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Nye lederperspektiver / egenskaper

In document Ledelse og sosiale medier (sider 48-51)

Todo trabalho exige esforço e todo trabalho está sujeito a variabilidades que geram constrangimentos. A noção de estratégia e de modo operatório está associada à margem de manobra que o operador se prevalece para atingir os objetivos da empresa.

Segundo Silvino e Abrahão (2005), as estratégias são definidas como sendo um processo de regulação que pressupõe mecanismos cognitivos como a categorização, a resolução de problemas e a tomada de decisão. O conceito de estratégias contribui para o entendimento do trabalho real, elas podem ser compreendidas como uma série ordenada de passos para a resolução de problemas, devido ao raciocínio exigido, proporcionando a ação. Relaciona estratégia operatória à ação, aos passos realizados para resolver os problemas que surgem com base no pensar do trabalhador, no raciocínio (MONTMOLLIN, 1990; MONTMOLLIN, 1995).

No que se referem aos modos operatórios, estes são considerados um conjunto de procedimentos adotados pelo operador e que são consequência da distância irredutível entre tarefa e atividade. Os procedimentos podem levar a uma sobrecarga de trabalho, a um nível de estresse e a uma responsabilidade além do que inicialmente era sugerido no âmbito da contratação e orientação recebida. Tal fato é consequência do compromisso assumido pelo operador. Nesse sentido, o modo operatório reflete a modificação feita pelo operador em sua maneira de trabalhar à luz do compromisso firmado, levando em conta os objetivos exigidos pela organização, os meios de trabalho, os resultados a serem atingidos e o estado interno do trabalhador.

Após a seleção das estratégias, o indivíduo é capaz de operacionalizar um conjunto de procedimentos para alcançar o objetivo planejado, aos procedimentos dá-se o nome de modos operatórios. Segundo Guérin et al. (2001), os modos operatórios são resultado de uma regulação entre (a) os objetivos, (b) os meios disponibilizados, (c) os resultados produzidos e (d) o estado interno do operador. Estes adaptam cada vez mais suas estratégias em função do seu custo físico, em termos de esforços a fornecer e do tempo destinado à realização das tarefas. Essa concepção mostra que as formações das competências adquiridas diante das experiências, proporcionam a base da elaboração dos modos operatórios, os quais podem ser considerados estratégias para equilibrar alguns declínios nas funções psicofisiológicas. A relação entre estratégia e modo operatório fica evidenciada quando estes autores ressaltam a necessidade de elaborar novos modos frente aos diferentes limites impostos pela tarefa.

Em uma empresa, em geral, surgem às organizações informais e desse grupo podem surgir regras não definidas, criadas pelo coletivo dos operadores para atingir os objetivos traçados porque os operadores, nesse caso, não conseguem ter uma margem de regulação diante das condições oferecidas pela empresa. Portanto, há uma relação entre a

organização de trabalho e as estratégias adotadas pelos operadores nas quais as empresas podem conceder uma margem maior ou menor de regulação.

Os termos “modo operatório” e “estratégia operatória” são resultados da regulação, inerentes à atividade face a tarefa. O operador orienta suas ações para responder aos objetivos propostos pela organização e busca atender os seus limites. O modo operatório ocorre com a missão de suprir as exigências da tarefa prescrita em função da competência do operador e dos meios à disposição. As estratégias são pensadas, planejadas e organizadas a partir de experiências e conhecimentos que o torna capaz de resolver um problema ou até desenvolver determinado modo operatório novo. (GUÉRIN et al, 2001)

Para Tersac e Maggi (2004) a regulação está associada ao gerenciamento das variabilidades, se manifesta nas ações exercidas pelo trabalhador diante dos constrangimentos impostos pela tarefa.

Laville e Volkoff (2007) apresentam dois tipos de regulação: a regulação por evitamento, quando o trabalhador organiza seu trabalho evitando que determinadas atividades sejam executadas em determinados períodos ou evitam fazer determinadas tarefas; e a regulação por compensação, manifestada através da adoção de regulação funcional, por exemplo, uma mudança de método para atingir o objetivo esperado e/ou mudança de objetivo quando a situação permite.Segundo Falzon (2007), a regulação ajusta a diferença entre o resultado de um processo de produção e a produção desejada. A utilização depende do contexto em que a regulação incidiu. Por exemplo, regulador de um sistema técnico e/ou regulador de sua própria atividade. Ainda segundo o autor, as funções de regulação do operador podem agir sobre as atividades ou sobre as tarefas. No 1º caso, o operador modifica a atividade; no 2º caso, o operador pode mudar seu modo operatório, para comprovar alcance dos objetivos. Ou seja, o trabalhador modifica sua maneira de trabalhar, de executar a atividade, para atingir os objetivos determinados pela empresa.

Dentro da concepção da situação de trabalho e das diversas imprevisibilidades que surgem nesse contexto, os operadores executam constantes processos de regulação na execução de suas atividades, passando pela reorientação da ação para cumprir os compromissos traçados pela organização, utilizam-se de seus conhecimentos, condições físicas e mentais, levam em consideração as condições de trabalho, resultando na construção de MODOS OPERATÓRIOS. Ou seja, de um lado têm-se resultados a serem alcançados, os objetivos da empresa, os meios e recursos para alcançar e o estado interno do operador, ou seja, de um lado o estado interno do operador, os meios para executar a tarefa determinada, os

objetivos e resultados a serem atingidos provocam a regulação diante das imprevisibilidades do sistema; do outro lado constroem os modos operatórios para atingir os objetivos. (Figura 3)

Figura 3 – Modo operatório.

Fonte: GUÉRIN et al., 2001, p. 65

Além do contexto mencionado na Figura 3, os autores ainda apresentam duas situações: uma não restritiva, na qual, os índices de alerta relativos à fadiga levam o operador a modificar os meios de trabalho ou os objetivos para evitar danos à sua saúde. Outra, quando não é possível agir sobre os meios de trabalho ou sobre os objetivos - em situação sujeita a constrangimentos; no 1º momento, os resultados exigidos são atingidos ao custo de modificações do estado interno, que com o tempo, geram agressões à saúde. No segundo momento, o operador já exposto à sobrecarga, não consegue mais atingir os objetivos exigidos, quaisquer que sejam os modos operatórios adotados. (GUÉRIN et al., 2001, p. 66- 67)

Na percepção de sistema, no olhar como um todo, ao identificar que os meios oferecidos não são adequados e/ou os objetivos traçados demanda de um esforço além do normal; havia a alternativa de modificar a tarefa prescrita, os meios ou até a organização de trabalho para proporcionar melhor qualidade de vida. Os operadores, por muitas vezes, não podem modificar os objetivos a serem alcançados, a organização de trabalho e os recursos disponíveis; a rigidez no espaço de manobra sobre a regulação os constrangimentos oriundos das imprevisibilidades é que remete ao operador, ações que causam fadiga ao corpo e a mente.

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