensão.
Esse agrupamento se justifica devido ao fato de que nesse trabalho, não estamos interessados apenas na presença ou não da característica, mas na extensão da mesma na empresa. As respostas 2, 3, 4 e 5 representam os níveis dessa extensão.
Dessa forma, a frequência esperada para cada um dos fatores passou a ser de 11, possibilitando a análise conforme Castellan e Siegel (2006). Com base nesse critério e utilizando o software Excel, apuramos os resultados visualizados nas tabelas de 11 a 16.
Para os objetivos desta pesquisa, ao utilizar o teste de qui-quadrado devemos rejeitar a H0, pois esta afirma não haver discrepância entre as frequências observadas e as esperadas (FONSECA; MARTINS, 2009).
Para àquelas variáveis, em que a hipótese nula não foi rejeitada, não se pode afirmar que as respostas apresentam qualquer tendência, seja de considerar as características da informação como ‘não presentes’, ou ‘presentes’ nas variáveis avaliadas.
o Escopo:
De acordo com esses critérios todas as variáveis relacionadas ao escopo tiveram a H0 rejeitada, conforme tabela 12.
Quando discorremos em termos de escopo da informação, na tabela 11 constatamos a partir das respostas associadas aos pontos da escala Likert de cada característica, que há a presença de um sistema de contabilidade gerencial de escopo amplo, reforçado pelo fato de que para todos os itens a mediana ficou acima ou igual a 3,0. Conforme revisão da literatura, um amplo escopo, trata-se da preocupação do sistema de contabilidade gerencial com o fornecimento de informações relacionadas ao histórico e futuro; a parte interna e externa da empresa; e informações financeiras e não financeiras. O fato de encontrarmos um escopo
amplo indica a presença do conceito de contabilidade gerencial estratégia, conforme foi mostrado a partir da revisão de literatura (informações externas, não financeiras e futuras).
Isso reforça o fato que há um processo de gestão estratégica nessas empresas e que estas estão se preocupando em investir em ferramentas que suportam o conceito de CPM.
Cada vez mais as empresas, nos dias de hoje, precisam se preocupar com as informações sobre os concorrentes, variáveis de mercado, clientes, indicadores não financeiros, etc. As companhias precisam de acompanhamento de indicadores relacionados não somente à parte interna, mas também à parte externa. O conceito do Balanced Scorecad é uma indicação disso, em que o objetivo é ter um balanceamento dos indicadores de várias perspectivas (por exemplo: perspectiva de clientes e processos internos).
Interessante notar que os escopos que apresentam a maior presença ainda são: o Financeiro, o Interno e o Histórico, que estão diretamente relacionados ao conceito de Contabilidade Gerencial Tradicional, mas que são suplementados pelos outros tipos de escopos.
Tabela 11 − Escopo da Informação
Fonte: Resultado de pesquisa
Tabela 12 − Escopo da Informação, Respostas Agrupadas e Análise Qui-quadrado.
o Tempestividade:
Todas as variáveis relacionadas à tempestividade tiveram a H0 rejeitada, conforme tabela 14.
Em termos de tempestividade da informação, constatamos na tabela 13, a partir da mediana das respostas associadas aos pontos da escala Likert, que há uma preocupação importante quanto à tempestividade do fornecimento de informações para a tomada de decisão. Isso é reforçado pelo fato de que todas as medianas dos itens ficaram acima de 3,0. Segundo Arima (2002), nos dias atuais a informação precisa estar disponível na hora, segundo a necessidade. De nada adiantam se forem apresentadas antes ou depois. O importante é aquele momento, com as especificidades de confiança, fidelidade e integridade dos dados que a compõe. Segundo Chenhall e Morris (1986) é provável que a habilidade de um gerente em responder rapidamente aos eventos, seja influenciada pela tempestividade do sistema de contabilidade gerencial. A informação tempestiva melhora a facilidade do sistema de contabilidade gerencial em reportar sobre os mais recentes eventos e fornecer rápido feedback sobre as decisões.
No ambiente de negócios atual, a rapidez em responder aos eventos é cada vez mais importante para assegurar o atingimento dos objetivos estratégicos.
Tabela 13 − Tempestividade
Fonte: Resultado de pesquisa
Tabela 14 – Tempestividade, Respostas Agrupadas e Análise Qui-quadrado.
o Agregação e Integração:
Todas as variáveis relacionadas à agregação e integração tiveram a H0 rejeitada, conforme tabela 16.
Em termos das características de integração e agregação percebemos a partir da tabela 15 uma alta presença dessas características. Isso é reforçado pelo fato da mediana das respostas associadas aos pontos da escala Likert ter resultado maior que 3,0 para todos os itens. Os itens com maior presença são aqueles relacionados com a agregação de dados ao longo do tempo; à combinação de dados sobre as unidades de negócio e centros de responsabilidade; aos modelos formais de decisão; e targets que levam em conta a interação entre as áreas e as unidades de negócio. A combinação de dados sobre as unidades e centros de responsabilidade, segundo Chenhall e Morris (1986), pode estar associada com a presença da descentralização nas empresas. Notamos, também, uma preocupação das empresas em ter informações integradas no seu sistema de contabilidade gerencial, isto é, targets que levam em conta a interação entre as unidades de negócio e o impacto de decisões tomadas em uma unidade de negócio nas outras. Na concepção de Chenhall e Morris (1986) isso pode estar relacionado a empresas que possuem uma grande interdependência organizacional.
Tabela 15 − Agregação e Integração
Fonte: Resultado de pesquisa
Tabela 16 − Agregação e Integração, Respostas Agrupadas e Análise Qui-quadrado.
Com essa análise atingimos um dos objetivos secundários deste trabalho que visou identificar o desenho do sistema da contabilidade gerencial nas empresas que possuem os sistemas que suportam o conceito de CPM. Constatamos a presença de um escopo amplo e as características de informação de tempestividade e agregação e integração. Esses sistemas como vimos pela revisão da literatura, se enquadram na categoria de estratégicos (Suporte à Decisão e Informação Executiva) com funcionalidades que ajudam a empresa a disponibilizar as características encontradas acima. Logo faz todo o sentido encontrarmos empresas com esses sistemas e as características apontadas.
3.2.3. Análise sobre as Ferramentas de CPM utilizadas nas Empresas
Esta análise foi efetuada para que pudéssemos verificar a presença dos módulos das ferramentas que suportam o conceito de CPM e conseguíssemos atingir o objetivo secundário deste trabalho:
Identificar quais os módulos das ferramentas que são usados nos sistemas que suportam o conceito de CPM nas empresas.
Solicitamos aos respondentes que avaliassem a extensão da presença de cada módulo das ferramentas que suportam o conceito de CPM.
Cada respondente avaliou as características em uma escala de 1 a 5, sendo 1 a opção de ‘completamente não presente’ e 5 a de ‘muito presente’. Os resultados das pontuações podem ser observados no Apêndice E.
Para elaborar o teste de qui-quadrado, para avaliar uma possível tendência nas respostas sobre a utilização dos módulos das ferramentas nos sistemas que suportam o conceito de CPM, os resultados foram combinados utilizando-se os seguintes critérios:
a) Resposta 1 e 2: consideradas como não presentes.
b) Respostas 3, 4 e 5: consideradas como presentes em alguma extensão.
Dessa forma, a frequência esperada para cada um dos fatores passou a ser de 11, possibilitando a análise do teste de qui-quadrado. Com base nesse critério e utilizando o software Excel, apuramos os resultados visualizados nas tabelas 17 e 18.
Para os objetivos desta pesquisa, ao utilizar o teste de qui-quadrado devemos rejeitar a H0, pois esta afirma não haver discrepância entre as frequências observadas e as esperadas (FONSECA; MARTINS, 2009).
Para aquelas variáveis em que a hipótese nula não foi rejeitada, não podemos afirmar que as respostas apresentam qualquer tendência, seja de considerar as características da informação como ‘não presentes’, ou ‘presentes’ nas variáveis avaliadas.
Apenas dois módulos das ferramentas empregadas pelos sistemas que suportam o conceito de CPM tiveram a H0 rejeitada, conforme tabela 18. São eles os módulos de planejamento e consolidação financeira. Ou seja, podemos concluir que há uma tendência de presença apenas para estes dois módulos. Quanto aos outros não podemos evidenciar uma tendência.
Ou seja, com esses resultados, percebemos que as companhias estão priorizando nos sistemas que suportam o conceito de CPM os instrumentos táticos ao invés dos estratégicos. Demonstra, também, que há uma maior procura em comprar módulos individuais da suíte de CPM oferecidas pelos fornecedores ao invés de uma suíte completa com todos os módulos.
Esse resultado não nos surpreende, pois conforme Chandler e Van Decker (2011)
muitos projetos de CPM tipicamente focam em planejamento financeiro (Orçamento, Forecast,
Planos Financeiros) e em consolidação financeira (Processo de fechamento mensal) e reporte. Isso acontece apesar do CPM ser também para ligar a estratégia à execução operacional; para alavancar os investimentos feitos em BI, a fim de trazer consistência ao reporte financeiro e operacional; e identificar os direcionadores de lucratividade (via ABC/ABM) para ajudar as organizações a perseguirem receitas lucrativas.
Chandler e Van Decker (2011) enfatizam que há uma falta de conhecimento entre muitos usuários de finanças e de negócios sobre o potencial dessas ferramentas e poucas empresas parecem estar alavancando-as na sua extensão. Muitas organizações que implantaram sistemas que suportam o conceito de CPM não implantaram muitas das avançadas funcionalidades, incluindo gestão estratégica e gestão da lucratividade, por meio do custeio baseado em atividades.
Esses resultados estão em linha com Aho (2010), que afirma que as empresas iniciam suas iniciativas de BI e CPM, a partir do reporte financeiro.
Yoshikuni (2005) também concluiu em seu trabalho, a partir de sua pesquisa sobre o uso do CPM pela controladoria estratégica, que o relacionamento das camadas estratégicas e táticas, por meio de sistemas de informação de apoio à decisão (SAD) e sistemas de informação executiva (SIE) não estão totalmente integrados. Ele constatou o uso de métodos e técnicas no nível estratégico, mas não existe sustentação destes processos por softwares especialistas de BI e CPM. O autor afirma que a falta dessa integração demonstra o grau de amadurecimento em que se encontram os processos relacionados à estratégia.
Ou seja, há uma constatação a partir do resultado encontrado em nossa pesquisa, que as empresas brasileiras estão seguindo uma tendência já observada anteriormente.
Uma das razões que igualmente poderia explicar o fato de existir uma tendência somente para os módulos de planejamento financeiro e consolidação financeira nos sistemas que suportam o conceito de CPM, se deve ao fato de que os processos de ABC e Balanced
Scorecard ainda são pouco utilizados pelas empresas brasileiras, conforme apontam autores
como Soutes e Zen (2005) e Guerreiro et al (2011).
Gould (2003) afirma que as técnicas de ABC e BSC são difíceis de integrar em um sistema de informação e isso também pode ser um fato que contribui para a não constatação de uma tendência para os módulos que tratam dessas técnicas.
Devemos tomar cuidado na interpretação desses resultados; conforme Chandler e Van Decker (2011), em linha com o desejo geral de alavancar os ativos de software já comprados, o ano de 2009 e o início do ano de 2010 encorajaram alguns clientes a focar na melhoria dos softwares que suportam o conceito de CPM já existentes ou em implantações legadas; melhor do que olhar para novos investimentos nesses softwares. Isso pode ter culminado em uma abordagem de CPM do “faça você mesmo”, alavancando o Excel ou as já compradas tecnologias de OLAP.
Nesse sentido − conforme constatamos na discussão das respostas para as perguntas quanto à presença das práticas da Contabilidade Gerencial nas empresas − podemos afirmar que as empresas da amostra possuem as práticas/técnicas usadas no processo de gestão de desempenho embutido no conceito de CPM, mas estas podem não estar usando as ferramentas da suíte que suportam o conceito de CPM e sim o Excel, ou outras aplicações legadas.
Como citado por Fahy (2000) a suíte que suporta o conceito de CPM é desenhada para melhorar a efetividade do processo de gestão estratégica, fornecendo aos gerentes o monitoramento do desempenho do negócio, a consolidação e a capacidade de data
warehousing/business intelligence. Algumas empresas na amostra estão perdendo a
oportunidade de uso dessas funcionalidades.
Verificamos, também, uma não constatação da tendência de uso da ferramenta de data
mining e do portal executivo. A baixa utilização do portal executivo pode ser o resultado da
não integração de todos os componentes da suíte que suportam o conceito de CPM, inviabilizando a construção do portal. Quanto ao Data Mining deve-se tomar o cuidado na interpretação do resultado, pois constatamos uma falta de entendimento de alguns profissionais de finanças pesquisados, quanto ao conceito.
Tabela 17 − Ferramentas Utilizadas pelas Empresas
Fonte: Resultado de pesquisa
Tabela 18 − Ferramentas Utilizadas pelas Empresas, Respostas Agrupadas e Análise Qui- quadrado.
Fonte: Resultado de pesquisa
Apesar desta análise estatística, ter constatado apenas a tendência quanto à presença dos módulos das ferramentas que suportam o conceito de CPM de planejamento financeiro e consolidação financeira pelas empresas, um achado muito importante deste trabalho, obtido a partir de uma análise qualitativa da amostra e que merece uma maior investigação é o seguinte: observamos que 4 empresas parecem ter alcançado um certo grau de amadurecimento quanto ao uso das ferramentas, conforme pode ser observado na tabela 19. Estas empresas apontaram que estão usando todos os módulos das ferramentas que suportam o conceito de CPM, apesar de não terem apontado um nível de presença muito alto. A esse grupo de empresas nominamos de GRUPO 2 (Empresas A, C, D, e G) para análises posteriores.
Podemos afirmar com isso que há empresas procurando integrar as camadas táticas e estratégicas com o uso de ferramentas que suportam o conceito de CPM, o que pode ser entendido, como já citado anteriormente, como uma contribuição importante para o trabalho de Yoshikuni (2005). No trabalho desse autor constatou-se que o relacionamento das camadas estratégicas e táticas, por meio de sistemas de informação de apoio à decisão (SAD) e sistemas de informação executiva (SIE) não estavam totalmente integrados. Encontrou-se também no trabalho dele o uso de diversos métodos e a aplicação de técnicas no nível
estratégico, contudo, não foi constatada a sustentação do processo por softwares especialistas de BI, ou que suportam o conceito de CPM.
Tabela 19 − Ferramentas Utilizadas pelas Empresas que Parecem ter Alcançado certo grau de Amadurecimento Quanto ao Uso.
Fonte: Resultado de pesquisa
Com esta análise alcançamos um dos objetivos secundários deste trabalho, identificando que as empresas estão usando os módulos de Consolidação Financeira e de Planejamento, mas que algumas outras parecem ter atingido certo grau de amadurecimento no uso, empregando todos os módulos. Vimos que na amostra deste trabalho encontramos 4 empresas com o uso de todos os módulos das 22 pesquisadas.
3.2.4. Análise sobre as Mudanças Facilitadas pelas Ferramentas da Contabilidade