Solicitou-se às professoras regentes que falassem sobre suas impressões a respeito da docência na sala de alfabetização, sobre os saberes que julgavam necessários para ser alfabetizadora. Os depoimentos das professoras vinculadas às IES de médio e pequeno porte evidenciaram como saberes necessários para sua atuação como alfabetizadoras no Projeto: saberes sobre alfabetização, ser professora alfabetizadora e saberes didáticos.
Ao falar sobre a docência na sala de alfabetização, por conta de sua participação no Projeto, as professoras regentes vinculadas à IES de médio porte disseram que foi importante aprender a fazer sondagem e aprimorar as aulas no dia a dia. Para elas:
As primeiras aprendizagens nesse Projeto foi como classificar os alunos em hipóteses de acordo como estão, por exemplo: pré-silábico, silábico com valor, silábico sem valor, silábico-alfabético e alfabético. Aprendi a valorizar mais o pouco que o aluno faz quando ele está na fase silábico sem valor, esse é o pouco e à medida que ele vai passando de uma hipótese para a outra é mais gratificante. (PR1 médio porte)
Minhas principais aprendizagens no Projeto é que numa sala com diferentes níveis de aprendizagem dos alunos, esse Projeto só veio para somar, pois nós titulares da sala aprimoramos nossas aulas a cada dia e temos a ajuda das alunas pesquisadoras. O que acrescentou de novo é que desde o início do Projeto vi nessas meninas uma caminho para darmos uma atenção individualizada aos que encontram maior dificuldade para a aprendizagem, e também como um estágio presencial e participativo na sala de aula. (PR2 médio porte)
A sondagem é um dos recursos de que o professor dispõe para conhecer as hipóteses que os alunos não alfabetizados possuem sobre o sistema de escrita de um modo geral (ARATANGY e VASCONCELOS, 2012). Para a professora 1, aprender a fazer a sondagem com seus alunos na sala de aula, ao longo do ano letivo, ajudou a alfabetização.
Para a professora 2, o que fica evidente, em relação as suas aprendizagens, é poder contar com o apoio da aluna pesquisadora no sentido de poder dar atenção individualizada aos alunos com dificuldade de aprendizagem, ou seja, poder criar as condições necessárias para conseguir a aprendizagem desses alunos.
Ainda ao tratar dos saberes necessários para a docência na sala de alfabetização, a professora 1 da IES de pequeno porte posicionou-se revelando como aprendeu a alfabetizar no início de sua carreira e como percebeu a importância de tratar a alfabetização sob outra concepção.
Olha, eu sempre tive como base a vivência, o dia a dia, a bagagem que a criança trazia de casa; a partir daí é que se iniciava a alfabetização com um pouco de... como é que se diz... de instrumentos que nós tínhamos na época e veio se aperfeiçoando e hoje nós estamos aí com o Ler e Escrever que é maravilhoso... Então pra mim foi assim, um avanço sabe, vamos supor assim, de dez anos pra cá eu fiquei maravilhada... porque nós aprendemos a dar aula no ba-be-bi-bo-bu, b mais a dá ba e essas coisas, então foi assim uma mudança radical, e foi assim, maravilhoso, porque daí a gente foi junto caminhando e estamos aí hoje graças a Deus, com uma maneira completamente diferente de dar aula... (PR1 pequeno porte)
A professora 3 vinculada à IES de pequeno porte revela que, ao fazer uma atividade com as crianças, ficou impressionada com a evolução dessas crianças nos dias de hoje. Ela disse que:
Fazendo a correção da reescrita das crianças esses dias, eu falei “Gente, o terceiro ano equivale à antiga segunda série”, desde quando nós chegávamos ao final da segunda série com eles escrevendo com criatividade, pontuando? Olha quanta evolução nós tivemos... (PR3 pequeno porte)
Para essa professora, a evolução das crianças, hoje em dia, causa uma surpresa agradável. Ela afirma que o trabalho com a reescrita melhora a aprendizagem das crianças. No Regulamento do Projeto, está expresso que:
[...] Compreende-se a Língua Portuguesa como conhecimento que se organiza, se reproduz e se recria nas diferentes práticas sociais de leitura e de escrita. Os propósitos são determinantes no modo de se ler, tanto quanto são determinantes nas características do texto a ser produzido, as intenções de quem escreve. Estar alfabetizado significa saber mais do que decodificar textos simples, sabendo usar, de modo autônomo, os recursos da sua própria língua, por meio da leitura e da escrita, nos diferentes gêneros (SÃO PAULO, REGULAMENTO, 2013, p. 16).
Os depoimentos das professoras da IES de pequeno porte indicaram que o Projeto possibilitou ampliar seu conhecimento didático, conhecer melhor o material didático e isso implicou apreciar esse material, saber usá-lo como apoio em sala de aula e aproveitar sua riqueza.
O depoimento da professora 1 expressa a importância atribuída ao material didático do Projeto, à organização para o bom andamento de seu trabalho ao longo do ano letivo. Ela disse que:
[...] então, você ter esse tempo dentro da escola, é muito bom sabe, você vai “Agora eu estou aqui pra isso, eu vou planejar minha aula, eu
vou estudar o Ler e Escrever”. Eu sou uma pessoa que gosta do Ler e
Escrever porque, porque primeiro de tudo, por que que eu estou dando essa atividade? Por que que eu vou dar, qual é o objetivo dela? Ela tem um objetivo. Além do objetivo, mas como é que eu vou... qual é a estratégia que eu vou fazer pra dar essa atividade, ela tem um encaminhamento... O material... teve ano que eles não tiveram o livro, mas nesse ano eles receberam o livro, então tem tudo, é questão de você se organizar, fazer sua rotina [...]. (PR1 pequeno porte)
A professora regente 3 vinculada à IES de pequeno porte disse gostar de participar do Projeto e enfatizou o apoio da aluna pesquisadora. Disse ainda que gostaria que o Projeto fosse estendido para as outras séries iniciais do ensino fundamental. Para essa professora, saber usar material didático, poder ter uma aluna pesquisadora como parceira e poder usufruir do conhecimento que a aluna traz, fez com que ficasse renovada ao longo do ano letivo.
Eu adoro o Projeto do segundo ano, é encantador, então eu tive até que cuidar, porque eu tinha medo de ela achar... mas a presença dela foi enriquecedora, tanto pra mim, quanto pras crianças. As crianças
perceberam rapidinho que ela estava ali pra auxiliar e ela não deixou passar nenhuma oportunidade, sabe aquela coisa que você poderia falar “Ah! foi legal, mas ela poderia ter ajudado”? Não. Ela ajudou cem por cento, que ela poderia ter ajudado e um pouco mais, pra mim foi um presente de Deus na minha sala essa menina, ela renovou muita coisa que eu fui deixando passar, aquela alegria, aquela coisa contagiante de brincar com as crianças, de mexer, é como se eu tivesse ganho sangue novo ali e ainda com “olha eu já vi isso eu vou
trazer pra você, amanhã vamos fazer um jogo que é diferente?” Então
sempre abraçando o Ler e Escrever que eu acho assim um Projeto formidável, sempre abraçando o Ler e Escrever, sempre dentro da proposta do livro e inserindo coisas, que as vezes por ela estar na faculdade, ela tinha oportunidade de ver e eu não estava tendo mais essa oportunidade. Então foi assim, maravilhoso, eu acredito que o Projeto deveria se estender um pouquinho pras outras séries também, eu acho que todas nós ganharíamos, desde o primeiro ano que já começa a alfabetização, aí o segundo ano a gente aprofunda tal, terceiro ano também, acho que é uma dica pra vocês [...]. (PR3 pequeno porte)
Essa professora regente tem a mesma opinião da professora orientadora vinculada à IES de médio porte, no que diz respeito à ampliação do Projeto. A professora 3, em seu depoimento, elogiou a colaboração da aluna pesquisadora, a forma como essa aluna estuda o material do Projeto, sempre trazendo novidades para apoiá-la em sala de aula. Como olhou a parceria de modo positivo, não deixou de dizer que seria bom que todos os professores das séries iniciais tivessem a oportunidade de ter a colaboração de uma aluna pesquisadora ao longo do ano letivo.
Saber planejar foi outra aprendizagem que o Projeto proporcionou para essas professoras regentes da IES de pequeno porte. Uma delas disse que:
Nós temos o planejamento, nós temos a rotina, nós temos o conteúdo a ser passado, e a gente tem um scripit, mas na realidade isso só vai se tornar válido depois que você conhece realmente a criança então aí, vai entrar todo o scripit, que você tem de acordo com o momento certo, aquilo que cada criança está trazendo, aquilo que você pode inserir, se todas estão mais ou menos com a mesma base, que fazer pra ir adiantando aquelas que não chegaram ainda no mesmo ponto, então tudo é aquela velha história, se faz o planejamento no início do ano, mas o negócio vai pegar fogo mesmo depois da primeira semana de aula. Depois da primeira semana de aula, você vai começar a rever esse planejamento que foi feito antes de você conhecer as crianças, aí que nós vamos fazer o encaixes naquilo que vai ser necessário ou não, senão não tem condições mesmo... (PR3 pequeno porte)
O depoimento da professora 2 defende o planejamento como ponto importante de sua atuação ao longo do ano letivo. Para ela, planejar é importante, mas é preciso rever o processo de ensino a partir do momento que se conhece os alunos com quem irá trabalhar.
7.3 Os saberes necessários, do ponto de vista das professoras orientadoras
Ao entrevistar as professoras orientadoras, buscou-se identificar o que elas consideravam saberes necessários para a participação no Projeto Bolsa Alfabetização, quais conhecimentos, habilidades e atitudes consideravam importantes para sua atuação como orientadora. Para essas professoras, os saberes considerados necessários foram: saber os princípios da concepção construtivista de alfabetização; saberes didáticos; ensinar a registrar; refletir sobre a prática; saberes da experiência profissional; saberes relacionais; saber orientar.
Ao falar sobre os saberes que julgava necessários para orientar as alunas pesquisadoras, a professora da IES de grande porte explicou que os princípios da concepção construtivista são fundamentais para a atuação da aluna pesquisadora. A professora orientadora 2 assim se manifestou:
[...] eu concordo totalmente com Emília Ferreiro, defendo, trabalho, mostro pras alunas, mas eu também acho e continuo defendendo, que não tem como a gente fugir de mostrar pra essas alunas o sistema de escrita, como conhecimento pra elas. Depois, quando a gente chega na metodologia, elas vão perceber como é que é pra analisar, pra fazer uma sondagem, pra analisar o processo, elas precisam daqueles conhecimentos do sistema relação som e letra, né, mas como conhecimento pra elas [...]. (PO2 grande porte)
Além de explicitar que a concepção construtivista de alfabetização é importante para o preparo das alunas pesquisadoras, essa professora defendeu que deve haver uma análise do sistema de escrita nas orientações. Disse ainda que:
Um caso, agora eu lembrei quando você falou do coordenador, uma aluna do quinto semestre, que eu acho que ela vem hoje... ela falou
“Professora, eu preciso te fazer uma pergunta do Bolsa, olha o que está acontecendo na minha escola... a coordenadora da escola separou os alunos... separou os alunos pré-silábicos ou silábicos sem valor sonoro... separou da sala e então eles têm duas salas de segundo ano... então uma professora ficou com esses em uma sala... Isso é certo?” Eu falei “Olha, vai totalmente contra o que a gente discute, a nossa concepção até da sala” Imagina como que é a
concepção de sala desse aluno... e sem contar cadê as parcerias, as duplas produtivas... E ela disse que uma das professoras se negou a fazer isso e ela falou “Não, eu não vou participar” e as outras
professoras estão criticando essa professora que se negou... Mas, gente, a professora está certa, se fosse eu também negaria porque ela está sendo coerente com o que ela defende, com a concepção que ela defende, mas aí eu perguntei “Mas será que a diretoria...?” e ela falou “Não sei... é uma decisão da coordenadora...” (PO2 grande porte)
Do depoimento acima, pode-se constatar que essa professora orientadora, aproveita os encontros formativos, para orientar a aluna, explicar a concepção
construtivista e posicionar-se frente às questões colocadas pela aluna. O Regulamento do Projeto Bolsa Alfabetização considera que:
Parte-se de uma concepção de aprendizagem construtivista, que considera o aluno sujeito de sua própria aprendizagem, pois ele aprende nas mais diferentes situações, às quais é chamado a resolver problemas significativos que demandem dele a elaboração de ideias e hipóteses próprias, como etapas rumo à compreensão da escrita alfabética. Compreende-se que o problema a ser resolvido deve ter sentido no campo de conhecimento dos alunos, porém não deve ser resolúvel só a partir dos conhecimentos que as crianças já possuem. Em outras palavras, uma situação problemática tem de permitir que os alunos ponham em prática os esquemas de assimilação que já construíram e interpretam, a partir dos mesmos, porém estes conhecimentos prévios não devem ser suficientes para resolvê-la: a situação deve exigir a construção de novos conhecimentos ou de novas relações entre os já elaborados [...] (SÃO PAULO, REGULAMENTO, 2013, p. 16).
As professoras orientadoras 1 e 2 pertencentes à IES de grande porte disseram ainda que é importante ter conhecimentos relacionados ao processo de ensino e aprendizagem. Para elas:
Tem que ter um conhecimento de concepção de ensino e aprendizagem; são elas que vão depois subsidiar a discussão toda da alfabetização. Eu acho que nesse aspecto a didática entra desde o 1º semestre, é um dos temas que nós discutimos. Também tem que ter um olhar da importância dessa relação mais próxima com a escola pública, de como esse conhecimento prático se constitui. Quando a gente pensa nessa construção, do conhecimento prático, a gente já começa discutir desde o 1º semestre as possíveis relações entre conhecimento teórico e conhecimento prático, acho que são aspectos importantes nesse momento... No início da formação, a <professora 2> é uma professora que, sempre no início, fala da importância dos registros, no início da formação... (PO1 grande porte)
A gente insiste muito e agora também da minha área, eu acho que também tem que ter um conhecimento de língua, porque eu insisto muito, é uma coisa que eu bato muito com elas... Porque como é que você vai, por exemplo, conseguir acompanhar a escrita de uma criança e da forma como ela está pensando, se a gente for seguir esse processo, se você não tem um bom conhecimento do funcionamento do nosso sistema da língua é difícil... Olha, eu passo um semestre, no 3º semestre, discutindo isso e elas mesmas falam “Professora, eu
nunca imaginei”... E eu sempre fico insistindo assim, “Você está aprendendo isso pra quê?”, pra ela tentar estabelecer uma relação, pra
depois ela poder fazer as intervenções adequadas metodologicamente, então eu também acho que esse professor orientador, além de articular, eu acho que por isso que o programa também prevê que o professor orientador seja o professor que está ligado à didática ou à metodologia de alfabetização, e quando... eu acho que quando tem essa base de funcionamento da língua, do sistema da língua, contribui bastante para os alunos. (PO2 grande porte)
Esses depoimentos revelam a preocupação das professoras com o papel que representam os conteúdos trabalhados desde o primeiro semestre do curso na IES.
Para a professora 1, deve-se discutir as relações entre conhecimento teórico e prático. Para a professora 2, é preciso ter conhecimento da língua, do sistema da língua e, sendo assim, ter presente a linguagem como atividade social e, nesse sentido, admiti- la como objeto básico e privilegiado para se chegar a conhecer a prática social.
A professora orientadora da IES de pequeno porte também se referiu aos saberes didáticos, à concepção de aprendizagem do Projeto, compreender como trabalhar com as estratégias de apoio ao professor regente e como trabalhar com os saberes envolvidos na consecução da investigação didática que deve ser realizada pelo aluno pesquisador. Para essa professora:
Quando entramos no Projeto, temos claro que devemos realizar as orientações com as alunas pesquisadoras toda semana por duas horas. É preciso então que tenhamos muito claro que a concepção que rege o Projeto é a concepção construtivista de ensino e aprendizagem... [...] Para que o aluno pesquisador consiga realizar a investigação didática, utilizamos como referencial teórico para discussão o material do Projeto, o Guia Laranja e também textos de Delia Lerner; usamos bastante o livro Ler e Escrever na Escola, esse livro, eu digo para as alunas pesquisadoras, deve fazer parte da vida delas... Monto um cronograma de ação que é entregue para a FDE e procuro seguir as atividades de acordo com o que foi planejado. É claro que não é uma camisa de força, mas é, digamos assim, um guia... Eu me organizo para, nesses encontros, ouvir o que as alunas pesquisadoras têm a dizer sobre o que estão vivenciando e procuro tratar a informação do ponto de vista da concepção construtivista. No ano passado [2013], fizemos uma proposta de atividade que deveria ser realizada pelas alunas pesquisadoras na escola e que faz parte da proposta do Projeto Bolsa Alfabetização... Se não me falha a memória, a atividade fazia parte de um projeto festa junina... era uma atividade que tinha como foco trabalhar com o comportamento de leitor e isso envolvia o tema leitura feita pelo aluno... As alunas tiveram então que estudar a atividade proposta no Guia Laranja e fazer uma proposta baseada no material. Levamos mais ou menos um mês para organizar essa atividade, que foi trabalhada pelas alunas na escola com a autorização da professora regente, que teve acesso ao plano de trabalho das alunas pesquisadoras... As alunas pesquisadoras tinham que trabalhar a atividade com crianças que ainda não sabem ler e veja que não é uma tarefa fácil, principalmente para as alunas que estão em processo de formação... Para dar conta da realização da atividade, eu trabalhei com um material que foi indicado pelas formadoras do Bolsa na EFAP e que detalha como devemos fazer essa atividade... esse é um documento que pode ser buscado no Google... e foi isso que eu fiz, como é da Argentina, está em espanhol... As alunas pesquisadoras aceitaram o desafio... fizemos a leitura coletiva de uma pequena parte desse documento e a organização da atividade na escola... Elas filmaram, ficou super bom... Eu fiquei bem emocionada [...]. (PO pequeno porte)
Esse depoimento é revelador dos saberes didáticos que o professor orientador deve ter. Estudar a legislação, ter conhecimento da concepção do Projeto e organizar
as estratégias para orientar as alunas nos encontros semanais são saberes importantes para o andamento das orientações ao longo do ano letivo.
No Regulamento do Projeto, os conhecimentos didáticos referem-se:
Ao Ambiente alfabetizador; ao papel do conhecimento didático no planejamento do professor; ao planejamento de estratégias de apoio ao professor regente; às intervenções didáticas; ao planejamento de estratégias de apoio ao aluno; conhecimento das intervenções pedagógicas junto aos alunos que não avançam ou que avançam pouco em suas aprendizagens; condições e orientações didáticas para a organização e manutenção de uma rotina de leitura e de escrita; leitura feita pelo professor; produção oral com destino escrito; cópia e ditado (ressignificação da cópia) (SÃO PAULO, REGULAMENTO, 2013,p. 19).
No que diz respeito à atuação junto às alunas pesquisadoras, a professora orientadora 2 da IES de grande porte afirmou que é importante ensinar a refletir o que pode ser promovido pelo registro das atividades.
[...] no nosso Projeto, na nossa formação, uma das coisas que nós colocamos... o registro como uma forma também de você refletir sobre a sua prática, lá na sala de aula, como você registra sobre a prática do professor, quando você registra... [...] o reflexivo é quando ela vai contar e interpretar. Interpretar explicando, porque, por exemplo, o que eu fiz no trabalho lá na pesquisa, foi analisar justamente os reflexivos, porque no reflexivo eu queria ver até a própria, as próprias concepções dos alunos pesquisadores, como é que eles iam construindo, reconstruindo suas concepções do aluno, de professor, de alfabetização... (PO2 grande porte)
A professora 2, ao optar pela produção do registro reflexivo, deu às alunas a oportunidade de refletir sobre suas ações e sobre sua própria escrita o que revela o