6 ANALYSE OG DISKUSJON
6.2 O PPLEVD VERDI OG PREFERANSE FOR INTERNETTHANDEL
Estudos de emoções, no âmbito da Linguística Aplicada nacional, vêm crescendo e chamando a atenção de pesquisadores dessa área (ARAGÃO, 2005, 2007, 2008, 2011; BARCELOS, 2010, 2013; COELHO, 2011; CÂNDIDO
RIBEIRO, 2012; REZENDE, 2014; RODRIGUES, 2015). Tem sido enfatizada, cada vez mais, a necessidade e as contribuições dos estudos de emoções, especificamente dos professores, na realidade desses profissionais. A seguir, mostro alguns dos estudos encontrados no Brasil.
Em sua tese de doutorado, Aragão (2007) pesquisou a conexão entre as emoções de professores de língua inglesa em pré-serviço e seus processos de ensino-aprendizagem, considerando as experiências vivenciadas anteriormente pelos participantes, bem como suas reflexões sobre esses processos. Essa pesquisa narrativa de cunho etnográfico feita em uma sala de aula do curso de graduação em Letras Português/Inglês da Universidade Federal de Minas Gerais teve o objetivo de analisar o papel dessas experiências e das emoções no processo de ensino e aprendizagem. Para o estudo de emoções, Aragão se baseou nos estudos da Biologia do Conhecer, do biólogo chileno Humberto Maturana (1998, 2005). Os resultados sugeriram que as emoções, reflexões e histórias de aprendizagem influenciaram as ações em sala de aula. Aragão conclui que o processo de reflexão tem um resultado positivo e auxilia os alunos a terem consciência de suas crenças como também de suas emoções em relação à aprendizagem de inglês, além de os ajudarem a identificar a melhor forma para se desenvolver nesse idioma.
A tese de doutorado de Coelho (2011) procurou analisar e compreender as experiências e emoções de onze professoras de língua inglesa participantes do PECPLI (Programa de formação continuada na Universidade Federal de Viçosa) entre 2004 e 2009. As participantes eram professoras de língua inglesa, não apenas da cidade de Viçosa, que trabalhavam em contextos diversos, tais como: escolas públicas, privadas e cursos de idiomas. Esse estudo de caso teve o objetivo de identificar a influência das emoções e das experiências vivenciadas pelas participantes no PECPLI a respeito dos relatos dessas professoras sobre suas práticas como docentes, evidenciando suas transformações nos domínios fisiológico, relacional e pedagógico. Os instrumentos de coleta de dados foram: narrativas, conversas com as participantes, gravações em áudio e vídeo, notas de campo e questionários de avaliação anual.
Coelho também utilizou a Biologia do Conhecer proposta por Humberto Maturana para realizar seus estudos. A pesquisadora concluiu que houve dois momentos diferentes. O primeiro (2004-2006), foi um espaço de
39 compartilhamento de experiências relacionadas ao local de trabalho; dessa forma, emoções como frustração e insatisfação emergiram. Já no segundo momento (2007-2009), Coelho identificou que as emoções como acolhimento e aceitação vividas no PECPLI propiciaram uma nova forma de agir, o que fez com que as docentes refletissem mais sobre suas práticas e, assim, chamassem para si a responsabilidade de seus trabalhos, fazendo com que a aceitação da realidade que viviam viesse à tona. Dessa maneira, a autora concluiu que mudanças podem ocorrer, mas que a transformação da ação depende da transformação da emoção. Ela ainda coloca que sua pesquisa pôde contribuir para a constatação da importância de programas de formação continuada, que são espaços de reflexão, pois propiciam o compartilhamento de experiências e emoções.
Rezende (2014) realizou um autoestudo sobre suas emoções enquanto professora de língua inglesa atuante em escola pública, tendo como referencial teórico os estudos de Humberto Maturana. Os dados foram coletados através do diário de emoções (ZEMBYLAS, 2004) e memorando da amiga crítica. Os resultados mostraram que, no início de sua prática nesse contexto, apareceram emoções como: tristeza, angústia, desespero, raiva e descrença. Essas emoções ocorreram, na maior parte das vezes, em seu período de adaptação e foram resultado de sua interação com os alunos, com seus colegas de trabalho, como também com seus superiores. No entanto, mais tarde, após reflexões sobre suas atitudes diante da desmotivação e até d o desrespeito dos alunos, ela modificou suas atitudes e, assim, percebeu emoções positivas, tais como: felicidade, esperança e amor. No entanto, Rezende ressalta que em relação aos seus colegas de trabalho e superiores a única emoção nova e positiva foi a de tolerância. Desse modo, a autora pode perceber, durante sua atuação como professora, que vivenciou emoções dinâmicas e fluídas (REZENDE, p.93).
Cândido Ribeiro (2012) pesquisou os aspectos afetivos de uma professora de Língua Inglesa em formação inicial. Prioritariamente, ele se baseia em estudos de Zembylas (2002a, 2002b, 2003a, 2003b, 2005c) sobre emoções e de Masters, et. al. (1979), Araújo (2003), Wegner e Petty (1994), Brown (2007), Ortony et. al. (1987), Jackes e Vicari (2005) e Araújo (2011), no que se refere à área da afetividade. O objetivo de seu trabalho foi investigar os estados afetivos que permearam as práticas de duas
professoras de língua inglesa em formação inicial. Para tanto, ele utilizou, como instrumento de coleta de dados, diários, entrevistas semiestruturadas, notas de campo, observações e gravações de aulas em áudio. Os resultados apontaram que as professoras vivenciaram vários estados afetivos positivos, como também negativos, durante suas interações com os alunos e com os outros indivíduos que compunham seus contextos de trabalho. A vivência desses estados afetivos foi marcada por questões como crenças, relações de poder e regras emocionais, que ajudaram na caracterização de um trabalho emocional mais positivo de uma professora e mais negativo de outra. Os resultados também mostraram a necessidade de um contexto de trabalho que apoie os professores na sua prática inicial nas escolas por meio do monitoramento, compartilhamento de ideias e, principalmente, que os ouça e, assim, os ajude a refletir sobre sua prática.
Em resumo, os estudos sobre emoções sugerem a influência destas no trabalho do professor (SCHUTZ e ZEMBYLAS, 2009). Segundo Zembylas (2002b), teorias e pesquisas recentes em diversas perspectivas têm enfatizado o papel das emoções em ajudar as pessoas a sobreviver, a se adaptar, a motivar o aprendizado e a se comunicar com os outros que estão à sua volta (HYSON, 1996 apud ZEMBYLAS, 2002b). O autor também coloca que pesquisas em psicologia (e.g., LAZARUS, 1991 apud ZEMBYLAS, 2002b), sociologia (e.g., KEMPER, 1993 apud ZEMBYLAS, 2002b) e outras áreas reafirmam o papel que as emoções têm na forma com que reconhecemos o mundo, nos valores que nós temos e nas nossas relações com os outros. Assim, Nias (1989, 1993, 1996 apud ZEMBYLAS, 2002b) identificou a necessidade de estudos sobre as emoções dos professores, visto que, para ele, ensinar não é um empreendimento técnico, mas sim algo bastante ligado à vida pessoal dos docentes. Desse modo, quando há problemas de cunho emocional no ambiente de trabalho, isso pode refletir na vida particular dos professores e causar problemas em suas relações familiares e de amizade.
Neste capítulo, apresentei os pressupostos teóricos que embasaram esta pesquisa. Primeiramente, discorri sobre o CI, apontando definições, aspectos importantes a serem considerados por um coach e os trabalhos sobre CI encontrados no exterior e no Brasil. Na segunda parte, apresentei definições de emoções, como também pesquisas sobre emoções de professores no cenário internacional e nacional. Finalizadas as revisões, descrevo, no próximo
41 capítulo, os percursos metodológicos deste trabalho.