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5 Analysekapittel 2: Å leie på Torshov

5.3 Opplevelse av bomiljø og sosiale posisjoner blant ens egne

O objetivo geral da “Psicomotricidade na Escola” passou pela procura respostas para as dificuldades apresentadas pelas crianças ao nível dos processos simbólicos, da gestão de processos de atenção, da memória e perceção, dos problemas emocionais, de autorregulação do comportamento, bem como de outras funções executivas e dos problemas psicomotores propriamente ditos.

Com base nos resultados iniciais aferidos através da aplicação da versão para professores do questionário SDQ, foi elaborado um conjunto de objetivos gerais e específicos, de modo a responder às necessidades reveladas. Apesar de ser apresentado um objetivo geral, este foi aplicado a cada subgrupo de acordo com as necessidades intrínsecas a cada um deles, revelando-se uns objetivos mais prioritários do que outros de acordo com o grupo em intervenção.

A Tabela n. 5 apresenta de forma esquematizada os objetivos gerais e específicos traçados para a intervenção com os grupos do Agrupamento de Escolas do Restelo.

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Tabela 7. Objetivos específicos do Programa “Psicomotricidade na Escola”

OBJETIVOS GERAIS OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Promover as competências pessoais e sociais em contexto escolar; - Promover o bem-estar psicológico - Promover a autorregulação do comportamento; - Melhorar os relacionamentos

interpessoais com os pares e com os adultos;

- Promover o adequado desenvolvimento psicomotor das crianças.

- Promover a aquisição, execução e generalização de comportamentos pró-sociais;

- Reduzir problemas de comportamento;

- Modificar o pensamento impulsivo e egocêntrico; - Ensinar a parar e pensar antes de agir;

- Ensinar a considerar as consequências dos atos;

- Mediatizar a procura de várias formas de resolução dos problemas; - Desenvolver a descentralização;

-Trabalhar os recursos internos: empatia, assertividade, pensamento lateral, pensamento crítico, competências de negociação (comunicação interpessoal), iniciativa, realização, confiança;

- Trabalhar os recursos ambientais: família, escola e pares;

- Educação de valores sociais e morais: integridade, excelência, respeito, responsabilidade, cooperação, participação, amor ao próximo, justiça e democracia;

-Desenvolvimento positivo da autoestima, do autoconceito e da autonomia;

- Promover situações de segurança e sentimentos de pertença/importância no grupo;

- Desenvolver estratégias de gestão de situações ansiogénicas e da frustração;

- Promover a regulação emocional e a organização psicolinguística do discurso;

- Mediatizar o desenvolvimento psicomotor;

3.2.1.5 PROCESSO DE INTERVENÇÃO

O processo de intervenção com os grupos do Agrupamento de Escolas do Restelo foi muito semelhante ao anteriormente apresentado em relação ao grupo da Casa da Fonte. Pelo que se deve consultar a Tabela n.º5 (pág.5) como exemplo esquemático da organização das sessões.

Cada sessão compreendia igualmente um momento inicial em que se procedia à entrada para o ginásio e ao diálogo inicial, um momento intermédio onde se dinamizavam as atividades e a relaxação, e terminava com o momento final, através do diálogo e da saída do ginásio retornando à respetiva sala de aula.

3.2.1.6 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

Os resultados da avaliação inicial e final das crianças que participaram na Psicomotricidade na EB1 de Caselas e EB1 do Bairro do Restelo, obtidos pelo preenchimento do SDQ pelos professores, encarregados de educação e pelas próprias crianças encontram-se no gráfico seguinte:

Figura 9. Média inicial da avaliação dos SDQ´s dos professores, pais e crianças.

Sintomas Emocionais Problemas Comportamento Hiperatividade Problemas Relacionamento Comportamento Pró-Social Total de Dificuldades Professor 3,32 3,84 7,77 2,68 6,84 17,61 Pais 3,24 3,15 6,97 2,38 7,94 15,76 Criança 4,56 4,09 5,94 3,24 8,85 17,82

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Os dados apresentados no gráfico da Figura n. 9, revelam que o domínio dos Problemas de Comportamento, segundo os professores compreende valores no nível “anormal”, enquanto os encarregados de educação e as crianças cotam com valores “limítrofes”. Outro domínio que se encontra fora dos valores “normais” é o domínio da Hiperatividade, em que professores e encarregados de educação avaliam com valores no nível “anormal” ao passo que a criança cota com valores limítrofes. Estes pontos de corte encontram-se no Tabela n. 3 (pág.26)

Figura 10. Avaliação inicial e final dos SDQ preenchidos pelos professores. O gráfico da Tabela n.º 10 mostra que após a intervenção, existem alterações nos valores obtidos na avaliação inicial e na avaliação final. O domínio de Problemas de Comportamento, passa do nível “anormal” para o “limítrofe”. Observa-se uma melhoria em todos os restantes domínios sem no entanto ocorrer uma mudança de nível de categorização. Da análise estatística realizada, observa-se uma melhoria significativa ao nível dos Problemas de Comportamento, da Hiperatividade e dos Comportamentos Pró-sociais (p<.05).

Figura 11. Avaliação inicial e final dos SDQ preenchidos pelos encarregados de educação. O gráfico da Tabela n. 11 mostra uma evolução positiva nos domínios dos Problemas do Comportamento, da Hiperatividade e do Comportamento Pró-social, embora se mantenham respetivamente no nível “limítrofe” e “anormal”.

Sintomas Emocionais Problemas Comportamento Hiperatividade Problemas Relacionamento Comportamento Pró-ocial Inicial Total de Difuldades Inicial 3,24 3,15 6,97 2,38 7,94 15,74 Final 3,35 3 6,74 2,41 8,76 15,5 Sintomas Emocionais Problemas Comportamen to Hiperatividade Problemas Relacionamen to Comportamen to ProSocial Inicial Total de Dificuldades Inicial 3,32 3,84 7,77 2,68 6,84 17,61 Final 3,52 3,19 7,06 2,55 7,84 16,32

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Figura 12. Avaliação inicial e final dos SDQ preenchidos pelas crianças. No gráfico da Figura n. 12, observam-se melhorias ao nível dos Problemas de Comportamento, Hiperatividade e Comportamento Pró-social, enquanto o domínio dos Problemas de Relacionamento apresenta piores resultados. Apesar destas variações todos os domínios se mantêm no nível da avaliação inicial, com exceção do domínio da Hiperatividade que atinge uma cotação de nível “normal”. Analisando estatisticamente as variações, apenas são significativas as melhorias ao nível dos Problemas de Comportamento, da Hiperatividade e ainda no Total de Dificuldades das crianças (p <.05).

Em seguida são apresentados os resultados da aplicação da escala SSRS no momento inicial e final da intervenção psicomotora:

Figura 13. Avaliação inicial e final dos SSRS-K6 preenchidos pelos professores. O gráfico da Figura n. 13, mostra melhorias ao nível das Habilidades Sociais, e da Competência Académica, e uma diminuição dos Problemas de Comportamento de caráter internalizante. Estas melhorias analisadas estatisticamente são significativas (p<.05). O aumento dos Problemas de Comportamento de caráter externalizante, por sua vez não se pode considerar estatisticamente significativos (p>.05).