5.5 Theme four: Women participation in news production
5.5.3 Perceived reasons for gender divide in beats
5.5.3.5 The cost of equipment and training
Instituto Politécnico de Leiria/Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (IPL/ESECS) – Cen- tro de Investigação em Qualidade de Vidas (CQIEV) - Núcleo de Investigação e Desenvolvimento em Educação (NIDE/IPL)
Isabel Simões Dias
Instituto Politécnico de Leiria/Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (IPL/ESECS) – Cen- tro de Investigação em Qualidade de Vidas (CQIEV) - Núcleo de Investigação e Desenvolvimento em Educação (NIDE/IPL)
resumo
Este trabalho tem como objetivo analisar as modalidades praticadas pelos discentes e funcionários (docentes e não docentes) da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria (ESECS/IPL) em dois momentos distintos que reportam à administração do protocolo de investigação (entre julho e outubro de 2014). Seguindo uma metodologia quantitativa, aplicou-se o questionário “Contextualização da prática do exercício físico”, que foi elaborado especificamente para este estudo, com o objetivo de recolher dados acerca das caraterísticas sociodemográficas e da prática de exercício físico. No presente estudo, administrou-se o questionário a uma amostra de 226 sujeitos, com idades compreendidas entre 18 e 62 anos. Os dados revelaram que a maioria dos sujeitos que pratica exercício físico opta por modalidades de ginásio e por caminhadas (tanto na última semana como no último ano), evidências que se enquadram nas recomendações da Organi- zação Mundial da Saúde (2010) e do Instituto de Desporto de Portugal (2011).
Palavras-chave: Exercício físico, modalidades.
AbstrAct
This work aims to analyze the modalities of physical exercise practiced by students and staff (teaching and non-teaching staff) of the School of Education and Social Sciences of the Polytechnic Institute of Leiria (ESECS / IPL) at two different times that relate to the administration of the in- vestigation protocol (between July and October 2014). Following a quantitative methodology, we applied the questionnaire “Contextualização do Exercício Físico”, which was developed specifically for this study, with the aim of collecting sociodemographic data and the characterization of physi- cal exercise practice. In the present study, the questionnaire was administered to a sample of 226 subjects, aged between 18 and 62 years old. The data revealed that the majority of individuals who practice physical exercise chooses modalities such as gym and walks (both last week and in the last year), evidence that fall within the recommendations of the World Health Organization (2010) and the Institute Sport of Portugal (2011).
Key-words: Physical exercise, modalities. ——————
introdução
O Instituto de Desporto de Portugal, em 2011, desenvolveu um trabalho de investigação com o obje- tivo de caraterizar os portugueses no que respeita à prática de atividade física (Baptista et al, 2011) concluindo que, no que respeita à idade adulta, a situação da atividade física no nosso país não é pre- ocupante. De acordo com o Observatório Nacional da Atividade Física e do Desporto, grande parte das pessoas adultas é suficientemente ativa, verificando-se uma prevalência da prática de 76,7 % nos homens e, nas mulheres, uma prevalência de 63,7 %.
Assumindo o exercício físico como a atividade física que requer um qualquer movimento corporal produzido pela contração muscular, originando um gasto energético acima do nível de repouso (Cas- persen, Powell, & Christenson, 1985), neste estudo utilizaremos indistintamente os termos atividade física e exercício físico pois alguns dos documentos analisados referem ambos os termos com o
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mesmo objetivo. A este propósito, salienta-se que, para Mendes, Sousa, e Barata (2011, p. 1027), o exercício físico é “(…) um tipo de atividade física, que obedece a determinados parâmetros quando prescrito, como o tipo, modo, duração, intensidade, frequência e progressão”, podendo assumir duas tipologias, exercício aeróbio e exercício resistido. O exercício aeróbio realiza-se sobretudo à custa do metabolismo aeróbio (como acontece na caminhada, corrida, natação, remo ou ciclismo) e o exercício resistido “… refere-se aos movimentos dos músculos contra uma força aplicada ou carga externa, que resulta no fortalecimento do músculo-esquelético, através do aumento da força e resistência muscular. Pode ser realizado em máquinas de musculação, com pesos livres, bandas elásticas ou com o peso do próprio corpo” (ibidem).
A Organização Mundial de Saúde (2010) reconhece a atividade física como um dos comportamen- tos promotores de saúde, sugerindo o exercício físico aeróbio como o exercício recomendado para adultos com idades compreendidas entre os 18- 64 anos. Haskell e colaboradores Bauman (2007) defendem que a marcha rápida e o jogging serão os exercícios mais adequados aos adultos, defen- dendo que a sua prática deverá ocorrer entre 20 a 30 minutos, 3 a 5 dias por semana. Já os exercícios de ginásio deverão ocorrer dois dias por semana. Estes exercícios físicos resistidos revelam-se im- portantes para o desenvolvimento da capacidade funcional dos seus praticantes uma vez que visam “… melhorar valências da aptidão física como a força, potência, hipertrofia e resistência muscular
localizada …” (Póvoa, Jardim, Sousa, Jardim, Souza, e Jardim, 2014).
Na revisão de Mendes e colaboradores (2011) que analisa as recomendações de vários organismos (e.g.: Organização Mundial de Saúde, American College of Sports Medicine e American Heart Asso- ciation, Australian Association for Exercise and Sport Science) que tratam a questão do exercício físi- co de forma geral ou focalizada em determinadas áreas da saúde, podem-se encontrar as afirmações “A marcha rápida parece ser o exercício aeróbio de eleição (…) alguma actividade física é melhor do que nenhuma” (p. 1025), o que sugere a proeminência da marcha/caminhada/corrida como modali- dades a adotar na promoção da saúde.
Inserindo-se numa investigação mais alargada que tem vindo a ser desenvolvida desde 2014, na ESECS/IPL e que incide nas variáveis exercício físico, qualidade de vida e saúde mental (Abreu & Dias, submetido a) e b)), este estudo tem como objetivo analisar as modalidades praticadas pelos discentes e funcionários (docentes e não docentes) da ESECS/IPL em dois momentos distintos que reportam à administração do protocolo de investigação (entre julho e outubro de 2014): i) um pri- meiro momento que se refere à última semana (considerando a data de preenchimento do protocolo) e ii) um segundo momento, último ano, considerando, igualmente, a data de preenchimento do pro- tocolo. Procurar-se-á, desta forma, perceber se as modalidades praticadas pela nossa amostra são ou não concordantes com os dados dos relatórios e recomendações nacionais e internacionais.
método
Amostra
Participaram neste trabalho 226 sujeitos, 46 funcionários (docentes e não docentes) e 180 estudan- tes dos 1º e 2º ciclo de estudos da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Poli- técnico de Leiria (ESECS/IPL), 192 mulheres (85%) e 34 homens (15%) com idades compreendidas entre os 18 e os 62 anos (Média= 29.25; DP= 10.64).
Relativamente à escolaridade, encontraram-se sujeitos com formação entre o 7.º e 9.º ano (1.8%), o 10.º e o 12.º ano (40.7%), com estudos universitários (42.5%) e com formação pós-graduada (15%). Dos 46 funcionários, 31 eram funcionários docentes (13.7%) e 15 funcionários não docentes (6.6%). Os 180 estudantes distribuíam-se pelos cursos de 1º e 2ºciclo de estudos da ESECS/IPLeiria con- forme tabela 1.
cursos n= 180
percentagem (%)
Comunicação Social e Educação Multimédia 17.2
Desporto e Bem Estar 11.1
Desporto e Bem Estar_PL 2.2
Educação Social 8.3
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Formação Especializada em Educação Especial .6 Mestrado em Ensino do 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico 2.8
Mestrado em Educação Especial 5.0
Mestrado em Educação Pré-Escolar 3.9
Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico 18.9 Mestrado em Gestão, Avaliação e Supervisão Escolares 5.6 Mestrado em Intervenção e Animação Artísticas 6.7 Mestrado em Intervenção para um envelhecimento Ativo 7.2
Pós-Graduação em Educação Especial 1.7
Serviço Social 8.3
total 100.0
tabela 1 Distribuição dos estudantes por curso
Da leitura desta tabela 1, destacam-se os estudantes do 2.º ciclo do Mestrado em Educação Pré- -Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico (18.9%) e os estudantes do curso de 1.º ciclo de
Comunicação Social e Comunicação Multimédia (17.2%).
No que se refere à distribuição da amostra por distrito, os dados evidenciam a proveniência de 14 áreas geográficas distintas (ver Gráfico 1).
Gráfico 1 Distribuição dos participantes por distrito
A grande maioria dos participantes do estudo era do distrito de Leiria (69,9%), havendo sujeitos de Santarém (9.3%), de Coimbra (7.4%) e de Lisboa (6.0%).
Relativamente ao estado civil, os dados apontam para a existência de cinco situações: solteiro, casa- do, união de facto, separado e divorciado (ver Gráfico 2).
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Gráfico 2 Distribuição dos participantes por estado civil
Conforme os dados do Gráfico 2, 68.4% dos respondentes afirmaram ser solteiros, 22.2% casados, 4.9% viverem em união de facto e 4% e 0.4% assinalaram estar divorciados e separados, respetivamente.
Instrumentos
Contextualização da prática do exercício físico: este instrumento de recolha de dados, construído para este trabalho, procura aceder aos dados sociodemográficos dos participantes bem como à informação acerca da prática do exercício físico (modalidades, frequência, duração) na última semana, no último ano, nos últimos 5 anos e nos últimos 20 anos. Organizado em oito itens, contempla questões 7 fe- chadas e 18 abertas.
Procedimentos
Para a realização deste estudo contatou-se a direção da ESECS/IPLeiria para solicitar a sua autoriza- ção. Com a sua anuência, passou-se à administração do protocolo de investigação a uma amostra de conveniência (discentes e funcionários docentes e não docentes da ESECS/IPLeiria). Relativamente aos funcionários docentes e não docentes, optou-se por distribuir o protocolo de investigação nos seus gabinetes e/ou por deixá-los nos seus cacifos. No que se refere aos estudantes, o protocolo de investigação foi administrado presencialmente, em contexto de sala de aula. Recolhidos os dados iniciou-se o seu tratamento e análise no programa SPSS (versão 22.0 para Windows).
resuLtAdos
O tratamento e análise estatística dos dados efetuados no programa SPSS incluiu procedimentos de recodificação de variáveis, nomeadamente, de variáveis nominais (por exemplo, modalidades de exercício físico).
Do total de sujeitos que participaram neste estudo, 96 (42.5%) reporta ter praticado exercício físico na última semana e 191 (84.5%) refere ter praticado exercício físico no último ano. Apresentam-se, de seguida, os resultados referentes à modalidades praticadas pelos sujeitos (gráficos de barras 3 A- 3 B e 4 A – 4 B), quer no que respeita à última semana, quer no que respeita ao último ano.
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Gráfico 3-A Modalidades praticadas na última semana
Gráfico 3-B Modalidades praticadas na última semana
Dos dados dos gráficos supra apresentados (Gráficos 3-A e 3-B) destacam-se a prática das seguintes modalidades: ginásio (32.3%), caminhada (21.5%) e a prática de zumba (5.4%). Pode-se ainda sa- lientar a corrida com 4.3% e a associação de ginásio/corrida com 3.2%.
Investigação, Práticas e Contextos em Educação 2016 169 Gráfico 4-A Modalidades praticadas no último ano Gráfico 4-B Modalidades praticadas no último ano
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Das modalidades praticadas no último ano destaca-se o ginásio (19.8%), a realização de caminhadas (15.4%) e a corrida (7.7%). A dança (4.4%) e a associação caminhada/corrida e a prática de zumba surgem com 3.8%, conforme dados dos Gráficos 4-A e 4-B.
discussão e concLusões
Os resultados deste trabalho permitem, numa primeira leitura, quantificar os praticantes de exer- cício físico nesta amostra. Os números respeitantes à prática de exercício físico na última semana e no último ano revelam valores bastante diferentes entre si, o que levanta algumas questões, nome- adamente, no que respeita à sua discordância. Se se considerar a última semana os dados não são concordantes com os valores referidos por outros autores (e.g.: Baptista et al, 2011). No entanto, se considerarmos o último ano, a percentagem de praticantes é próxima daquela que é revelada no trabalho supra mencionado (84.5% nesta amostra e cerca de 70% no trabalho realizado pelo Obser- vatório Nacional da Atividade Física e do Desporto).
Não obstante o desfasamento de números já analisado, pode-se afirmar que os resultados deste estudo revelaram que os estudantes e funcionários docentes e não docentes da ESECS/IPLeiria, na última se- mana e no último ano, praticaram exercício físico. Ainda que a evidência desta prática não seja percen- tualmente muito elevada na última semana, aceita-se a ideia preconizada por Mendes e colaboradores (2011) quando afirmam que alguma prática de exercício físico é melhor do que a sua ausência.
Enquanto adultos de nacionalidade portuguesa, os participantes neste estudo enquadram-se nos da- dos do estudo de Baptista e colaboradores (2011) no que se refere à prática ativa e nas evidências da Organização Mundial de Saúde (2010) no que se refere à tipologia do exercício físico recomendado. A este respeito, saliente-se a percentagem da prática de caminhada, um dos tipos de exercício aeróbio mais recomendado para adultos (Haskell, et al., 2007) e a prática de modalidades de ginásio, exer- cício que promove o desenvolvimento funcional dos seus praticantes (Póvoa, Jardim, Sousa, Jardim, Souza, & Jardim, 2014).
Em suma, embora os resultados deste estudo levantem questões que necessitam de um maior apro- fundamento, pode-se concluir que os sujeitos desta amostra revelam um padrão de prática de exer- cício físico semelhante ao revelado nos estudos realizados a nível nacional.
referênciAs
Abreu, M. O. & Dias, I. S. (submetido a). Perceção da qualidade de vida e estilos motivacionais para a prá- tica do exercício físico. Revista IberoAmericana de Psícologia del Exercicio y el Deporte. Abreu, M.O. & Dias, I.S. (submetido b).Exercício físico, saúde mental e qualidade de vida na ESECS/IPL.
Revista Psicologia, Saúde e Doenças.
Baptista, F., Silva, A., Santos, D., Mota, J., Santos, R., Vale, S., Ferreira, J., Raimundo, A., & Moreira, H. (2011). Observatório Nacional da Actividade Física e Desporto. Livro Verde da Actividade Física. Lisboa: Instituto do Desporto de Portugal.
Caspersen, C.,Powell,K. & Christenson, G. (1985). Physical activity, exercise, and phys-ical fitness: defini- tions and distinctions for health-related research. Public Health Reports, 100: 126–131.
Haskell W.L., Lee I.M., Pate R.R., Powell, K.E., Blair, S.N., Franklin, B.A. … Bauman, A. (2007). Physical activity and public health: updated recommendation for adults from the American College of Sports Medicine and the American Heart Association. Circulation,116 (9):1081-93.
Instituto do Desporto de Portugal (2011). Plano Nacional de Atividade Física. Lisboa: Instituto do Des- porto de Portugal.
Mendes, R., Sousa, N., & Barata, T. (2011). Actividade física e saúde pública. Recomendações para a Prescrição de Exercício. Acta Med Port, 24: 1025-1030.
Póvoa, T., Jardim, P., Sousa, A., Jardim, T., Souza, W., & Jardim, L. (2014). Treinamento aeróbio e resistido, qualidade de vida e capacidade funcional de hipertensas. Rev Bras Med Esporte, 20 (1): 36-40. World Health Organization (2010). Global Recommendations on Physical Activity for Health. Geneva:
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