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4. Undersøkelseskontekst

5.1 Anskaffe og assimilere ny kunnskap

5.1.1 Opening-up extension

Nas últimas quatro décadas, o perfil de morbidade e mortalidade no Brasil vem mudando, com o aumento significativo das doenças crônico-degenerativas, sobretudo, o câncer. Assim, enquanto em 1980 os tumores malignos representavam 8,2% de todas as mortes, em 1990 subiram para 9,5% e em 2000 alcançaram 12,7%, colocando-se como a segunda causa de morte mais frequente no Brasil, precedido apenas pelas doenças cardiovasculares (Instituto Nacional do Câncer - INCA, 2004).

Figura 1: Distribuição proporcional das Principais Causas de Morte no Brasil, em 2000

Em 2003, ocorreu no Brasil 402.190 casos novos e 126.960 óbitos por câncer. Para o sexo masculino, foram esperados 186.155 casos novos e 68.350 óbitos, enquanto que, para o sexo feminino, foram estimados 216.035 casos novos e 58.610 óbitos, como podemos observar na Tabela 1 (INCA, 2004).

Estimativa dos Casos Novos Estimativa dos Óbitos

Região

Masculino Feminino Total Masculino Feminino Total

Centro-Oeste 13.130 13.555 26.685 3.910 3.225 7.135 Nordeste 18.930 23.910 42.840 9.290 9.270 18.560 Norte 4.205 4.745 8.950 2.300 2.080 4.380 Sudeste 120.350 147.630 267.980 37.140 31.850 68.990 Sul 29.540 26.195 55.735 15.710 12.185 27.895 BRASIL 186.155 216.035 402.190 68.350 58.610 126.960

Tabela 1: Estimativas do ano 2003 das taxas brutas de incidência e mortalidade por 100.000

e de número de casos novos e de óbitos por câncer, em homens e mulheres, segundo a região do Brasil (INCA, 2004).

Estimou-se que o principal câncer a acometer a população brasileira foi o câncer de pele não melanoma (82.155 casos novos), seguido pelas neoplasias malignas da mama feminina (41.610 casos novos), próstata (35.240 casos novos), pulmão (22.085 casos novos) e estômago (20.640 casos novos) (INCA, 2004).

Tabela 2: Estimativas do ano 2003 das taxas brutas de incidência e mortalidade por 100.000

e de número de casos novos e de óbitos por câncer, em homens, segundo localização primária (INCA, 2004).

As maiores taxas de incidência entre os homens (Tabela 2) foram devidas ao câncer de

pele não melanona (44,84/100.000), próstata (40,49/100.000), pulmão (17,41/100.000), estômago (15,67/100.000), cólon e reto (10,96/100.000) enquanto que, nas mulheres (Tabela

3), destacaram-se as neoplasias malignas da pele não melanoma (47,80/100.000), mama

(46,35/100.000), colo do útero (18,32/100.000), cólon e reto (11,73/100.000) e estômago (7,81/100.000) (INCA, 2004).

Tabela 3: Estimativas do ano 2003 das taxas brutas de incidência e mortalidade por 100.000

e de número de casos novos e de óbitos por câncer, em mulheres, segundo localização primária (INCA, 2004).

Utilizando-se a série histórica disponível de taxas de mortalidade por câncer no Brasil, por topografia, estimou-se para o ano 2003 que o câncer de pulmão (13,00/100.000) foi a primeira causa de morte por câncer no sexo masculino (Figura 02), seguido do câncer de próstata (9,47/100.000), estômago (8,45/100.000), esôfago (4,97/100.000), cólon e reto (4,24/100.000). Estimou-se que o câncer da mama feminina (10,40/100.000) manter-se-ia como a primeira causa de morte em mulheres (Figura 03), seguido pelo câncer de pulmão (5,45/100.000), cólon e reto (4,73/100.000), colo do útero (4,58/100.000) e estômago (4,27/100.000) (INCA, 2004).

Figura 2: Taxas brutas de mortalidade por 100.000 HOMENS para os tumores mais

Figura 3: Taxas brutas de mortalidade por 100.000 MULHERES para os tumores mais

frequentes, Brasil, 1979 - 2000 e projeção 2003 (INCA, 2004).

Uma célula normal pode sofrer alterações no DNA dos genes, ocorrendo a mutação genética. Essas mutações podem ocorrer ocasionalmente ou por indução a partir de agentes carcinogênicos. Esses agentes induzem as células com material genético alterado a receber instruções erradas para as suas atividades metabólicas e fisiológicas. As alterações podem ocorrer em genes especiais, denominados protooncogenes, que a princípio são inativos em células normais. Quando ativados, os protooncogenes transformam-se em oncogenes, responsáveis pela malignização (cancerização) das células normais. Essas células diferentes são denominadas cancerosas (INCA, 2004).

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor

benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida. Atualmente, o câncer se constitui na segunda causa de morte por doença no Brasil e, em 1994, as neoplasias foram responsáveis por 10,86% dos 887.594 óbitos registrados, sendo que 53,81% dos óbitos por neoplasia ocorreram entre os homens e 46,05%, entre as mulheres. Atualmente, dispõe-se dos seguintes recursos para o tratamento do câncer: cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonoterapia e imunoterapia, que podem ser usados de forma isolada ou combinada (INCA, 2004).

As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando ambas inter-relacionadas. As causas externas relacionam-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de um ambiente social e cultural. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Esses fatores causais podem interagir de várias formas, aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais. De todos os casos, 80 a 90% dos cânceres estão associados a fatores ambientais. Alguns deles são bem conhecidos: o cigarro pode causar câncer de pulmão, a exposição excessiva ao sol pode causar câncer de pele, e alguns vírus podem causar leucemia. Outros estão em estudo, tais como alguns componentes dos alimentos que ingerimos, e muitos são ainda completamente desconhecidos. O envelhecimento traz mudanças nas células que aumentam a sua susceptibilidade à transformação maligna. Isso, somado ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica em parte o porquê de o câncer ser mais frequente nesses indivíduos. Os fatores de risco ambientais de câncer são denominados cancerígenos ou carcinógenos. Esses fatores atuam alterando a estrutura genética (DNA) das células. O surgimento do câncer depende da intensidade e duração da exposição das células aos agentes causadores de câncer. Por exemplo, o risco de uma pessoa desenvolver câncer de pulmão é diretamente proporcional ao número de cigarros fumados por dia e ao número de anos que ela vem fumando (INCA, 2004).

Portanto, os fatores de risco de câncer podem ser encontrados no meio ambiente ou podem ser herdados. A maioria dos casos de câncer (80%) está relacionada ao meio ambiente, no qual encontramos um grande número de fatores de risco. Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente ocupacional (indústrias químicas e afins) o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida). As mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, os "hábitos" e o "estilo de vida" adotados pelas pessoas, podem determinar diferentes tipos de câncer. Dessa forma, poderemos ter tumores originados por mutações espontâneas que podem ser transmitidos para os descendentes, tornando-se portanto hereditários, e aqueles provocados por carcinógenos ambientais, que podem ser químicos (hidrocarbonetos policíclicos, nitrozaminas, aflotoxina B1, asbestos, etc.), radiações ionizantes (ultra-violeta, raios X, raios gama, etc), vírus como, Epstein-Barr, hepatite B, papiloma vírus humano (HPV) etc e possivelmente, bactérias (Helicobacter pylori) (INCA, 2004).