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Operationalisation of feminist theories into the situation of women and media

3.2 Feminism

3.3.6 Operationalisation of feminist theories into the situation of women and media

Este estudo inscreve-se na problemática da diversidade curricular, mais especificamente os CEF e os cursos vocacionais. Ambas as modalidades de formação em estudo inscrevem-se nas respostas ao insucesso e abandono escolar. Do estudo comparativo elaborado, conclui-se que os CEF constituem uma alternativa que, para além de uma qualificação profissional, permite aos alunos um percurso crescente e uma permeabilidade face às restantes modalidades de ensino, nomeadamente quando estes pretendem prosseguir estudos no nível secundário ou pós-secundário. No caso dos curos vo- cacionais, a certificação apenas escolar no ensino básico e a fraca permeabilidade face às restantes modalidades de formação no prosseguimento de estudos para o nível secundário, consagra-os como mecanismos de remediação para o insucesso escolar que segrega os alunos e pode fortalecer desi- gualdades já existentes.

A diversidade da oferta formativa é vista como um incremento para a igualdade de oportunidades que permite alcançar o objetivo da Educação para Todos. Todavia, levantam-se algumas questões a este nível. “Muitas vezes esta diversificação, precoce ou tardia, é sinónimo de selectividade e de

consagração das desigualdades e do insucesso escolar por via dos currículos e muitas vezes tam- bém das instituições que as oferecem” (Azevedo, 2007, p.12). No caso dos cursos vocacionais, Pinto

& Silva (2015, p.13) perguntam: “quando se corre o risco, do diploma não ter validade total nem no contexto escolar nem nos contextos profissionais, ou destes alunos não poderem prosseguir estudos em igualdade de circunstâncias com quem nunca saiu do ensino regular, poder-se-á falar de uma boa prática?”.

Coloca-se, aqui, a questão da equidade, conceito que tem evoluído para mais recentemente se cen- trar na igualdade de resultados e competências. É preciso ir mais além das taxas de frequência e de conclusão para perceber quais as competências e quais os resultados externos destas políticas. Referimo-nos aos efeitos sociais e económicos da educação, como o rendimento privado e público, o emprego, os níveis salariais, mas também a participação social e a criminalidade entre outros fenó- menos (Lemos, 2013).

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Em suma, perguntamo-nos se a diversificação curricular poderá ser a resposta para os problemas do insucesso e abandono escolar tal como preconizado no caso dos CEF e dos cursos vocacionais. O facto é que estamos a falar de estratégias de remediação para alunos que já experimentaram o insucesso escolar. Ora, tal como defendem Justino & al. (2014), a resposta está em intervenções preventivas nos 1º e 2º ciclos orientados para a consolidação das aprendizagens estruturantes, pois a probabilidade de inversão das expectativas é claramente mais reduzida no 3º ciclo e no ensino secun- dário. Urge, assim, uma mudança de paradigma que reconheça, por um lado, o abandono como um processo (Estevão & Álvares, 2013) e, por outro, como sinónimo de ineficácia do sistema educativo (Álvares, s.d.).

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Imersão docente: O olhar dos futuros