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Om (sam)arbeidsform og innhold i utvalgsmøter

De acordo com dados da Anfavea (2015), a indústria automobilística brasileira representa quase 25% do PIB industrial e 5% do PIB total, com faturamento acima de US$100 bilhões. São 61 unidades industriais instaladas em 46 municípios de 10 estados nacionais (incluindo Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro; toda a região Sul e alguns estados das regiões Nordeste e Norte – nesta ordem – em menor proporção). Ainda segundo a associação, a cadeia movimenta um grande número de fabricantes, fornecedores de matéria-prima, autopeças, distribuidores, postos de gasolina, oficinas, borracharias, seguradoras, empresas de comunicação, agências de publicidade, entre outros que, interligados, buscam promover o aquecimento do setor em meio ao mercado competitivo, com vistas a gerar mais empregos e renda. Os estados com a maior produção foram São Paulo e Minas Gerais que, juntos, perfazem mais de 44% do total produzido no país. O estado de Minas Gerais possui participação percentual expressiva no licenciamento de autoveículos novos, levando em conta dados do Renavam/Denatran, entre os anos 2000 e 2014. É o segundo estado com o maior número de licenciamentos, contribuindo com 26,5% de participação no país – quase 347 mil veículos - apesar da redução em relação ao ano anterior, que foi de 361 mil. Minas só perde para o estado de São Paulo, que obteve um total de 771 mil, em 2014).

Ressalta-se que houve uma mudança na base de dados de licenciamento, produção e exportação de autoveículos da Anfavea, a partir de 2015. Segundo a entidade, os veículos utilitários esportivos – SUVs – e os jipes eram classificados como comerciais leves. A partir deste ano, são considerados automóveis. Segundo a entidade, não caberia classificá-los como comerciais leves, já que os modelos deste outro segmento são, geralmente, usados para o transporte comercial de carga ou de passageiros. A partir deste ano, a classificação segue os seguintes critérios, segundo a Anfavea (2015):

 Serão considerados automóveis os veículos automotores projetados, equipados e destinados ao transporte de pessoas e suas bagagens: sedã,

hatch, minivan, monovolume, cupê, conversível, crossover, utilitários esportivos (SUVs) e utilitários (jipes);

 os comerciais leves são os veículos comerciais projetados, equipados e caracterizados para transporte simultâneo ou alternativo de pessoas e carga, com Peso Bruto Total (PBT) de até 3,5 t. Podem ser picapes (pequenas e m dias), furgonetas, furg es e “vans” (de passageiros). Tamb m estão incluídos nessa categoria os veículos especiais, como ambulância.

Ainda segundo o seu Anuário 2015, a capacidade produtiva, atualmente, gira em torno de 4 milhões e meio de autoveículos e 109 mil máquinas agrícolas e rodoviárias autopropulsadas. Mas a projeção para o próximo triênio (cuja gestão finaliza-se em 2016) é de crescimento para 5 milhões e setecentas mil unidades, por meio da otimização do processo de exportações.

A indústria vinha apresentado crescimento ininterrupto desde 2002, de 145%, com média anual superior a 10%. Porém, nos últimos anos, as crises política e econômica vêm refletindo nas vendas e nos investimentos feitos no segmento. Na estimativa apresentada em junho de 2015, a Anfavea previa retração de 20,6% das vendas totais, para 2 milhões 770 mil unidades. Em outubro de 2015, a Anfavea (2015) revisou suas projeções, novamente, para baixo, pela terceira vez este ano, em relação à produção e vendas de veículos novos, na comparação com 2014. De janeiro a outubro de 2015, o volume de licenciamentos de veículos novos diminuiu para 2 milhões 150 mil unidades. Trata-se do menor índice dos últimos oito anos, quando foram emplacadas 1 milhão 980 mil unidades. O total de vendas de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) ficou 24,3% abaixo do resultado apurado em iguais meses do ano passado.

Considerando apenas o resultado de outubro de 2015, as vendas caíram 37,4% sobre o mesmo mês de 2014, de quase 307 mil para pouco mais de 192 mil unidades. O volume de vendas totais de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus novos esperado para o acumulado 2015, divulgados em novembro de 2015, é, até o momento, de 2 milhões 540 mil unidades, queda de 27,4% em relação aos quase 3 milhões e meio de unidades licenciadas em todo o ano de 2014. (AUTOMOTIVEBUSINESS, 2015).

A crise que tem afetado o setor automotivo também atingiu o segmento de autopeças no Brasil. A produção industrial, de janeiro a abril de 2015, acumulou queda de 11,5%, ainda menor do que o recuo de 21,29% da produção de veículos, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal de Pessoa Física (PIM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O faturamento líquido diminuiu quase 15% no primeiro quadrimestre de 2015, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Segundo pesquisa do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), a partir de dados de suas 64 associadas, a diminuição ocorreu, principalmente, pela retração nas vendas de peças às montadoras, que caíram 22,63%, ocasionadas pelo recuo da produção de veículos no período mencionado. Ressalta-se que o setor de vendas de peças é o que mais contribui para o faturamento total do setor. Com a queda na produção, ainda segundo a pesquisa, a capacidade ociosa das fábricas de autopeças subiu 4,35 pontos porcentuais nos cinco primeiros meses de 2015, atingindo 33,1% em abril. O nível de emprego do setor de autopeças também tem sido afetado desde março de 2014. Só nos primeiros quatro meses de 2015, a queda foi de 10,6% na comparação com o mesmo período de 2014 (FRANCO, VIDAL, 2015).

Já em relação ao estoque total de veículos nos pátios das concessionárias e das montadoras, segundo a Anfavea (2015), houve queda no número de unidades na comparação entre agosto e setembro deste ano – de quase 358 mil para 347 mil, porém, com estoque total ainda alto, suficiente para 52 dias de vendas, enquanto o ideal, segundo o setor, seria de um estoque equivalente a 30 dias de vendas. Deste total de unidades, até o mês de setembro de 2015, grande parte se concentrava nas concessionárias, com 214 mil veículos parados, à espera de venda.

Em relação ao número de empregos (pessoas com contratos de trabalho firmados com as empresas associadas à Anfavea), também houve queda. Em 2015, a indústria automotiva já demitiu quase 11 mil empregados. Segundo Kutney (2015), somente no mês de setembro de 2015, foram fechados oitocentos postos de trabalho no setor. Neste mesmo mês, o número de pessoas empregadas no segmento era 7,5% menor que em 2014. Diante do cenário descrito acima, prevê-se

um ajuste para 2016, com a diminuição da produção de veículos, bem como de funcionários. A Anfavea reforça que as demissões vão continuar, em virtude do atual cenário, uma vez que, atualmente, existem mais de sete mil empregados com acordos fechados com sindicatos para a redução da jornada de trabalho e com os contratos de trabalho suspensos.

O índice de exportações de autoveículos também diminuiu de 2013 para 2014 em relação às empresas trabalhadas neste estudo. Porém, em relação à comparação entre 2014 e 2015, o setor projeta que sejam exportados 375 mil veículos, 12,2% a mais que no ano passado. A Anfavea previa crescimento de apenas 1,1% nas exportações em 2015. Apesar deste ponto positivo, os números, em geral, reforçam que o Brasil vem apresentando desempenho cada vez mais negativo, perdendo posições no ranking global dos maiores mercados automotivos do mundo.

Segundo pesquisa divulgada em novembro de 2015 pela Jato Consult, empresa de consultoria da Jato Dynamics do Brasil, que fornece dados de análise do mercado, o Brasil já caiu para o oitavo lugar entre os maiores mercados no setor, no mês de setembro (AUTOMOTIVEBUSINESS, 2015).

A pesquisa contemplou os mercados que mais consomem carros no mundo, constituída pelos países: África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, China, Coreia do Sul, Croácia, França, Espanha, EUA, Grã Bretanha, Grécia, Holanda, Índia, Itália, Japão, Malásia, México, Portugal, Rússia, Suíça, Tailândia e Turquia.

A pesquisa mostra liderança da China, que continua liderando o ranking dos quinze grupos com o crescimento mais significativo no mundo, tanto em setembro de 2014/2015, quanto no acumulado de nove meses de 2015, à frente dos Estados Unidos, seguidos pela Grã-Bretanha. Nota-se, também, no Quadro 7, uma significativa retração de quase 10% no crescimento do mercado japonês (9,7%), na variação acumulada de setembro de 2014/setembro 2015:

QUADRO 7 – Ranking global dos maiores mercados automotivos do mundo

Países Set-2014 Set-2015 Var% Set 14-15 Posição Mensal Set./14 Acum. Set. 2014 Acum. Set. 2015 Var% Acum.Set 14-15 Posição Acum. Set. 2014 China 1.846.324 1.869.798 1,3% 1 15.077.243 15.656.145 3,8% 1 EUA 1.246.585 1.440.191 15,5% 2 12.426.457 13.055.873 5% 2 Grã- Bretanha 474.964 521.261 9,7% 4 2.200.267 2.381.047 8,2% 6 Japão 510.484 470.803 -7,8% 3 4.267.749 3.853.554 -9,7% 3 Alemanha 279.117 291.347 4,4% 6 2.443.339 2.573.233 5,3% 4 Índia 257.643 256.875 -0,3% 7 2.190.775 2.246.006 2,5% 7 França 184.221 200.776 9% 9 1.606.164 1.693.050 5,4% 9 Brasil 282.513 192.604 -31,8% 5 2.404.200 1.881.707 -21,7% 5 Canadá 168.288 174.116 3,5% 10 1.427.394 1.460.904 2,3% 10 Coreia do Sul 125.675 146.703 16,7% 11 1.177.480 1.278.067 8,5% 11 Rússia 197.289 140.820 -28,6% 8 1.780.268 1.192.697 -33% 8 Itália 122.037 140.666 15,3% 12 1.123.333 1.288.303 14,7% 12 Austrália 92.120 98.475 6,9% 14 809.437 838.713 3,6% 14 Indonésia 93.820 85.878 -8,5% 13 841.503 704.805 -16,2% 13 Espanha 65.013 81.975 26,1% 13 722.220 891.859 23,5% 15

Fonte: Jato Dynamics. Nov/2015. Disponível em:

<http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/22958/brasil-encerra-setembro-em-8o-no-ranking- global>.

O Brasil fechou o ano de 2014 como o quarto maior mercado mundial de veículos, atrás apenas de China, Estados Unidos e Japão, que seguem nas mesmas colocações em 2015. Outra pesquisa, divulgada em julho de 2015, já mostrava a perda de três posições do mercado automotivo brasileiro, que caiu para sétimo no

ranking. Após o fechamento dos nove meses de 2015, conforme mostrou o quadro

acima, verificou-se a queda de mais uma posição, já que, no fechamento do mês de setembro, o Brasil foi ultrapassado pela França, após apresentar queda de quase 32% nas vendas, em relação a setembro de 2014 (passando de 282 mil e 500 unidades para 192 mil). Entre os quinze maiores mercados listados no ranking, cinco tiveram queda em setembro. O Brasi, na comparação acima, teve a segunda maior queda do ranking, ficando atrás somente da Rússia, que teve queda de 33%, influenciada pela desvalorização de sua moeda (AUTOMOTIVEBUSINESS, 2015). A mesma pesquisa fez um levantamento também sobre as vendas globais das montadoras. Nota-se, conforme mostra o quadro 8, que, dos dez grupos que integram o ranking mundial, metade deles teve queda nas vendas de janeiro a setembro de 2015 sobre o mesmo período de 2014, com destaque para o grupo GM,

com queda de 3,2%. O grupo alemão Volkswagen (incluindo todas as marcas do grupo, como o Audi) lidera o ranking, apesar da queda de 1,8% no período, à frente da japonesa Toyota, que também teve decréscimo de quase dois por cento no período. O grupo FCA, que abarca a Fiat Chrysler, teve as vendas diminuídas em 1,1% nos nove primeiros meses de 2015. Por outro lado, três das marcas que compoem uma parcela do objeto de estudo - Ford, Honda e PSA Peugeot Citroën (79 respondentes) - tiveram altas no período, conforme também demonstra o Quadro 8:

QUADRO 8 – Vendas globais das montadoras

Grupos Set-2014 Set-2015 2014-2015 Var% Set Acum. Set. 2014 Set. 2015 Acum. Set 2014-2015 Var% Acum.

Volkswagen 793.110 790.623 -0,3% 6.707.876 6.587.966 -1,8% Toyota 706.026 713.906 1,1% 6.345.982 6.223.525 -1,9% GM Company 611.829 601.876 -1,6% 5.277.359 5.108.030 -3,2% Hyundai 545.488 559.885 2,6% 4.781.099 4.748.092 -0,7% Ford 476.519 517.939 8,7% 4.176.692 4.290.435 2,7% Honda 358.509 389.586 8,7% 3.139.595 3.281.888 4,5% FCA (Fiat Chrysler

Automobiles) 376.185 376.187 0.0% 3.326.948 3.290.209 - 1,1% Nissan 354.497 375.402 5,9% 3.153.689 3.228.143 2,4%

PSA

(Peugeot/Citroën) 235.669 239.161 1,5% 1.946.084 1.947.827 0,1% Daimler 176.545 211.566 19,8% 1.334.217 1.551.562 16,3% Fonte: Jato Dynamics (Automotivebusiness). Nov/2015.

As primeiras projeções de vendas de veículos para 2016, feitas pela Fenabrave, durante a Fenatram (feira de maior geração de negócios para os mercados nacionais e internacionais do setor na América Latina, realizada em São Paulo, em novembro de 2015), confirmam o retrocesso no setor. Segundo a associação das concessionárias, no próximo ano, levando em conta a projeção de queda de 26,5% em 2015, o mercado de automóveis e comerciais leves sofrerá nova queda, de 5,2%, diminuindo as vendas de 2 milhões 440 mil unidades unidades previstas para este ano, para 2 milhões 320 mil veículos, retrocedendo aos níveis apresentados em 2007, com 2 milhões 340 mil emplacamentos (PORTAL G1 – AUTO ESPORTE, 2015).

As empresas e entidades que participaram da Fenatran afirmaram que 2016 ainda não deve ser marcado pela recuperação das vendas. A impressão é de que os

negócios permaneçam estáveis na comparação com 2015. Segundo Luis Moan, presidente da Anfavea (AUTOMOTIVEBUSINESS, 2015), a entidade não faz projeções para 2016, apenas dizendo que a indústria baseia suas previsões no Boletim Focus:

“O relatório atual aponta para queda de 3% do PIB este ano e para 2016 também um cenário de queda, mas inferior à deste, quase metade. O ano que vem deve começar na mesma curva que termina este, o que deve se estender pelos dois ou três trimestres seguintes, mas acredito que a partir do fim do terceiro e início do quarto trimestre de 2016 podemos esperar por alguma retomada”.

Após apresentado um contexto atualizado sobre o setor, a seguir, serão mostrados alguns dados sobre as marcas mais vendidas no país no ano de 2015, com vistas a fazer conjecturas sobre as informações divulgadas pelas entidades do setor e as respostas obtidas na pesquisa quantitativa.