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Objektrelasjonsteori, Freud videreføres med Rizzuto

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Título: O efeito da idade nas alterações da composição corporal de homens e mulheres submetidos a um programa agudo de exercício e dieta.

Título reduzido: Alterações na composição corporal de jovens, adultos e idosos inseridos em um programa de emagrecimento.

Título em Inglês: The effect of age on changes in body composition in men and women submitted to an acute exercise program and diet

Resumo

Este estudo teve por objetivo avaliar os efeitos de 15 dias de treinamento cardiovascular e dieta em homens e mulheres com sobrepeso e obesidade. Participaram da 74 sujeitos, sendo 53 mulheres e 21 homens. Estes foram subdivididos em três faixas etárias G1 (20 a 39), G2 (40 a 54) e G3 (55 a 74) que se apresentavam com sobrepeso ou obesidade. Estes foram convidados a participar de um programa de emagrecimento de 15 dias com exercício físico e dieta, três vezes por semana e duração de 60 minutos dia. Os resultados demonstram haver diferenças significativas entre o pré e o pós-teste, tanto para homens quanto para mulheres somente na variável massa corporal total. Após esta primeira análise optou por separar os grupos por sexo e avaliar se as faixas etárias influenciariam porcentagem de perda de massa e circunferências. Nos homens das diferenças pré e pós-teste encontraram-se para todas as variáveis investigadas, porém a idade (faixa etária) não influenciou nestas diferenças. Já para as mulheres nas diferenças pré e pós-teste foram evidenciadas nas variáveis massa corporal total, massa gorda circunferências do quadril e do abdômen, demonstrando mais uma vez a eficiência de 15 dias de treinamento. Mas desta vez a faixa etária influenciou nas perdas, ou seja, mulheres mais jovens perdem mais porcentagem de peso total, magra e gordo do que as mulheres mais velhas. Nas circunferências este resultado não prevaleceu. Assim, podemos concluir que o programa de emagrecimento oferecido apresentou-se eficiente e que a faixa etária que a mulher se encontra vai interferir na porcentagem de perda de massa destas.

Palavras-Chave: Obesidade, composição corporal, treinamento, dieta.

Introdução

A obesidade é considerada hoje como uma doença crônico degenerativa a qual aumenta, em muito, a probabilidade de risco para outras doenças como aquelas relacionadas ao coração, fígado, rins e sistema endócrino. Trata-se de processo multifatorial que tende a levar a mortes precoces.

Como tratamento não medicamentoso para a redução da obesidade, tem-se difundido a importância dos exercícios físicos e de uma reeducação alimentar. Estudos têm demonstrado as alterações corporais provenientes de treinamentos para indivíduos

obesos e sobrepesados, em diversas faixas etárias com exercícios aeróbios (PITANGA et al.. 2011, CANOVAS; GUEDES, 2012; KURA, et al., 2013) e resistidos (BORBA- PINHEIROS et al. 2010; COREA; PINTO, 2011; TIBANA; SANDOR; PRESTES, 2013) e mistos (PEDRINELLI; GARCEZ-LEME; NOBRE, 2009).

Estes programas têm sido oferecidos aos sujeitos obesos uma forma de reduzir a gordura corporal e aumentar a massa magra, com o objetivo de diminuir os fatores de riscos de morte. De acordo com Hernandez et al. (2008), apesar de vários estudos demonstrando o benefício dos diferentes tipos de exercício, ainda não há um consenso sobre o melhor modelo de treinamento para o emagrecimento, pois para os trabalhos atuais o sucesso de programa aplicado a este objetivo estão mais relacionados a intensidade utilizada, a duração do exercício, aos tempos de intervalo, a quantidade de séries, aos tempos de descanso, aos tipos de dieta os quais buscaram provocar adaptações metabólicas mais eficazes do que ao tipo de treinamento (aeróbio, endurance ou concorrente).

Assim, o objetivo deste estudo foi investigar o efeito de 15 dias (agudo) de treinamento cardiovascular e dieta (restritiva) na composição corporal de homens e mulheres sobrepesados e obesos.

Porém, sabendo que o processo de envelhecimento pode influenciar nestas alterações na composição corporal, investigaremos também se os ganhos e perdas de um programa de emagrecimentos com exercício e dieta são diferentes por faixa etária e sexo.

Materiais e Métodos

A amostra foi composta por 74 sujeitos, sendo 53 mulheres e 21 homens. Estes foram subdivididos em três faixas etárias G1 entre 20 a 39, G2 entre 40 e 55 anos e G3 entre 56 a 74 anos. Todos os sujeitos amostrais que se apresentavam com sobrepeso ou obesidade.

Como critério de inclusão na amostra era necessário estar com sobrepeso ou obeso, concordar em participar do programa de treinamento e dieta, ter disponibilidade de tempo e condução para estar presente nos dias e horários estabelecidos pelo pesquisador. Aqueles que se sentissem a vontade para participação assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Cabe ressaltar que aqueles que apresentassem

diagnósticos de esteatose hepática ou diabetes mellitus, hipotireoidismo e cardiopatias graves foram excluídos da amostra.

Inicialmente foram realizados todos os testes antes do início do treinamento. Os percentuais de gordura, massa muscular, água, peso ósseo e a taxa metabólica foram avaliados por uma Balança Body Complete com 8 eletrodos e interface Modelo, BF 100 – Beurer, que avalia de forma precisa a parte superior e inferior do corpo separadamente, com visualização das calorias AMR/BMR. Na avaliação da massa corporal total e de sua estruturas (massa gorda e massa magra) foi necessário que os sujeitos amostrais seguissem algumas regras como ingerir pelo menos 2 litros de agua no dia anterior ao teste. Não ingerir bebidas alcoólicas e café nas 12 horas que antecedem o exame. Não realizar exercícios físicos ou sauna nas 8 horas que antecedem o exame. Evitar o uso de medicamentos diuréticos no dia anterior ao teste (SILVA, et al., 2012; EICKEMBERG, et al., 2013).

Na avaliação da estatura utilizou-se o Estadiômetro Professional Sanny, Alumínio Anodizado. E para a aferição das circunferências de quadril e abdômen foi utilizado uma fita antropométrica de fibra de vidro maleável da marca Wiso.

Para o controle da frequência cardíaca e intensidade dos esforços durante o treinamento utilizou-se o frequencímetro da marca polar FT1 digital e a Escala de Percepção subjetiva de esforço denominada de escala de Borg, é um tipo de escala que é graduada numericamente de 6 a 20, e perceptivelmente entre muito fácil a exaustivo sendo necessário o entendimento da sensação de percepção do esforço. Essa escala tem uma relação direta com a frequência cardíaca.

Na parte do treinamento foram utilizadas Esteiras Profissionais Embrex 2.0, com regulagem automática de velocidade. As bicicletas utilizadas e os Elípticos da marca Moviment.

Inicialmente todos os alunos selecionados na amostra passaram por uma avaliação clínica e antropométrica (profissional de Educação Física) e por uma avaliação nutricional (nutricionista). Foram necessários três dias para cada indivíduo para a realização de todos os testes.

O treinamento aeróbio foi realizado durante 15 dias (três vezes por semana), com duração diária de 60 minutos e intensidade entre 60% e 75 % da frequência cardíaca de reserva. Embora fosse um exercício de alta intensidade, o mesmo foi realizado de forma gradativa onde se buscou atingir as frequências cardíacas estipuladas

anteriormente sem causar prejuízo à saúde. Para tanto, foram utilizadas esteiras, bicicletas, elípticos.

As aulas foram divididas em 10 minutos de aquecimento, 45 minutos de treinamento em intensidade alta 60% a 75 % da frequência cardíaca de reserva e 5 minutos de volta à calma. Todo o treinamento foi orientado diretamente por um profissional de Educação Física que seguia as planilhas montadas, dava intensidade nos exercícios para atingir as frequências, a hidratação foi feita de acordo com as recomendações do National Athletic Trainer’s Association (NATA) (CASA et al., 2000). Para assegurar o estado de hidratação, devem ingerir aproximadamente 500 a 600ml de água sendo entregue 200ml após aquecimento, 200 ml no meio da série forte e 200ml na volta a calma.

A dieta foi elaborada de acordo com as necessidades observadas pela nutricionista na primeira avaliação clínica, sendo implementado a cada indivíduo um modelo de dieta quantificado em suas calorias de acordo com sua taxa metabólica.

Para a análise descritiva da amostra foram utilizadas médias, desvios padrões e frequências. Para avaliar a normalidade nos dados pré e pós teste foi utilizado o teste de normalidade Shapiro-Wilks em razão do tamanho amostra.

Para as análises inferenciais rodou-se a ANOVA Split Plot (para medidas repetidas), utilizando-se o nível de significância de p ≤ 0,05. Todas as análises estatísticas foram realizadas por meio do Programa SPSS- IBM 22.0 devidamente registrado e autorizado.

Resultados

Inicialmente serão avaliadas as normalidades de cada variável e não foram encontrados dados fora da mesma, assim partiu-se para as análises de comparação pré e pós teste, por sexo e por idade (ANOVA Split Plot). A tabela 01 apresenta os dados pré e pós-treinamento e dieta da amostra total

Tabela 1 – Comparação total entre homens e mulheres

Composição Corporal Homens Mulheres

Pré Pós Pré Pós

Massa Corporal total 104,48±21,83 100,12±20,49 82,92±16,64 80,43±16,07 Entre grupo = 0,008 Intra-grupo = 0,0001

Massa Gorda 43,21±18,45 41,21±19,98 36,91±17,02 33,94±18,02 Entre grupo = 0,26 Intra-grupo = 0,0001

Massa Magra 61,38±28,31 59,69±28,84 45,92±16,28 46,51±18,31 Entre grupo = 0,12 Intra-grupo = 0,002

Circ. do Quadril 109,33±18,21 101,76±17,78 98,43±14,48 92,00±12,64 Entre grupo = 0,16 Intra-grupo = 0,0001

Circ. Abdominal 107,57±16,21 99,62±15,26 93,98±15,25 86,47±13,26 Entre grupo = 0,66 Intra-grupo = 0,0001

Observando que entre sexo as diferenças só foram significativas para a variável massa corporal total. Nas outras variáveis só existe diferenças intra grupos. Estas diferenças serão apresentadas em valores de Delta por sexo. As tabelas 2 e 3 apresentam os resultados dos deltas das diferenças para o sexo masculino e para o sexo feminino, comparando por faixa etária.

Tabela 02 – Comparação dos valores de Delta por idade do sexo masculino Variáveis Homens de 20

a 39 anos (5) 40 e 55 anos (8) Homens entre Homens acima de 55 anos (8) p

Massa Corporal total -5,14 -3,32 -3,34 0,42 Massa Gorda -2,92 -1,64 -1,73 0,80 Massa Magra -2,34 -1,40 -1,58 0,72 Circ. do Quadril -7,40 -7,88 -7,38 0,90 Circ. Abdominal -8,40 -8,00 -7,63 0,90

Observa-se não haver diferenças por faixa etária, apesar das variáveis: massa corporal total (p= 0,0001), massa gorda (p=0,01), massa magra (p=0,01), circunferência do quadril (p=0,0001) e circunferência abdominal (p=0,0001) apresentarem diferenças no pré e pós-teste. Assim, o programa de treinamento e dieta foi eficiente quanto às perdas, mas para homens a faixa etária, porém a faixa etária não interfere nestas perdas.

Tabela 03 – Comparação dos valores de delta por idade do sexo feminino Variáveis Mulheres de 20 a

39 anos (16) Mulheres entre 40 e 55 anos (23) Mulheres acima de 55 anos (14) p

Massa Corporal total -2,99 -2,60 -1,73 0,04* Massa Gorda -4,65 -3,31 -0,50 0,002* Massa Magra +1,82 +0,68 -0,96 0,03* Circ. do Quadril -6,68 -6,69 -5,07 0,21 Circ. Abdominal -8,50 -8,04 -5,50 0,10

Observa-se haver diferenças por faixa etária, nas variáveis massa corporal total, massa gorda e massa magra. Estas variáveis de comportaram da mesma forma, o que nos dá a possibilidade de afirmar que em mulheres o avançar da idade interfere na capacidade de perdas nestas variáveis. Cabe ressaltar que quando comparamos somente os valores pré e pós-programa de emagrecimento, todas as mulheres reduziram os valores das variáveis: massa corporal total (p=0,03), massa gorda (p=0,001), circunferência do quadril (p=0,001) e circunferência abdominal (p=0,001). Assim, o programa de treinamento e dieta foi eficiente quanto as perdas nestas variáveis e apesar da redução, as reduções em valores de delta vão diminuindo do grupo mais jovem para o grupo mais velho.

Diante do exposto, podemos inferir que a faixa etária influenciou na redução de massa corporal total, massa gorda e massa magra de mulheres obesas e sobrepesadas. Discussão

Ao analisarmos as alterações que envolvem o processo de emagrecimento, teoricamente seguindo a escala de funcionalidade onde nos deparamos com várias perdas nas capacidades físicas relacionadas com a faixa etária poderíamos sugerir que essa variável interferiria na relação entre e intra-grupos relacionados ao emagrecimento. Reboli et al. (2012) inferem que doze semanas de treinamento aeróbio (caminhada) possibilitaram a perda de 1Kg de massa corporal total, 2 kg de massa gorda, 2 kg de massa magra e 1 cm de circunferência abdominal em mulheres idosas. Este exercício teve como frequência de 3 vezes por semana, duração de uma hora diária e intensidade entre 11 a 13 na escala de Borg. O presente trabalho apresentou melhoras expressivas, uma vez que, em 15 dias de dieta e 6 sessões de treinamento com duração de uma hora foi capaz de provocar mudanças na composição corporal de homens e mulheres adultos e idosos.

Com relação à massa magra circunferência de quadril e abdominal em homens a faixa etária não influenciou nas perdas esperadas. Porém ao analisar as mesmas variáveis em mulheres a faixa etária mostrou ser variável que influencia na eficiência do processo de emagrecimento. No entanto essa relação de que os homens eliminaram maior quantidade de peso no mesmo procedimento não quer dizer que homens percam mais peso que as mulheres, pois para isso teríamos que ter na amostra inicialmente o mesmo peso inicial, massa gorda e altura.

Os resultados em todas as variáveis estudadas mostraram que independente da relação entre e intergrupos o planejamento de tratamento natural com exercícios aeróbios e dietas são uma excelente forma de tratamento e prevenção de patologias em qualquer público e principalmente em pessoas com sobrepeso e obesidade assim como para nossos idosos.

Cabe ressaltar que a percepção, também, que quando as alterações na composição corporal são percebidas em um tempo mínimo de treinamento e dieta, a adesão à mesma terá um maior sucesso do que a não percepção de mudanças corporais em sujeitos sobrepesados e obesos, independente do sexo.

Considerações Finais

Esse trabalho mostrou que mesmo em sessões agudas de 15 dias (6 sessões) e dieta são capazes de promover adaptações significativas em todas as variáveis estudadas independe do grupo. Quando avaliamos a relação intra-grupos observamos que a faixa etária só trouxe prejuízo na eficiência de seus resultados só no grupo das mulheres principalmente acima dos 55 anos.

Porém se faz necessário que se faça outros trabalhos com o objetivo de observar as variações hormonais relacionas a faixa etária e o quanto essa variável pode influencias nos resultados das adaptações antropométricas de mulheres após os 55 anos.

Referências

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CANOVAS, Daniele Cristina; GUEDES, Dartagnan Pinto. Impacto de diferentes intensidades de caminhada em fatores de risco cardiovasculares em mulheres sedentárias. Saúde e Pesquisa, v. 5, n. 1, p. 217-224, 2012.

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Treinamento de Força no Desempenho de Capacidades Funcionais em Mulheres Idosas. Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento, v. 16, n. 1, 2011.

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PEDRINELLI, André; GARCEZ-LEME, Luiz Eugênio; NOBRE, Ricardo do Serro Azul. O efeito da atividade física no aparelho locomotor do idoso. Revista Brasileira Ortopédica, v. 44, n. 2, p. 96-101, 2009

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