• No results found

Mais do que uma recolha de informação, a finalidade central do presente estudo prendeu-se com a apresentação de novos dados, úteis não só para a área que o abrange, como para os profissionais que dela se ocupam.

Recordando o cerne desta pesquisa, os objetivos iniciais residiam essencialmente na caracterização do bloco operatório de uma unidade hospitalar, tendo por base os riscos em que incorrem os diferentes profissionais que aí trabalham. Mais do que isso, procurou-se entender em que medida a formação dos profissionais e o seu conhecimento acerca dos riscos que correm têm uma efetiva influência sobre os comportamentos que adotam no quotidiano laboral, em termos de segurança, bem como de que forma a adoção de comportamentos seguros pode estar associada ao decréscimo da taxa de ocorrência de acidentes, particularmente com materiais de natureza biológica e química.

A análise dos resultados permitiu-nos auferir que, na prática hospitalar, os acidentes de natureza biológica são mais expressivos e aportam consequências tão graves, que podem marcar para sempre quer pessoal, quer profissionalmente um indivíduo, pois muitos acidentes podem culminar, nos casos mais extremos, na morte. Por outro lado, a exposição acidental a agentes químicos por vezes tem resolução imediata, tal como ocorre com a inalação excessiva de agentes halogenados, podendo-se justificar, aqui, o facto de existirem escassas referências.

A maior percentagem de respondentes ao questionário que conduziu ao presente estudo pertence ao grupo de enfermeiros (50%), de um total de 86 participantes, entre médicos- cirurgiões, anestesiologistas e assistentes operacionais.

Os profissionais que referiram ter sofrido acidentes/incidentes de natureza biológica em horário de trabalho no BO correspondem a 39,5%, contra 11,8% que referiram exposição acidental aos materiais de natureza química.

A maior parte dos questionados admite, que a atividade profissional que desenvolve é causadora de algum nível de ansiedade ou stress (70,1%).

Existe uma associação direta entre a categoria profissional e a ocorrência de acidentes com materiais de natureza biológica a favor dos cirurgiões.

A esmagadora maioria de profissionais (97%) que referiu ter sofrido acidentes de trabalho entendia ter perceção dos riscos acometidos pela sua profissão, sem, mesmo assim, estar, em alguns casos, vacinados contra a Hepatite B.

No que concerne ao estado vacinal contra a hepatite B, verificou-se que 10,6% dos participantes não estavam vacinados, o que pressupõe um elevado risco de contrair a referida infeção, cuja gravidade e cronicidade pode, no limite, conduzir irremediavelmente ao óbito. Neste sentido, como medida organizacional, embora a toma de vacinas não tenha imposição legal, recomenda-se que se definam estratégias, a fim de que todos os colaboradores afetos ao BO possam beneficiar do esquema vacinal e consequente imunidade frente ao vírus da Hepatite B.

Com relação à formação dos profissionais em riscos decorrentes das atividades desenvolvidas no BO, cremos que deveria ser um requisito obrigatório e indissociável destas categorias profissionais, no sentido de evitar ao máximo acidentes e ocorrências desagradáveis que possam comprometer não apenas o trabalho das pessoas, como também o seu bem-estar e a sua saúde.

Com vista nas medidas de proteção individual, acreditamos que os profissionais têm a sua cota de responsabilidade, pelo que nos parece importante incentivar o uso correto e adequado de EPI no contexto laboral, que poderá prevenir e proteger os indivíduos de ocorrências acidentais.

Atendendo à eliminação ou limitação dos riscos na origem, incentivamos que se continue a aderir às recomendações da OSHA e NIOSH relativamente ao uso de agulhas de sutura com ponta romba, como principal medida de engenharia. Ainda neste ramo, sugerimos e reforçamos a substituição de aplicação de pontos de sutura com agulha por aplicação de agrafos/clips em todos os casos que tal seja fatível, assim como o uso de agulhas e cateteres que apresentam mecanismos acrescidos de segurança em todos os casos de abordagem venosa e arterial.

Atentando às limitações que consideramos poderem ter condicionado esta investigação, parece-nos relevante referir apenas que a informação recolhida a partir dos respondentes pode ter sido prejudicada pela memória dos mesmos, já que, no momento de recolha, alguns deram conta de que já não se recordavam de todos os dados requeridos, pelo que algumas respostas podem ter sido negativamente influenciadas.

Relativamente a possíveis futuros estudos nesta linha de investigação, sugerimos uma caraterização mais exaustiva, in loco, centrada no tipo de risco, para que sejam elaborados programas formativos mais específicos, constituindo uma medida preventiva mais eficaz para a diminuição de acidentes de trabalho no BO.

BIBLIOGRAFIA

Abreu, M. J. & Braga, L. (2011). Conforto vs Desempenho dos Dispositivos Médicos não Activos: Necessidade ou Luxo? International Symposiun on occupational safety and hygiene, SHO. Universidade do Minho, Guimarães.

ACSS (2011). Recomendações Técnicas para Bloco Operatório. Disponível em: www.acss.min- saude.pt/Portals/0/RT_05-2011%20DOC%20COMP%20PDF.

Aguilar, E. G. (2009). Selección De Pantallas Faciales y Gafas De Protección. Npo: 792 -09-022- 3. Instituto Nacional de Seguridad e Higiene en el Trabajo. Disponível em:

www.insht.es/inshtweb/contenidos/.../normativafdn_17.

Areosa, J. (2011). Riscos ocupacionais da imagiologia: Estudo de caso num hospital português. Tempo Social, Revista de Sociologia da USP, V. 23, n.2.

Areosa, J. (2013). As percepções dos riscos dos trabalhadores: Qual a sua importância para a prevenção de acidentes de trabalho? Vila do Conde: Editora Civeri, pp. 66-97.

Arezes, P.M.F.M (2002). Percepção do risco de exposição ocupacional ao ruído. Tese de Doutoramento: Escola de Engenharia, Universidade do Minho.

ASA, A. S. (2011). About ASA. Obtido em 20 de junho de 2016, the Wibe site de American Society of Anesthesiologists: http://www.asahq.org.

Barash, P. G., Cullen, B. F., Stoelting, R. K., Cahalan, M. K., Stock, M. C., & Ortega, R. (2014). Manual de Anestesia Clínica (7ª Edicão). Wolters Kluwer/ Lippincott Williams & Wilkins.

Boaventura, J. L. (1997). Infecção por HIV pós-exposição profissional em trabalhadores de saúde: actualização e atitudes preventivas. Acta Médica Portuguesa, 10, 469-478.

Canalli, R. T. C. (2012). Riscos ocupacionais e acidentes com material Biológico em profissionais de enfermagem da saúde coletiva. Tese de Doutoramento: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo.

Carneiro, P. (2005). Análise Ergonómica da Postura e dos Movimentos na Profissão de Médico Dentista. Dissertação de Mestrado, Universidade do Minho: Guimarães. Disponível em:

http://hdl.handle.net/1822/960.

Castañeda, A. H. (2008). Calçado Para Protección Individual: Especificaciones, Clasificación y Marcado. Norma Técnica De Prevenção- Ntp 813. Instituto Nacional de Seguridad e Higiene en el Trabajo. Disponível em: www.insht.es/inshtweb/contenidos/...ntp/.../813%20web.pdf.

Centers for Disease Control and Prevention (CDC). (2008). Uso de agulhas de sutura com ponta romba para diminuir lesões percutâneas no pessoal cirúrgico. Boletin informativo de seguridade y salud. DHHS (NIOSH), Nº 2008(101). Disponível em:

http://www.cdc.gov/spanish/niosh/docs/2008-101sp. Consultado em: 28 de julho de 2016.

Centers for Disease Control and Prevention (CDC). (2015). Hospital respiratory Protection Program Toolkit. Nº 2015(117). Disponível em: http://www.cdc.gov/niosh/docs/2015- 117/default.html.

Decreto-Lei n.º 121/2013, de 22 de agosto. Regime jurídico relativo à prevenção de feridas provocadas por dispositivos médicos corto-perfurantes que constituam equipamentos de trabalho nos setores hospitalar e da prestação de cuidados de saúde. Diário da República, 1.ª Série – Nº161.

DGS (2004). Medidas de controlo de agentes biológicos nocivos à saúde dos trabalhadores. Módulo 1. Recomendações gerais. Lisboa.

DGS (2014). Vigilância da Tuberculose nos profissionais de saúde. Orientação da Direção-Geral da Saúde - Circular normativa, Nº 010/2014. Disponível em: https://www.dgs.pt/paginas-de- sistema/saude-dea-a-z/tuberculose1/normas.aspx.

DGS (2016a). Portal da estatística da saúde. Disponível em: https://www.dgs.pt/portal-da- estatistica-da-saude.aspx. Consultado em: agosto de 2016.

DGS (2016b). Vigilância da saúde dos trabalhadores expostos a radiação ionizante – Guia técnico N. 1 / Programa nacional de Saúde ocupacional: 2º Ciclo – 2013-2017. Disponível em:

www.dgs.pt.

DOD (2015). Dictionary of Military Terms. Disponível em: http://www.dtic.mil/doctrine/dod- dictionary/data/h/4623.html.

Duarte, A. E Martins, O. (2014). Enfermagem em bloco operatório. 1ª edição. Lidel – edições técnicas, Lda. Pp. 54.

European Union. (2011). Occupational health and safety risks in the healthcare sector - Guide to prevention and good practice. Disponível em http://ec.europa.eu/social.

Faria, A. M. C. (2008). Caracterização e Análise dos Acidentes de Trabalho com Profissionais de Enfermagem numa Instituição Hospitalar. Dissertação de Mestrado. Universidade do Minho: Guimarães. Disponível em: http://hdl.handle.net/1822/8207.

Fernandes, C. M. (2014). Níveis de conforto térmico para os utilizadores de salas de operações. Dissertação de Mestrado. Universidade do Minho: Guimarães. Disponível em:

http://hdl.handle.net/1822/35309.

Fortin, M. F. (2009). O processo de investigação: da concepção à realização. 5 ª edição. Lusociência – Edições Técnicas e Científicas, Lda, 22-321.

Freitas, L.C. (2011). Manual de Segurança e Saúde do Trabalho (2ª edição). Edições silabo.

Gerhardt, T. E. & Silveira D. T. (2009). Métodos de pesquisa (1ª edição). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil.

Gil, A. C. (2007). Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4ª ed. São Paulo, Editora Atlas.

Gomes, A. R. (2014). Stresse Ocupacional em Profissionais de Saúde: Um Estudo Comparativo Entre Médicos e Enfermeiros. Revista Interamericana de Psicologia. Vol. 48(1), 129-141.

Gomes, A. R., Cruz, J. F. A. & Cabanelas, S. (2009). Estresse Ocupacional em Profissionais de Saúde: Um Estudo com Enfermeiros Portugueses. Psicologia: Teoria e Pesquisa. Vol. 25(3), 307-318.

Goméz, E. C. (2012a). Guantes de protección contra microorganismo. Normas técnicas de prevención. Instituto nacional de seguridade e higiene en el trabajo.

Goméz, E. C. (2012b). Ropa de protección contra produtos químicos. Norma Técnica de Prevención (NTP) 929. Centro nacional de médios de protección. Instituto Nacional de Seguridad e Higiene en el Trabajo.

Governo de Portugal (2015). Disponível em: http://www.acss.min-saude.pt/. Consultado em: dezembro de 2015.

GTBO (2015). Relatório de Avaliação da situação Nacional dos Blocos operatórios. Disponível em:

http://www.apca.com.pt/documentos/2015/Avaliacao_situacao_nacional_blocos_operatori os_Outubro2015.pdf.

Hill, M. M. & Hill, A. (2012). Investigação Por Questionário (2ª edição). Edições sílabo, Lisboa, 19-51.

ISO, 7730:2006. (2006). Ergonomics of the thermal environment — Analytical determination and interpretation of thermal comfort using calculation of the PMV and PPD indices and local thermal comfort criteria. International Organization for Standard.

Jornal Oficial da União Europeia (2016). Regulamento (UE) 2016/425 do Parlamento Europeu e do Conselho de 9 de março de 2016 relativo aos equipamentos de proteção individual e que

revoga a Diretiva 89/686/CEE do Conselho. Disponível em: http://eur-lex.europa.eu/legal- content/PT/TXT/?uri=CELEX%3A32016R0425.

Lamiri, M., Dreo, J. & Xie, X. (2007). Operating Room Planing with Random Surgery Time. International conference on Automation Science and Engeneering. Scottsdale, AZ, USA.

Publisher: IEEEXPLORE- Digital Library. Disponível em:

http://ieeexplore.ieee.org/document/4341749.

Lima, J. P. B. (2008). A Utilização de equipamentos de proteção individual pelos profissionais de enfermagem - Práticas relacionadas com o uso de luvas. Dissertação de Mestrado. Universidade do Minho: Guimarães.

Lopes, A. J. M. (2012). Gestão do Bloco Operatório. Dissertação de Mestrado em Gestão de Unidades de Saúde. Escola de Economia e Gestão. Universidade do Minho.

Lundin, I. B. (2016). Metodologia De Pesquisa Em Ciências Sociais. Escolar Editora. Maputo, Moçambique, 37-390.

Machado, A. C. L. P. (2013). Stress, Avaliação Cognitiva, Burnout e Comprometimento: Um Estudo com Profissionais de Saúde. Dissertação de Mestrado: Área de Especialização em Psicologia Clínica e da Saúde. Escola de Psicologia, Universidade do Minho.

Márquez, J. F., Carreño, M. G., González, J. J. A., Díaz, R. M. & Otaolarruchi, J. S. (2014). Recomendaciones en la selección de equipos de protección y de limpieza ante un posible caso

ébola. Disponível em:

http://gruposdetrabajo.sefh.es/gps/images/stories/publicaciones/Documento_WEB_GPS_E PI_14_11_14.pdf.

Miguel, A. S. S. R. (2014). Manual de Higiene e Segurança do Trabalho (13ª Edição). Porto Editora.

Moore, R., Gupta, P. & Duval Neto, G. F. (2013). Fadiga ocupacional: impacto na saúde do anestesiologista e a segurança dos pacientes cirúrgicos: nós, como anestesiologistas estamos frequentemente trabalhando em um ambiente estressante. Você discorda disso?. Revista Brasileira de Anestesiologia, Campinas , v. 63(2), 167-169.

Morgan, G. E.; Mikhail, M. S. & Murray, M. J. (2006). Anestesia Clínica (3ª edição). Rio de Janeiro. Editora: Revinter Lda.

NIOSH (2009). State of the Sector - Healthcare and Social Assistance. Disponível em

http://www..cdc.gov/niosh/docs/2009-139.pdf]http://www..cdc.gov/niosh/docs/2009- 139.pdf, consultado em 7 de dezembro 2015.

Norton, P. (2015). Avaliação da concentração de gases anestésicos no hospital de São João. Artigo original publicado na Revista da Sociedade Portuguesa de Anestesiologia. Vol. 24 (04), pp.9497.

Omar, A. A. (2014). Occupational Injuries Prone to Infectious Risks Amongst Healthcare Personnel in Kuwait: A Retrospective Study. Medical principles and practice. 123-128. Disponível em: www.karger.com/mpp.

Ordem dos Enfermeiros. (2004). Orientações Relativas às Atribuições do Enfermeiro Circulante. Revista da Ordem dos Enfermeiros, pp. 1-2.

Pacheco, C. (2012). Perceção de Risco e Comportamentos Seguros – Qual o Papel destes elementos enquanto componentes da cultura de segurança? Dissertação de Mestrado. Instituto Politécnico de Setúbal.

Pegado, A. M. M. O. (2010). Gestão de Bloco Operatório – Modelos de Gestão e Monitorização. Dissertação de Mestrado em Gestão de Saúde, ENSP/UNL / Lisboa.

Perdigoto, P. A. B. (2012). Riscos no Bloco Operatório – realidades que podem influenciar a gestão. Dissertação de Mestrado, Instituto Politécnico de Bragança.

Pedroto, I. M. T. C., Nunes, S., Matos, L., Maçoas, F., Macedo, G. ... Marinho, T. R. (2016). Rede Nacional de Especialidade Hospitalar e de Referenciação. Factos e números da doença

hepática. Disponível em: www.sns.gov.pt/wp-content/.../11/RRH- gastroenterologia_hepatologia.pdf.

Pereira, D. (2012). Sistemas de Informação na Saúde – perspetivas e desafios em Portugal. (2ª edição). Lisboa: Edições Sílabo.

Pereira, H. C. M. (2014). Modelo de Gestão do Bloco Operatório. Dissertação de Mestrado em Gestão de Empresas, Universidade Autónoma de Lisboa. Disponível em:

http://repositorio.ual.pt/bitstream/11144/440/1/Disserta%C3%A7%C3%A3o%20Helena%20 Pereira.pdf.

Sandvik, A., Klingen, T. A. & Langård, S. (2014). Sinonasal adenoid cystic carcinoma following formaldehyde exposure in the operating theatre. Journal of Occupational Medicine and Toxicology, 9(43), Disponível em: http://www.occup-med.com/content/9/1/43.

Sen, J. & Sen, B. (2013). Control of Hazards in Operation theater. Indian Journal of Clinical Pratice, Vol. 24(7), 615-619.

Siegel, J. D., Rhinehart, E., Jackson, M., Chiarello, L. & the Healthcare Infection Control Practices Advisory Committee. (2007) Guideline for Isolation Precautions: Preventing Transmission of Infectious Agents in Healthcare Settings. Disponível em:

http://www.cdc.gov/ncidod/dhqp/pdf/isolation2007.pdf.

Silva, E. A. S. (2010). Percepção do risco e cultura de segurança – O caso aeroportuário. Dissertação de Mestrado em Dinâmicas Sociais, Riscos Naturais e Tecnológicos. Especialidade: Ciências do Risco. Faculdade de economia, Universidade de Coimbra.

Silva, V. M. M. (2014). Gestão da informação de acidentes de trabalho em profissionais de saúde - proposta de um sistema de gestão da sinistralidade laboral no centro hospitalar São João. Dissertação de Mestrado em Ciência da Informação. Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Sotomayor, A. M.; Rodrigues, J. & Duarte, M. (2013). Princípios de Gestão das Organizações. (1ª edição).

The Joint Commission (2014). Implementing Hospital Respiratory Protection Programs: Strategies from the field. Oakbrook Terrace, IL: The Joint Commission. Disponível em:

https://www.jointcommission.org/assets/1/18/Implementing_Hospital_RPP_2-19-15.pdf.

World Health Organization (WHO). (2012). Variant Creutzfeldt - Jakob disease. Fact sheet Nº 180. Disponível em: www.who.int/zoonoses/diseases/bse/en.