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Nye eller uvanlige fremmedarter, samt rødlistearter

3.1 Fremmede karplanter

3.1.1 Nye eller uvanlige fremmedarter, samt rødlistearter

32 No decorrer do estudo já são citadas algumas referências de caráter oficial do Ministério da Educação e Cultura (MEC) e do Plano Nacional de Educação (PNE) no que se referiu à educação ambiental e indígena. É oportuno, no entanto, ampliar referências do MEC que vão ao encontro da proposta deste trabalho.

Pela sua própria denominação, o Ministério da Educação e Cultura é o órgão ao qual compete sistematizar e organizar o currículo de ensino no Brasil. Sendo assim, sua incumbência é planejar e dar as diretrizes para garantir uma educação com qualidade. Por ser um órgão de suma importância, uma de suas responsabilidades é oferecer a todos os estudantes, sejam eles indígenas ou não, um programa educativo que trabalhe com temas essenciais e transversais em todo território brasileiro, incluindo, por exemplo, a educação ambiental.

No ano de 2012, o Conselho Nacional de Educação (CNE), após diálogo entre governo, sociedade civil e sistemas de ensino, decidiu que tanto a Educação Ambiental como a Indígena deveriam ter diretrizes curriculares para poder atender às demandas:

O Ministério da Educação (MEC) homologou, na última quarta- feira (13), diretrizes curriculares nacionais para a educação ambiental e para a educação indígena. A assinatura dos documentos foi realizada pelo ministro Aloizio Mercadante na abertura oficial do Encontro de Juventude e Educação para a Sustentabilidade Socioambiental, uma das participações do MEC na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. (BRASIL, CNE, 2012).

O documento “MEC - Diretrizes Curriculares para a Educação Ambiental e Indígena” também mostra que as áreas indígenas por todo território brasileiro devem ser envolvidas nas questões ambientais, conforme segue:

O MEC pretende, em pouco mais de um ano, envolver 13 mil escolas da educação básica - inclusive as de áreas indígenas, quilombolas e de assentamentos rurais - e quatro milhões de estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental para discutir e aprender sobre questões ambientais (BRASIL, CNE, 2012).

33 Tassinari e Gobbi (2009) mostram o destaque que o documento Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil apresenta em relação às práticas educativas das crianças no Brasil. Nele é assegurado que todas as crianças brasileiras sejam educadas para serem cidadãs e para respeitarem o seu território; eis a importância do cuidar do meio ambiente. Como apontam as autoras, é preciso desenvolver “o respeito à dignidade e aos direitos das crianças consideradas nas suas diferenças individuais, sociais, econômicas, culturais, étnicas, religiosas, etc.”:

Tal preocupação também está presente na legislação referente à educação infantil. O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (MEC, 1998) assegura que as práticas educativas devem “promover e ampliar as condições necessárias para o exercício da cidadania das crianças brasileiras” (MEC, 1998, p. 13) e, para que isso seja possível, um dos princípios regentes deve ser “o respeito à dignidade e aos direitos das crianças consideradas nas suas diferenças individuais, sociais, econômicas, culturais, étnicas, religiosas, etc.” (TASSINARI; GOBBI, 2009, p. 98).

Como complemento das referências acima, temos as contribuições de Rodrigo Bastos Cunha, em seu artigo “Políticas de línguas e educação escolar indígena no Brasil”, no qual salienta:

Para conquistas como essas, Maria Helena Fialho, responsável pela Coordenação Geral de Educação da FUNAI, reforça que os indígenas têm participado ativamente nos fóruns organizados pelo MEC em parceria com o órgão indigenista federal, nas audiências públicas e em outras reuniões. A FUNAI, que outrora geria a educação indígena em todo o país, atua atualmente no incentivo à participação dos índios nas discussões nessa área, já que a coordenação das ações escolares de educação indígena está, atualmente, a cargo do MEC, e a sua execução, a cargo dos Estados e Municípios (CUNHA, 2008, p. 155).

De acordo com a citação acima, o órgão mais importante para os índios do Brasil, a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), sempre está presente em reuniões públicas, aproximando-se cada vez mais do Ministério da Educação e Cultura, ou melhor, acatando orientações para o plano educacional em escolas indígenas.

34 E ainda, temos abaixo a discussão que Fialho traz sobre as questões das Políticas Públicas, no texto: “Políticas de línguas e educação escolar indígena no Brasil”, onde ela menciona que:

[...] a FUNAI, através de Oficinas de Políticas Públicas, tem buscado levar elementos para que os povos indígenas possam exercer o controle social sobre os diversos programas do MEC, como o FNDE e o Fundef, entre outros, objetivando atingir o maior número de comunidades para esse controle (FIALHO apud CUNHA, 2008, p. 155).

Pode-se constatar a preocupação de Fialho em relação às comunidades e povos indígenas, visando cada vez mais: a participação delas em programas e projetos elaborados no MEC e ainda a ajuda fornecida pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável por recursos financeiros do ensino fundamental. Ou seja, é visto, portanto, a preocupação no planejamento educacional com a intervenção do MEC, e também os recursos financeiros com o FNDE.

Cunha (2008) traz à tona a participação de povos indígenas como, por exemplo, os povos Cinta-Larga, onde, atualmente, são preparados diversos professores especializados na formação indígena, bem como a contribuição do MEC na preparação dos materiais didáticos e metodológicos para a educação indígena:

Além de promover oficinas, a Funai também publicou e distribuiu, entre 2003 e 2004, cartilhas para os Tupari, os Kalapalo, os Potiguara, os Cinta-Larga, os Karajá e os Bakairi. Essa atividade da Funai de edição e distribuição de material didático específico para os indígenas, no entanto, foi extinta e já não faz parte do Plano Plurianual do governo federal. Já o MEC investiu, no decorrer de 2005, um total de R$ 1 milhão em material didático para os índios e R$ 2 milhões na formação de 3 mil professores indígenas que ainda não haviam concluído o ensino médio. Essa formação é feita em regime de alternância, com um período de ensino intensivo de quatro semanas em um centro de formação e outro período de estudos realizados na própria aldeia, que podem eventualmente contar com a visita de tutores (CUNHA, 2008, p. 155).

Segundo o testemunho de Cunha (2008), o texto abaixo mostra que aumenta o número de professores que buscam na licenciatura uma preocupação em especializar-se na educação indígena:

35 Outra prioridade do MEC e das organizações indígenas e das voltadas para as comunidades de índios – sem as quais a política de línguas e de educação indígena no Brasil talvez fosse outra – é o aumento do número de licenciaturas específicas para professores indígenas (CUNHA, 2008, p. 155).

Neste capítulo será visto que a educação indígena e a educação ambiental, além de serem também supervisionadas pelo MEC, não são diferentes de outras categorias educacionais no plano nacional de educação; são elas importantes para a construção do saber por todo território brasileiro.

E, além disso, os dois campos da educação - ambiental e indígena - devem estar presentes em currículos escolares para que a criança seja mais envolvida e se transforme em cidadã, tanto em relação às questões do meio ambiente e o respeito à diversidade étnica e regional.