4.4 Resultat og diskusjon AP 4
4.4.5 Hypoksistress og effekter på tarmmikrobiota
Como resultado da revisão da literatura, esperamos que as empresas atualmente estejam usando as ferramentas empregadas nos sistemas que suportam o conceito de CPM, como uma tecnologia na forma de sistemas de apoio à decisão e informação executiva no sistema de informação da Contabilidade Gerencial, apoiando a realização das tarefas desta Contabilidade nos processos de gestão econômico-financeira. Como vimos, o processo de gestão econômico-financeira de uma empresa se utiliza do sistema da Contabilidade Gerencial
que, em seu desenho, emprega as práticas da Contabilidade Gerencial e a apresentação de determinadas características da informação. Mudanças nas tarefas da Contabilidade Gerencial podem estar sendo facilitadas por estas ferramentas, e esse é um sinal de suporte por parte destas ferramentas. Esse trabalho, como já especificado anteriormente, procura contribuir como objeto de estudo, com o entendimento do uso das ferramentas empregadas nos sistemas que suportam o conceito de CPM pelo sistema da Contabilidade Gerencial nas empresas brasileiras.
Tem como objetivos:
O objetivo principal deste trabalho é:
Identificar a extensão das mudanças nas tarefas da Contabilidade Gerencial, facilitadas pelos sistemas que suportam o conceito de CPM nas empresas.
Como objetivos secundários este trabalho busca:
Identificar quais os módulos das ferramentas que são usados nos sistemas que suportam o conceito de CPM nas empresas.
Identificar qual o desenho do sistema de contabilidade gerencial das empresas que usam os sistemas que suportam o conceito de CPM.
Com base nos conceitos revistos na revisão da literatura podemos analisar a figura 12.
Figura 12 − Entendimento da Aplicação das Ferramentas de CPM no Processo de Gestão Econômico-Financeira
Nela procuramos mostrar onde as ferramentas empregadas nos sistemas que suportam o conceito de CPM podem ser utilizadas nas tarefas da Contabilidade Gerencial, no processo de gestão econômico-financeira de uma empresa:
A: nas tarefas de consolidação financeira - regras de consolidação. Permitem as organizações reconciliar, sumarizar e agregar dados financeiros baseados em diferentes padrões contábeis e órgãos de regulação. Automatizam o gerenciamento de transações
intercompany (eliminar e igualar) e mantém uma detalhada trilha de auditoria de todas as
transações processadas para se chegar aos resultados financeiros consolidados.
B: nas tarefas de elaboração de books internos e externos. As ferramentas permitem criar regras de cálculo para gerar uma demonstração de fluxo de caixa, a partir das demonstrações de resultado e do balanço. Permitem a preparação de demonstrações financeiras estatutárias, com apropriadas notas de comentário. Incorporam processos de controle para reporte e divulgação, tais como templates; colaboração entre os usuários na companhia; editor das demonstrações financeiras; regras de negócios, workflow e trilhas de auditoria para melhor atender as demandas de governança, compliance e regulatórios. Suportam tecnologias de reporte financeiro, tais como extensible business reporting language (XBRL).
C: nas tarefas de alocação de custos - regras de alocação. Permitem realizar as alocações de custos por atividades (ABC), por meio da modelagem de drivers de rateio. A partir dessa modelagem possibilitam a análise da lucratividade por cliente, produtos e unidades de negócio.
D: nas tarefas de realização de projeções e simulações. Possibilitam a confecção da modelagem para os planos de longo prazo de forma macro; do orçamento; e de
forecast/rolling forecast. Suportam a criação completa e o processo de aprovação com um workflow apropriado para o fluxo de revisão e aprovação. Mantém uma trilha de auditoria das
mudanças. Permitem, também, a confecção de outros planejamentos detalhados, tais como o planejamento de funcionários, o planejamento de receita e o planejamento de capital.
E: nas tarefas de análise das informações dos negócios. Permitem a utilização de
dashboards, querys, scorecards e geração de relatórios. Temos a presença de ferramentas
analíticas como o OLAP, permitindo análises multidimensionais com os recursos de Drill-
Down e outros;
F: nas tarefas de abastecimento dos dados operacionais para o DW com o uso de rotinas de ETL (extract, transform e load), para extrair, transformar e ler os dados.
G: nas tarefas de monitoramento em tempo real dos processos transacionais, através da geração de alertas, conforme o conceito de monitoramento das atividades de negócio (BAM) analisado na revisão da literatura.
Com essa explanação podemos entender que as ferramentas empregadas pelos sistemas que suportam o conceito de CPM automatizam várias tarefas da contabilidade gerencial empregadas no processo de gestão de uma organização.
Dessa forma, durante o processo de revisão da literatura procuramos encontrar estudos/artigos que servissem de base para a montagem do questionário, com foco no estudo do relacionamento entre os sistemas que utilizam as ferramentas que suportam o conceito de CPM e a Contabilidade Gerencial. E, também, estudos/artigos que procurassem retratar o desenho do sistema da Contabilidade Gerencial, suas técnicas e a apresentação da informação. O questionário utilizado neste estudo foi desenvolvido a partir das perguntas de dois questionários de estudos anteriores realizados por Rom e Rohde (2006) e Moores e Yuen (2001).
Um dos estudos, o trabalho de Rom e Rohde (2006), foi sobre o tratamento das perguntas relacionadas com as variáveis sobre os módulos das ferramentas empregadas nos sistemas que suportam o conceito de CPM e sobre a extensão das mudanças nas tarefas da contabilidade gerencial, facilitadas pelos sistemas que suportam o conceito de CPM (facilitação de mudanças nas tarefas).
No trabalho de Rom e Rohde (2006) o objetivo foi contribuir para o corpo do conhecimento sobre qual a extensão que os sistemas de informação integrados, tais como o ERP e sistemas que apoiam o conceito de CPM, afetam a habilidade de resolver diferentes tarefas da Contabilidade Gerencial. Como resultado obtiveram que o ERP apoia a coleta de dados e a amplitude organizacional melhor que os sistemas que suportam o conceito de CPM. Estes últimos, por sua vez, parecem ser melhores no apoio a análises, geração de relatórios, e quanto as técnicas da contabilidade gerencial moderna, envolvendo o uso de dados não financeiros. Isso indica que diferentes tarefas da contabilidade gerencial são suportadas por diferentes partes dos sistemas de informações integrados.
Como estudado na revisão da teoria, quando se investiga o relacionamento entre o sistema de informação integrado e as práticas da contabilidade gerencial se torna relevante aplicar um foco nas tarefas da contabilidade gerencial.
Isso está presente no artigo de Rom e Rohde (2006); os autores foram inspirados principalmente pela pesquisa conduzida por Booth et al. (2000). Estes últimos classificaram
as tarefas em processamento, geração de relatório e suporte à decisão. Para Rom e Rohde (2006) o processamento é entendido como coleta de dados, a geração de relatórios é mantida e o suporte à decisão é divido em análise, que é uma orientação ex post, e o orçamento, que é uma orientação ex ante. A tarefa de coleta de dados consiste, por exemplo, dos dados gravados na contabilidade assim como a coleta e a gravação de dados não financeiros. As tarefas de geração de relatórios incluem a elaboração de demonstração de resultados, relatórios de lucratividade por segmento e a geração de relatórios de dados não financeiros (por exemplo, o uso de Balanced Scorecard). A análise é baseada nos dados históricos e pode ser executada em uma base contínua, assim como em bases ad hoc. Finalmente, o orçamento se refere, por exemplo, à coleta de orçamentos dos diferentes departamentos na companhia. (ROM; ROHDE, 2006).
No artigo de Rom e Rohde (2006) foi pesquisado, primeiramente, se nas empresas na Dinamarca foram percebidas as mesmas experiências que nos estudos anteriores sobre os efeitos dos sistemas ERP nas práticas da contabilidade gerencial e, em segundo lugar, se a implementação das ferramentas de Business Intelligence e os sistemas que suportam o conceito de CPM levaram a observações e a conclusões diferentes daquelas observadas pelos sistemas ERP.
O outro trabalho é o de Moores e Yuen (2001) que foi utilizado no tratamento das perguntas relacionadas às variáveis de desenho do sistema de contabilidade gerencial (práticas da contabilidade gerencial e as características da apresentação da informação).
O artigo de Moores e Yuen (2001) buscou capturar os relacionamentos de algumas variáveis (estratégia, estrutura, liderança e estilos de tomada de decisão) e seus relacionamentos com o sistema de contabilidade gerencial, numa perspectiva organizacional de ciclo de vida. Os resultados do artigo mostraram que a formalidade do sistema de contabilidade gerencial (suas técnicas e a apresentação da informação) muda para complementar as características organizacionais, por meio dos ciclos de vida.
O trabalho de Moores e Yuen foi utilizado em alguns artigos no Brasil, como suporte às variáveis de pesquisa sobre os atributos do sistema de contabilidade gerencial. Citando alguns deles temos: Frezatti et al (2010) e Frezatti et al (2007).
Nosso trabalho, como apresentado na justificativa, é um aplicação do trabalho de Rom e Rohde (2006) no contexto brasileiro, bem como uma contribuição e um prolongamento do trabalho de Yoshikuni (2005).
O trabalho de Yoshikuni (2005) teve como objetivo principal identificar se a adoção do modelo de CPM pode ser uma das alternativas para utilização das práticas de gestão da
Controladoria Estratégica. Como objetivo secundário ele procurou identificar se as empresas estão usando o modelo do CPM de forma estruturada e quais práticas empregadas pela Controladoria Estratégica estão sendo utilizadas pela adoção do modelo de CPM. Foi encontrada a utilização do modelo de CPM, de forma estruturada, nas empresas e identificou- se a utilização das práticas de gestão, por meio do uso de metodologias, métodos, na aplicação de técnicas, processos automatizados por softwares e monitorados por métricas. Constatou-se que: as etapas do processo nas empresas pesquisadas concentraram-se nas atividades de curto prazo, com utilização em massa dos métodos de orçamentos e técnicas de avaliação econômico-financeira; e que o relacionamento das camadas estratégicas e táticas por meio de sistemas de informação de apoio à decisão (SAD) e sistemas de informação executiva (SIE) não estão totalmente integrados. Encontrou-se, igualmente, o uso de diversos métodos e a aplicação de técnicas no nível estratégico, contudo, não existe sustentação do processo por softwares especialistas de BI ou que suportam o conceito de CPM.
Yoshikuni (2005) sugere, como recomendação de pesquisa, que estudos futuros podem ser realizados com o intuito de se verificar a integração efetiva das camadas estratégicas e táticas, por meio de sistemas de apoio à tomada de decisão e sistemas de informação executiva usando os sistemas que suportam o conceito de CPM. Em seu trabalho não foi constatada a sustentação da camada estratégica por parte de softwares de BI ou CPM.
Nosso trabalho, como mencionado, busca identificar a extensão das mudanças nas tarefas da Contabilidade Gerencial facilitadas pelos sistemas que suportam o conceito de CPM nas empresas. Dessa forma, a partir de uma constatação de que as tarefas relacionadas com a camada estratégica estão sendo impactadas pelos sistemas que suportam o conceito de CPM poderíamos contribuir com o trabalho de Yoshikuni (2005). Ou que módulos das ferramentas que suportam o conceito de CPM ligados à camada estratégica estão sendo usados pelas empresas.
Pode-se entender também que este trabalho é um prolongamento do trabalho de Yoshikuni (2005) pelo fato de que a pesquisa intenciona identificar, com um grau de granularidade maior e focando em tarefas, como está se dando o uso das ferramentas que suportam o conceito de CPM.
Para tanto, se fez necessária a inclusão de algumas questões adicionais relacionadas ao objetivo do estudo.
Algumas perguntas relacionadas às características da companhia e do respondente foram elencadas como, por exemplo:
o Número de funcionários? o Setor de atividade? o Faturamento anual? o Cargo do respondente?
o Experiência do respondente na área de Finanças? o Origem do Capital?
Perguntou-se também sobre o fornecedor da ferramenta que suporta o conceito de CPM e com relação ao tempo de utilização desta na empresa.
Nas perguntas relacionadas com a utilização das técnicas da contabilidade gerencial se questionou sobre a existência ou não das técnicas nas empresas respondentes.
Naquelas relacionadas às características de apresentação da informação se perguntou sobre a extensão da presença das características: Escopo, Tempestividade, Agregação/Integração.
Nas perguntas que tratam das características de apresentação da informação e dos módulos das ferramentas de CPM utilizou-se uma escala Likert de 5 pontos, perguntando sobre a extensão da presença na empresa, variando de 1= completamente não presente para 5 = muito presente. Para cada resposta foi atribuído o número de pontos associado com a escala selecionada (Por exemplo: se o respondente escolheu a resposta “muito presente” foi atribuído 5 pontos; para “completamente não presente”, atribuído 1 ponto).
Para as perguntas sobre a percepção da extensão das mudanças facilitadas pelos sistemas que suportam o conceito de CPM nas tarefas da contabilidade gerencial se utilizou uma escala Likert de 5 pontos, perguntando sobre a extensão que a ferramenta de CPM facilitou mudanças quanto às tarefas, variando de 1 = em nenhuma extensão e 5 = em larga extensão. Para cada resposta foi atribuído o número de pontos associado com a escala selecionada (Por exemplo: se o respondente escolheu a resposta “em larga extensão” foram atribuídos 5 pontos; para “nenhuma extensão”, atribuído 1 ponto).
Ressaltamos que a escala Likert consiste em:
Um conjunto de itens apresentados em forma de afirmações, ou juízos, ante os quais se pede aos sujeitos que externem suas reações, escolhendo um dos cincos, ou sete pontos de uma escala. A cada ponto, associa-se um valor numérico. Assim, o sujeito obtém uma pontuação para cada item [...] (MARTINS; LINTZ, 2000, p.46).