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2. TEORI

2.2 V ERDIPAPIRER OG VERDIPAPIRHANDEL

2.2.7 Obligasjoner

Conforme já referido anteriormente, a produtividade científica indica a

quantidade de pesquisa produzida pelos cientistas. (SPINAK, 1996, p.139).

Os programas de pós-graduação são avaliados trienalmente pela Capes. Assim,

está implícito o estímulo à produtividade de seus pesquisadores para que os Programas

possam receber melhores notas. A Capes considera que, durante o triênio, duas ou mais

publicações de artigos científicos são suficientes para cada pesquisador, para que a

produção científica docente seja considerada “muito boa”. (CAPES, 2004). Entre os

itens considerados como publicação científica pela Capes, encontram-se os artigos em

Qualis / Capes da área - livros, capítulo de livros (em editoras de circulação nacional) e

trabalhos completos em anais dos principais eventos da área e áreas afins.

Deparamos hoje, em geral no Brasil, com pesquisadores que publicam mais de

vinte artigos anualmente. De certa forma, devemos considerar a existência de uma rede

de relações que elevam a produção científica de determinado pesquisador. Assim,

orientandos dividem a autoria de seus trabalhos com seus orientadores, grupos de

pesquisa acabam dividindo autoria com os membros do grupo ou, ainda, o pesquisador

que possui reconhecimento ou prestígio dentro de uma comunidade, mesmo não tendo

participado diretamente da pesquisa, figura como co-autor de artigos científicos, ou seja,

configurando-se, em um certo sentido, o empréstimo de nomes para facilitar a

publicação como forma de ajuda mútua, reproduzindo aqui o “crédito científico” de que

fala Bourdieu (1983).

A produtividade de um pesquisador depende de uma série de variáveis, tais

como: inteligência, perseverança, capacidade, meio ambiente, influência de colegas

prestigiosos, facilidade para obter informações, disciplina a que está integrado, prestígio

e dotação econômica da instituição a que pertence.(NICHOLLS, 1989 apud SAES,

2000).

Acreditamos que essas variáveis sejam de difícil medição, embora de

fundamental importância, por isso entendemos que o número de publicações configure

melhor a produtividade de um pesquisador. O prestígio de um pesquisador, segundo o

conceito de “campo científico” de Bourdieu (1983), depende de sua notoriedade junto à

sua comunidade científica, que, por sua vez, o aclama de acordo com a divulgação de

suas pesquisas em fontes específicas. Essa notoriedade é medida pelo número e

Com vistas a conhecer a produtividade dos autores do PPGEEs no período

estudado, apresentaremos a seguir os dados em forma de tabela e gráficos.

Na Tabela 2, é possível visualizar a distribuição das publicações.

Tabela 2 – Distribuição anual dos artigos científicos publicados pelos docentes do PPGEEs no período de 1998 - 2003

Ano Freqüência Absoluta Freqüência Relativa (%)

1998 16 12,0 1999 21 15,8 2000 22 16,5 2001 13 9,8 2002 33 24,8 2003 28 21,1 Total 133 100

O número de publicações obtido após consulta ao Lattes somou 133 artigos

(Tabela 2). Desse total, não foram considerados os artigos com autoria conjunta entre os

docentes do PPGEEs, somando-se somente uma única vez cada artigo, evitando, assim,

dupla contagem do mesmo artigo.

A queda de publicações de artigos científicos em 2001 (Tabela 2) pode ser

explicada pelo fato de que, nesse ano, houve maior divulgação da produção científica

dos docentes em outros tipos documentais, tais como trabalhos resumidos e completos

em eventos, livros e capítulos de livros, conforme Tabela 1.

Podemos observar ainda que os resultados não apresentam distribuição uniforme

(Gráfico 1), evidenciando um aumento a partir de 1998, uma queda em 2001, e

28 13 22 21 16 33 0 5 10 15 20 25 30 35 1998 1999 2000 2001 2002 2003 Ano de Publicação F re q ü ê n c ia A b s o lu ta

Gráfico 1 – Distribuição anual dos artigos científicos publicados pelos docentes do PPGEEs no período de 1998 - 2003

O aumento observado em 2000 pode relacionar-se ao encerramento do triênio de

1998-2000 avaliado pela Capes. Observamos este mesmo comportamento no triênio de

2001-2003, embora há uma ligeira queda no ano de 2003. Chama a atenção, ainda, a

queda acentuada em 2001 com relação a 2000 (9 artigos). Uma justificativa pode ser

buscada na pressão por publicação ao final de cada triênio, como também pela sua

ausência no início de novo triênio. Além desse fator, a falta de atualização dos

currículos também pode justificar essa queda no total de publicações anuais.

Embora tenham ocorrido oscilações durante o período dos seis anos estudados,

observamos um crescimento anual de 9,1%, entre 1998 e 2003 e um crescimento de

11,4% de um triênio para o outro. Se fizermos um recorte histórico deste período,

observaremos que coincide com a implantação do doutorado no PPGEEs, em 1998.

Também neste período os docentes foram estimulados a aumentarem sua produção

Este crescimento da produção científica do programa coincide, também, com o

aumento da produção científica no Brasil e no mundo. Entre 1993 e 1997, o Brasil

produziu 0,84% dos artigos científicos indexados em banco de dados mundial. Já entre

1997 e 2001, o número salta para 1,21% (BONALUME NETO, 2004). No ano 2004,

segundo SCHELP (2004), este número sobe para 1,5%.

Vejamos agora, na Tabela 3, como se configura a distribuição das publicações

por autores do PPGEEs no período.

Tabela 3 – Distribuição de artigos científicos por autores do PPGEEs no período 1998-2003 Ano de Publicação Autor 1998 1999 2000 2001 2002 2003 Freqüência absoluta* Freqüência Relativa % A 5 3 3 1 3 6 21 12,8 B 5 2 3 3 7 20 12,2 C 3 3 5 2 2 2 17 10,4 D 2 1 3 3 2 2 13 7,9 E 2 1 1 2 6 12 7,3 F 1 2 5 4 12 7,3 G 4 3 3 1 11 6,7 H 2 1 2 2 7 4,3 I 1 3 1 2 7 4,3 J 1 1 2 2 1 7 4,3 K 1 2 3 6 3,7 L 1 1 1 1 1 5 3,0 M 2 1 2 5 3,0 N 1 2 1 1 5 3,0 O 1 2 1 4 2,4 P 1 2 3 1,8 Q 1 2 3 1,8 R 1 1 2 1,2 S 1 1 0,6 T 1 1 0,6 U 1 1 0,6 V 1 1 0,6 Total 21 25 31 14 38 35 164 100

Na Tabela 3 foram considerados todos os artigos, mesmo aqueles em que os

devemos lembrar que não existem 164 artigos mais sim o total de 133 artigos. O valor

absoluto de 164 representa as publicações em co-autoria, ou seja, 31 artigos foram

publicados em conjunto entre os integrantes do PPGEEs.

Podemos observar na Tabela 3 que 64,6% do total de artigos publicados estão

sob a responsabilidade de apenas sete docentes, enquanto que os outros 15 docentes

respondem pelos 35,2% restantes.

Observamos, ainda na Tabela 3, que alguns docentes permaneceram alguns anos

sem publicar nenhum artigo científico na área de Educação Especial. Entre os fatores

que podem explicar essas lacunas, podem ser citados: a época da vinculação do docente

ao PPGEEs e a área de conhecimento a que sua publicação está vinculada no Currículo

Lattes. Além disso, como já comentado, a exemplo do que ocorre em outras

comunidades científicas, alguns pesquisadores optam por outros tipos documentais para

divulgar seus trabalhos, tais como livros, capítulos de livros, anais de eventos, etc.

A concentração de publicações de artigos científicos em um grupo de docentes

também confirma a “Lei do Quadrado Inverso” de Lotka a qual afirma que o número de

autores que fazem n contribuições em um determinado campo científico, é

aproximadamente 1/n² daqueles que fazem uma só contribuição, e a proporção de

autores que contribuem com um único trabalho, deve ser 60% do total de autores.