4 Resultater
4.2 Opplevelse av styrket psykisk helse og velvære
PARTICIPANTE 2, MULHER PARTICIPANTE 3, MULHER, 56 ANOS PARTICIPANTE 4, MULHER Trabalhos desenvolvidos que tenham interface com a Promoção da Saúde
Controle de liberação de medicamentos e atendimento ao publico e outras atividades correlatas à função. Coordenadoria de Atenção Básica\programa de prevenção primária do Câncer \PREVIPRI. Atenção Básica GRS/BH Referência Técnica da Atenção à Saúde na Micro de Betim – 13 Municípios; Referência Técnica de DST/Aids para trabalho de prevenção dentro da At. Básica – 39 Municípios. Atenção Básica GRS/BH Referência Técnica da Atenção à Saúde na Micro de Betim – 13 Municípios; Referência Técnica de Hanseníase, para trabalho de
prevenção dentro da At. Básica – 39 Municípios.
Breve relato sobre a intenção de participar das Oficinas escritas pelos participantes nas fichas de inscrição das Oficinas de Promoção da Saúde
Aprimorar meus
conhecimentos acerca do tema do trabalho proposto no sentido em obter uma
qualificação que possibilite atuar como agente que favoreça a melhoria cotidiana das ações de saúde na sociedade atual. Interesse particular de conhecer, dialogar e aprimorar com debates e outras atividades para que possa ser partilhado no meu ambiente social e familiar o conhecimento assimilado. Capacitar-se para formar os profissionais de saúde que desenvolvem o tratamento aos usuários. Na tentativa de conscientização dos fumantes ativos mostrando a importância de lutarem para o abandono do vício – doença. Benefício para si e principalmente para os fumantes passivos quanto as doenças pulmonares cardiovasculares, respiratórias e enfim, quase todo tipo de câncer.
Necessito realimentação dentro destas estratégias e,
intensificação do auto-cuidado pessoal.
Formação em Psicologia Clínica com vários trabalhos paralelos na área de prevenção e promoção em saúde e oriento municípios na construção de ações, estratégias e campanhas de prevenção em saúde onde se possa incluir o auto cuidado e prevenção das DST/Aids num enfoque do amplo aspecto da saúde. Formações específicas em “sensibilização, senso percepção e expressão corporal”; formação em medicina tradicional chinesa com enfoque principal em trabalho corporal e shiatsu terapia;
formações em dinâmica de grupo e trabalhos com grupos operativos de intercomunicação, auto-ajuda e ginástica laboral.
Essa participante, no momento da inscrição não preencheu a ficha.
Quadro 2: Apresent ação dos funcionários que part iciparam da int erv enção durant e a prim eira oficin a PARTICIPANTE PARTICIPANTE 1, HOMEM
45 ANOS PARTICIPANTE 2, MULHER PARTICIPANTE 3, MULHER, 56 ANOS PARTICIPANTE 4, MULHER Apresentação no primeiro encontro
A vida tem sentido quando nela descobrimos e
executamos tudo aquilo que podemos fazer. Neste pensamento construo o meu viver pautado no senso da dignidade humana, caráter, total senso de justiça e amizade. Sou uma pessoa tranquila, temente a deus, idealista, simples e sincera e amante da natureza. Para que você seja feliz é preciso que cada um faça a sua parte. Deus complementa. A intenção de participar da Oficina de Promoção da saúde é de promover meu crescimento como pessoa e me aproximar mais das pessoas através de uma
convivência saudável e bastante harmoniosa. Também para exercitar o corpo e a mente.
Identifico numa certa etapa de vida que pode e quero fazer algo para que
determinados sofrimentos e faltas que percebo nas relações ao seu redor, sejam sanadas e convertidas em oportunidades e propósito de crescimento, melhoria e aprendizagem, e segue buscando, experimentando, observando e registrando estas incursões pessoais pelo não alcançado ou não realizado. E diz: “A geração que me antecedeu foi até um certo ponto ... espero deixar algo que valha a pena para aquela que ainda virá. “
Graças a Deus estou caminhando até aqui.
Minha mãe era uma pessoa muito firme e autoritária, mas foi uma mãe que sempre me botou para frente e me orientou a realizar os meus sonhos. Algumas vezes opinou na minha trajetória de escolhas, mas nunca me desestimulou a realizá-las Graças a Deus. Trabalhei com muitas pessoas muitos colegas e principalmente com pacientes que me
ensinaram muito e até hoje me ensinam.
Vivo com meus filhos e meu companheiro e estamos na caminhada já há 26 anos. No trabalho, a cada dia novas perspectivas e mais ainda agora que o local onde estou por mais tempo lido com Saúde da Criança.
Fon t e: Text os r epr oduzidos das fi ch as de in scr ição dos par t icipant es e das t ar j et as ut ilizadas dur an t e o prim eiro encon t ro das ofi cinas de pr om oção da saú de.
O gr upo de par t icipant es foi com posto por t rês m ulher es e um hom em , t odos t rabalhadores da GRS- BH que desenvolv em at iv idades de t r abalho j unt o com os m unicípios do colar m et r opolit ano.
O pr incipal int er esse em par t icipar das oficinas, relat ado por t odos os inscr it os, part icipant es e não part icipant es, escrito nas fichas de inscr ição, foi de saber m ais sobr e o t em a da pr om oção da saúde e a possibilidade de aplicar esses conhecim ent os nas at iv idades de t rabalho da GRS- BH, com o, por ex em plo, na im plant ação da polít ica nacional de pr om oção da saúde na at enção pr im ár ia. Todos os inscr it os t iver am o int eresse de part icipar dem onst r ando qu e o conhecim ent o ser ia um a fer r am ent a im por t ant e em suas at iv idades de t r abalho j unt o aos m u nicípios da região m et r opolit ana.
Os funcionár ios que se inscrever am , m as não par t icipar am das oficinas, er am na m aior ia m ulher es v inculadas à at enção pr im ár ia, sen do o local de t r abalho de cada um a delas os seguint es set or es: assist ên cia farm acêu t ica, v igilância e saúde do t r abalhador , com unicação social, gabinet e da GRS e coor denação da at enção à saú de. Os r elat os feit os no m om ent o da in scr ição dem onst r av am int er esse em apr im or ar os conhecim ent os sobr e pr om oção da saúde par a aplicá- lo em suas respect iv as áreas de at uação.
É int er essant e not ar que a pr ocura pela oficina acont eceu pelos funcionár ios v inculados à assist ên cia à saúde, especificam ent e na at enção prim ár ia, o qu e, de cer t a m aneir a, dem onst ra a carência de conhecim ent o da ár ea de pr om oção da saúde pelos ser v idor es que
aux ilie- os nas at iv idades de t r abalho desenv olv idas j unto aos m unicípios.
Mesm o assim , os par t icipant es da oficina r econhecer am a im por t ância de out ros ser v idor es com por em o grupo e a im por t ância de se t r abalh ar as quest ões de pr om oção da saúde, pois, na pr át ica, ocorr e um esv aziam ent o da oficina quan do são ofer ecidas às inst it uições de saúde e a idéia de pr om oção se resum e a r epasse de infor m ação, r eflet ido na seguint e fala:
“ Eu trabalhei um tempo no Vale do Jequitinhonha num projeto lá por seis anos e aí a gente ia nas comunidades rurais e falava de ter um espaço comunitário e eles (gestores) falavam: Pra que, vocês estão indo fazer festa? E eles falavam: isso é perda de tempo! E eu fico na esperança de um dia poder falar dessas coisas e não ser estranho. É toda uma cultura... tudo só é informação. Então você sabe que isso aí dá uma certa agonia. Já tem uma política nacional, já tem diretrizes, não tem nem um motivo pra gente ficar aqui e não tem nem gente interessada na oficina! (Participante 3, mulher, 3º dia de oficina)
4 .2 - Sist e m a t iz a çã o da s oficina s de pr om oçã o da sa ú de Par a o desenv olv im ent o das oficinas de pr om oção da saúde alguns pr incípios for am fundam ent ais no int uit o de sistem at izar a m et odologia ut ilizada n a int er v enção.
O pr im eir o pr incípio foi de desenv olv er um t r a b a lh o m u lt id isciplin a r , a par t ir das ex periências profissionais e de v ida das t r ês facilit adoras: um a psicóloga, um a ar t e educadora/ bailar ina e out r a fisiot er apeut a. Assim , difer ent es v isões profissionais for am ut ilizadas durant e a elabor ação e desenv olv im ent o das oficinas, a fim de am pliar a for m a de t r abalho part icipat iv o com os funcionár ios no am biente de t rabalho.
O segundo pr incípio da int er v en ção foi propiciar a p a r t icipa çã o em basada nos pr essupost os par t icipat ivos da educação const rut ivist a/ em ancipatória que part e do conhecim ent o dos par t icipant es par a serem for m ados novos conceitos, ut ilizando, inclusiv e, dur ant e a int er v enção, m om ent os de t r abalhos com cont eúdos t eóricos sobr e prom oção da saúde. Técnicas at iv as aux iliar am a percepção da v iv ência e ex posição dos conhecim ent os, das cr enças, dos v alores e das at it udes frent e às sit uações abor dadas. Out r as at ividades foram m escladas com os cont eúdos t eór icos da pr om oção da saúde e com as dinâm icas pr opost as aos par t icipant es.
O t erceir o pr incípio foi est abelecer a s pr á t ica s corpor a is com o pr át icas de saúde e de cuidado, sendo um a est r at égia de prom oção da saúde no am bient e de t r abalhado dos ser v idor es públicos, v ist o que elas podem ser consider adas at iv idades desencadeador as de pr ocessos int er nos de con hecim ent o de si e do aut o cuidado.
O quar t o pr incípio foi agregar os m om e n t os de re f le x ã o com per gunt as desencadeadoras de discussão dur ant e t odo o desenvolv im ent o das oficin as de pr om oção da saúde, a fim de que o gr upo se sent isse à von t ade para com par t ilhar suas per cepções do pr ocesso v ivido e fosse gar ant ido um espaço de fala dos funcionár ios sobre o seus am bien t es de t r abalho.
4 .3 - Sob re a din â m ica da in t e r v e n çã o
As oficinas de pr om oção da saúde foram const r uídas t endo com o base um a v er são em espanhol de um m at er ial da OPAS t raduzido par a por t uguês e adapt ado pelo Cent r o de Est udos, Pesquisa e Docu m ent ação em Cidades Saudáv eis ( CEPEDOC- Cidades Saudáv eis) sobr e em poder am ent o e par t icipação ut ilizado par a capacit ar pr ofissionais da saúde ( OPAS, 2008) . Esse m at er ial foi const ruído para ser u tilizado em cur sos sobr e Met odologias par a a Pr om oção da Saúde.
A par t ir desse m at er ial, as dinâm icas de pr át icas cor por ais e per gunt as desencadeador as para a reflex ão sobr e pr om oção da saúde no am bient e de t r abalho for am inseridas. Tant o as din âm icas de pr át icas cor por ais e as per gunt adas desencadeadoras for am const ruídas considerando a ex per iên cia pr ofissional das facilit ador as. A elaboração das oficinas foi realizada ao longo de 2 m eses com encont ros fr equent es das facilit ador as ant es do início da int er v enção.
Nos oit o encont ros da oficina de pr om oção da saúde for am ut ilizadas v árias t écnicas par t icipat iv as e abor dados conceit os de pr om oção da saúde com o em poderam ent o, par t icipação e relações de poder .
A int er v enção const it uiu- se a par t ir da elabor ação das oficinas e do pr ocesso v iv ido ao longo de oit o encont r os com os serv idor es públicos e as facilit ador as. Os encont ros t inham a dur ação de at é 2 hor as e neles er am t r abalhadas quest ões t eór icas r elacionadas com a
pr om oção da saúde, v iv ência de pr át icas cor por ais e m om ent os de r eflex ão com pergunt as desencadeadoras sobr e t odo o pr ocesso. As facilit ador as par t icipar am de t odos os oit o encont ros e logo após as m esm as conver sam sobr e a organização do pr óx im o encont ro e faziam u m m om ent o de t r oca sobr e as obser v ações e as percepções da oficina t rabalhada, além do m odo em que cada par t icipant e r eagia com as dinâm icas, seu nív el de envolv im ent o e de par t icipação.
Dur ant e o processo de elabor ação das oficinas alguns pont os for am fundam ent ais par a em basar a pr opost a da oficina, com o a ofer t a de um am bient e que deix asse os funcionár ios à v ont ade para desenvolv er em pr át icas cor por ais de for m a espont ânea e sem j ulgam ent os.
Out ro aspect o relev ant e for am as pergunt as desen cadeador as par a o m om ent o de r eflex ão desenv olvido em cada encont ro. Essas per gunt as fizer am com que os ser v idor es pudessem t er um espaço de fala par a r econ hecer pr im eiro a per cepção do pr ópr io corpo e depois as r elações int er pessoais no am bient e de t r abalho.
A seqüência das oficinas foi planej ada com o obj et ivo de r esgat ar a per cepção corporal, ut ilizando dinâm icas de r eflex ão e de aut o conh ecim ent o, n ão só por m eio das pr át icas cor por ais m as pela gar ant ia de um espaço de t roca ent re os par t icipant es e as facilit ador as, apr im or ando assim as r elações int er pessoais ent re os ser v idor es.
A pr opost a foi que em cada encont r o os part icipant es pudessem t rabalhar com ensino- apren dizagem de for m a a desenvolv er out r as habilidades pessoais, iniciando com o conh ecim ent o do pr ópr io cor po, a fim de sensibilizar às per cepções corpor ais e de nov as for m as de t rabalho. As falas seguin t es r eflet em o propósit o das at iv idades:
“Eu acho que a gente tem que primeiro olhar pra dentro para depois pensar em fazer esse trabalho com a população. Para estimular as pessoas de fora a também quererem promover a saúde. Eu acho isso, através dessa sensibilização interior mesmo”. (Participante 3, mulher, 1º dia de oficina)
...a gente precisa se encontrar, eu me encontrar... as vezes a gente se esquece da gente!” (Participante 2, mulher, 5º dia de oficina)
A fim de det alhar o pr ocesso da int erv enção viv enciado pelos ser v idor es públicos a seguir ser ão relat adas, resum idam ent e, as oficinas e as at iv idades desenvolv idas em cada encont ro.
1 º En con t r o
Sín t e se : Apresent ação dos par t icipant es. Ex pect ativ as sobre as oficinas. Dinâm ica de per cepção da r espir ação.
As at iv idades iniciaram - se, no prim eir o dia, com o est abelecim ent o de nor m as colet ivas de conv iv ências e as apr esent ações dos par t icipant es, ut ilizando a dinâm ica de or elha de liv r o, em que cada part icipant e se apresent ou ident ificando- se com o se est iv esse lançando um liv r o. Além disso, foi r ealizado um a r oda de conv er sa par a falar sobr e as ex pect at ivas dos par t icipant es a respeit o da par t icipação nos encont ros. Quando foi m encionada a im por t ância
de iniciar a propost a da oficina de pr om oção da saúde t r abalhando com pr át icas cor por ais, u m par t icipant e fez a seguint e r essalv a:
“ a gente tem que primeiro olhar pra dentro para depois pensar em fazer esse trabalho com a população” . (Participante 2, mulher, 1º dia de oficina)
A facilit ador a iniciou as pr át icas cor por ais, dest acan do a im por t ância dos par t icipant es realizarem os m ov im ent os de for m a nat ur al sem criar ex pect at iv as a r espeit o do j ulgam ent o do out ro. Par a isso, seria n ecessár io que eles se sent issem liv r es par a se m ovim ent ar em no espaço. No in ício da at iv idade, o par t icipant e 1 v er balizou o que ele t in ha escrito em sua t ar j et a sobr e a ex pect at iv a de par t icipar da oficina de prom oção da saúde:
“A vida tem sentido quando nela descobrimos e executamos tudo aquilo que podemos fazer”. (Participante 1, homem, 1º dia de oficina)
Foi pr opost o iniciar com a per cepção da r espir ação e o r econhecim ent o da pr esença cor por al, por m eio da r espir ação. A at iv idade sequencial foi a de cam inhar at ent o par a o r econhecim ent o do espaço físico que est av am ocupando, percebendo o espaço int er no cor por al e o ex t erno. Foi solicit ado aos par t icipant es que andassem no am bient e, olhassem uns para os ou t r os, localizando- os e apr ox im ando- se at é for m ar um gr upo nov am ent e. Foi pedido que os par t icipant es localizassem uns aos out ros, com o olhar , e se apr ox im assem deles at é for m ar em nov am ent e um grupo. Após a for m ação dos grupos, o pedido er a que eles se deslocassem em
blocos, com pequenos gr upos const it uídos, focando t rês pont os pr incipais: olhar para si, olhar par a o ex t erno ( am bient e) e o olh ar par a o gr upo.
A at ividade foi finalizada e, ao grupo, foi solicit ado um m ovim ent o que definisse seu nom e e um a pose qu e t r ansm it isse o nom e do gr upo. A palav r a escolhida pelo gr upo com o for m a de r epr esen t á- lo foi t ran sfor m ação.
Logo após a v iv ência da at ividade foi feit a um a r oda de conv er sa onde a r eflex ão do m om ent o v iv ido foi com par t ilhado. I nicialm ent e, foi falado o por quê do nom e dado pelo gr upo e as pr incipais falas foram : a represent ação das incer t ezas, o r esgat e da cr iança, a hon est idade, e a sugest ão de palav r as foi t oler ância e aceit ação. A represent ação no cor po foi ex plicit ada com o pessoas int er essadas, “ ser ” no sent ido de est ar hum an o, h um anizar , desenvolv er seus pot enciais, t r ansfor m ar com a ação.
Foi ent regue, no final do encont r o, o seguint e t ex t o para aj udar nos m om ent os de r eflex ão do encont ro seguint e, apr esent ado a seguir : Tex t o- A BORBOLETA AZUL
A lenda cont a que um a m enina curiosa decide colocar à prova o velho sábio, por duv idar de que fosse realm ent e um sábio. Tom ou nas m ãos um a borbolet a azul, escondeu- a com as m ãos para t rás, foi at é o sábio e disse: t enho nas m ãos um a borbolet a azul, ela est á viv a ou m ort a. Ant es que o sábio respondesse t inha preparado o seguint e ardil: se ele disser que est á v iva, eu a esm ago e ela est ará m ort a; ele não é um sábio. Se ele disser que ela est á m ort a, eu a deix o v oar; ele não é um sábio. Mas o sábio,